4 de maio de 2006

Santo Antônio do Pinhal/SP e Gonçalves/MG - Roteiros e dicas de passeios pelas terras altas da Serra da Mantiqueira

Esse é um dos passeios que fiz com a Márcia pela Serra da Mantiqueira, nas cidades de Santo Antônio do Pinhal/SP e Gonçalves/MG, localizadas no alto da Serra. 
Era um final de semana prolongado do feriado de Tiradentes que caiu em uma Sexta-feira e ficamos 1 dia em cada cidade, visitando os principais pontos turísticos.
Coloquei algumas dicas do roteiro que fizemos e outros passeios que podem ser incluídos.


Na foto acima, no topo da Cachoeira do Lageado, em Santo Antônio do Pinhal

Fotos dos lugares onde fomos: clique aqui



Atualizado Abril/2026

                                   Santo Antônio do Pinhal/SP
Situada no meio da montanhas da Serra da Mantiqueira e a cerca de 20 Km de Campos do Jordão, a cidade é uma ótima opção de hospedagem para evitar as caras pousadas de Campos do Jordão. 
Mas Santo Antônio do Pinhal também possui alguns passeios interessantes, sendo um deles bem radical.
Parte da cidade de Santo Antonio do Pinhal
A cidade é bem pequena e as belas paisagens se tornam um atrativo para as caminhadas, mas por não termos muito tempo disponível, só visitamos algumas cachoeiras, o Pico Agudo e a parte do centro da cidade. 
O acesso à essa cidade é uns 15 Km antes de chegar em Campos do Jordão, já subindo a serra, pegando uma saída à esquerda que leva até a cidade.
Nesse folheto digital fornecido pela prefeitura da cidade estão listadas algumas atrações turísticas, trilhas para caminhadas, restaurantes, atelies de artesanato e opções de hospedagem:

9 de abril de 2006

Cachoeira do Elefante - Serra do Mar de Bertioga/SP - Relato e algumas dicas

Este relato da minha primeira trip nessa região pode ser útil para quem curte belas cachoeiras próximas da cidade de São Paulo. 
Com acesso fácil por ônibus e carro é perfeito para um bate-volta em um fim de semana qualquer. 
Era minha primeira vez nessa cachoeira que é uma das maiores, próximas da cidade de SP. 
Foi também uma forma de lembrar do Eduardo Luis, mais conhecido como Mimduim (com "m" no meio mesmo), que foi o organizador dessa trip e que morreu em 2011. Seu corpo foi encontrado em uma prainha, na Trilha do Rio Mogi, em Paranapiacaba, na Serra do Mar.
Para quem não o conheceu, no final eu coloquei um texto sobre ele e o que pode ter acontecido em relação a sua morte.
A Cachoeira do Elefante também é conhecida por um outro nome: Cachoeira do Itapanhaú e se localiza na Serra do Mar, próximo da Rodovia Mogi-Bertioga.
Lembro que na época o Mimduim enviou uma mensagem para a lista de trekking onde eu participava, convidando para fazer a trilha dessa cachoeira e muitos aderiram. 
O grupo se tornou até um pouco grande, com 10 pessoas: eu, Mimduim, Clayton, Cabral, Yoshico, Marcelo Gibson, Gláucia, Alex e mais dois amigos dele que eu não lembro o nome.



Foto acima, na base da Cachoeira do Elefante


Fotos dessa caminhada: clique aqui

Tracklog para GPS, saindo do Km 81 da Rodovia Mogi-Bertioga: clique aqui 
Tracklog mais recente, saindo do Km 77: clique aqui




Antes quero deixar registrado que atualmente a região pertence ao Parque Estadual Restinga de Bertioga e o pessoal do Parque e da Policia Ambiental estão sempre fiscalizando essa área em torno da cachoeira, que faz parte do complexo de trilhas do Rio Itapanhaú, devido a obrigatoriedade do acompanhamento de monitores. Atentem a isso:

Início da trilha, junto da Rodovia
A data escolhida foi um Domingo e marcamos de todos se encontrar no Metrô Carrão onde uma van, já contratada pelo Mimduim, nos aguardaria. 
A saída, como de praxe, atrasou um pouquinho, mas as 08:00 hrs já estávamos seguindo pela Rodovia Ayrton Senna em direção à Mogi das Cruzes, onde iríamos pegar a Gláucia.

2 de outubro de 2005

Retorno à Pedra do Frade - Serra do Mar de Angra dos Reis/RJ - Dessa vez consegui - Relato com dicas

Esse retorno à Pedra do Frade era questão de honra. 
Eu tinha que voltar lá. Na primeira subida ao topo dessa Pedra chegamos só até a base e devido às chuvas intensas não foi possível alcançar o topo. Foi muito frustrante. Veja nesse relato aqui
Mas dessa vez pegamos uma janela de tempo muito boa e acampamos no topo sem chuvas. 
Depois de ter passado por um baita perrengue, onde não conseguimos chegar no topo por pouco, voltaria lá e tentaria subir, mesmo que estivesse chovendo horrores. 
Nesse retorno, a trip não era a mesma da primeira vez. 
2 pessoas do grupo não quiseram se arriscar e com isso só estavam eu, a Márcia (que tínhamos ido na primeira vez) e o Jorge Soto que resolveu embarcar com a gente.
Com pouco mais de 1 ano depois da investida fracassada, as lembranças da trilha ainda estavam frescas.
Eu tinha 2 relatos do montanhista Sérgio Beck, mas ele subiu pelo Hotel do Frade e por lá o pessoal da segurança estava criando caso para liberar o acesso, então nosso único guia seriam as minhas lembranças. 
E claro, um projeto de croqui que eu tinha feito, baseado nas informações que pegamos com o Carlinhos (dono da Pousada Brejal) e ao longo da trilha na primeira vez. 
O croqui final ficou bem mais detalhado e é o que tá no álbum de fotos.


Na foto acima, todo o esplendor da Pedra do Frade visto de um mirante na trilha


Fotos com os croquis dessa trilha: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui



A data escolhida foi uma Sexta, Sábado e Domingo e todos os sites de meteorologia davam como 100% de possibilidades de chuvas na Sexta e Sábado e uma diminuída no Domingo.
Felizmente não foi o que aconteceu.
No dia combinado, a Márcia e o Jorge passaram de carro em casa para me pegar e seguirmos em direção à Bananal, quase na divisa com o RJ. 
Tínhamos que sair no máximo até as 09:00 hrs, pois teríamos que chegar em Bananal antes das 14h30min, a tempo ainda de pegar o circular que sobe a serra. 
Centro de Bananal
O caminho que tomamos para se chegar em Bananal foi seguirmos pela Via Dutra até Queluz e dali passamos por Areias, São José do Barreiro e Arapeí.

Tínhamos que ir rápido, pois nossa pretensão era almoçar ou comer alguma coisa em Bananal e ainda procurar um lugar para deixar o carro durante os próximos dias. 
Sem grandes problemas pela estrada, chegamos em Bananal pouco antes das 14:00 hrs. 

No coreto de Bananal
Lá encontramos uma garagem particular bem próxima do centro e depois fomos comer alguma coisa.
Pouco antes das 14h30min seguimos para a praça principal, onde ficamos aguardando o ônibus que saiu por volta das 14h45min. 
O ônibus circular é bem velho e com poucas pessoas dentro vai seguindo por imenso vale até começar a subir a serra pela Estrada do Sertão da Bocaina, quase sempre em zig zag. Na verdade essa é a SP-247 e nosso destino era a bifurcação para o Bairro Brastel, já no alto da serra, onde chegamos às 16h20min. 

25 de maio de 2005

Cavernas do PETAR/SP - Núcleos Santana e Ouro Grosso - Relato com roteiro e dicas

Esse pequeno relato é um pouco diferente. É sobre a minha primeira experiência em cavernas.
A Márcia que já tinha ido inúmeras vezes, foi a que me convidou. Só me arrependo de não ter conhecido esse ambiente há muito tempo atrás, pois quem vai pela primeira vez não esquece jamais. 
Conhecemos poucas cavernas porque só ficamos um fim de semana, visitando as Cavernas Santana, Água Suja, Ouro Grosso, Alambari de Baixo e depois no retorno para São Paulo passamos pela Caverna do Diabo.


Foto  acima, no interior da Caverna Ouro Grosso com cachoeira ao fundo



Fotos e um mapa de acesso aos Núcleos: clique aqui



Depois de conhecer o CEU (Centro Excursionista Universitário) através de uma lista de trekking da qual participava, resolvi ir a uma das reuniões lá na USP com a Márcia, porque fiquei sabendo que estavam organizando uma trip para um local que sempre quis conhecer: as cavernas do Petar. 

Lá revi o Marcelo Chiossi e alguns velhos amigos de trilhas e marcamos a data da viagem para uma Sexta-feira. O grupo era de aproximadamente 10 pessoas e todos iriam se encontrar na Pousada do Tatu que se localiza no Bairro da Serra, a cerca de 15 Km de Iporanga. Alguns iriam sair de Sampa no final da tarde, outros durante a noite e depois de trocarmos e-mails entre nós para oferecer carona para um ou outro, acabamos eu e a Márcia sendo os primeiros a chegar lá.
Saímos de Sampa por volta das 18h30min, seguindo pela BR 116 até Jacupiranga e dali seguimos as placas que indicam Caverna do Diabo. Em seguida passamos pelas cidades de Eldorado, pelo acesso à Caverna do Diabo e chegamos em Iporanga.
Dali foram mais 30 minutos por uns 15 Km em estrada de terra em bom estado até o Bairro da Serra, onde chegamos por volta das 22:00 hrs. 
Tínhamos a informação que na Pousada do Tatu existia camping, mas aconteceu um imprevisto.
Por sermos os primeiros a chegar, fomos recebidos pelo caseiro, porém o mesmo não sabia sobre o camping ou que iríamos ficar nele e o proprietário Beroaldo, que mora em Campinas, ainda não tinha chegado. Só nos restou mesmo procurar um outro camping pelo Bairro.
Sem conhecer o lugar, eu não sabia que a poucos metros da Pousada do Tatu tinha o Camping do Benjamin (fomos descobrir no dia seguinte) e procurar algum no meio da noite não era uma opção razoável. Lembramos que na entrada do Bairro passamos ao lado de um Camping e então seguimos para lá. 
Era o Camping Recanto das Orquídeas, que se localiza ao lado da estrada que vai para Iporanga. Bem estruturado, o lugar possui um terreno com área plana e gramada. Os banheiros estavam em reforma em vista do feriado de Corpus Christi que estava chegando, então tivemos que usar o banheiro da residência do proprietário. 
Armamos nossa barraca (era a única do camping) e fomos dormir por volta da meia-noite.
Todo o pessoal na entrada do Núcleo
Na manhã do dia seguinte tínhamos que nos reunir por volta das 09:00 hrs na Pousada para o café da manhã. A localização era próxima ao Bar do JJ.
Ao chegarmos lá, o proprietário Beroaldo veio nos pedir desculpas pelo imprevisto; dissemos que tudo bem e combinamos com ele que faríamos as refeições na Pousada, mas que continuaríamos no camping onde estávamos, já que já tínhamos ficado uma noite lá e o lugar era bom. 
Reunidos com toda a galera e o nosso guia Kisuco (filho do JJ), tomamos um belo café da manhã e seguimos de carro em direção ao Núcleo Santana pela estrada que leva até Apiaí, por cerca de 4 Km.
Ao chegarmos na portaria do Núcleo, demos nossos nomes e o do guia que estava com a gente e depois de pagar a taxa, seguimos para a entrada da Caverna Santana. 
Até aí já eram por volta das 11:00 hrs. Essa Caverna é uma das mais visitadas, mas com algumas pequenas dificuldades. 

28 de abril de 2005

Barra do Una - Peruíbe/SP - Relato e dicas de praias desertas e cachoeiras

Consegui 3 dias de folga num feriado e surgiram várias opções para viagens, mas eu e a Márcia acabamos decidindo por Barra do Una, em Peruíbe.
Então resolvi escrever esse relato com algumas dicas que podem servir como um guia do que ver e aproveitar nessa pequena Vila do litoral sul de SP.
Por ter pego esses 3 dias de folga em cima da hora tive que ir correndo atrás de algumas informações na Internet e como não sabíamos se havia ônibus de Peruíbe para a Vila de Barra do Una, resolvemos ir de carro. 
Fizemos caminhadas por praias desertas, poções e algumas cachoeiras próximas visitando todas as praias próximas da Vila, Cachoeira do Paraíso e os poções no Rio Perequê. 
Levei também um bote inflável e remei por alguns trechos do Rio Una.

Foto acima, praia da Vila de Barra do Una com a Serra da Juréia ao fundo

Fotos + croquis para se chegar lá: clique aqui

Tracklog para GPS com as cachoeiras: clique aqui




Numa noite de quinta feira arrumamos nossas mochilas na maior correria, porque pretendíamos sair bem cedo. 
Na Sexta de manhã por volta das 06:00 hrs seguimos de Sampa em direção ao litoral. 
Pela Imigrantes o trânsito estava bastante tranquilo e chegamos ao final da descida da Serra por volta das 07:00 hrs, mas ainda tínhamos um longo caminho pela Rodovia Padre Manoel da Nóbrega até Peruíbe, ultima cidade litorânea acessível por essa Rodovia, sentido sul.
A estrada também estava tranquila e chegamos em Peruíbe por volta das 08:00 hrs.
Tínhamos uma informação de que a Estrada do Guaraú (que leva até Barra do Una) saia próximo do centro da cidade e lá fomos nós procurá-la. 
Praia do Guaraú
Seguindo algumas placas, não tivemos problemas para encontrar a estrada asfaltada, que inicialmente sobe o Morro do Guaraú com sinuosas curvas para chegar na Praia do Guaraú cerca de 20 minutos depois. 
A praia é bem extensa e do lado direito deságua um rio. Próximo da praia existem algumas ilhas, acessíveis por escunas, mas nosso destino ainda estava a uns 23 Km adiante, por estrada de terra precária e muita lama – é a continuação da Estrada do Guaraú. 
Ao sairmos da Praia notamos que existe um circular que sai de Peruíbe até Barra do Una, conhecido como Poeirinha.