24 de setembro de 2020

Relato: Trilha da Praia das 7 Fontes + Gruta do Pirata - Ubatuba/SP

2020 está sendo marcado por uma pandemia nunca vista no planeta. Se chama 
Covid-19 e colocou o mundo de ponta cabeça fazendo um estrago muito grande e as viagens foram uma das mais afetadas.
Das várias trips que planejei nesse ano fui obrigado a cancelar todas. 
Riscos de contaminação, bloqueios em cidades, logística alterada, proibição do funcionamento de pousadas e campings, parques fechados, etc. Foram inúmeros problemas causados. Minha última caminhada foi em Novembro de 2019 e lá se foi quase 1 ano sem fazer alguma outra. Por isso, quando minha namorada chamou para irmos viajar no feriado de Setembro, não pensei 2x. 
Teoricamente estávamos no inverno, mas tinha que ser no litoral e a escolha foi Ubatuba. Desde a metade da década de 90 essa é a cidade que eu mais curto para fazer caminhadas. E lá tem para todos os gostos e bolsos: praias desertas e selvagens, trilhas históricas, cachoeiras de difícil acesso, poções escondidos e muito verde. São tantas opções disponíveis que, mesmo conhecendo muitas trilhas por lá, ainda tenho algumas inéditas para fazer. 
E a trilha da Praia das 7 Fontes é uma que sempre faltou completar na minha lista. Ela se inicia no Saco da Ribeira, onde está localizada a maior e mais movimentada marina da cidade e segue por trilha até 7 Fontes, passando pelas Praias do Ribeira e do Flamengo, cujos acessos são apenas por barcos ou à pé. 
E próximo da 7 Fontes tem uma atração curiosa: a Gruta do Pirata, que na verdade é uma fenda escondida pela mata, que se localiza junto do costão, sendo dividida em 3 pequenos salões, onde é necessário o uso de lanternas. O percurso é de pouco mais de 12 Km entre ida e volta e perfeito para um feriado de Sol. 


Nas fotos acima, cena do filme Titanic junto do costão da Gruta do Pirata e a Praia do Flamengo

Fotos dessa caminhada: clique aqui
Vídeo com depoimentos: clique aqui
Tracklog para GPS de todo o percurso: clique aqui


Como nosso planejamento era para ficar somente 2 dias na cidade, fui atrás de opções de campings próximos do Saco da Ribeira, já que pousada estava fora de cogitação, mesmo tendo sido liberada pela prefeitura da cidade.
Dos vários campings que entrei em contato, alguns estavam fechados ou com capacidade reduzida e o que consegui vaga foi no Camping Guarani, que não fica muito longe do Saco da Ribeira.
Até tive retorno do proprietário de um camping de frente para a Praia da Sununga que me conhecia e que, mesmo fechado, aceitava eu ficar no local.  Porém, por obra do destino não deu certo de acampar lá. E só tenho a agradecer ao Daniel, que fiz questão de conhecê-lo quando fui na praia.
Já em relação à trilha, eu já sabia que era tranquila, mas nunca é demais ir prevenido e levei um tracklog do trecho até a Gruta do Pirata.

Mochilas arrumadas, tanque cheio e final da manhã de Domingo pegamos a estrada em direção à Ubatuba. Descendo a Serra pela Rodovia Osvaldo Cruz sem congestionamento chegamos no camping quase sem vagas, por volta das 15:00hrs. 
O lugar é bem arborizado, banheiros separados com chuveiros quentes e uma cozinha disponível para o campista. 
Gostei do lugar porque as enormes árvores permitem várias áreas de sombra e sua localização está a uns 2 quarteirões da Praia da Sununga e do Lazaro. 
Depois de montar a barraca, fomos aproveitar a Praia da Sununga que estava bem cheia, mas com ondas muito fortes e perigosas.
Voltamos ao camping antes do anoitecer e fomos dormir relativamente cedo. O tempo estava nublado, mas a previsão era de melhoras para o dia seguinte.
Saímos do camping por volta das 07:00 hr e tomamos nosso café da manhã numa lanchonete próxima.
Supermercado Porto Ribeira
Pensei em deixar o carro no estacionamento do Supermercado Porto Ribeira, que se localiza junto da Rio-Santos, mas encontrei uma vaga próximo da Marina, o que me economizou alguns minutos de caminhada.
Iate Clube
O acesso ao início da trilha fica no canto direito do Saco da Ribeira, depois de passar pelas marinas do píer.
Começamos a caminhada pela trilha por volta das 09:00 hrs, que na verdade é uma pequena estrada de terra que segue próxima ao costão, do lado esquerdo.
Seguindo para a Praia da Ribeira
O final dela, depois de uns 10 minutos de caminhada é junto de algumas casas que ficam de frente para a Praia da Ribeira. A Praia até que é bonita com muitas áreas de sombra, mas as dezenas de lanchas e iates ancoradas próximas da areia estraga um pouco do belo visual. 
Nas areias da Praia da Ribeira
Cruzamos a praia de uma ponta a outra e seguimos pela trilha do outro lado. Com alguns minutos de leve subida passamos pelo acesso à Praia da Dionísia, onde um portão de madeira bloqueia o acesso e uma placa ameaçadora: Cuidado Cão Bravo. 
Acesso à Praia da Dionísia
Talvez seja possível seguir até essa praia pelo costão, já que pela trilha não dá. Parece ser uma autentica praia privada.
Continuando a caminhada, que agora segue no plano, passamos ao lado de alguns outros portões que acessam residências junto do costão e de uma pequeníssima bica de água, do lado direito.
Trilha demarcada
Num dos pontos mais altos da trilha, em um mirante se avista a bela Praia do Flamengo, mas para chegar lá ainda tem a íngreme descida por degraus em zig zag. Fico imaginando a volta - não deve ser fácil.
E com cerca de 40 minutos desde o Píer da Ribeira, chegamos na areia da praia. 
Cruzando a Praia do Flamengo
Praia do Flamengo é de aguas transparentes, sem ondas e residências com enormes quintais bem cuidados. 
Alguns barcos ancorados e perfeita para famílias com crianças pequenas. 
Para quem curte mergulho com snorkel, vale a pena explorar o costão.
No final dela existe uma trilha que acessa a pequena Praia do Flamenguinho, mas nosso objetivo não é esse. 
A trilha para a Praia das 7 Fontes se inicia antes do final da praia, sendo facilmente identificada por uma enorme placa verde sinalizando tempo aproximado de 25 minutos de caminhada. 
Trilha para 7 Fontes
Uma outra placa bem curiosa chama a atenção apontando 2674 passos (não acho que chega a tudo isso) e “Não alimente os Elefantes”. Com certeza alguém quis fazer uma brincadeira.
A subida de agora em diante é bem mais acentuada, mas nada muito difícil, mesmo para os sedentários. Nesse trecho encontramos turistas francesas que seguiam para 7 Fontes e iam ficar por lá.
Subindo pela trilha
Com pouco mais de 10 minutos de subida íngreme chegamos ao topo da trilha, próximo da altitude de 100 metros. Conversamos um pouco com as francesas que estavam bem cansadas e sem demora iniciamos a descida até a praia. 
Antes de chegar na areia é possível ver inúmeras caixas de água no meio da mata que são abastecidas por nascentes. Provavelmente pertencem aos quiosques e alguns moradores da praia. 
O percurso desde o Saco da Ribeira até a Praia levou pouco mais de 1 hora com algumas paradas. 
Praia das 7 Fontes
Com águas calmas e transparentes, a praia possui várias áreas de sombra ao longo da faixa de areia. 
É isolada e com alguns quiosques na areia que vendem várias opções de comes e bebes.
Lado direito da 7 Fontes
Pouquíssimos barcos  e muitas famílias com crianças pequenas brincando na areia, mas o lugar é muito visitado por escunas que fazem passeios pela região 
(final da tarde, quando retornamos da gruta, a praia estava repleta de barcos e escunas).  
Nem paramos para aproveitar o lugar e seguimos direto para a Gruta do Pirata, com trilha saindo do lado esquerdo.
Início da trilha
O início dela é bem fácil identificar e fica junto ao costão, com trecho inicial íngreme.
Depois segue para direita, por suave inclinação pelo interior da mata.
Riacho na trilha
Com cerca de 10 minutos de trilha cruzamos com um pequeno riacho onde reabastecemos nossos cantis, porque a água estava geladinha. Tínhamos trazido várias garrafinhas que já estavam quase no fim. É um ótimo ponto de reabastecimento.
Encosta perigosa
A partir desse riacho, seguíamos beirando a encosta com trechos de samambaias, capim e alguns troncos de árvores caídos no meio da trilha. 
É preciso tomar muito cuidado aqui para não sofrer uma queda ou lesão no tornozelo.
Trilha descendo
E com cerca de 30 minutos desde a praia chegamos na bifurcação para a gruta. A trilha parece seguir em frente, mas nesse momento iniciamos a descida íngreme até o costão.
Passamos por debaixo de uma imensa árvore caída e chegamos na encosta do paredão rochoso. 
Costão da Gruta do Pirata
É uma vista maravilhosa, mostrando o costão avançando em direção ao mar e criando uma pequena enseada. Visual de cartão postal.
Descendo a encosta
O trecho final de descida só pode ser feito com ajuda de uma corda até chegarmos perto da margem, já quase 11h30min.
Só curtindo as ondas
Junto da pequena enseada e ao lado de uma pequena cachoeira de um riacho, as ondas fortes batem contra as pedras. 
A entrada da gruta é bem fácil identificar e fomos conhecê-la, tendo extremo cuidado para não escorregar nas pedras cheias de limo.
Acesso à gruta ao fundo
Escondida pela mata, a gruta é uma fenda que avança por entre o costão rochoso e é dividido em 3 pequenos salões.
O primeiro é marcado por um estreito corredor inclinado. O segundo já é preciso quase se arrastar para entrar no local.
Entrada da gruta
Aqui já é totalmente escuro e bem pequeno. Lanterna de celular não ajuda muito. Ideal é uma headlamp. E o terceiro salão é avançando por estreito corredor com ajuda de uma corda.
No primeiro salão
Segundo lendas de caiçaras da região, o lugar têm muitas histórias de escravos ou piratas que teriam usado o lugar para se esconder ou guardar tesouros.
Retornando para o costão rochoso, só ficamos em cima das pedras tomando Sol e apreciando os barcos e lanchas que passavam próximos dali.
Tomando Sol
Deu até para ver algumas tartarugas marinhas na superfície procurando alimentos próximo do costão. Estava tão bom o lugar que ficamos por quase 5 horas.
De volta à trilha, ainda tínhamos uma longa viagem de volta para São Paulo.


Dicas e Informações úteis

# Muito cuidado ao estacionar em ruas próximas do píer. Ao passarmos por lá vimos alguns tratores puxando enormes lanchas e iates que ocupavam quase toda a largura da rua.

# O nome de 7 Fontes é devido à quantidade de nascentes que desaguam na praia.

# O retorno dessa trilha também pode ser feito por barcos, que ficam ancorados na Praia das 7 Fontes ou na do Flamengo.

# Nos fins de semana e feriados a Praia das 7 Fontes costuma encher de escunas e barcos com turistas. Já ao longo da semana é bem mais tranquila e quase deserta.

# Para conhecer o interior da Gruta do Pirata é obrigatório o uso de uma headlamp.

# Protetor solar e um boné ou chapéu são itens obrigatórios também.

# Só fomos encontrar água potável em grande quantidade na trilha entre 7 Fontes e a Gruta. Outro ponto foi ao lado da entrada da Gruta.

# O trecho até a Praia 7 Fontes é por trilha bem aberta e não exige uma bota. Já a partir dessa praia até a gruta é recomendável um calçado apropriado e uma calça comprida.

12 de dezembro de 2019

Relato: Perrengue na Trilha do Telégrafo – Paraty x Ubatuba pela Serra do Mar


Era a 5ª vez que caminhava nessa região e alguns trechos dessa trilha já eram bem familiares. Nas outras 4x eu estava em busca da Trilha do Corisco (trilha histórica que liga Paraty até Picinguaba, em Ubatuba) e numa dessas incursões encontrei trechos da Trilha do Telégrafo, que liga Paraty até o Bairro de Ubatumirim. E isso ficou na minha cabeça como uma trilha a ser finalizada, mas o tempo foi passando e deixei de lado. Até que pouco mais de 1 ano atrás, troquei várias mensagens com a Emanuele (montanhista do RJ), dizendo que pretendia fazer essa trilha e só não a acompanhei devido ao meu trabalho. Com a ajuda de um morador local, o grupo teve sucesso na empreitada e com isso ela disponibilizou o arquivo GPS dessa trilha no site wikiloc. Agora estava fácil e só me faltava encontrar alguma data com clima favorável e alguns dias de folga no trabalho para fazer essa trilha, mas na Natureza as coisas não são tão fáceis assim. Não é à toa que a última cidade do litoral norte de SP recebe o apelido de Ubachuva. 
O relato abaixo é sobre os problemas que tive nessa trilha e as consequências da minha teimosia que quase me levou para um hospital.


Foto acima, no marco de concreto da divisa RJ/SP

Fotos dessa caminhada: clique aqui
Vídeo gravado ao longo dessa caminhada: clique aqui

Naquele mês de Novembro de 2019 peguei 15 dias de férias e fiquei com minha namorada por quase 1 semana curtindo algumas praias no sul da Bahia e quando retornei, ainda restavam 5 dias. Tinha que fazer alguma coisa. O problema de planejar uma caminhada é sempre o clima, já que fazer trilha com chuvas pode se tornar um perrengue daqueles e uma perda de tempo. Na minha lista tinham várias opções para os últimos dias das férias e todas relativamente próximas de São Paulo, mas a previsão de chuvas me fez desistir de algumas delas. E depois de consultar vários sites de previsão do tempo, escolhi a Trilha do Telégrafo, ligando Paraty até Ubatuba pela Serra do Mar. A logística é tranquila e achei melhor ir de ônibus.
No meio da semana, embarquei durante à noite no Terminal Tietê em direção à Paraty, chegando ainda de madrugada na cidade e na mesma Rodoviária peguei o primeiro circular para o Bairro do Coriscão, por volta das 05h30min da manhã.

Ponto final da linha Coriscão
O trajeto foi rápido e pouco depois das 06:00hrs já desembarcava no ponto final da linha. 
Nos dias anteriores estava chovendo naquela região e nos sites de clima que eu tinha pesquisado, diziam que exatamente naquele dia a chuva iria cessar. Eu confiei, mas quando desci do ônibus caia uma leve garoa e uma neblina cobria a região, o que não era um bom sinal. 
Mesmo assim segui conforme o planejado, colocando a capa de chuva e iniciei a caminhada em direção ao alto da serra seguindo pela estrada, que de agora em diante era de terra.

3 de setembro de 2019

Relato: Travessia da Serra de São José/MG – Prados x Tiradentes até a Cachoeira Bom Despacho

Todo ano a dúvida sobre que lugar escolher para uma caminhada nas minhas férias do meio do ano.
Há vários anos que venho tentando fazer algumas no sul do país, mas não dou muita sorte. De vez em quando o clima ajuda, como na Travessia da Serra do Quiriri (divisa de PR/SC) que completei anos atrás.
E para esse ano coloquei novamente como plano "A" outra travessia nessa região, mas como não dá para confiar 100% no clima, deixei como plano "B" uma travessia em MG e a Serra de São José, localizada próxima de Tiradentes/MG, era perfeita.
E para essas 2 opções fui atrás de relatos, dicas, tracklogs e troquei várias mensagens com o Otávio Luiz (montanhista paranaense da AMC – Associação Montanhistas de Cristo), Francisco (blog Chico Trekking) e o Rodrigo (blog Exploradores).
Escolhi como plano "B" a Serra de São José por ter vegetação de cerrado e campos rupestres semelhante a de outras que já fiz: Lapinha-Tabuleiro e Itumirim-Carrancas que permitem caminhar com visual panorâmico pela crista. E claro que ajudou também a logística fácil para chegar ou sair de lá. 
Para quem está em Tiradentes, a Serra de São José se assemelha a uma muralha, próxima da cidade que segue na direção sudoeste-nordeste por cerca de 12 Km. 
Organizei a mochila e deixei para os últimos 2 dias a decisão de seguir o plano "A" ou o "B", mas a previsão não mudou para o sul do país, prometendo chuvas no dia que eu iria viajar. Agora era partir para o plano "B" e lá o clima estava ajudando com previsão de tempo bom que já perdurava há vários meses.
Serra de São José lá vamos nós e dessa vez estava indo com a Vera, parceira de outras caminhadas pela Serra do Mar.

Fotos acima: crista da Serra de São José, com São João del-Rei ao fundo e as ruas de Tiradentes, com a muralha da serra


Fotos dessa travessia: clique aqui

Tracklog para GPS dessa caminhada: clique aqui
Vídeo completo da travessia: clique aqui


A logística era chegar pela manhã na Rodoviária de São João del-Rei (SJDR) e de lá embarcar no ônibus circular para Prados, onde iniciaria a caminhada próximo da entrada da cidade até chegar no topo da serra, seguindo pela crista na direção sudoeste até o outro extremo, onde está localizada a Cachoeira Bom Despacho, já próximo da divisa com São João del-Rei para finalizar em 2 ou 3 dias.

Na data marcada fiz uma última revisão nas coisas da mochila, coloquei alguns tracklogs do wikiloc na memoria do celular e fui para o Terminal Tietê, onde encontrei a Vera e embarcamos por volta das 22:00hr com previsão de chegada em SJDR por volta das 06:00hr.
A viagem foi tranquila com algumas poltronas vazias e fizemos uma parada no Graal Bela Vista e outra na Rodoviária de Lavras chegando a SJDR pouco depois das 05:00hr, ainda na completa escuridão. Foi uma viagem rápida e até deu para dormir em alguns momentos, mas tivemos que aguardar até as 07h30min quando o ônibus saiu da Rodoviária em direção à Prados.
Serra de São José
O percurso seguiu por Rodovia que beirava o lado norte da Serra de São José e da janela do ônibus já presenciava um céu totalmente azul, perfeito para caminhadas.
Quando o ônibus entrou na área urbana de Prados, fui checando o GPS do celular o ponto exato onde desembarcaríamos e em frente ao Lar dos Idosos Monsenhor Assis, descemos do ônibus. 

10 de julho de 2019

Dicas: No topo da Pedra do Lagarto - Serra de Itapeti - Mogi das Cruzes/SP

Já faz algum tempo que Mogi das Cruzes se tornou o ponto inicial das minhas caminhadas pela Serra do Mar. Perdi as contas das inúmeras vezes que fiquei aguardando o circular Manoel Ferreira sair do Terminal Estudantes e seguir em direção à Rodovia Mogi Bertioga. 
Pedra do Sapo, Lago dos Andes, Pico da Esplanada, Pico do Garrafão, as Cachoeiras da Light, Elefante e da Pedra Furada, etc... são alguns exemplos.
E para não repetir trilhas e continuar a fazer caminhadas nessa mesma região, tinha de ir atrás de outras opções próximas e a Serra de Itapeti era a que faltava conhecer. Ela tá bem próxima da Estação Estudantes da CPTM e sua crista se estende de leste a oeste por cerca de 15 Km. 
Se localiza ao norte da cidade de Mogi das Cruzes e conta com algumas trilhas que cortam a serra. É um prato cheio para quem está em busca de novas caminhadas.
Minha primeira incursão nessa serra foi a travessia do Pico do Urubu, onde presenciei lindos visuais panorâmicos e com gostinho de quero mais, prometi a mim mesmo que retornaria a esse lugar em breve. 
E não deu nem 1 mês e estou aqui de novo, só que dessa vez não queria caminhar por mais de 20 Km, já que estaria com a Vera (que já tinha me acompanhado em outras trilhas).
Escolhi uma trilha de bate-volta e que não fosse tão cansativa e a Pedra do Lagarto foi a escolhida para um Domingo qualquer de Sol.

Na foto acima, no topo da Pedra do Lagarto, com a crista da Serra de Itapeti ao fundo


Fotos: clique aqui

Vídeo dessa caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui


Depois de embarcar no trem da CPTM na Estação Tatuapé, seguimos para Estação Estudantes sem necessidade de troca de trem, por isso o percurso foi relativamente rápido. 
E com cerca de 50 minutos já estávamos desembarcando e iniciando a caminhada.
Por ser uma trilha tranquila e sem problemas de navegação, só colocarei algumas informações uteis e importantes.

Como é a trilha

# A caminhada desde a Estação Estudantes até o topo da Pedra pode ser feita em cerca de 1h30min, sem pressa e parando em alguns lugares para fotos. Já para quem caminha rápido dá para fazer em cerca de 1 hora.

# É uma trilha bem demarcada e aberta, não apresentando problemas de navegação.


# O total dessa caminhada, desde a Estação até o topo, tem pouco mais de 5,5 Km, divididos da seguinte forma:

- 2,8 Km de asfalto.
- 1,4 Km em estrada de terra.
- 1,4 Km em trilha por dentro da mata.

3 de junho de 2019

Relato: Travessia do Pico do Urubu – Serra de Itapeti - Mogi das Cruzes/SP

Sempre que descia na Estação de Estudantes da CPTM, em Mogi das Cruzes, com o intuito de seguir para Serra do Mar e lá fazer algumas caminhadas por cachoeiras e picos da região, me chamava a atenção uma serra que emergia ao norte da Estação e seguia de oeste a leste. Dava para ver que em um trecho da sua crista as antenas de telecomunicações tomavam conta e me atiçou a curiosidade de algum dia conhecê-la.
Passaram-se alguns anos até que não querendo repetir roteiros, fui pesquisar sobre essa serra bem próxima do centro do Mogi das Cruzes. Ela é conhecida como Serra de Itapeti e observando a carta topográfica do IBGE, pude notar que ela possui cerca de 15 Km em sua extensão de leste a oeste e seu ponto culminante é o Pico do Urubu com pouco mais de 1150 metros de altitude (no meu GPS marcou 1154 metros, mas numa rápida pesquisa do google dá para encontrar com 1140, 1147 e 1170 metros).
Até encontrei uma caminhada que seguia alguns trechos pela crista, de oeste a leste, mas devido as antenas, parte dela teria de ser por vara mato, então desisti dessa opção. 

Sobrava então a subida ao Pico do Urubu, mas a maior parte dela podia ser feito por estradas de terra e asfalto e com isso subir e descer o pico pelo mesmo caminho estava fora de questão.
Pensei em um circuito, subindo pela encosta sul e em seguida descer pela encosta norte para depois retornar por outro caminho. E fui atrás de relatos, tracks de GPS e estudar as imagens do Google Earth para traçar um possível percurso. 

Fotos acima: topo do Pico do Urubu com visual panorâmico e o estacionamento no topo


Fotos dessa caminhada: clique aqui
Vídeo com trechos dessa caminhada: clique aqui
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A caminhada iniciaria na Estação de Estudantes seguindo rumo norte até a Av. Perimetral (conhecida como Av. Lothar Waldemar Hoehne) para pegar a estrada que leva ao topo da serra e depois desceria pelo lado norte pela Trilha das Aranhas (muito usada pelos bikers), até próximo a um bairro conhecido como Jardim Vieira e dali retornaria para a Estação de Mogi das Cruzes por uma estrada paralela à Rodovia Mogi-Dutra.
Seria uma caminhada cansativa pela extensão, mas a diferença de altitude não seria tão grande, já que o ponto mais baixo chegaria a cerca de 740 metros e o ponto mais alto seria o Pico do Urubu com cerca de 1150 metros.
Escolhi um Domingo qualquer de Sol com previsão de chuva à tarde que se concretizou, mas como já estava quase no final da caminhada, não atrapalhou.
Acordei por volta das 06h30min e ao chegar na Estação Tatuapé da CPTM os altos falantes já avisavam que os trens estavam com intervalos maiores, devido à manutenção na linha. Foram quase 30 minutos esperando e do Tatuapé o trem seguiu para Itaquera, passando por Guaianases e finalizando em Suzano, onde tivemos que descer e pegar outro trem até Estudantes, onde cheguei as 09h45min.
Rodoviária
Descendo pelo lado esquerdo, na direção da Rodoviária da cidade, sigo por uma rua que sai de frente da Estação, até cruzar a Av. Francisco Rodrigues Filho (avenida essa que segue paralela à linha férrea). 
Seguindo à esquerda pela Rua Ismael Alves dos Santos, passo ao lado do Ginásio Municipal e da loja da Dicico/Sodimac. 
E ao chegar numa rotatória, cuja esquina é do Hipermercado Extra, meu caminho segue agora na direção norte pela Av. Prefeito Carlos Ferreira Lopes.
Passo ao lado do Detran e do Mercado Municipal do Produtor, que naquele dia estava lotado e ao chegar na próxima rotatória, sigo para esquerda, na direção oeste pela Rua Manoel de Oliveira.
Mais 500 metros e chego em outra rotatória, seguindo na direção da serra novamente pela Av. José Meloni.