Numa viagem à Poços de Caldas para visitar parentes a muitos anos atrás, ao passar pela cidade de Águas da Prata vi um trem de carga cruzando a cidade num final de tarde. Era uma locomotiva com vários vagões e fui saber depois que essa linha férrea é usada para transporte de bauxita até o interior de SP, saindo da Estação CBA que se localiza a uns 10 Km do centro de Poços de Caldas.
Até fiz caminhadas de uns 3 Km por um trecho desativado dessa linha férrea, saindo do centro de Poços de Caldas até a Cachoeira Campo da Mogiana e indo um pouco mais além, porém o trecho completo do centro de Poços até Aguas da Prata teria encontrar uma boa oportunidade e com clima ajudando, por isso fui deixando de lado.
Minha intenção era fazer todo o trajeto desde centro de Poços até Aguas da Prata totalizando cerca de 33 Km em 2 dias, sendo que no primeiro dia seguiria até a Estação Cascata (na divisa MG/SP) num total de 17 Km, sendo quase 10 Km por trecho desativado. E no segundo dia continuaria a caminhada, dessa vez pelo trecho paulista e ativo da linha férrea, incluindo também a Trilha das 7 Cachoeiras de uns 2 Km, com início ao lado dos trilhos. Mas devido a alguns desvios, fui obrigado a acrescentar quase 10 Km a mais.
A caminhada pelos trilhos não tem segredo e todos os relatos que encontrei saiam da divisa de Estados MG/SP até Águas da Prata, incluindo somente o trecho paulista e ativo da linha férrea. Já pelo trecho desativado de Poços de Caldas seguiria somente por vestígios da linha férrea, pois os trilhos e dormentes tinham sido retirados.
Por já ter feito caminhadas por linhas férreas desativadas como a Funicular de Paranapiacaba ou o trecho desativado da Passa Quatro – Cruzeiro, sabia perfeitamente o que poderia me aguardar nesses trechos.
Para a trilha das 7 cachoeiras encontrei vários relatos e para evitar carregar peso desnecessário resolvi que no final do primeiro dia retornaria para Poços de ônibus e no dia seguinte continuaria a caminhada a partir da Estação Cascata.
E no final daquele ano de 2025, por estar de férias em Poços de Caldas e com o clima ajudando, era hora de riscar essa caminhada da minha lista.
Só levei uma pequena mochila de ataque com o básico: algumas barrinhas de cereais, frutas secas, lanches, garrafas de água e 1 kit de primeiros socorros.
Foto acima, trechos desativados e ativos da linha férrea e na Trilha das 7 Cachoeiras
Fotos
- Estação Central de Poços x Estação Cascata: clique aqui
- Estação Cascata x Estação de Aguas da Prata: clique aqui
Tracklog para GPS dessa caminhada: clique aqui
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| Antiga Estação Central |
Só foi caminhar alguns metros, virar à esquerda e acessar uma Rua chamada de Beira Linha que agora seguia pela antiga linha férrea, mas sem os trilhos e dormentes que foram retirados à algumas dezenas de anos atrás.
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| Resquícios da linha férrea |
Depois de cruzar a ponte sigo por um trecho em meio à vegetação, tendo de pular uma cerca de arame e seguindo pelos vestígios dos trilhos.
Passo ao lado do cemitério (em frente da entrada tem uma fonte de água mineral, se precisar) e mais alguns metros outro trecho em meio à vegetação, sempre passando pelos fundos de várias residências.
Ao chegar na próxima ponte, saio à esquerda em direção à Cachoeira Campo da Mogiana, seguindo por uma estrada de terra e no caminho cruzo com um pequeno riacho de água potável no meio da mata.
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| Cachoeira Campo da Mogiana |
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| Outras quedas |
Pouco antes das 09:00hrs retorno para antiga linha férrea e vou seguindo em meio a vegetação por entre morros e próximo dos muros de um condomínio residencial.
A região é chamada de Campo da Mogiana e as encostas são repletas de vegetação de cerrado. Quando passei ali no final de 2025 deu para ver que estão construindo algumas residências no meio da mata. Uma pena.
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| Viaduto |
Nesse trecho é preciso tomar cuidado para não seguir pelo caminho errado.
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| Pilares da linha férrea |
É uma bela imagem dos pilares da linha que ainda estão de pé. Uma trilha desce pela mata até a margem de um riacho com volume pequeno de água. Só foi pular algumas pedras e volto a subir do outro lado em meio a muita vegetação e aqui é como se fosse um vara mato até chegar na antiga estrada novamente e mais alguns metros na primeira rotatória.
Daqui em diante a antiga linha férrea virou uma estrada para veículos, passando próximo da PUC-MG do lado esquerdo e ao fazer uma curva para esquerda, chego num pequeno vale por onde seguia a linha férrea.
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| Seguindo pelo alto do morro |
Cruzei em linha reta para o outro lado e fui seguindo por um vestígio de estrada com muito lixo. Foram somente alguns minutos até chegar numa estrada de terra consolidada que era o antigo trecho da linha férrea.
Desde a rotatória anterior foram quase 2 km até chegar em uma área de vegetação arbustiva onde fui avançando por entre o capim. Os vestígios da linha férrea ainda estão lá, só os trilhos e os dormentes que foram retirados.
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| Impossível seguir |
Fiquei em cima da ponte por alguns minutos avaliando o que fazer e não estava a fim de desistir. Depois de ver algumas imagens de satélites percebi que era possível contornar esse trecho, seguindo por uma estrada à esquerda e que segue paralela a linha férrea.
As 10h30min retornei pelo mesmo caminho até um ponto onde acessei uma rua à direita e agora fui seguindo junto da calçada, paralelamente à antiga linha férrea, porém só cheguei a caminhar uns 30 minutos e dei de cara com um portão de ferro no final da rua. Parece que a partir dali é área particular. Só problemas. E agora?
O jeito é retornar alguns poucos metros e seguir por uma rua íngreme sentido sul até achar um desvio que me leve de volta à antiga linha.
E assim vou passando por uma área rural com algumas plantações e residências até encontrar uma saída da estrada à direita, ao lado de um pequeno riacho.
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| Fazenda |
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| Pontilhão sobre Rio das Antas |
O lugar tem muita vegetação também e seriam cerca de 700 metros de trecho que deixei de fazer.
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| Ponte férrea |
Sem perder tempo acesso a estrada novamente e encontro alguns trilhos da linha férrea quase encobertos pela vegetação com um desvio na linha principal confirmando que ali era mesmo um antigo pátio.
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| Muitas lagoas e aves |
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| Vagão com dormentes |
O lugar é usado para embarque do minério, retirado de uma mina ao lado e embarcado em vagões em direção à Usina da Votorantim, no interior de SP, onde é transformada em alumínio.
A operação de transporte em vagões até a Usina só ocorre durante a noite, então era uma preocupação a menos ao longo da caminhada pela linha.
São inúmeros vagões estacionados e abarrotados de bauxita que estão só esperando a noite chegar para serem levados para o interior de SP.
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| Vagões estacionados com bauxita |
Caminhar pela linha férrea não é fácil porque o passo não acompanha a distância entre os dormentes, fazendo com que a caminhada não esteja sincronizada e o ritmo se altere a todo o momento. Quem sofre são os pés que em vários momentos tenho de seguir pisando nas pedras, fazendo com que o ritmo seja mais lento. E para piorar, o Sol está a pino e eu com pouca água.
Quando chego no viaduto embaixo da Rodovia por volta das 13h30min, era hora de descansar e comer um lanche na sombra.
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| Rodovia à frente |
Depois de uma boa descansada embaixo do viaduto, volto a caminhar em trecho aberto e cerca de 15 minutos depois cruzo sobre um pequeno riacho que não me pareceu ser de água potável e mais alguns metros encontro a primeira cobra junto dos trilhos.
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| Cobra nos trilhos |
Algumas estradas vicinais cruzam a linha férrea e às 14h30min passo ao lado de um totem histórico. Conhecido como Obelisco da Cascata, o totem está localizado em área da Fazenda Pinheirinho e foi inaugurado no ano de 1937 ao lado dos trilhos da Estrada de Ferro Mogiana, servindo como marco divisório dos estados de MG e SP.
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| Totem histórico |
Cruzo outro pequeno riacho de água não potável e as 15h10min finalizo na Estação Cascata, que está fechada.
Foram cerca de 8 horas de caminhada e por hoje chega. Agora é voltar à Poços de Caldas de ônibus e na manhã seguinte reiniciar a caminhada nessa mesma Estação em direção à Águas da Prata.
Depois de alguns clics da Estação e me hidratar num barzinho próximo, vou subindo por uma rua até um bairro próximo da Rodovia com muitas residências, comércios e o ponto final do circular que segue até Poços de Caldas. Fim do dia sem grandes dificuldades.
Dia seguinte era feriado e fiquei quase 1 hora no ponto de ônibus em Poços esperando o circular até a divisa MG/SP, desembarcando no Bairro e dali levei mais 20 minutos até a Estação Cascata.
Mesmo fechada, a Estação está em bom estado de conservação e quem sabe algum dia esse ramal volte a funcionar para o turismo e a Estação reabra.
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| Voltando à caminhar |
A caminhada é agradável em declive suave por entre áreas de mata e encostas íngremes do lado esquerdo. De vez em quando aberturas mostram uma linda paisagem à direita e alguns reflorestamentos de eucaliptos junto da linha.
Num trecho quase em linha reta as áreas de sombra acabaram e o Sol não dá trégua.
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| Lindo visual |
Com 1 hora de caminhada chego na Ponte do Tajá, que é um dos principais pontos que podem ser vistos da Rodovia.
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| Ponte do Tajá |
Pelo menos as áreas de reflorestamento acabaram e assim que finalizo a ponte, acesso uma trilha à esquerda que leva a uma pequena nascente de água que escorre pelo paredão rochoso. Lugar perfeito para reabastecimento e sem demora retorno para os trilhos.
A caminhada intercala trechos expostos com belos visuais e vegetação com áreas de sombra.
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| Cachoeira ao lado da linha |
Conforme vou me aproximando de um túnel, passo ao lado de uma trilha que deve levar a um riacho ou até alguma cachoeira do lado esquerdo, mas prefiro continuar a caminhada.
As 10:00hrs chego na boca do túnel com uma placa indicativa de número “52”, que deve ser a quantidade de túneis nessa linha. Ele é em curva e não é tão longo (em torno de 90 metros), sendo todo escavado em rocha pura, dando para cruzá-lo somente com a lanterna de um celular, sem dificuldades.
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| Túnel em curva |
O Sol a pino é escaldante e com cerca de 30 minutos desde o túnel, passo ao lado de uma retroescavadeira estacionada sem ninguém operando. Deu para ver que ali aconteceu um deslizamento da encosta e a máquina estava ali para retirar a terra e também trocar a pedra brita.
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| Retroescavadeira ao lado da linha |
E bem no início da trilha até as cachoeiras tem uma placa de Proibido Motos.
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| Entrada da trilha |
Logo no início cruzo com uma área de antigos acampamentos sendo tomados pelo mato até chegar na primeira queda com uma piscina natural na base. Primeiro mergulho, mas não fico muito tempo e volto a caminhar depois de alguns minutos.
Na segunda cachoeira o poção é um pouco maior e aqui aproveitei para comer alguns lanches, além de dar um outro mergulho.
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| Quedas com piscinas |
A trilha alterna entre pequenos trechos planos com subidas em meio a muitas pedras e raízes expostas que servem de apoio. Não é uma subida difícil; ela é cansativa, mas com várias cachoeiras dá para ir aproveitando todas elas para um breve descanso.
Logo após a quinta cachoeira, a trilha cruza uma grande área descampada ao lado do rio, próximo do topo da cachoeira e logo à frente a trilha tem uma bifurcação que pode confundir e levar a um desvio maior, que é desnecessário.
Nesse ponto a trilha estará do lado esquerdo do rio, sendo necessário cruzá-lo para direita dele.
Toda preta e com manchas amarelas, ela não é peçonhenta, mas é agressiva se sentir ameaçada. Só esperei ela se esconder nas pedras e depois segui em frente.
A mata ciliar que acompanha o rio é bem fechada e além das cobras é preciso tomar cuidado também com alguns trechos escorregadios nas pedras, devido ao limo.
Daqui em diante mantive sempre à direita do rio com várias outras pequenas quedas bem próximas.
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| Perfeita para se refrescar |
O trecho a seguir é quase uma escalaminhada vertical, exigindo cuidado na encosta com a ajuda de várias raízes como apoio para ir subindo.
Finalizado esse trecho íngreme, o visual se abre atrás de mim, sendo possível ver todo o vale coberto de mata atlântica e ao fundo trechos da Serra da Fartura.
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| Panorâmica |
Depois é um pequeno trecho no plano até chegar na última cachoeira, que é a mais bonita e a mais alta de todas. Essa também tem um piscina natural na base e perfeita para um mergulho.
A distancia, desde os trilhos, ficou em 1,8 Km e com tempo de 2h30min já somando com as paradas nas cachoeiras. É cansativo sim, mas vale o esforço.
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| Última cachoeira |
No retorno encontrei um estacionamento de veículos bem próximo da cachoeira e depois segui descendo pela trilha.
Eram por volta das 14:00hrs e encontrei 2 grupos subindo, sendo que um deles estava tomando banho numa das cachoeiras e os alertei sobre a cobra Caninana.
Na descida parei em algumas cachoeiras para uns mergulhos e fui chegar na linha férrea às 15h30min.
Agora sentido sul, rumo Águas da Prata. São trechos sinuosos com muitas árvores nas encostas, mas a exposição ao Sol é grande. Pelo menos o calor não era tão forte, devido ao horário.
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| Ponte sobre Riacho Platina |
E com quase 1 hora de caminhada ouço do lado direito o som de alguma cachoeira e de pessoas tomando banho. Não dá para ver a cachoeira, pois está escondida pela vegetação densa, além de ser um trecho muito íngreme, por isso prefiro não arriscar descendo até ela.
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| Cascatinha |
O lugar possui entrada gratuita e a cachoeira conta com um grande poção na base, além de alguns quiosques ao longo do rio.
Seguindo pelos trilhos, agora a caminhada é no plano com muito bambuzal nas laterais e aos poucos vão surgindo as primeiras residências próximas da linha férrea até chegar na Rodoviária da cidade.
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| Rodoviária |
Para quem dispõe de tempo e ainda quiser curtir um pouco mais a cidade, o Parque das Fontes está a uns 200 metros da Rodoviária. É um lugar com quiosques de artesanato, comidas e algumas fontes de água mineral.
Algumas dicas e informações úteis
# No primeiro trecho dessa caminhada do centro de Poços até a Estação Cascata só encontrei pontos confiáveis de água potável nos primeiros minutos, ao lado do cemitério e junto da Cachoeira da Mogiana.
# Já no segundo trecho o ideal é encher os cantis em uma nascente ao lado da Ponte do Tajá.
# Quem quiser acampar ao longo desse trecho é possível ao lado da linha férrea. Só tome cuidado que os trens com bauxita só fazem esse trajeto a noite, além do que uma cargueira é sempre um peso a mais.
# Até a Estação da CBA, os trilhos e dormentes foram removidos, num total de quase 10 Km.
# Na maior parte do trecho se encontra sinal de telefonia celular.
# Obrigatório uso de protetor solar.
# Linha de ônibus circular do centro de Poços de Caldas x divisa MG/SP: Marco Divisório.
Valor: $6 Reais.
Horários:
# Ônibus Águas da Prata x Poços de Caldas: Viação Cometa. Vários horários ao longo do dia.
Valor: $16 Reais
# Atenção às cobras e abelhas ao longo dos trilhos e na trilha das 7 Cachoeiras. Encontrei 2 cobras e um grupo me alertou que tinham algumas abelhas atacando quem passava próximo da Ponte do Tajá.
# Um pouco de história:
A linha férrea que liga Poços de Caldas à Aguas da Prata faz parte do ramal que se inicia na cidade de Aguaí/SP e segue até Poços, sendo construída pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.
Sua inauguração foi em Outubro de 1886 e contou com a presença do Imperador D. Pedro II, funcionando como transporte de passageiros até 1976 e ao longo da década de 90, a linha passou a operar como trem turístico aos finais de semana e feriados, sendo desativado no final de 1998.
Porém uma parte desse trecho da linha permanece ativo devido ao transporte da bauxita (minério de alumínio) da Estação CBA (uma estação antes de chegar no centro de Poços) até o interior de SP.
# Várias reuniões já foram feitas com prefeitos das cidades que fazem parte desse Ramal com o objetivo de discutir a viabilidade econômica da retomada do trem turístico que ligaria Poços de Caldas/MG a Aguaí/SP, mas até hoje nada saiu do papel.
# Para quem curte caminhadas por linhas férreas, uma que eu fiz e recomendo é a linha Passa Quatro/MG x Cruzeiro/SP, seguindo sempre pelos trilhos e cruzando a Serra da Mantiqueira por inúmeros túneis, pontes, rios e nascentes que surgem a todo momento.
# Outra caminhada que vale a pena, mas somente para os mais experientes e corajosos é a travessia da Linha Funicular, que desce a Serra do Mar de SP entre Paranapiacaba e Cubatão. São inúmeras pontes em ruínas com risco de queda e vegetação alta em todo o trecho. O relato é esse:
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