1 de fevereiro de 2021

Dicas: Praias desertas na Trilha da Ponta da Espia - Praias de Fora, Tapiá, Itapecerica e Godói - Ubatuba/SP

Aqui é a segunda parte da trip por algumas praias desertas de Ubatuba. 
Mesmo Cedrinho ser de fácil acesso pela trilha ou barco, não dá para dizer que é uma praia totalmente deserta. Baguari de Fora se incluiria, já que a trilha de acesso não é tão demarcada.
Mas as praias ao longo da Trilha da Ponta da Espia são todas literalmente desertas e até complicado de acessar algumas. 
Praias de Fora, Amor, Tapiá (ou Xandra), Itapecerica e Godói não é para qualquer um e exige um certo esforço, além do perigo de encontrar com algumas Jararacas, que foi o nosso caso.
Para quem conhece a Trilha das 7 Praias desertas (nesse link), talvez veja alguma semelhança.


Foto acima, na Praia do Godói


Fotos dessas praias: clique aqui
Vídeo: clique aqui
Tracklog de acesso a essas praias: clique aqui



Logística

# O acesso às praias da trilha da Ponta da Espia só pode ser feito no canto esquerdo da Praia da Enseada, nesse ponto.

Estacionamento próximo da Praia da Enseada
#
Para quem vem de carro, é possível deixá-lo em algumas das ruas, próximo da praia e foi o que fizemos. É bem seguro.

# A trilha que passa por essas praias também é conhecida por outros 2 nomes: 
- Trilha da Praia da Enseada.
- Trilha da Praia de Fora.


Ônibus

# Embarque no Terminal Urbano da Empresa VerdeBus, localizado no centro da cidade, em qualquer linha que segue para as praias do sul de Ubatuba: 
- Linha Tabatinga;
- Linha Fortaleza;
- Linha Perequê Mirim 
- Linha Maranduba e outras.
Seguindo pela Rio-Santos, desça no primeiro ponto da Praia a Enseada. Dali são cerca de 3 ou 4 quarteirões até a Praia, onde iniciamos a caminhada.
 
Praia da Enseada
#
Saindo da Praia da Enseada são cerca de 40 minutos até a Praia de Fora e poucos metros antes de chegar nela, é necessário seguir numa bifurcação da direita que sai da trilha principal, quase escondida pela mata.

Trilha iniciando pela calçada concretada
#
Seguindo na trilha principal e desprezando a bifurcação para a Praia de Fora serão mais 20 minutos de caminhada até as outras 3 praias que irão surgir do lado direito: Tapiá, Itapecerica e Godói.

# E por essas 3 praias serem muito próximas, se estiver na maré baixa e com poucas ondas, até dá para passar de uma praia a outra pelo costão.

# Tempos atrás existia uma trilha que saia do Condomínio das Toninhas, mas que foi fechado pelo mesmo. Era uma oportunidade de iniciar na Enseada e finalizar na Praia das Toninhas ou o inverso.  


Como é a trilha

Trecho inicial passando por residências
#
Nem paramos para aproveitar a Praia da Enseada e seguimos diretamente para o canto esquerdo, onde o caminho segue por uma calçada concretada, passando ao lado de algumas residências e junto do costão.

# Conforme avançamos, o caminho vai afunilando e se tornando uma trilha de verdade. 
Passamos ao lado de uma pequena praia, sem ondas e com um lindo costão rochoso, perfeito para quem quiser aproveitar um mergulho em suas águas tranquilas.

Trilha pela mata
#
Outras casas vão surgindo e um pequeno portão de madeira bloqueia o acesso, mas é só empurrar. O acesso é livre.

# Ao lado da trilha colocaram uma placa de Proibido camping e uma outra bem grande alertando que o lugar é de Propriedade de Peter Muranyi Junior.

Terrenos particulares ao longo da trilha
#
Quintais de outras casas surgem juntos da trilha e algumas bifurcações levam ao costão, onde cada vez mais a trilha segue avançando pelo interior da mata atlântica. 

# É preciso ficar atento a uma bifurcação com quase 20 minutos de caminhada, desde o trecho da calçada concretada, onde seguimos para esquerda. 

# Agua potável pode ser conseguida numa pequeno riacho próximo dessa bifurcação.

Árvore caída no meio da trilha
#
Com mais 10 minutos de caminhada surge o único obstáculo na trilha: uma enorme árvore caída obstruindo a passagem, mas nada muito difícil de cruzar.

# E com pouco mais de 40 minutos chegamos numa bifurcação à direita que leva até a Praia de Fora e a do Amor, quase escondida pela vegetação. Dali são poucos metros até a Praia de Fora.

Bifurcação da Praia de Fora
#
Seguindo pela trilha principal, surgem mirantes do lado direito e trechos com cordas.

# Com 20 minutos desde a bifurcação da Praia de Fora, chegamos ao acesso à Praia do Tapiá, onde a trilha que leva à praia é um trecho bem íngreme pela encosta.

Praia de Tapiá
#
Junto da praia, tem um bambuzal com vestígios de acampamento.

# No lado direito dela existe um cano que fornece água potável, retirado de uma pequena nascente que desagua na areia.

Praia de Itapecerica
#
Retornando à trilha principal, caminhamos mais uns 100 metros e outra bifurcação, onde através de outra encosta íngreme, chegamos à pequeníssima Praia de Itapecerica.

# O trecho de areia é bem curto e preferimos curtir as ondas no costão dessa praia, já que ela não é tão atrativa.

Praia do Godói
#
Seguindo por mais alguns metros pela trilha principal e chegamos na última praia e a maior de todas. A do Godói. 
É bem extensa, deserta, toda sombreada e com 2 riachos desaguando na areia, formando pequenas piscinas naturais de água doce.

Toda sombreada
#
Vestígios de camping no local e sem lixo. Essa foi a praia onde ficamos por mais tempo aproveitando a areia. Sem dúvida é a melhor de todas. 

# A praia é perigosa com ondas fortes e algumas pedras junto da areia, mas valeu todo o esforço para chegar aqui. 

Ondas fortes
#
 Depois de curtir bastante a praia era hora de retornar para conhecer outras 2 que também são desertas.
Retornando pela trilha principal, seguimos por uns 20 minutos até a bifurcação para a Praia de Fora, à esquerda.

# Foram poucos metros até a praia, com trecho final escorregadio, mas sem grandes dificuldades.

Praia de Fora
#
A faixa de areia é pequena, com um riacho desaguando na praia e quase sem área de sombra.

Braço com a luxação

# Através de uma trilha que sai do lado direito, junto do costão rochoso, tentamos chegar na última praia: a do Amor.
Mas na subida do costão a minha namorada sofreu uma queda, tendo uma luxação no cotovelo e por isso tivemos desistir. 

# No retorno à Praia da Enseada, encontramos uma cobra Jararaca parada no meio da trilha e tivemos até uma certa dificuldade para retirá-la do meio do caminho - não queria sair de jeito nenhum.

# É uma trilha moderada com praias maravilhosas, mas apresenta um certo risco de quedas e encontros com animais peçonhentos.

26 de janeiro de 2021

Dicas: Praias desertas de Ubatuba/SP: Cedrinho e Baguari de Fora

Com essa pandemia não dá para aproveitar muita coisa nesse verão, mas uma praia deserta acaba se tornando uma boa opção e sem pensar 2x, o que me veio na cabeça foram algumas de Ubatuba, já que a cidade possui inúmeras que só podem ser acessadas por trilhas. 
Ainda tenho algumas inéditas na minha lista para conhecer nessa cidade e uma trip por essas praias era perfeito, pois dava para se livrar das típicas aglomerações e emendar com uma caminhada.
O problema é que Ubatuba não tem o apelido de Ubachuva à toa. No verão o tempo nublado e a chuva são uma rotina. Paciência. 
Em cada dia fizemos um circuito de praias diferentes: Praias do Cedrinho e Baguari de Fora em um dia e no outro as praias ao longo da Trilha da Ponta da Espia: Praia de Fora, Amor, Tapiá (ou Xandra), Itapecerica e Godói. 
Com exceção do Cedrinho, cujo acesso é relativamente fácil, as outras praias já possuem certa dificuldade para chegar nelas. E não recomendo para famílias com crianças, já que encontramos uma cobra Jararaca no meio da trilha da Ponta da Espia.
Para não ficar grande demais, nesse post só vou relacionar informações de acesso à Praia do Cedrinho e a Baguari de Fora.


Foto acima, Praia do Cedro e abaixo a do Baguari de Fora

Fotos dessas praias: clique aqui
Vídeo: clique aqui
Tracklog de acesso as essas 2 praias: clique aqui



# Em Ubatuba existem 2 praias com o mesmo nome de Cedro. Uma que se localiza já quase na divisa com Caraguatatuba, ao longo da Trilha das 7 Praias desertas e é conhecida como Cedro do Sul.

# Já a outra Praia fica próxima ao centro, sendo conhecida como Cedrinho e é nessa que a gente foi. Se quiser saber mais sobre a Cedro do Sul, veja nesse link, pois já fiz caminhada por lá: clique aqui


Logística

# O acesso à Praia do Cedro e a do Baguari é por estrada de terra em bom estado e iniciamos a caminhada junto da rotatória que acessa o condomínio da Praia do Tenório, neste ponto: clique aqui

Rotatória de acesso à Praia do Tenório
# É a mesma estrada que leva até o Farol da Ponta Grossa. As trilhas de acesso à essas 2 praias tem início nessa estrada.

# Outra opção são as escunas que saem da Marina da Praia de Itaguá e tem ponto de parada nessa praia.

# Da rotatória do Tenório até a Praia do Cedro são cerca de 40 minutos de caminhada. Preferimos deixar o carro junto dessa rotatória, pois caia uma leve garoa e preferi não arriscar pela estrada de terra, mas quem não gosta de caminhada, o trecho pela estrada de terra, mesmo com garoa é bem tranquilo para ser feito de carro. 
Praia Vermelha do centro
# Para quem vem de carro, em frente ao acesso dessa Praia existe um grande estacionamento pago ($20 Reais).
Curtindo a Praia Vermelha


Ônibus

# Não existe uma linha de ônibus que passa ao lado da Praia do Tenório, onde iniciamos a caminhada. A opção é embarcar no Terminal Urbano da Empresa VerdeBus, localizado no centro da cidade, em qualquer linha que segue para parte sul de Ubatuba: 
- Linha Tabatinga;
- Linha Fortaleza;
- Linha Perequê Mirim 
- Linha Maranduba e outras.
Seguindo pela Rio-Santos e assim que chegar no início da Praia Grande, desça no primeiro ponto. Dali são cerca de 3 ou 4 quarteirões até a rotatória da Praia do Tenório. 


Praia do Cedro

# Da estrada até a praia é uma trilha íngreme no meio da mata por cerca de 10 minutos.
Trilha de acesso à Praia do Cedro
# Praia é pequena e sem ondas, mas de tombo cuja profundidade aumenta abruptamente.

# A praia possui um lindo costão e é perfeita para mergulho com snorkel e mascara. Em outras vezes que visitei a praia encontrei tartarugas marinhas e moreias.
Praia do Cedro
# Existe um único quiosque (do Zeca) na praia que disponibiliza mesas, cadeiras e guarda-sóis para quem for consumir do local. 

# Devido à garoa no dia, a praia estava literalmente deserta, mas em dias de Sol, costuma encher.
Lateral da Praia
# Ficamos por alguns minutos na praia, mas devido às chuvas, a agua estava um pouco turva, não dando para aproveitar os mergulhos com mascara.


Praia Baguari de Fora

# Ao sairmos da Praia do Cedro, retornamos para a estrada e continuamos por ela na direção da Praia do Baguari de Fora, seguindo por um trecho muito íngreme até passar ao lado de um Reservatório da Sabesp, iniciando trecho de descida. 
Início da trilha ao lado da guarita
# Foram cerca de 30 minutos até chegar numa guarita junto da estrada. A partir daqui são inúmeras residências nos 2 lados da estrada. 

# O acesso à trilha que leva até a Praia do Baguari é ao lado da guarita, junto a um bambuzal, porém no início a trilha se divide em 2 – siga pela direita. 
Trilha
# A trilha não é tão demarcada (preferível levar o tracklog para os menos experientes) e parece que está se fechando pela falta de uso, tendo alguns trechos bem íngremes no final.

# O funcionário da guarita nos passou a informação que existe uma outra trilha cujo acesso é próximo da Praia do Cedrinho, porém não encontramos.
Praia Baguari de Fora
# Com cerca de 20 minutos de trilha, chegamos na Praia, onde existe uma casa de pescadores com algumas canoas e redes.

# O lugar é como se fosse um costão avançando mar adentro e a praia é de pedras e com pequena faixa de areia.
Mirante ao fundo
# Algumas árvores e coqueiros fornecem uma bela área de sombra, perfeito para um descanso.

# O lugar possui um lindo mirante na ponta do costão, com vistas para as praias Vermelha, Grande, Toninhas e a Ilha Anchieta na direção oeste.
Vista do Mirante
# Conhecido também como Cabo do Baguari ou Mirante do Baguari de Fora, o lugar é único e perfeito para dias ensolarados e com a maré baixa dá para aproveitar a pequena faixa de areia.

# A garoa insistia em cair naquele final de tarde, por isso não ficamos muito tempo. 
Vista do costão
# Pelo menos deu para tomar agua de coco de alguns coqueiros junto da praia. 

# No outro dia tínhamos mais 4 praias desertas para conhecer, ao longo da Trilha da Ponta da Espia, nesse relato: clique aqui.

24 de setembro de 2020

Relato: Trilha da Praia das 7 Fontes + Gruta do Pirata - Ubatuba/SP

2020 está sendo marcado por uma pandemia nunca vista no planeta. Se chama 
Covid-19 e colocou o mundo de ponta cabeça fazendo um estrago muito grande e as viagens foram uma das mais afetadas.
Das várias trips que planejei nesse ano fui obrigado a cancelar todas. 
Riscos de contaminação, bloqueios em cidades, logística alterada, proibição do funcionamento de pousadas e campings, parques fechados, etc. Foram inúmeros problemas causados. Minha última caminhada foi em Novembro de 2019 e lá se foi quase 1 ano sem fazer alguma outra. Por isso, quando minha namorada chamou para irmos viajar no feriado de Setembro, não pensei 2x. 
Teoricamente estávamos no inverno, mas tinha que ser no litoral e a escolha foi Ubatuba. Desde a metade da década de 90 essa é a cidade que eu mais curto para fazer caminhadas. E lá tem para todos os gostos e bolsos: praias desertas e selvagens, trilhas históricas, cachoeiras de difícil acesso, poções escondidos e muito verde. São tantas opções disponíveis que, mesmo conhecendo muitas trilhas por lá, ainda tenho algumas inéditas para fazer. 
E a trilha da Praia das 7 Fontes é uma que sempre faltou completar na minha lista. Ela se inicia no Saco da Ribeira, onde está localizada a maior e mais movimentada marina da cidade e segue por trilha até 7 Fontes, passando pelas Praias do Ribeira e do Flamengo, cujos acessos são apenas por barcos ou à pé. 
E próximo da 7 Fontes tem uma atração curiosa: a Gruta do Pirata, que na verdade é uma fenda escondida pela mata, que se localiza junto do costão, sendo dividida em 3 pequenos salões, onde é necessário o uso de lanternas. O percurso é de pouco mais de 12 Km entre ida e volta e perfeito para um feriado de Sol. 


Nas fotos acima, cena do filme Titanic junto do costão da Gruta do Pirata e a Praia do Flamengo

Fotos dessa caminhada: clique aqui
Vídeo com depoimentos: clique aqui
Tracklog para GPS de todo o percurso: clique aqui


Como nosso planejamento era para ficar somente 2 dias na cidade, fui atrás de opções de campings próximos do Saco da Ribeira, já que pousada estava fora de cogitação, mesmo tendo sido liberada pela prefeitura da cidade.
Dos vários campings que entrei em contato, alguns estavam fechados ou com capacidade reduzida e o que consegui vaga foi no Camping Guarani, que não fica muito longe do Saco da Ribeira.
Até tive retorno do proprietário de um camping de frente para a Praia da Sununga que me conhecia e que, mesmo fechado, aceitava eu ficar no local.  Porém, por obra do destino não deu certo de acampar lá. E só tenho a agradecer ao Daniel, que fiz questão de conhecê-lo quando fui na praia.
Já em relação à trilha, eu já sabia que era tranquila, mas nunca é demais ir prevenido e levei um tracklog do trecho até a Gruta do Pirata.

Mochilas arrumadas, tanque cheio e final da manhã de Domingo pegamos a estrada em direção à Ubatuba. Descendo a Serra pela Rodovia Osvaldo Cruz sem congestionamento chegamos no camping quase sem vagas, por volta das 15:00hrs. 
O lugar é bem arborizado, banheiros separados com chuveiros quentes e uma cozinha disponível para o campista. 
Gostei do lugar porque as enormes árvores permitem várias áreas de sombra e sua localização está a uns 2 quarteirões da Praia da Sununga e do Lazaro. 
Depois de montar a barraca, fomos aproveitar a Praia da Sununga que estava bem cheia, mas com ondas muito fortes e perigosas.
Voltamos ao camping antes do anoitecer e fomos dormir relativamente cedo. O tempo estava nublado, mas a previsão era de melhoras para o dia seguinte.
Saímos do camping por volta das 07:00 hr e tomamos nosso café da manhã numa lanchonete próxima.
Supermercado Porto Ribeira
Pensei em deixar o carro no estacionamento do Supermercado Porto Ribeira, que se localiza junto da Rio-Santos, mas encontrei uma vaga próximo da Marina, o que me economizou alguns minutos de caminhada.
Iate Clube
O acesso ao início da trilha fica no canto direito do Saco da Ribeira, depois de passar pelas marinas do píer.
Começamos a caminhada pela trilha por volta das 09:00 hrs, que na verdade é uma pequena estrada de terra que segue próxima ao costão, do lado esquerdo.
Seguindo para a Praia da Ribeira
O final dela, depois de uns 10 minutos de caminhada, é junto de algumas casas que ficam de frente para a Praia da Ribeira. A Praia até que é bonita com muitas áreas de sombra, mas as dezenas de lanchas e iates ancoradas próximas da areia estraga um pouco do belo visual. 
Nas areias da Praia da Ribeira
Cruzamos a praia de uma ponta a outra e seguimos pela trilha do outro lado. Com alguns minutos de leve subida passamos pelo acesso à Praia da Dionísia, onde um portão de madeira bloqueia o acesso e uma placa ameaçadora: Cuidado Cão Bravo. 
Acesso à Praia da Dionísia
Talvez seja possível seguir até essa praia pelo costão, já que pela trilha não dá. Parece ser uma autentica praia privada.
Continuando a caminhada, que agora segue no plano, passamos ao lado de alguns outros portões que acessam residências junto do costão e de uma pequeníssima bica de água, do lado direito.
Trilha demarcada
Num dos pontos mais altos da trilha, em um mirante se avista a bela Praia do Flamengo, mas para chegar lá ainda tem a íngreme descida por degraus em zig zag. Fico imaginando a volta - não deve ser fácil.
E com cerca de 40 minutos desde o Píer da Ribeira, chegamos na areia da praia. 
Cruzando a Praia do Flamengo
Praia do Flamengo é de aguas transparentes, sem ondas e residências com enormes quintais bem cuidados. 
Alguns barcos ancorados e perfeita para famílias com crianças pequenas. 
Para quem curte mergulho com snorkel, vale a pena explorar o costão.
No final dela existe uma trilha que acessa a pequena Praia do Flamenguinho, mas nosso objetivo não é esse. 
A trilha para a Praia das 7 Fontes se inicia antes do final da praia, sendo facilmente identificada por uma enorme placa verde sinalizando tempo aproximado de 25 minutos de caminhada. 
Trilha para 7 Fontes
Uma outra placa bem curiosa chama a atenção apontando 2674 passos (não acho que chega a tudo isso) e “Não alimente os Elefantes”. Com certeza alguém quis fazer uma brincadeira.
A subida de agora em diante é bem mais acentuada, mas nada muito difícil, mesmo para os sedentários. Nesse trecho encontramos turistas francesas que seguiam para 7 Fontes e iam ficar por lá.
Subindo pela trilha
Com pouco mais de 10 minutos de subida íngreme chegamos ao topo da trilha, próximo da altitude de 100 metros. Conversamos um pouco com as francesas que estavam bem cansadas e sem demora iniciamos a descida até a praia. 
Antes de chegar na areia é possível ver inúmeras caixas de água no meio da mata que são abastecidas por nascentes. Provavelmente pertencem aos quiosques e alguns moradores da praia. 
O percurso desde o Saco da Ribeira até a Praia levou pouco mais de 1 hora com algumas paradas. 
Praia das 7 Fontes
Com águas calmas e transparentes, a praia possui várias áreas de sombra ao longo da faixa de areia. 
É isolada e com alguns quiosques na areia que vendem várias opções de comes e bebes.
Lado direito da 7 Fontes
Pouquíssimos barcos  e muitas famílias com crianças pequenas brincando na areia, mas o lugar é muito visitado por escunas que fazem passeios pela região 
(final da tarde, quando retornamos da gruta, a praia estava repleta de barcos e escunas).  
Nem paramos para aproveitar o lugar e seguimos direto para a Gruta do Pirata, com trilha saindo do lado esquerdo.
Início da trilha
O início dela é bem fácil identificar e fica junto ao costão, com trecho inicial íngreme.
Depois segue para direita, por suave inclinação pelo interior da mata.
Riacho na trilha
Com cerca de 10 minutos de trilha cruzamos com um pequeno riacho onde reabastecemos nossos cantis, porque a água estava geladinha. Tínhamos trazido várias garrafinhas que já estavam quase no fim. É um ótimo ponto de reabastecimento.
Encosta perigosa
A partir desse riacho, seguíamos beirando a encosta com trechos de samambaias, capim e alguns troncos de árvores caídos no meio da trilha. 
É preciso tomar muito cuidado aqui para não sofrer uma queda ou lesão no tornozelo.
Trilha descendo
E com cerca de 30 minutos desde a praia chegamos na bifurcação para a gruta. A trilha parece seguir em frente, mas nesse momento iniciamos a descida íngreme até o costão.
Passamos por debaixo de uma imensa árvore caída e chegamos na encosta do paredão rochoso. 
Costão da Gruta do Pirata
É uma vista maravilhosa, mostrando o costão avançando em direção ao mar e criando uma pequena enseada. Visual de cartão postal.
Descendo a encosta
O trecho final de descida só pode ser feito com ajuda de uma corda até chegarmos perto da margem, já quase 11h30min.
Só curtindo as ondas
Junto da pequena enseada e ao lado de uma pequena cachoeira de um riacho, as ondas fortes batem contra as pedras. 
A entrada da gruta é bem fácil identificar e fomos conhecê-la, tendo extremo cuidado para não escorregar nas pedras cheias de limo.
Acesso à gruta ao fundo
Escondida pela mata, a gruta é uma fenda que avança por entre o costão rochoso e é dividido em 3 pequenos salões.
O primeiro é marcado por um estreito corredor inclinado. O segundo já é preciso quase se arrastar para entrar no local.
Entrada da gruta
Aqui já é totalmente escuro e bem pequeno. Lanterna de celular não ajuda muito. Ideal é uma headlamp. E o terceiro salão é avançando por estreito corredor com ajuda de uma corda.
No primeiro salão
Segundo lendas de caiçaras da região, o lugar têm muitas histórias de escravos ou piratas que teriam usado o lugar para se esconder ou guardar tesouros.
Retornando para o costão rochoso, só ficamos em cima das pedras tomando Sol e apreciando os barcos e lanchas que passavam próximos dali.
Tomando Sol
Deu até para ver algumas tartarugas marinhas na superfície procurando alimentos próximo do costão. Estava tão bom o lugar que ficamos por quase 5 horas.
De volta à trilha, ainda tínhamos uma longa viagem de volta para São Paulo.


Dicas e Informações úteis

# Muito cuidado ao estacionar em ruas próximas do píer. Ao passarmos por lá vimos alguns tratores puxando enormes lanchas e iates que ocupavam quase toda a largura da rua.

# O nome de 7 Fontes é devido à quantidade de nascentes que desaguam na praia.

# O retorno dessa trilha também pode ser feito por barcos, que ficam ancorados na Praia das 7 Fontes ou na do Flamengo.

# Nos fins de semana e feriados a Praia das 7 Fontes costuma encher de escunas e barcos com turistas. Já ao longo da semana é bem mais tranquila e quase deserta.

# Para conhecer o interior da Gruta do Pirata é obrigatório o uso de uma headlamp.

# Protetor solar e um boné ou chapéu são itens obrigatórios também.

# Só fomos encontrar água potável em grande quantidade na trilha entre 7 Fontes e a Gruta. Outro ponto foi ao lado da entrada da Gruta.

# O trecho até a Praia 7 Fontes é por trilha bem aberta e não exige uma bota. Já a partir dessa praia até a gruta é recomendável um calçado apropriado e uma calça comprida.