13 de janeiro de 2026

Travessia Estação Central de Poços de Caldas x Águas da Prata pela linha férrea - Ferrotrekking (trecho desativado e ativo) + Trilha das 7 Cachoeiras - Relato com dicas

Numa viagem à Poços de Caldas para visitar parentes a muitos anos atrás, ao passar pela cidade de Águas da Prata vi um trem de carga cruzando a cidade num final de tarde. Era uma locomotiva com vários vagões e f
ui saber depois que essa linha férrea é usada para transporte de bauxita até o interior de SP, saindo da Estação CBA que se localiza a uns 10 Km do centro de Poços de Caldas.
Até fiz caminhadas de uns 3 Km por um trecho desativado dessa linha férrea, saindo do centro de Poços de Caldas até a Cachoeira Campo da Mogiana e indo um pouco mais além, porém o trecho completo do centro de Poços até Aguas da Prata teria encontrar uma boa oportunidade e com clima ajudando, por isso fui deixando de lado.
Minha intenção era fazer todo o trajeto desde centro de Poços até Aguas da Prata totalizando cerca de 33 Km em 2 dias, sendo que no primeiro dia seguiria até a Estação Cascata (na divisa MG/SP) num total de 17 Km, sendo quase 10 Km por trecho desativado. E no segundo dia continuaria a caminhada, dessa vez pelo trecho paulista e ativo da linha férrea, incluindo também a Trilha das 7 Cachoeiras de uns 2 Km, com início ao lado dos trilhos. Mas devido a alguns desvios, fui obrigado a acrescentar quase 10 Km a mais.
A caminhada pelos trilhos não tem segredo e todos os relatos que encontrei saiam da divisa de Estados MG/SP até Águas da Prata, incluindo somente o trecho paulista e ativo da linha férrea. Já pelo trecho desativado de Poços de Caldas seguiria somente por vestígios da linha férrea, pois os trilhos e dormentes tinham sido retirados.
Por já ter feito caminhadas por linhas férreas desativadas como a Funicular de Paranapiacaba ou o trecho desativado da Passa Quatro – Cruzeiro, sabia perfeitamente o que poderia me aguardar nesses trechos.
Para a trilha das 7 cachoeiras encontrei vários relatos e para 
evitar carregar peso desnecessário resolvi que no final do primeiro dia retornaria para Poços de ônibus e no dia seguinte continuaria a caminhada a partir da Estação Cascata.
E no final daquele ano de 2025, por estar de férias em Poços de Caldas e com o clima ajudando, era hora de riscar essa caminhada da minha lista.
Só levei uma pequena mochila de ataque com o básico: algumas barrinhas de cereais, frutas secas, lanches, garrafas de água e 1 kit de primeiros socorros.


Foto acima, trechos desativados e ativos da linha férrea e na Trilha das 7 Cachoeiras


Fotos 
- Estação Central de Poços x Estação Cascata: clique aqui
- Estação Cascata x Estação de Aguas da Prata: clique aqui

Tracklog para GPS dessa caminhada: clique aqui



Antiga Estação Central
Depois de um breve café da manhã segui para antiga Estação Central de Poços de Caldas onde cheguei pouco depois das 07:00hrs daquela manhã ensolarada. O lugar ainda mantém o prédio original e ali funciona a sede da Guarda Civil Municipal (GCM) de Poços de Caldas e por não permitir acessar a parte interna, só tirei algumas fotos do lado de fora e segui pela Avenida João Pinheiro. 
Só foi caminhar alguns metros, virar à esquerda e acessar uma Rua chamada de Beira Linha que agora seguia pela antiga linha férrea, mas sem os trilhos e dormentes que foram retirados à algumas dezenas de anos atrás.
Resquícios da linha férrea 
Chama muito a atenção uma antiga caixa d’água ainda de pé que abastecia as locomotivas e daqui em diante a caminhada seguiu por vestígios da linha férrea, junto da encosta até chegar na pequena ponte férrea ao lado do Presídio da cidade. 
São 08:00hrs e vejo alguns parentes de presos entrando no local. 
Depois de cruzar a ponte sigo por um trecho em meio à vegetação, tendo de pular uma cerca de arame e seguindo pelos vestígios dos trilhos. 
Passo ao lado do cemitério (em frente da entrada tem uma fonte de água mineral, se precisar) e mais alguns metros outro trecho em meio à vegetação, sempre passando pelos fundos de várias residências.  
Ao chegar na próxima ponte, saio à esquerda em direção à Cachoeira Campo da Mogiana, seguindo por uma estrada de terra e no caminho cruzo com um pequeno riacho de água potável no meio da mata. 
Cachoeira Campo da Mogiana
A cachoeira está a alguns metros à frente, sendo de pequeno volume e suas águas não são poluídas, como outras cachoeiras da cidade. Tem até uma pequena bica de água potável de uma nascente, junto da encosta.
Outras quedas
Já conhecia essa cachoeira de muitos anos atrás e atualmente colocaram uma cerca de arame em volta da queda principal. Dizem que foi devido a acidentes, mas subindo o riacho, dá para ter acesso a outras quedas.
Pouco antes das 09:00hrs retorno para antiga linha férrea e vou seguindo em meio a vegetação por entre morros e próximo dos muros de um condomínio residencial. 
A região é chamada de Campo da Mogiana e as encostas são repletas de vegetação de cerrado. Quando passei ali no final de 2025 deu para ver que estão construindo algumas residências no meio da mata. Uma pena.
Viaduto
Seguindo pelos vestígios da linha que lembram uma antiga estrada, em alguns minutos passo por uma espécie de túnel, que na verdade é um viaduto com a linha férrea passando por baixo. O lugar é todo pichado e do outro lado a linha segue por entre algumas árvores e vegetação de capim, sem problemas de navegação. 
Nesse trecho é preciso tomar cuidado para não seguir pelo caminho errado. 
Pilares da linha férrea
A linha desativada parece seguir à direita por uma curva, mas o caminho correto é seguir à esquerda por entre 2 pequenos morros até chegar nos pilares de uma antiga ponte em curva. 
É uma bela imagem dos pilares da linha que ainda estão de pé. Uma trilha desce pela mata até a margem de um riacho com volume pequeno de água. Só foi pular algumas pedras e volto a subir do outro lado em meio a muita vegetação e aqui é como se fosse um vara mato até chegar na antiga estrada novamente e mais alguns metros na primeira rotatória. 
Daqui em diante a antiga linha férrea virou uma estrada para veículos, passando próximo da PUC-MG do lado esquerdo e ao fazer uma curva para esquerda, chego num pequeno vale por onde seguia a linha férrea.
Seguindo pelo alto do morro
Tentei avançar, mas devido a vegetação alta e uma nascente de água que resultou num brejo, tive que retornar devido às dificuldades. Agora fui seguindo pelo topo do morro até chegar numa rotatória pouco antes das 10:00hrs.
Cruzei em linha reta para o outro lado e fui seguindo por um vestígio de estrada com muito lixo. Foram somente alguns minutos até chegar numa estrada de terra consolidada que era o antigo trecho da linha férrea.
Desde a rotatória anterior foram quase 2 km até chegar em uma área de vegetação arbustiva onde fui avançando por entre o capim. Os vestígios da linha férrea ainda estão lá, só os trilhos e os dormentes que foram retirados.
Impossível seguir
Mas consegui avançar até chegar numa ponte sobre um rio, onde dali em diante o mato tomava conta. Se fosse só isso até dava para caminhar varando mato, mas como não tinha trazido um facão e a vegetação era de espinhos, seu eu continuasse em frente sairia dali todo arranhado.
Fiquei em cima da ponte por alguns minutos avaliando o que fazer e não estava a fim de desistir. Depois de ver algumas imagens de satélites percebi que era possível contornar esse trecho, seguindo por uma estrada à esquerda e que segue paralela a linha férrea.
As 10h30min retornei pelo mesmo caminho até um ponto onde acessei uma rua à direita e agora fui seguindo junto da calçada, paralelamente à antiga linha férrea, porém só cheguei a caminhar uns 30 minutos e dei de cara com um portão de ferro no final da rua. Parece que a partir dali é área particular. Só problemas. E agora? 
Portão no final da rua
São pouco mais de 11:00hrs e não está nos planos desistir. 
O jeito é retornar alguns poucos metros e seguir por uma rua íngreme sentido sul até achar um desvio que me leve de volta à antiga linha.
E assim vou passando por uma área rural com algumas plantações e residências até encontrar uma saída da estrada à direita, ao lado de um pequeno riacho. 
Fazenda
A área é de uma fazenda que tá sendo preparada para plantio de grãos, mas não tem
 erro; é só cruzar toda ela e sair no outro lado, na estrada junto de um pontilhão de ferro sobre o Rio das Antas.
Pontilhão sobre Rio das Antas
A ponte é bem antiga e depois de vários clics continuo por mais alguns metros pela estrada já visualizando outra ponte, mas essa da linha férrea sobre o Rio, no lado direito. Os trilhos foram retirados, mas a ponte ainda está lá por sobre pilares. São 11h40min e cruzo ela para o outro lado com certa dificuldade só para ver onde poderia chegar se tivesse varado mato pelos espinhos lá atrás. 
O lugar tem muita vegetação também e seriam cerca de 700 metros de trecho que deixei de fazer.
Ponte férrea
Depois de um breve descanso em cima da ponte, era hora de retomar a caminhada e ao sair deu para ver que ali era um antigo pátio ferroviário, pois existem alguns vestígios de uma linha intermediária, inclusive com outra ponte sobre o Rio. 
Sem perder tempo acesso a estrada novamente e encontro alguns trilhos da linha férrea quase encobertos pela vegetação com um desvio na linha principal confirmando que ali era mesmo um antigo pátio. 
Muitas lagoas e aves
Esse é um trecho muito bonito com várias lagoas e muitas aves. São garças e biguás além de outras aves que não consegui identificar. A partir daqui já começam a surgir os trilhos da linha férrea e antigos postes de telégrafos ainda de pé.
Vagão com dormentes
E às 12h30min encontro um vagão com inúmeros dormentes que provavelmente seriam para reposição da linha ativa, já que alguns metros à frente se localiza a Estação Bauxita da CBA. 
O lugar é usado para embarque do minério, retirado de uma mina ao lado e embarcado em vagões em direção à Usina da Votorantim, no interior de SP, onde é transformada em alumínio. 
A operação de transporte em vagões até a Usina só ocorre durante a noite, então era uma preocupação a menos ao longo da caminhada pela linha.
São inúmeros vagões estacionados e abarrotados de bauxita que estão só esperando a noite chegar para serem levados para o interior de SP.
Vagões estacionados com bauxita
Vou passando sem problemas pela Estação e daqui em diante a caminhada é pelos trilhos da linha férrea ativa, seguindo pelos dormentes ou às vezes em trilhas laterais. 
Caminhar pela linha férrea não é fácil porque o passo não acompanha a distância entre os dormentes, fazendo com que a caminhada não esteja sincronizada e o ritmo se altere a todo o momento. Quem sofre são os pés que em vários momentos tenho de seguir pisando nas pedras, fazendo com que o ritmo seja mais lento. E para piorar, o Sol está a pino e eu com pouca água.
Quando chego no viaduto embaixo da Rodovia por volta das 13h30min, era hora de descansar e comer um lanche na sombra.
Rodovia à frente
Não pensei 2x e consumi toda a água e a comida que restavam, pois sei que no máximo em 1 hora finalizarei a caminhada. 
Depois de uma boa descansada embaixo do viaduto, volto a caminhar em trecho aberto e cerca de 15 minutos depois cruzo sobre um pequeno riacho que não me pareceu ser de água potável e mais alguns metros encontro a primeira cobra junto dos trilhos. 
Cobra nos trilhos
Tomei um baita susto, mas olhando mais de perto deu para ver que não era peçonhenta e me pareceu ser a cobra cipó marrom.
Algumas estradas vicinais cruzam a linha férrea e às 14h30min passo ao lado de um totem histórico. Conhecido como Obelisco da Cascata, o totem está localizado em área da Fazenda Pinheirinho e foi inaugurado no ano de 1937 ao lado dos trilhos da Estrada de Ferro Mogiana, servindo como marco divisório dos estados de MG e SP.
Totem histórico
Só tiro algumas fotos e sigo em frente passando por trechos com muitas árvores nas laterais, permitindo caminhar por áreas sombreadas.
Cruzo outro pequeno riacho de água não potável e as 15h10min finalizo na Estação Cascata, que está fechada. 
Foram cerca de 8 horas de caminhada e por hoje chega. Agora é voltar à Poços de Caldas de ônibus e na manhã seguinte reiniciar a caminhada nessa mesma Estação em direção à Águas da Prata.
Depois de alguns clics da Estação e me hidratar num barzinho próximo, vou subindo por uma rua até um bairro próximo da Rodovia com muitas residências, comércios e o ponto final do circular que segue até Poços de Caldas. Fim do dia sem grandes dificuldades.
Estação Cascata
Dia seguinte era feriado e fiquei quase 1 hora no ponto de ônibus em Poços esperando o circular até a divisa MG/SP, desembarcando no Bairro e dali levei mais 20 minutos até a Estação Cascata. 
Mesmo fechada, a Estação está em bom estado de conservação e quem sabe algum dia esse ramal volte a funcionar para o turismo e a Estação reabra.
Voltando à caminhar
Sem perder tempo, iniciei a caminhada pelos dormentes da linha férrea às 08h30min, porém nesse dia encontrei 3 grupos descendo até Águas da Prata e mais 1 outro subindo.
A caminhada é agradável em declive suave por entre áreas de mata e encostas íngremes do lado esquerdo. De vez em quando aberturas mostram uma linda paisagem à direita e alguns reflorestamentos de eucaliptos junto da linha.
Num trecho quase em linha reta as áreas de sombra acabaram e o Sol não dá trégua. 
Lindo visual
Depois de uma pequena nascente de água, a linha segue bem próxima de outras encostas íngremes, mas essas à direita e encontro até um pequeno banquinho de dormente colocado estrategicamente numa área de sombra, mas ainda é cedo para um descanso.
Com 1 hora de caminhada chego na Ponte do Tajá, que é um dos principais pontos que podem ser vistos da Rodovia. 
Ponte do Tajá
Ela deve ter uns 100 metros e a mata densa embaixo dela não permite visualizar o quanto a ponte é alta. Em todas as que cruzei os dormentes eram todos novos e em bom estado de conservação. Talvez por ser uma linha ativa e usada para transporte de muitos vagões cheios, dá para ver que a empresa faz uma boa manutenção dos trilhos. 
Pelo menos as áreas de reflorestamento acabaram e assim que finalizo a ponte, acesso uma trilha à esquerda que leva a uma pequena nascente de água que escorre pelo paredão rochoso. Lugar perfeito para reabastecimento e sem demora retorno para os trilhos.
A caminhada intercala trechos expostos com belos visuais e vegetação com áreas de sombra.
Cachoeira ao lado da linha
Numa curva bem à esquerda a linha férrea adentra uma área com árvores nos dois lados, como se fosse um túnel de vegetação, surgindo uma pequena cachoeira, que é parada obrigatória para um banho refrescante, a fim de aliviar o calor.
Conforme vou me aproximando de um túnel, passo ao lado de uma trilha que deve levar a um riacho ou até alguma cachoeira do lado esquerdo, mas prefiro continuar a caminhada.
As 10:00hrs chego na boca do túnel com uma placa indicativa de número “52”, que deve ser a quantidade de túneis nessa linha. Ele é em curva e não é tão longo (em torno de 90 metros), sendo todo escavado em rocha pura, dando para cruzá-lo somente com a lanterna de um celular, sem dificuldades.
Túnel em curva
Do outro lado o trecho apresenta algumas áreas expostas com encostas íngremes de um lado e belos visuais com abismos do outro, porém a maior parte é de vegetação com áreas de sombras. 
O Sol a pino é escaldante e com cerca de 30 minutos desde o túnel, passo ao lado de uma retroescavadeira estacionada sem ninguém operando. Deu para ver que ali aconteceu um deslizamento da encosta e a máquina estava ali para retirar a terra e também trocar a pedra brita. 
Retroescavadeira ao lado da linha
Só alguns clics e continuo a caminhada, cruzando com um teiú e passando ao lado de um acesso à residência junto da linha férrea até chegar na entrada da trilha das 7 Cachoeiras. Aqui só a lamentar 3 motocross passando ao lado da linha férrea com o barulho infernal dos escapamentos - respeito zero pela Natureza.
E bem no início da trilha até as cachoeiras tem uma placa de Proibido Motos.
Entrada da trilha
A trilha entra na mata fechada até chegar na margem de um rio de águas limpas e vou subindo com ele sempre próximo, às vezes pelo lado esquerdo, mas a maior parte da caminhada é sempre do lado direito.
Logo no início cruzo com uma área de antigos acampamentos sendo tomados pelo mato até chegar na primeira queda com uma piscina natural na base. Primeiro mergulho, mas não fico muito tempo e volto a caminhar depois de alguns minutos.
Na segunda cachoeira o poção é um pouco maior e aqui aproveitei para comer alguns lanches, além de dar um outro mergulho.
Quedas com piscinas
Conforme vou subindo, as quedas são todas diferentes, de pequeno volume e somente umas 2 delas são bem altas.
A trilha alterna entre pequenos trechos planos com subidas em meio a muitas pedras e raízes expostas que servem de apoio. Não é uma subida difícil; ela é cansativa, mas com várias cachoeiras dá para ir aproveitando todas elas para um breve descanso.
Logo após a quinta cachoeira, a trilha cruza uma grande área descampada ao lado do rio, próximo do topo da cachoeira e logo à frente a trilha tem uma bifurcação que pode confundir e levar a um desvio maior, que é desnecessário. 
Nesse ponto a trilha estará do lado esquerdo do rio, sendo necessário cruzá-lo para direita dele.
Alguns metros antes desse ponto encontrei uma cobra Caninana junto ao rio. 
Cobra Caninana na trilha
Toda preta e com manchas amarelas, ela não é peçonhenta, mas é agressiva se sentir ameaçada. Só esperei ela se esconder nas pedras e depois segui em frente.
A mata ciliar que acompanha o rio é bem fechada e além das cobras é preciso tomar cuidado também com alguns trechos escorregadios nas pedras, devido ao limo.
Daqui em diante mantive sempre à direita do rio com várias outras pequenas quedas bem próximas. 
Perfeita para se refrescar
Uma delas é uma cachoeira quase vertical com água escorrendo rente ao paredão e caindo em cima de grandes rochas, sem um poço na base. Pelo menos dá pra se refrescar na queda. 
O trecho a seguir é quase uma escalaminhada vertical, exigindo cuidado na encosta com a ajuda de várias raízes como apoio para ir subindo.
Finalizado esse trecho íngreme, o visual se abre atrás de mim, sendo possível ver todo o vale coberto de mata atlântica e ao fundo trechos da Serra da Fartura. 
Panorâmica
É uma bela panorâmica e fiquei ali sentado só apreciando a vista, mas devido ao Sol escaldante, não dava para ficar ali torrando a cabeça por muito tempo.
Depois é um pequeno trecho no plano até chegar na última cachoeira, que é a mais bonita e a mais alta de todas. Essa também tem um piscina natural na base e perfeita para um mergulho.
A distancia, desde os trilhos, ficou em 1,8 Km e com tempo de 2h30min já somando com as paradas nas cachoeiras. É cansativo sim, mas vale o esforço.
Última cachoeira
No local tinha um casal que estava acampado ao lado da cachoeira, por isso não fiquei muito tempo aqui.
No retorno encontrei um estacionamento de veículos bem próximo da cachoeira e depois segui descendo pela trilha.
Eram por volta das 14:00hrs e encontrei 2 grupos subindo, sendo que um deles estava tomando banho numa das cachoeiras e os alertei sobre a cobra Caninana.
Na descida parei em algumas cachoeiras para uns mergulhos e fui chegar na linha férrea às 15h30min.
Agora sentido sul, rumo Águas da Prata. São trechos sinuosos com muitas árvores nas encostas, mas a exposição ao Sol é grande. Pelo menos o calor não era tão forte, devido ao horário.
Ponte sobre Riacho Platina
Com cerca de 20 minutos vejo por entre as árvores o pedágio da Rodovia e um pequeno acesso a ele, mas sair aqui dos trilhos não está nos planos e continuo a caminhada. Outra ponte e essa sobre o Riacho Platina de águas limpas. 
E com quase 1 hora de caminhada ouço do lado direito o som de alguma cachoeira e de pessoas tomando banho. Não dá para ver a cachoeira, pois está escondida pela vegetação densa, além de ser um trecho muito íngreme, por isso prefiro não arriscar descendo até ela.
Cascatinha
Pela localização essa deve ser a famosa Cascatinha, que já conhecia de outra visita. Ela é acessível facilmente pela Rodovia e que faz parte de um complexo turístico com restaurante, estacionamento e estrutura para eventos. 
O lugar possui entrada gratuita e a cachoeira conta com um grande poção na base, além de alguns quiosques ao longo do rio.
Seguindo pelos trilhos, agora a caminhada é no plano com muito bambuzal nas laterais e aos poucos vão surgindo as primeiras residências próximas da linha férrea até chegar na Rodoviária da cidade.
Rodoviária
Sigo para o guichê da Viação Cometa e compro passagens no primeiro ônibus que segue para Poços de Caldas sem muita demora.
Para quem dispõe de tempo e ainda quiser curtir um pouco mais a cidade, o Parque das Fontes está a uns 200 metros da Rodoviária. É um lugar com quiosques de artesanato, comidas e algumas fontes de água mineral.



Algumas dicas e informações úteis 

# No primeiro trecho dessa caminhada do centro de Poços até a Estação Cascata só encontrei pontos confiáveis de água potável nos primeiros minutos, ao lado do cemitério e junto da Cachoeira da Mogiana.

# Já no segundo trecho o ideal é encher os cantis em uma nascente ao lado da Ponte do Tajá.

# Quem quiser acampar ao longo desse trecho é possível ao lado da linha férrea. Só tome cuidado que os trens com bauxita só fazem esse trajeto a noite, além do que uma cargueira é sempre um peso a mais.

# Até a Estação da CBA, os trilhos e dormentes foram removidos, num total de quase 10 Km.

# Na maior parte do trecho se encontra sinal de telefonia celular.

# Obrigatório uso de protetor solar.

# Linha de ônibus circular do centro de Poços de Caldas x divisa MG/SP: Marco Divisório. 
Valor: $6 Reais.
Horários: 

# Ônibus Águas da Prata x Poços de Caldas: Viação Cometa. Vários horários ao longo do dia. 
Valor: $16 Reais

# Atenção às cobras e abelhas ao longo dos trilhos e na trilha das 7 Cachoeiras. Encontrei 2 cobras e um grupo me alertou que tinham algumas abelhas atacando quem passava próximo da Ponte do Tajá.

# Um pouco de história:
A linha férrea que liga Poços de Caldas à Aguas da Prata faz parte do ramal que se inicia na cidade de Aguaí/SP e segue até Poços, sendo construída pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. 
Sua inauguração foi em Outubro de 1886 e contou com a presença do Imperador D. Pedro II, funcionando como transporte de passageiros até 1976 e ao longo da década de 90, a linha passou a operar como trem turístico aos finais de semana e feriados, sendo desativado no final de 1998. 
Porém uma parte desse trecho da linha permanece ativo devido ao transporte da bauxita (minério de alumínio) da Estação CBA (uma estação antes de chegar no centro de Poços) até o interior de SP.

# Várias reuniões já foram feitas com prefeitos das cidades que fazem parte desse Ramal com o objetivo de discutir a viabilidade econômica da retomada do trem turístico que ligaria Poços de Caldas/MG a Aguaí/SP, mas até hoje nada saiu do papel.

# Para quem curte caminhadas por linhas férreas, uma que eu fiz e recomendo é a linha Passa Quatro/MG x Cruzeiro/SP, seguindo sempre pelos trilhos e cruzando a Serra da Mantiqueira por inúmeros túneis, pontes, rios e nascentes que surgem a todo momento. 

# Outra caminhada que vale a pena, mas somente para os mais experientes e corajosos é a travessia da Linha Funicular, que desce a Serra do Mar de SP entre Paranapiacaba e Cubatão. São inúmeras pontes em ruínas com risco de queda e vegetação alta em todo o trecho. O relato é esse:


5 de janeiro de 2026

Travessia do Parque Nacional das Sempre Vivas / Minas Gerais - Curimataí x Inhaí - Relato com dicas e informações úteis

As minhas últimas caminhadas nas férias foram em praias ou em parques nacionais, como as travessias no litoral da Bahia, Ilha do Mel e nos Parques Nacionais da Serra do Cipó e na Chapada dos Veadeiros, onde o cerrado é predominante nesses dois últimos. O 
ambiente desses parques é perfeito para longas caminhadas devido ao relevo plano ou levemente ondulado e vegetação que permite uma boa visibilidade da região ao redor. É ideal para quem curte caminhadas com lindos visuais panorâmicos e de fácil navegação, além de muitos rios com cachoeiras e belos cenários da Natureza.
Depois de dezenas de anos fazendo pequenas caminhadas ou longas travessias na mata atlântica, em praias ou campos de altitudes, era hora de mudar e explorar um pouco mais esse ambiente.
Por isso quando retornei da Chapada dos Veadeiros, onde fiquei por 5 dias só fazendo caminhadas dentro do Parque Nacional, minha próxima caminhada tinha de ser na região de cerrado novamente. 
E das várias opções que encontrei, a maioria estava localizada no Estado de Minas Gerais, principalmente na Serra do Espinhaço, combinando paisagens com visuais panorâmicos, muitas cachoeiras e alguns picos. Eram muitas opções e foi difícil qual escolher.
Vi algumas travessias em parques estaduais, trilhas ligando pequenas vilas e arraiais, travessias cruzando a Serra do Espinhaço ao norte e ao sul e algumas prolongando até próximo da Bahia.
O primeiro critério que levei em consideração foi a logística, já que não queria perder alguns dias para chegar ou sair de lá.
Dos vários relatos de trilhas que li e dos tracklogs que pesquisei sobraram 3 opções que ficam até relativamente próximos e no final escolhi o Parque Nacional das Sempre Vivas.
É um parque relativamente novo em folha, já que foi criado em 2002, não dispondo de portaria e nem controle de acesso. Somente de um alojamento no interior do parque que é usado pelo pessoal das brigadas de incêndio, sendo um ponto de parada da travessia.
Muitos proprietários que possuem sítios ou fazendas dentro da área do parque ainda vivem por lá, pois não foram ressarcidos na questão fundiária. 
Sua localização é próximo do município de Diamantina, mas compreende vários outros no seu entorno.
Nos relatos todos citam vários rios e pequenos riachos que cruzam as trilhas, já que o parque é nascente de muitos deles que desaguam tanto a oeste quanto a leste, sendo inserido na chamada Cordilheira do Espinhaço.
Li alguns relatos de caminhadas de mais de 20 anos atrás realizados na parte norte do parque e com certeza essas trilhas estavam tomadas pelo mato, por isso esses eu descartei. Estava procurando uma travessia e não uma trip exploratória por trilhas fechadas e com isso escolhi uma travessia bem conhecida que liga Curimataí (Distrito de Buenópolis) a Inhaí (Distrito de Diamantina) na direção oeste-leste.
Travessia de uns 3 a 4 dias com cerca de 60 Km ou mais dependendo do que incluir e caminhada que se alterna por antigas estradas vicinais e trilhas.
Encontrei vários tracks com relatos recentes e marquei essa travessia nas férias. 
Sempre Vivas é o nome popular de várias espécies de plantas que depois de coletadas, desidratadas e muitas vezes pintadas de cores variadas, suas pequenas flores conseguem resistir por vários anos e é muito abundante no Parque, principalmente na parte alta dele, ao longo dos campos. Elas lembram pequenas pétalas e são muito usadas para decoração, enfeites de ambientes e arranjos de buquês.
E como é um Parque nacional distante de São Paulo, teria de planejar a logística para não perder muito tempo e depois de estudar as opções fiz da seguinte forma: ônibus até Belo Horizonte e de lá outro até Buenópolis, onde embarcaria no ônibus rural até Curimataí e o retorno de Inhaí até Diamantina e depois Belo Horizonte.
Para não ter problemas com a administração do Parque, enviei 3 e-mails para comunicá-los da intenção de fazer a travessia passando meus dados, porém não me responderam em nenhum momento. 
Liguei também no telefone fixo da sede do Parque em Diamantina, mas ninguém atendeu.
E mesmo assim não tive problemas quando passei pelo alojamento dos brigadistas no meio do parque.
A autorização foi o menor dos problemas que me aconteceu nessa trip. 
Uma cobra jararaca quase me fez eu ter correr para um hospital no segundo dia.


Fotos acima da parte alta do Parque e das Cachoeiras do Felipe e do Gavião



Fotos: parte 1 até Fazenda do Gavião: clique aqui
            parte 2 da Fazenda até Inhaí: clique aqui
                     
Tracklog que eu gravei: clique aqui



Devido a logística para chegar em Curimataí iniciei minha trip numa segunda-feira em direção a Belo Horizonte saindo de SP por volta das 23:00 hrs. Viagem tranquila com 2 paradas pelo caminho, mas ao entrar em BH o transito piorou. Era um anda e pára horrível - deveria ter comprado um horário antes para chegar mais cedo, mas agora era tarde.
Fui contando os minutos e por volta das 08h20min chegamos na Rodoviária e logo que desembarquei fui para o guichê da Empresa Trasnorte comprar a passagem para Buenópolis que sairia as 09:00hrs e previsão de chegada as 13h30min. Já tinha olhado pela internet que existiam muitos assentos livres, então fui sem pressa.
Embarque tranquilo e saindo no horário, mas foi passando por várias cidades ao longo do trajeto e já próximo de Buenópolis o transito para num bloqueio da Rodovia, devido a obras de manutenção com recapeamento do pavimento e aí já começo a ficar preocupado, pois o relógio marca 13h40min e o ônibus rural para Curimataí sai de Buenópolis as 14:00hrs. A parada não foi demorada, mas pareceu uma eternidade. 
E as 13h55min o ônibus me deixa em uma parada junto ao Posto de Gasolina Lamparina, bem na entrada da cidade. Confirmo com um frentista que o ônibus rural passa por ali e fico aguardando, mas não deu nem 5 minutos ele encosta.  
Virar à direita

7 de outubro de 2025

Volta completa da Ilha do Mel / Litoral do PR – Relato com dicas

Quando voltei da Chapada dos Veadeiros, onde fiquei por quase 1 semana, ainda tinha uns poucos dias restantes das minhas férias - para ser exato apenas 6 dias.
E até tinha planejado fazer a Trilha de Itupava, na Serra do Mar do Paraná e depois esticar até a Ilha do Mel para curtir uma praia num lugar isolado, mas quando voltei de Goiás o clima não estava ajudando, me obrigando a escolher outro lugar para caminhar.
E os lugares que vinham na minha cabeça e que nunca tinha feito eram sempre distantes de SP e não davam para encaixar nos dias restantes das minhas férias - vai que acontece algo né. 
Mantiqueira não queria porque já tinha feito mais de 20 trilhas diferentes por lá (nesse linke repetir caminhadas estava fora dos planos. 
Quer saber de uma coisa, vou fazer o contorno da Ilha do Mel, já que dá para fazer a caminhada em 2 dias e por ser próxima de SP, a logística era bem fácil. E com a vantagem de não haver uma burocracia para caminhar em volta dela; era chegar e caminhar sem problemas de alguém te proibir. Somente se atentar às marés, já que em alguns trechos da caminhada, ela pode se tornar um grande problema, estreitando ou até bloqueando a faixa de areia. 
O contorno da Ilha estava numa lista de caminhadas que algum dia pretendia fazer, mas minha intenção era fazê-la na época de verão, mas por circunstancias do clima, é o que tem pra hoje.
Já tinha feito outras caminhadas que contornam ilhas, como em Ilha Grande e Ilha Bela e sabia o que poderia me aguardar e os cuidados que deveria tomar.
Então só li alguns relatos, peguei alguns tracks no wikiloc e marquei a viagem sem muito planejamento. Só fiquei na dúvida onde me hospedar: vila de Nova Brasília ou da Praia das Encantadas, que são pontos de desembarque para barcos.
Aí tive que recorrer aos “universitários” e por causa da volta da ilha que eu iria fazer, cheguei a conclusão que a melhor opção era Nova Brasília, fazendo a reserva de uma pousada na ilha para 3 pernoites. 
Minha intenção era sair de SP durante a noite em direção a Curitiba para chegar no início da manhã, embarcando no primeiro ônibus para o Pontal do Sul e de lá seguir em barco até a Ilha, a tempo ainda de explorar a parte sul naquele mesmo dia. 
Por sorte os horários batiam e não tive problemas de logística. Só contava que o clima ajudasse.


Fotos acima, Gruta das Encantadas e a Praia Mar de Fora



Dividi as fotos em 2 álbuns:

Fotos do 1º  dia com contorno da parte sul da Ilha: clique aqui
Fotos do 2º dia com toda a parte norte da Ilha: clique aqui

Tracklog para GPS de toda a volta da ilha: clique aqui



Cerca de 90% da Ilha do Mel é considerada como unidade de conservação e toda a parte norte faz parte de uma Estação Ecológica, cujo objetivo é preservar áreas com ambientes naturais como manguezais, restingas, costões rochosos e mata atlântica. Também foi declarada como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO em 1999.
A Ilha não permite circulação de carros ou motos e para se deslocar entre as vilas e praias somente de bikes, barcos ou na caminhada mesmo. São três as vilas principais: Nova Brasília, Encantadas e a do Farol, onde se localizam restaurantes, mercados e a maior parte das opções de hospedagem, que se dividem em campings, pousadas simples e as pousadas mais sofisticadas com boa infraestrutura.
Ruas de areia
Considerada como um destino rústico, todas as vilas e praias são ligadas por trilhas ou pequenas ruas de areia e além das 
inúmeras praias, a Ilha possui poucas atrações turísticas e destaco apenas 3, cujos acessos são gratuitos:
- Gruta das Encantadas: na verdade é uma fenda que se formou devido a erosão marinha e avançou por cerca de 10 metros dentro do costão rochoso. Na maré alta e em épocas de ressaca, o mar avança para dentro da gruta, se tornando um local perigoso. Existem até algumas placas de advertência colocadas junto da entrada dela alertando sobre o perigo.
- Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres: construída no século XVIII, a fortaleza tinha o objetivo de proteger a entrada da baía de Paranaguá e a antiga vila, tendo sua infraestrutura preservada até hoje.
- Farol das Conchas: Localizado no alto de um morro, o farol pode ser acessado a partir da vila Nova Brasília, seguindo pela praia. Uma escadaria de pedras leva até o topo de onde se tem uma bela vista panorâmica e um pôr do Sol maravilhoso.

17 de setembro de 2025

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – Relato e dicas das trilhas dos Saltos e dos Cânions

Há muito tempo que venho tentando finalizar algumas travessias nos principais parques nacionais e sempre nas minhas férias tento incluir alguma na minha lista. 
E nas minhas férias do trabalho em 2025 escolhi a Chapada dos Veadeiros e por vários motivos: 
- a região é repleta de cachoeiras e de todos os tipos, então teria muitas opções, além das que existem no Parque Nacional.
- outro motivo foi a concessão do parque a uma empresa privada anos atrás e saber que melhorou muito a infraestrutura e o acolhimento aos visitantes, além do parque não obrigar a contratar monitores para as trilhas, pois todas elas são auto guiadas e muito bem sinalizadas com setas pintadas em pedras e totens, permitindo caminhar pelas trilhas até durante a noite - e o PN explora isso também.
- o parque nacional está relacionado numa lista entre os melhores do mundo e o primeiro no país para viagens ao ar livre por vários anos seguidos.
- no final de 2024 (nas férias do trabalho) escolhi Brasília para visitar os pontos turísticos por alguns dias e vi que os valores das passagens aéreas eram relativamente baixos (mesmo em alta temporada) e a logística para chegar no Parque da Chapada dos Veadeiros (que não fica muito longe dali) passava pela cidade e me pareceu ser bem fácil chegar lá.
Definido o lugar das minhas férias, até tentei visitar o lugar no final de 2024 (período de chuvas), mas na época de verão o parque proíbe a travessia que eu queria fazer (7 quedas) devido aos riscos de trombas d'água no Rio Preto, dificultando ou até impedindo que se cruze ele em certos trechos.
Meu planejamento era visitar o parque em 5 dias, sendo que nos 2 primeiros iria entrar e sair no mesmo dia, fazendo as trilhas do Salto num dia e dos Cânions em outro dia. E nos outros 3 dias a intenção era fazer a travessia das 7 quedas, pernoitando por 2 noites na área de camping oficial do parque.
Com alguns meses de antecedência, adquiri as passagens aéreas SP- Brasília por bons preços e com 1 semana antes da viagem comprei também as passagens de ônibus Brasília-Alto Paraiso de Goiás, cidade essa onde está localizado o Parque Nacional.
Nessa postagem vou relacionar informações, relato detalhado e a experiência dos primeiros 2 dias no parque e em outra postagem coloco os detalhes da travessia das 7 quedas feita em 3 dias.  

Fotos acima de poções, cachoeiras e cânions ao longo do Rio Preto no interior do Parque Nacional


Fotos da Trilha dos Saltos: clique aqui

Fotos da Trilha dos Cânions: clique aqui

Tracklog da Trilha dos Saltos: clique aqui

Tracklog da Trilha dos Cânions: clique aqui



Localizada no cerrado, a Chapada dos Veadeiros é repleta de cachoeiras, cânions e poços em meio a rios de águas transparentes. 
A região é muito famosa pelos cristais, pois está localizada sobre uma imensa placa de quartzo e segundo os místicos esse mineral emana uma energia positiva, que é vista como propícia para meditação e o autoconhecimento, levando diversos grupos espirituais a se deslocarem para o lugar. 
E claro, surgem muitos relatos de avistamento de ovnis nas conversas com os locais, mas eu só estava a fim de fazer algumas caminhadas.
E.T. na Vila de São Jorge
Os principais pontos turísticos da Chapada estão tanto no interior do Parque Nacional quanto em propriedades particulares, onde é cobrado acesso e a principal cidade é Alto Paraiso de Goiás juntamente com a Vila de São Jorge. Porém para se chegar nas cachoeiras, poços e outras atrações fora do circuito do Parque Nacional a logística é complicada, exigindo o uso de veículos. Mas como minha intenção era somente visitar o Parque, a locação de um veiculo era desnecessária. E também o fato de que a Vila de São Jorge (onde ficaria hospedado) está a cerca de 20 minutos de caminhada até a portaria.