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7 de outubro de 2025

Volta completa da Ilha do Mel / Litoral do PR – Relato com dicas

Quando voltei da Chapada dos Veadeiros, onde fiquei por quase 1 semana, ainda tinha uns poucos dias restantes das minhas férias - para ser exato apenas 6 dias.
E até tinha planejado fazer a Trilha de Itupava, na Serra do Mar do Paraná e depois esticar até a Ilha do Mel para curtir uma praia num lugar isolado, mas quando voltei de Goiás o clima não estava ajudando, me obrigando a escolher outro lugar para caminhar.
E os lugares que vinham na minha cabeça e que nunca tinha feito eram sempre distantes de SP e não davam para encaixar nos dias restantes das minhas férias - vai que acontece algo né. 
Mantiqueira não queria porque já tinha feito mais de 20 trilhas diferentes por lá (nesse linke repetir caminhadas estava fora dos planos. 
Quer saber de uma coisa, vou fazer o contorno da Ilha do Mel, já que dá para fazer a caminhada em 2 dias e por ser próxima de SP, a logística era bem fácil. E com a vantagem de não haver uma burocracia para caminhar em volta dela; era chegar e caminhar sem problemas de alguém te proibir. Somente se atentar às marés, já que em alguns trechos da caminhada, ela pode se tornar um grande problema, estreitando ou até bloqueando a faixa de areia. 
O contorno da Ilha estava numa lista de caminhadas que algum dia pretendia fazer, mas minha intenção era fazê-la na época de verão, mas por circunstancias do clima, é o que tem pra hoje.
Já tinha feito outras caminhadas que contornam ilhas, como em Ilha Grande e Ilha Bela e sabia o que poderia me aguardar e os cuidados que deveria tomar.
Então só li alguns relatos, peguei alguns tracks no wikiloc e marquei a viagem sem muito planejamento. Só fiquei na dúvida onde me hospedar: vila de Nova Brasília ou da Praia das Encantadas, que são pontos de desembarque para barcos.
Aí tive que recorrer aos “universitários” e por causa da volta da ilha que eu iria fazer, cheguei a conclusão que a melhor opção era Nova Brasília, fazendo a reserva de uma pousada na ilha para 3 pernoites. 
Minha intenção era sair de SP durante a noite em direção a Curitiba para chegar no início da manhã, embarcando no primeiro ônibus para o Pontal do Sul e de lá seguir em barco até a Ilha, a tempo ainda de explorar a parte sul naquele mesmo dia. 
Por sorte os horários batiam e não tive problemas de logística. Só contava que o clima ajudasse.


Fotos acima, Gruta das Encantadas e a Praia Mar de Fora



Dividi as fotos em 2 álbuns:

Fotos do 1º  dia com contorno da parte sul da Ilha: clique aqui
Fotos do 2º dia com toda a parte norte da Ilha: clique aqui

Tracklog para GPS de toda a volta da ilha: clique aqui



Cerca de 90% da Ilha do Mel é considerada como unidade de conservação e toda a parte norte faz parte de uma Estação Ecológica, cujo objetivo é preservar áreas com ambientes naturais como manguezais, restingas, costões rochosos e mata atlântica. Também foi declarada como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO em 1999.
A Ilha não permite circulação de carros ou motos e para se deslocar entre as vilas e praias somente de bikes, barcos ou na caminhada mesmo. São três as vilas principais: Nova Brasília, Encantadas e a do Farol, onde se localizam restaurantes, mercados e a maior parte das opções de hospedagem, que se dividem em campings, pousadas simples e as pousadas mais sofisticadas com boa infraestrutura.
Ruas de areia
Considerada como um destino rústico, todas as vilas e praias são ligadas por trilhas ou pequenas ruas de areia e além das 
inúmeras praias, a Ilha possui poucas atrações turísticas e destaco apenas 3, cujos acessos são gratuitos:
- Gruta das Encantadas: na verdade é uma fenda que se formou devido a erosão marinha e avançou por cerca de 10 metros dentro do costão rochoso. Na maré alta e em épocas de ressaca, o mar avança para dentro da gruta, se tornando um local perigoso. Existem até algumas placas de advertência colocadas junto da entrada dela alertando sobre o perigo.
- Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres: construída no século XVIII, a fortaleza tinha o objetivo de proteger a entrada da baía de Paranaguá e a antiga vila, tendo sua infraestrutura preservada até hoje.
- Farol das Conchas: Localizado no alto de um morro, o farol pode ser acessado a partir da vila Nova Brasília, seguindo pela praia. Uma escadaria de pedras leva até o topo de onde se tem uma bela vista panorâmica e um pôr do Sol maravilhoso.

10 de maio de 2008

Travessia do Lagamar - Superagui/PR x Ilha do Cardoso/SP - Relato e dicas da caminhada pela praia

Esse aqui é um relato da travessia do Complexo Lagamar, localizado na divisa do litoral do SP/PR. Iniciamos por Paranaguá, onde pegamos um barco até a vila principal do Parque Nacional do Superagui e de lá seguimos na caminhada até a Vila de Marujá, na Ilha do Cardoso, já no extremo sul de SP. O total dessa caminhada chegou a pouco mais de 40 km e estavam na trip, eu, a Márcia e o Wilinha. Durante essa caminhada pegamos garoa, chuva intensa com frio, ventos e nos 2 últimos dias, um Sol muito forte, por isso que pegamos as 4 estações do ano.


Foto acima, saindo de Barra de Ararapira de barco para a Ilha do Cardoso ao fundo.


Fotos e imagens da trilha plotada: Clique aqui

Tracklog para GPS: Clique aqui


Croqui com trajeto da caminhada
Feriado prolongado de 4 dias do 1º Maio de 2008 chegando e o frio e a chuva (típicos do Outono) nada de dar as caras, então pensei numa trilha no litoral e como a Márcia já tinha comentado comigo sobre a Ilha do Cardoso, surgiu a ideia de fazermos a Travessia do Lagamar, passando pela Ilha do Cardoso/SP e pelo Parque Nacional do Superagui/PR. 
Peguei algumas dicas da Revista Já, do Sérgio Beck e no seu relato, ele inicia a caminhada no extremo norte da Ilha do Cardoso, passando por várias praias desertas até chegar na divisa SP/PR e dali entrando na Ilha do Superagui, passando na Ilha das Peças e finalizando em Paranaguá. Seria uma linda caminhada de vários dias, mas nós não tínhamos vários dias disponíveis, por isso fiquei estudando se valeria a pena seguir esse roteiro do Beck.
Chegamos a conclusão que devido à logística, tanto da ida como da volta, seria melhor iniciar em Paranaguá e finalizar na Ilha do Cardoso. 
Definido roteiro, algumas pessoas se mostraram interessadas, mas no final só o Wilinha que resolveu embarcar nessa empreitada comigo e com a Márcia, talvez em parte pela mudança no tempo que prometia chuvas intensas naquele final de semana do feriado. 
No final vimos que a chuva não chegou a atrapalhar, mas sim o Sol muito forte que apareceu nos últimos dias da travessia (esse sim, tornou o final da caminhada muito cansativo - se pegássemos Sol no 1º dia íamos sofrer mais ainda).
Márcia e o Wilinha saindo da Rodoviária de Paranaguá
Marcamos de eu e a Márcia encontrarmos o Wilinha na Rodoviária do Tietê por volta das 23h30min para embarcar as 23h45min em direção à Curitiba pela Viação Itapemirim. 
Nosso objetivo era chegar na cidade por volta das 06:00 hrs e com isso a tempo de embarcar no ônibus das 06h30min pela Viação Graciosa em direção a Paranaguá, mas não contávamos com um atraso do ônibus que só foi chegar em Curitiba por volta das 07:00 hrs. 
Por sorte tinha outro ônibus saindo as 07h30min, mas para nossa infelicidade já estava lotado e com isso restou a opção de comprar para o horário das 08h30min pela Viação Princesa dos Campos, chegando em Paranaguá pouco antes das 10:00 hrs, com tempo bom e Sol.
Porto de Paranaguá
Agora nós tínhamos que procurar algum barco que seguisse para o Superagui e lá fomos em direção ao cais, próximo ao centro histórico da cidade. 
Lá um barqueiro estava juntando algumas pessoas (tinham + - 10), mas na opinião dele insuficiente para realizar a saída do barco. 
Torcíamos para que chegassem mais pessoas, mas em vão. 
Nossa alternativa era pegar um barco para Guaraqueçaba e de lá tomar outro para o Superagui, mas sem a certeza de chegar no Superagui naquele dia.