20 de agosto de 2015

Relato: Travessia Itumirim/MG x Carrancas/MG - A Rota Z

Quando fiz a Travessia da Serra do Papagaio era possível ver do topo do Pico do Papagaio e em alguns trechos dessa caminhada uma serra longitudinal que se elevava bem ao norte. E quando voltei para SP fui consultar as cartas topográficas da região para saber o nome dela: era a Serra de Carrancas e me atiçou a curiosidade de um dia fazê-la de um extremo ao outro (leste a oeste), mas os anos se passaram e fui deixando de lado. Alguns anos depois fui fazer com o Rodrigo e a Rosana (velhos amigos de caminhada) a Travessia Lapinha-Tabuleiro
Era minha primeira caminhada que foi feita totalmente em área de cerrado e campos rupestres e de lá só trouxe boas recordações, por isso prometi a mim mesmo que voltaria a fazer uma caminhada nesse tipo de vegetação se tivesse outra oportunidade.

Foto acima mostrando a trilha pela crista da Serra da Estancia

Fotos dessa travessia: clique aqui
Vídeo de toda a caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui
Serras do Campestre e da Bocaina ao fundo
E com Julho chegando, fiz uma lista dos lugares que pretendia caminhar naquele mês. O primeiro, que já vinha tentando fazer a vários anos, mas nunca dava certo era a Serra do Quiriri, na divisa PR/SC. 
E para variar, esse ano também não daria, já que na região sul estava chovendo a vários dias, deixando até algumas cidades embaixo d’água e com isso tive que partir para o Plano B, que era a travessia pelo cerrado na Serra de Carrancas. 
Definido o lugar da caminhada, fui pesquisá-la no Google e a maioria dos relatos que encontrei detalhavam a Travessia Itutinga - Carrancas, que passava por 3 serras: Pombeiro, Galinheiro e de Carrancas em um circuito em forma de “C“.
O Sérgio Beck tem uma matéria sobre Carrancas na sua Revista Aventura Já, mas são roteiros de bike. Dessa vez não dava para servir de guia. 
Rota Z
Olhando as cartas topográficas da região nota-se que entre Lavras e Carrancas se elevam várias serras: a da Bocaina, Campestre, Estancia, Pombeiro, Galinheiro e Carrancas, porém o que mais chama a atenção é o formato do circuito que elas formam: em “Z“, sendo que a Bocaina, Campestre, Estancia e Pombeiro formam uma sequencia única de serras. Já um pequeno trecho da Serra do Pombeiro e a do Galinheiro formam o outro trecho, enquanto a Serra de Carrancas finaliza o circuito. É conhecida também como Rota Z.
Pensei comigo: se desse para fazer todas as 6 serras juntas sempre caminhando pela crista, seria uma linda caminhada e o que é melhor: vegetação de cerrado, alternando com campos rupestres e gramíneas.
Início da Serra da Estancia
Mas era longa demais e eu não dispunha de tantos dias para fazê-la - creio que o ideal é de 4 a 5 dias. Mas tinha uma saída: eliminar as Serras da Bocaina e Campestre, iniciando a caminhada por Itumirim, que é uma cidade vizinha de Lavras.
Dessa forma dava para fazer o circuito em Z começando pela Serra da Estancia e totalizando uns 3 a 4 dias pelas 4 serras.
E com uma bela vantagem: saindo de Itumirim até a base da Serra da Estancia, a caminhada seria pela linha férrea, ainda ativa e usada pela empresa FCA/VLI (Ferrovia Centro-Atlântica, do grupo VLI); bem melhor do que uma caminhada pelo asfalto.
A data que eu tinha disponível era do dia 20 a 23 de Julho (exatamente Segunda a Quinta-feira).
Restaurante Graal na Rodovia Fernão Dias
Já estando em uma cidade no sul de MG, o acesso até Lavras não seria complicado. Segui em um ônibus da Viação Gardênia em direção a BH, desembarcando no Posto/Restaurante do Graal, na Rodovia Fernão Dias, próximo do trevo de Lavras por volta das 12:00 hrs do dia 20/07. 
Junto ao posto tem um ponto de ônibus, sentido BH-SP e ali peguei outro ônibus da empresa São Cristóvão, me deixando na Rodoviária de Lavras por volta das 13:00 hrs e lá adquiri a passagem para Itumirim, saindo as 14h30min, sendo a mesma linha de ônibus que segue para Carrancas.
O ônibus saiu no horário e as 15h10min estava desembarcando em frente da Igreja Matriz de Itumirim, onde desceram apenas 3 pessoas.

10 de agosto de 2015

Dicas: Cidade do Rio de Janeiro/RJ – 5 dias curtindo em família sem gastar muito

No mês de Julho 
sempre faço algumas trips para lugares turísticos e uma ou outra caminhada por trilhas, já que é o período de férias e o clima ajuda. Uma dessas opções é sempre com o intuito de que minha filha Sophia curta a viagem. E dessa vez escolhi a cidade do Rio de Janeiro, por ter belos passeios para vários pontos turísticos. Por já ter visitado a cidade por 2x (no reveillon de 1996 e 1999 - um  dos relatos é esse aqui) já sabia que atrações poderíamos conhecer e que a Sophia gostasse. A data escolhida foi o feriado da Revolução Constitucionalista do dia 9 de Julho em SP (Quinta-feira), ficando no RJ por 6 dias e permitindo visitar inúmeros lugares na cidade.
E Com cerca de 4 meses comprei as passagens aéreas, saindo de Congonhas e descendo no Aeroporto Santos Dumont, que fica próximo do centro da cidade.
Embarcamos pela manhã e seguimos direto para o Hotel para aproveitar o restante desse primeiro dia em algum passeio.   


Duas fotos clássicas: topo do Cristo Redentor e o Estádio do Maracanã 



São quase 500 fotos e estão nesse link: clique aqui
Gravei também um vídeo no Estádio do Maracanã: clique aqui


Atualizei algumas informações em Julho/2020

Praça XV junto ao cais de embarque/desembarque das Barcas
# Não via a segurança como um problema, mas quando disse para alguns familiares e amigos que estava indo para lá; como sempre vieram aqueles comentários dizendo que a cidade é violenta, que muita gente morre em assaltos, muito conflito entre traficantes e Policia, etc. 
Em geral é aquele discurso que todo mundo já conhece quando vai visitar a cidade, mas na maioria das grandes cidades do país, a violência sempre está presente.
Numa viagem de turismo você não vai visitar os morros ou bairros da periferia. E isso não é só em algumas cidades do Brasil; é no mundo todo. 
O fato é que a imprensa dá pouca atenção quando acontece um homicídio ou uma chacina na periferia de SP ou outra grande cidade, porém quando ocorre em um bairro turístico do RJ, aí sai até no Jornal Nacional e no mundo todo. 
Infelizmente é o que ocorre e aí fica aquela impressão de que visitar o Rio de Janeiro é pedir para ser assaltado ou até levar um tiro de bala perdida.
Nas areias da Praia de Ipanema
# Só tivemos um contato, vamos dizer indireto com a violência, quando uma senhora idosa, que é moradora do bairro de Ipanema nos ajudou a como chegarmos no Metrô, já durante a noite e também me alertou para tomar cuidado com a máquina fotográfica, que eu estava levando na mão. 
Talvez pela proximidade com a favela do Morro do Cantagalo, já que estávamos passando ao lado, mas foi o único momento em que nos alertaram sobre isso. 
Até mesmo a caminhada pelas ruas do centro histórico em um Domingo foi bem tranquila. 
E isso porque passamos por várias ruas desertas e com pouquíssimo movimento de pedestres.

# Por termos pouco tempo para conhecer muitos lugares, tivemos que deixar de lado alguns museus e atrações históricas, infelizmente. 
Mas não tivemos do que reclamar com o clima; muito Sol em todos os dias e com temperaturas sempre acima de 30ºC – dava para ir à praia todo dia.

Nosso roteiro foi:
1º dia (Quinta-feira): Pão de Açúcar. 
2º dia (Sexta-feira): Museu Internacional de Arte Naif, Corcovado (Cristo Redentor), Praia de Ipanema e Arpoador. 
3º dia (Sábado): Arcos da Lapa, Escadaria Selarón, Ruas de Santa Teresa, Catedral Metropolitana de São Sebastião, Museu da Marinha, Passeio marítimo pela Baia de Guanabara e Praia de Copacabana.
4º dia (Domingo): Teatro Municipal, Centro Histórico com Igreja da Candelária, Jogo Flamengo x Corinthians no Maracanã.
5º dia (Segunda-feira): Confeitaria Colombo, Ruas do Centro Histórico e Praia de Ipanema.
6º dia (Terça-feira): Retorno a SP.

Abaixo dividi por alguns tópicos e relacionei todos os lugares que visitamos, assim como algumas dicas de como chegar e nossas impressões.

30 de março de 2015

Relato: Monte Roraima – Expedição de 8 dias - Venezuela/Brasil/Guiana

Subir ao topo do Monte Roraima fazia parte dos meus planos há muitos anos e estava em primeiro lugar na minha lista de trekkings fora do país.
Como geógrafo, esse lugar para mim era quase que místico. Imagine conhecer o topo de uma montanha, que se formou a cerca de 2 bilhões de anos atras, antes até da separação dos continentes. E caminhar por um lugar que tem quase a metade da idade de nosso planeta (segundo estudiosos, a Terra tem 4,5 bilhões de anos).
Só para ter uma ideia, o Himalaia e os Andes se formaram a cerca de 40 e 100 milhões de anos atrás, respectivamente. Não tem palavras para descrever isso.
O problema era formar um bom grupo, reservar guias, conseguir um tempo disponível para uma expedição como essa e seguir até Santa Elena de Uairén, na Venezuela, que fica na fronteira com o Brasil. 
E para viajar a um lugar tão longe de São Paulo, só subir o Roraima era pouco. 
Eu tinha que incluir outras trips e o Salto Angel (maior cachoeira do mundo), Gran Sabana e Manaus tinham também que fazer parte.
Já tinha comentado com o Rodrigo (amigo de trilha e autor do Blog Exploradores) essa intenção e no início de 2014, ele me contatou dizendo que estava formando um grupo para essa trip.
Depois de ter a certeza que eu tiraria férias em Janeiro, também me juntei a trupe, que começou com 6 pessoas; outros mais entraram, outros desistiram e com isso o grupo se formou com 8 pessoas: eu, Márcia, Rodrigo, Rosana, Renan, Daniel, Ronaldo (Falco) e a Bruna. 
O Rodrigo, Rosana e o Renan já eram velhos conhecidos de outras trilhas. Com o Ronaldo já tinha trocado inúmeras mensagens pela internet. Somente o Daniel e a Bruna que não conhecia. 
Com a trupe formada, montamos nosso roteiro que incluía subir e descer o Monte Roraima em 8 dias, chegando até o Lago Gladys e na Proa. Depois seguiríamos para Ciudad Bolívar fazer Salto Angel e no retorno à Santa Elena incluiríamos algumas cachoeiras da Gran Sabana, finalizando em Manaus, para conhecer um pouco do Amazonas.


Na 1ª foto acima, todo o grupo iniciando a caminhada com Monte Kukenan e o Roraima ao fundo e a 2ª foto mostra todo o grupo com os guias junto ao marco da Tríplice Fronteira (Brasil, Venezuela e Guiana), no topo do Roraima.


São mais de 1000 fotos e estão nesse álbum: clique aqui
Tracklog para GPS, mas somente para referencia: clique aqui

Também gravei alguns vídeos no topo do Monte Roraima: 

Lago Gladys: clique aqui
Tentando chegar na Proa: clique aqui
Vale das Bonnetias: clique aqui
Acampamento Coati: clique aqui

Neste relato listei todos os preparativos, as dificuldades, os detalhes da caminhada, valores totais gastos e várias dicas e informações que possam ser úteis a quem quiser repetir esse trekking. 
Como são muitos detalhes e informações, dividi toda essa trip em 4 relatos:
Este do Monte Roraima.
Salto angel: clique aqui
Gran Sabana: clique aqui.
E por último, Manaus/AM: clique aqui.



Algumas informações do relato, eu atualizei em Julho/2020 

O Monte Roraima é um enorme platô, que possui o formato de uma mesa para quem olha da planície, sendo bem semelhante a algumas chapadas brasileiras. Na Venezuela é conhecido como tepui, que no idioma indígena pemon significa "montanha" e tem as seguintes dimensões: cerca de 6,5 Km de largura e + - 15 Km de comprimento, mas visto do espaço seu formato se parece com um triângulo irregular ou o formato de uma bota. A oeste do Monte é só savana venezuelana (que é um bioma que se assemelha ao nosso cerrado), enquanto que a leste está a imensa floresta amazônica, conferindo ao lugar um clima único de chuvas constantes com vento e muita neblina e os rios que descem pelas imensas cachoeiras do topo são decorrentes dessa umidade. 
A divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana está localizada no meio da montanha e com altitude de 2739 metros, colocando o Monte Roraima como a 7ª montanha mais alta do Brasil, porém o ponto mais alto do Monte Roraima está no lado venezuelano, na altitude de 2810 metros. Do total do Monte apenas 5% pertence ao Brasil, 10% a Guiana e 85% a Venezuela e onde se encontra o único acesso ao topo, por trilha. Pelo paredão do lado brasileiro, alguns alpinistas brasileiros já escalaram com sucesso. Veja nesse vídeo: clique aqui
Estima-se que o Monte Roraima tenha cerca de 1,8 bilhões de anos, surgido antes da separação dos continentes e com isso está entre as mais antigas formações do planeta, senão a mais antiga.
Caminhar no topo é como voltar na pré-história e a sensação é de encontrar algum pterodáctilo pela trilha, que é toda em cima de rochas. Parece até um solo de outro planeta e se explica porque o lugar serviu de inspiração para o livro O Mundo Perdido de Arthur Conan Doyle - quer ler esse livro? Veja no site da Amazon, clicando aqui.

Preparativos
Com quase 1 ano de antecedência, a primeira coisa a fazer era comprar as passagens aéreas São Paulo-Boa Vista (capital do Estado de Roraima) e conseguimos bons preços para o início do ano de 2015 e com isso já estava marcado o início da nossa trip: 05/Janeiro.
Já para o retorno, deixamos para comprar em Julho, porque estávamos ainda fechando o grupo e ainda tínhamos dúvidas do que incluir a mais no roteiro, além do Roraima, Salto Angel e Manaus. 
Agora era ler muitos relatos e pesquisar preços dos guias e agencias de Santa Elena. O Rodrigo ficaria responsável pela escolha da agencia para o Monte Roraima, enquanto que eu pesquisaria a melhor opção para fazer Salto Angel.
Depois de muitas trocas de e-mails, decidimos fazer o trekking até o Lago Gladys e a Proa e com isso seriam 8 dias no Monte Roraima, isto é, a trip completa pelo Monte.

20 de março de 2015

Relato: Salto Angel - Na maior cachoeira do mundo - Venezuela

Esta é a segunda parte de nossa trip pela Venezuela e agora seguíamos país adentro para conhecer a maior cachoeira do mundo, de quase 1 Km de queda. 
O Monte Roraima (relato: clique aqui) tinha ficado para trás e daqui em diante deixaríamos o trekking de lado.
Embarcaríamos em ônibus de Santa Elena de Uairén até Ciudad Bolívar, seguido de aéreo até o Parque Nacional de Canaima, finalizando o trecho de canoa motorizada até próximo da base do Salto Angel. 
As dificuldades que passamos no Roraima já não fariam parte e somente uma pequena mochila de ataque seria nossa companheira, para alivio de nossas costas. 
A hospedagem seria em pousadas e 1 noite em redes no meio densa floresta, quando dormiríamos de frente para a imensa cachoeira, onde o acesso é somente por barcos e cerca de 100 km da cidade mais próxima e mesmo assim, tudo era só alegria.
Mas, infelizmente essa alegria se alternou com momentos de tensão, tanto na ida, quanto na volta e por pouco uma pessoa do grupo não teve que voltar para o Brasil. Demos muita sorte e foi preciso uma grande dose de paciência. 
Assim como no trekking ao Monte Roraima, a contratação de uma agencia é obrigatória e os preços encontrados eram bem variados. Alguns pacotes se iniciavam em Santa Elena, outros em Ciudad Bolívar e outros mais na cidade de Puerto Ordaz, vizinha a Ciudad Bolívar.
Novamente estaríamos em 8 pessoas: eu, Márcia, Rodrigo, Rosana, Renan, Daniel, Ronaldo (Falco) e a Bruna. 

Na foto acima, Salto Angel vista do mirante.


Fotos

- Ciudad Bolívar e passeio pelo seu centro histórico: clique aqui
- Parque Nacional de Canaima e Salto Angel: clique aqui

Salto Angel, que se localiza no Parque Nacional de Canaima, é considerada a maior queda de água do mundo - 979 metros - sendo chamada na língua indígena local dos pemons de Kerepakupai-meru, que significa: queda de água até o lugar mais profundo e se origina no topo do Auyantepui, que é um dos tantos tepuis que se formaram na Venezuela, a quase 2 bilhões de anos atrás.

O lugar ficou conhecido no mundo inteiro graças a um aventureiro norte americano chamado James Crawford Angel, conhecido também como Jimmie Angel, que empresta seu sobrenome a cachoeira, que em Maio de 1937 sobrevoou o lugar e em Setembro daquele mesmo ano pousou seu avião no topo, só saindo dali por uma longa caminhada, já que o avião ficou atolado e só foi retirado de lá em 1970 pelo Exercito da Venezuela. 
Veja nessa foto como ficou o avião ao pousar: clique aqui. Atualmente está exposto no Aeroporto de Ciudad Bolívar: clique aqui e veja a foto.
A cachoeira está localizada em um rio que desce do topo do tepui e passa pela Comunidade de Canaima (onde estão as pousadas das agencias). As águas dos rios dessa região do Parque Nacional são de cor escuras, devido em parte à dissolução de substâncias orgânicas na água, lembrando um pouco a Coca Cola.

Agencia e pousada em Ciudad Bolívar: Essa ficou para eu resolver. Pesquisei muitos relatos, páginas de fóruns de viagens e enviei inúmeros e-mails para agencias de Ciudad Bolívar, já que dessa cidade é que sai a maioria dos voos para o Parque Nacional de Canaima. 

Iniciei os contatos cerca de 1 anos antes da trip só para ter uma ideia de preço em dólar, porque em Bolívares o valor ia mudar muito. E depois, dependendo do valor em dólar e das condições, contataria novamente perto do final do ano e fecharia de vez. Das várias que contatei, separei apenas 3 agencias, que tinham boas recomendações e preços quase semelhantes em dólares: Bernal Tours, Mystic Tours e a Gekko Tours.
A Bernal parece ser boa e tinha escritório no Aeroporto de Ciudad Bolivar, mas demorava para responder os e-mails. Já a Mystic até tinha um preço bom; o problema era que a agencia se localiza em Santa Elena de Uairén e com isso ela repassaria para outra agencia de Ciudad Bolívar. E segundo o proprietário da agencia, Roberto Marrero, mesmo que fechássemos em Dezembro, teríamos que pagar a diferença, se o preço aumentasse na virada do ano.
A Gekko tinha um preço de $200 Dólares à época, além de possuir uma pousada na zona rural da cidade, com valores razoavelmente baixos. E tinha também um escritório no Aeroporto de Ciudad Bolivar. Outra vantagem era nos pegar na Rodoviária da cidade e nos levar para a pousada e depois para o aeroporto, sem nenhum custo. 
Depois de trocar inúmeros e-mails com uma funcionária dessa agencia (a Vilma), tirando várias dúvidas, resolvemos fechar com a Gekko Tours.
Combinamos que iriamos chegar na manhã do dia 15/Jan em Ciudad Bolívar e ficaríamos 1 dia na pousada para conhecer o centro histórico da cidade e só no dia seguinte (16/Jan) seguiríamos de avião para Canaima e com isso deu para descansar da caminhada no Roraima e da longa viagem de ônibus.
Do pacote de $200 Dólares só não estavam incluídas as taxas do Aeroporto de Ciudad Bolívar e a entrada no Parque de Canaima.

Segue abaixo cópia e-mail que recebi da Gekko Tours sobre o pacote para Salto Angel.

15 de março de 2015

Relato: Cachoeiras da Gran Sabana em 2 dias - Venezuela

Últimos dias na Venezuela.
Já tínhamos feito o Monte Roraima (relato: clique aqui) e Salto Angel (relato: clique aqui) e pelo nosso planejamento, assim que retornássemos a Santa Elena de Uairén, ainda restariam 3 dias antes do nosso voo de Boa Vista para Manaus, que seria na madrugada do dia 23 de Janeiro.
Se algum problema ocorresse, teríamos pelo menos uma folga de alguns dias, mas graças a Deus nenhum imprevisto e com isso poderíamos visitar algumas cachoeiras da Gran Sabana sem pressa. 
Mas por termos chegado à Santa Elena quase no final da tarde do dia 19 de Janeiro, devido a todos aqueles problemas no ônibus, tínhamos perdido 1 dia, porém os que restavam eram o suficiente para conhecer várias atrações.
Logo que chegamos na Pousada Backpaker, a Bruna encontrou uma agencia, ao lado da Pousada Michele, que cobraria $84 Reais por pessoa pelos 2 dias. O roteiro consistia em visitar alguns mirantes, cachoeiras e corredeiras ao longo da Rodovia Troncal 10, que liga Santa Elena a Ciudad Bolívar. A saída era sempre pela manhã e só retornávamos no início da noite. No primeiro dia éramos só nos 8, já no segundo dia um casal colombiano (Nicol e José) que estava viajando pela América do Sul, se juntou ao grupo.

Na foto acima, no topo da La Ventana del Cielo (Cachoeira Janela do Céu)


Álbum de fotos: clique aqui

Gran Sabana serpenteado de buritis vista do Mirante
Localizada no sul da Venezuela, toda a região da Gran Sabana é um ecossistema que se assemelha ao cerrado brasileiro e fazem parte dela os famosos tepuis (que são as montanhas em forma de mesa) e inúmeras cachoeiras, abertas à visitação. Seguindo ao longo da Rodovia é relativamente fácil chegar às cachoeiras e algumas estão ao lado da estrada, outras a poucos minutos, seguindo por estradas de terra. 
Dizem que são mais de 800 e de todos os tipos, desde as de grande volume, pequenas até as de difícil acesso.
Tepuis ao fundo
A Gran Sabana pertence ao Parque Nacional de Canaima, que por sua vez se divide em 2 setores: oriental, onde predomina a densa floresta ainda intocada com a Lagoa de Canaima e o Salto Angel como atrações principais; e ocidental, predominando a savana, cujas atrações principais são o Monte Roraima e as inúmeras cachoeiras. 
O parque está entre os 10 maiores do mundo em extensão - 30.000 km² - e 2 dias eu considero pouco para conhecer as cachoeiras, sendo que algumas agencias de Santa Elena elaboram pacotes de quase 1 semana só pela Gran Sabana. 
Sem dúvida nenhuma foi a melhor opção deixarmos para os últimos dias desfrutar dessa parte da Venezuela.

11 de março de 2015

Relato: Manaus/Amazonas - 3 dias conhecendo os principais pontos turísticos

Hora de voltar para o Brasil.
Os dias na Venezuela foram ótimos - talvez 3 situações bem chatinhas: a Proa no Roraima, a quase volta do Daniel para o Brasil antes da hora e 1 dia perdido por causa da Guarda Nacional Bolivariana. Paciência né. Creio que essas 3 situações aconteceram por causa da nossa falta de experiência, mas pelo menos ninguém do grupo teve algum problema sério de saúde.
Nesse último dia no país, a Bruna conseguiu 2 táxis brasileiros em Santa Elena de Uairén, que nos levariam de volta para Boa Vista, só parando nos freeshops e nas 2 aduanas: a venezuelana tinha uma fila de poucos minutos e rapidamente saímos de lá em direção à brasileira, que também não demorou muito, naquela manhã de Quinta-feira. Parte burocrática resolvida, seguimos pela Rodovia em direção a capital do Estado de Roraima. Os taxistas pisaram fundo no trecho de 220 Km e com uma pequena parada na Rodovia, fomos chegar em Boa Vista no início da tarde. E como o Ronaldo iria se despedir da gente aqui, seguimos direto para o Hotel Ideal, onde ele ficaria hospedado naquela noite. Deixamos todas as mochilas lá, mas tivemos uma recepção de boas vindas ao Brasil que não queríamos. Um dos taxistas queria cobrar um valor maior do que ele tinha combinado com a Bruna e ainda queria ter razão. Desonestidade - lamentável - bem vindo ao Brasil.

Foto acima, o encontro da águas barrentas do Rio Solimões com as escuras do Rio Negro em Manaus



Fotos desse álbum: clique aqui
Relatos anteriores - Monte Roraima: clique aqui
                                  Salto Angel: clique aqui
                                Gran Sabana: clique aqui

Abaixo estão um relato detalhado com informações úteis para quem quiser repetir o mesmo roteiro e impressões gerais que tive dos lugares visitados.


Atualizei algumas informações em Julho/2020


Boa Vista/RR - 22/Jan – Quinta-feira

Por do Sol em uma praia fluvial no meio do Rio Branco
# Depois do Hotel, passamos em alguns caixas eletrônicos e seguimos para a orla do Rio Branco. Nesta época, devido a estiagem, surgem no meio e na margem do rio, lindas praias de água doce, onde é possível ficar na areia. São praias fluviais maravilhosas, cujo acesso é feito por pequenos barcos que saem da margem. Valeu a pena ficar ali o restante daquela tarde, sentados em cadeiras de praia. 
No meio do rio
# Já anoitecendo, voltamos para a margem e seguimos caminhando para a Praça das Águas, onde fomos jantar em um restaurante japonês chamado Anita Sushi, que fica em frente ao Monumento Portal do Milênio. Porém o restaurante fechou definitivamente em 2018.

# Logo em seguida retornamos ao Hotel para pegarmos nossas mochilas e nos despedimos do Ronaldo, para seguirmos ao aeroporto, onde deu para cochilar por algumas horas, antes do embarque para Manaus, pouco antes das 04:00 hrs da madrugada. 
Aqui também a Bruna se despediu do restante do grupo, retornando para São Paulo e com isso ficamos em 6.