
Com acesso fácil por ônibus e carro é perfeito para um bate-volta em um fim de semana qualquer.
Era minha primeira vez nessa cachoeira que é uma das maiores, próximas da cidade de SP.
Foi também uma forma de lembrar do Eduardo Luis, mais conhecido como Mimduim (com "m" no meio mesmo), que foi o organizador dessa trip e que morreu em 2011. Seu corpo foi encontrado em uma prainha, na Trilha do Rio Mogi, em Paranapiacaba, na Serra do Mar.
Para quem não o conheceu, no final eu coloquei um texto sobre ele e o que pode ter acontecido em relação a sua morte.
A Cachoeira do Elefante também é conhecida por um outro nome: Cachoeira do Itapanhaú e se localiza na Serra do Mar, próximo da Rodovia Mogi-Bertioga.
Lembro que na época o Mimduim enviou uma mensagem para a lista de trekking onde eu participava, convidando para fazer a trilha dessa cachoeira e muitos aderiram.
O grupo se tornou até um pouco grande, com 10 pessoas: eu, Mimduim, Clayton, Cabral, Yoshico, Marcelo Gibson, Gláucia, Alex e mais dois amigos dele que eu não lembro o nome.
Foto acima, na base da Cachoeira do Elefante
Fotos dessa caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS, saindo do Km 81 da Rodovia Mogi-Bertioga: clique aqui
Tracklog mais recente, saindo do Km 77: clique aqui
Antes quero deixar registrado que atualmente a região pertence ao Parque Estadual Restinga de Bertioga e o pessoal do Parque e da Policia Ambiental estão sempre fiscalizando essa área em torno da cachoeira, que faz parte do complexo de trilhas do Rio Itapanhaú, devido a obrigatoriedade do acompanhamento de monitores. Atentem a isso:
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| Início da trilha, junto da Rodovia |
A saída, como de praxe, atrasou um pouquinho, mas as 08:00 hrs já estávamos seguindo pela Rodovia Ayrton Senna em direção à Mogi das Cruzes, onde iríamos pegar a Gláucia.
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| Entrando na mata |
São dois lugares por onde se inicia a trilha que leva até a base dessa cachoeira e como o grupo preferiu seguir pela trilha mais longa, a van nos deixou na Rodovia exatamente onde se inicia o trecho de descida da serra, ao lado de uma enorme placa indicativa de "ATENÇÃO - DESCIDA DA SERRA, DESÇA ENGRENADO".
Nesse local, no Km 81, existe um grande descampado, do lado direito da Rodovia, onde muitos iniciam a caminhada que leva até a base da cachoeira.
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| Cruzando o Rio Pedras |
Aqui é um bom local de acampamento selvagem com áreas planas em alguns descampados ao lado do Rio. Daqui em diante a trilha segue próximo da margem, com o Rio à esquerda e mais alguns metros à frente pegamos uma bifurcação à esquerda que leva a algumas pequenas cachoeiras, corredeiras e poções.
É um bom local para banho, mas a água é muito fria.
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| Corredeiras do Rio Pedras |
Quem quiser seguir na trilha da esquerda é possível chegar em uma outra cachoeira, mas com acesso um pouco mais difícil.
Como o grupo era grande, descíamos sem pressa por trilha íngreme com inúmeras raízes expostas e algumas arvores caídas.
A mata é bem fechada e com pouco mais de 2 horas de caminhada, chegamos em uma bifurcação, junto da margem do Rio Itapanhaú.
Seguindo para a direita, a trilha leva até um local conhecido como Casarão e de lá retorno para a Rodovia, mas nossa direção é seguir para esquerda.
Nesse trecho, a trilha segue ao lado do Rio Itapanhaú e alguns descampados surgem ao lado da trilha e logo chegamos em outro rio.
O volume de água era grande e por isso estava perigoso atravessá-lo.
O Mimduim esticou uma corda e um a um fomos cruzando o trecho sem maiores dificuldades.
Mais outros descampados surgem pela trilha e com cerca de 3 horas de caminhada chegamos na base da Cachoeira do Elefante.
Ela é bem larga e com uns 50 metros de queda. Olhando da Rodovia ela tem um formato dos pés de um elefante e talvez seja por isso que ela recebe esse nome.
A nossa diversão era tentar ficar embaixo da queda, mas era impossível. A força da água era muito grande e só nos contentamos em ficar nas laterais.
Depois de um tempo tomando banho de cachoeira e um lanche, voltamos para a trilha e dessa vez seguimos em direção ao Casarão e assim que passamos a bifurcação da trilha que veio do alto da serra, fomos nadar junto da margem em um remanso do rio, à esquerda. Nessa hora só os mais corajosos resolveram arriscar um mergulho.
Voltamos à trilha e íamos seguindo o rio, próximo de sua margem cruzando inúmeros riachos.
Com cerca de 1h30min de caminhada, chegamos no Casarão, bem ao lado de um campo de futebol.
Aqui é um outro bom local de camping, mas que fica um pouco distante da cachoeira.
No Casarão ainda morava uma família, mas a casa está em péssimas condições.
O Mimduim foi atrás de um senhor para nos levar de barco para o outro lado da margem, já que cruzar o rio era bem perigoso, pois a correnteza estava bem forte e a profundidade era um pouco grande.
Com 2 viagens em um pequeno barco chegamos do outro lado do rio e aqui só foi caminhar por uma trilha até sair em uma estrada, que nos deixou na Rodovia, próximo ao Km 92,5 antes dela iniciar o trecho de subida da serra.
Esperamos por alguns minutos a van chegar e agora era voltar para SP felizes por uma bela caminhada com revigorante banho de cachoeira.
Algumas dicas e informações úteis (Atualizado Abril/2026)
# Considero essa trilha de nível médio e o percurso total dela é de aproximadamente 3 km com a obrigatoriedade de contratação de um monitor, que pode ser feito através do site do Parque abaixo.
# Um dos acesso à essa cachoeira é por trilha que sai do Mirante na Rodovia Mogi-Bertioga, próximo ao Km 86, porém é somente para quem contratou um monitor do Parque:
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| Cruzando rio para chegar na cachoeira |
Nesse trecho, a trilha segue ao lado do Rio Itapanhaú e alguns descampados surgem ao lado da trilha e logo chegamos em outro rio.
O volume de água era grande e por isso estava perigoso atravessá-lo.
O Mimduim esticou uma corda e um a um fomos cruzando o trecho sem maiores dificuldades.
Mais outros descampados surgem pela trilha e com cerca de 3 horas de caminhada chegamos na base da Cachoeira do Elefante.
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| Na base da cachoeira |
A nossa diversão era tentar ficar embaixo da queda, mas era impossível. A força da água era muito grande e só nos contentamos em ficar nas laterais.
Depois de um tempo tomando banho de cachoeira e um lanche, voltamos para a trilha e dessa vez seguimos em direção ao Casarão e assim que passamos a bifurcação da trilha que veio do alto da serra, fomos nadar junto da margem em um remanso do rio, à esquerda. Nessa hora só os mais corajosos resolveram arriscar um mergulho.
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| Rio Itapanhaú |
Com cerca de 1h30min de caminhada, chegamos no Casarão, bem ao lado de um campo de futebol.
Aqui é um outro bom local de camping, mas que fica um pouco distante da cachoeira.
No Casarão ainda morava uma família, mas a casa está em péssimas condições.
O Mimduim foi atrás de um senhor para nos levar de barco para o outro lado da margem, já que cruzar o rio era bem perigoso, pois a correnteza estava bem forte e a profundidade era um pouco grande.
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| Cruzando o Rio Itapanhaú |
Esperamos por alguns minutos a van chegar e agora era voltar para SP felizes por uma bela caminhada com revigorante banho de cachoeira.
Algumas dicas e informações úteis (Atualizado Abril/2026)
# Considero essa trilha de nível médio e o percurso total dela é de aproximadamente 3 km com a obrigatoriedade de contratação de um monitor, que pode ser feito através do site do Parque abaixo.
# Um dos acesso à essa cachoeira é por trilha que sai do Mirante na Rodovia Mogi-Bertioga, próximo ao Km 86, porém é somente para quem contratou um monitor do Parque:
# Existem 3 opções de transporte para quem pretende chegar nessa cachoeira:
1) Da Estação Ferroviária de Estudantes, em Mogi das Cruzes, saem vans que seguem para Bertioga. Os motoristas ficam aguardando do lado de fora e só saem quando lotam a van.
2) Outra opção é pegar o ônibus da Viação Piracicabana, que sai da Rodoviária, localizada no lado esquerdo da Estação de Estudantes.
www.piracicabana.com.br
3) E uma outra opção mais barata é embarcar no ônibus circular Manoel Ferreira, que sai do Terminal Estudantes, localizado ao lado da Estação Estudantes.
Deve-se desembarcar no Km 77 da Rodovia Mogi-Bertioga, onde se localiza a antiga Balança.
2) Outra opção é pegar o ônibus da Viação Piracicabana, que sai da Rodoviária, localizada no lado esquerdo da Estação de Estudantes.
www.piracicabana.com.br
3) E uma outra opção mais barata é embarcar no ônibus circular Manoel Ferreira, que sai do Terminal Estudantes, localizado ao lado da Estação Estudantes.
Deve-se desembarcar no Km 77 da Rodovia Mogi-Bertioga, onde se localiza a antiga Balança.
Dali em diante é só continuar a caminhada pela Rodovia até o Km 81.
Veja no link os horários de saída desse circular - Linha C-392:
https://mobilidadeservicos.mogidascruzes.sp.gov.br/site/transportes/linha/E392
# Quem for de carro, não recomendo deixá-lo estacionado junto do início da trilha, no Km 81.
Veja no link os horários de saída desse circular - Linha C-392:
https://mobilidadeservicos.mogidascruzes.sp.gov.br/site/transportes/linha/E392
# Quem for de carro, não recomendo deixá-lo estacionado junto do início da trilha, no Km 81.
Pode ser multado e até ter o veículo furtado. Preferível deixá-lo na Balança.
# Em dias muito chuvosos, o acesso a essa cachoeira é perigoso, já que a correnteza dos rios pode complicar muito a travessia.
# Voltei a essa cachoeira por mais 2x seguindo por trajetos diferentes. Numa delas peguei tempo fechado e com uma pequena garoa e numa outra estava com um grupo.
Relatos:
- http://trilhasetrips.blogspot.com.br/2014/03/dicas-cachoeira-do-elefante-serra-do.html
- https://trilhasetrips.blogspot.com/2018/03/cachoeira-do-elefante-o-2-retorno-serra.html
# Uma outra cachoeira que também vale a pena conhecer é a da Pedra Furada. O início da trilha que leva até ela fica a uns 500 metros antes de chegar no início da trilha para a Cachoeira do Elefante. Tenho um relato com algumas dicas:
http://trilhasetrips.blogspot.com.br/2014/03/dicas-cachoeira-da-pedra-furada-mogi.html
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| Ele com sua cargueira |
Tinha 44 anos quando veio a falecer e normalmente era ele que organizava as trips.
Sempre generoso, era uma pessoa que ajudava os outros, sendo muito fácil de fazer amizades. Normalmente era o cozinheiro da turma e um dos pratos mais famosos que sempre fazia em alguma trilha era o peixe na folha de bananeira.
No dia 06 de Novembro de 2011 (um Domingo) ele seguiu de trem da Estação Brás com destino à Estação de Rio Grande da Serra para encontrar um grupo e fazerem a trilha da Cachoeira da Fumaça, dizendo para a esposa que voltaria no final do dia, mas se desencontrou do grupo e desde então não tiveram mais noticias dele.
Consta que fez um telefonema de um orelhão próximo da Estação de Rio Grande da Serra, mas não disse para onde iria.
Alguns amigos e colegas de trilha ainda tentaram ajudar a procurá-lo, mas em vão.
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| Minduim e a Glaucia cruzando o Rio Pedras na trilha da Cachoeira do Elefante |
Devido a dificuldade do lugar, seu corpo só foi resgatado no dia 16 de Novembro pelo Corpo de Bombeiros com todos os seus pertences intactos, inclusive sua maquina fotográfica Nikon.
A família dele se mantem reclusa desde então, não divulgando nem a causa da morte, mas como a Trilha do Rio Mogi é repleta de inúmeros trepa pedras, pode ser que ele tenha fraturado a perna, não conseguido se locomover ou então sofrido um mal súbito ou até picado por algum animal peçonhento, mas tudo isso são apenas hipóteses.
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| Mimduim descansando nessa trilha da cachoeira |
Pelo menos ele perdeu a vida naquilo que ele mais gostava de fazer: caminhadas. Uma grande perda sem duvida nenhuma.
Com certeza hoje em dia está trilhando por outros lugares.
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| Mimduim na Cachoeira do Elefante |












:-( achei triste a historia do minduim....mas...quem sabe ele está trilhando por outros lugares!?
ResponderExcluirOi Ana.
ExcluirSó lamento que ele teve uma morte tão solitária. Estava sozinho na trilha e só foi encontrado alguns dias depois.
E era um cara que sempre fazia caminhadas em grupos e se dava bem com todo mundo.
São pessoas como ele que fazem falta no mundo.
Nessa hora é que percebemos que nossa vida é muito curta e devemos aproveitar cada momento dela.
Mas com certeza ele está em outro lugar melhor que o nosso.
Abcs
Abcs
ExcluirCoisas dessa nossa vida...
ResponderExcluirFazer aquilo que descobrimos amar, é sem dúvida um dos maiores presentes que Deus pode nos conceder... Certamente este "mateiro", está trilhando novos caminhos e guiando a todos aqueles que seguem suas trilhas.
Parabéns pelo relato e pela singela homenagem.
A morte é algo muito difícil de encarar, mas é a única certeza que temos na vida.
ExcluirMas fiquei muito mais triste porque o Minduim era uma pessoa boa e muito querido por muitos.
Pena que ele já tinha cumprido seu papel aqui na terra. Ele tinha ainda uma vida longa pela frente.
Valeu Eduardo.
Gde abc
Olá Augusto, gostaria de saber se você ainda faz trilhas, pois comecei agora a curtir estas caminhadas na natureza e estou viciando. Gostaria de conhecer a cachoeira do elefante mas pelos vídeos que vejo e relatos parece que é um pouco complicado para um iniciante e fico preocupado com a possibilidade de me perde no meio do caminho. Se por acaso você estiver com um trilha marcada para lá me avise para que eu possa fazer parte do grupo. Um abraço.
ResponderExcluirOla Fernando.
ExcluirSempre que posso e o clima ajuda faço alguma caminhada.
Para iniciante não recomendo seguir pela trilha que inicia no Km 81.
Tem a possibilidade de iniciar no mirante, mas tem de saber nadar para cruzar o Rio Itapanhaú. Pessoas já morreram ali, por isso é muito perigoso.
Não costumo repetir trilhas e se vc quiser conhecer o lugar, então recomendo contratar algum guia de agencia.
É mais seguro e ele pode te ajudar nos momentos mais perigosos.
Abcs
Valeu Augusto, obrigado pela dica.
ExcluirAbraço.
Boa sorte.
ResponderExcluirAbcs