Durante muito tempo mantive uma lista das clássicas travessias que pretendia finalizar e nos últimos anos quase zerei ela.
As duas últimas foram: Chapada Diamantina e Lençóis Maranhenses.
Das que eu considero clássicas, já tinha feito a Trilha do Ouro, Volta de Ilha Grande e de Ilhabela, Travessia do Lagamar, Ponta da Joatinga, Transmantiqueira, Serra Fina, Marins-Itaguaré, Monte Roraima, Ibitiraquire, Serra do Quiriri, Serra dos Órgãos, Pico da Bandeira, Campo dos Padres, Serra do Papagaio e Lapinha-Tabuleiro.
Mas na Serra do Espinhaço não tem somente a Lapinha-Tabuleiro como uma clássica travessia.
Tem também a Alto Palácio x Serra dos Alves e essa eu não tinha feito. Talvez por falta de oportunidade mesmo e pela proibição do Parque durante alguns anos.
E com minhas férias marcadas para alta temporada de caminhada pelas montanhas (junho) fui pesquisar essa travessia e planejar a melhor forma de fazê-la.
E encontrei algumas opções para emendar essa caminhada com outras, se tornando uma verdadeira Transespinhaço no sentido sul-norte, com mais de 150 Km de extensão, com inicio na Serra dos Alves, passando pela portaria Alto Palácio no primeiro trecho e de lá seguindo até Lapinha da Serra no segundo trecho para finalizar no Morro do Camelinho, na Rodovia MG-259, que seria o último e mais longo trecho dessa travessia.
Então estava planejada a minha caminhada do ano: Transespinhaço de sul a norte de Altamira até Morro do Camelinho. Porém as coisas nunca acontecem do jeito que nós planejamos e com isso tive que mudar meus planos quase na metade do caminho. Uma pena.
Nesse relato incluí também tópicos abordando o planejamento e a logística de toda essa caminhada que seria uma mega travessia.
E encontrei algumas opções para emendar essa caminhada com outras, se tornando uma verdadeira Transespinhaço no sentido sul-norte, com mais de 150 Km de extensão, com inicio na Serra dos Alves, passando pela portaria Alto Palácio no primeiro trecho e de lá seguindo até Lapinha da Serra no segundo trecho para finalizar no Morro do Camelinho, na Rodovia MG-259, que seria o último e mais longo trecho dessa travessia.
Então estava planejada a minha caminhada do ano: Transespinhaço de sul a norte de Altamira até Morro do Camelinho. Porém as coisas nunca acontecem do jeito que nós planejamos e com isso tive que mudar meus planos quase na metade do caminho. Uma pena.
Nesse relato incluí também tópicos abordando o planejamento e a logística de toda essa caminhada que seria uma mega travessia.
Nas fotos acima o visual do Parque no topo da serra e o Vale do Travessão
Fotos da travessia: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui
Planejamento
Se iniciasse a caminhada pelo norte, obrigatoriamente eu iria finalizar os últimos 3 dias dentro da área do Parque Nacional da Serra do Cipó e por ser um lugar inédito para mim, vi que não era uma boa opção, pois estaria bem cansado. Por já ter caminhado pela Lapinha-Tabuleiro, que fica ao norte, achei melhor iniciar a caminhada pelo sul, já que estaria descansado quando estivesse fazendo o primeiro trecho dessa caminhada.
No site do wikiloc encontrei dezenas e dezenas de arquivos de GPS de toda essa mega travessia, com um emendando no outro, já que os arquivos completos que encontrei seguiam por trechos que pretendia evitar.
E pesquisando o início da caminhada pela Serra dos Alves, a logística estava bem complicada e por vários motivos: teria de seguir de Belo Horizonte até Itabira e de lá tomar outro ônibus circular até Serra dos Alves, porém ele só operava apenas 1 dia na semana, na sexta-feira no horário das 15h30min, me obrigando a ficar hospedado uma noite no povoado. Não queria isso, então transporte público estava fora de questão.
A outra opção era transporte particular, tipo uber ou mototáxi.
Porém o percurso seria longo demais com parada em Senhora do Carmo para depois seguir para Serra dos Alves e como estava sozinho nessa empreitada, era arriscado demais chegar em Itabira e ainda procurar um transporte, perdendo 1 dia nisso. E ir com meu carro, sem chances, já que teria um trabalhão depois para ir pegá-lo de volta. E o último problema era que eu pretendia conhecer a Cachoeira Braúnas e pela trilha da Serra dos Alves seria um trajeto bem mais longo.
Olhando os tracks que estavam no wikiloc, uma outra opção era iniciar a caminhada pelo Distrito de Altamira (pertencente ao município de Nova União).
Olhando os tracks que estavam no wikiloc, uma outra opção era iniciar a caminhada pelo Distrito de Altamira (pertencente ao município de Nova União).
Pelo menos lá eu teria o transporte público diariamente e com a possibilidade de passar ao lado da Cachoeira Braúnas ao longo da caminhada.
E assim fechei o roteiro da minha travessia: início da caminhada no Distrito de Altamira, subindo a Serra do Espinhaço e passando pelos 2 abrigos oficiais do Parque Nacional: Casa dos Currais e o de Tábuas para finalizar na portaria Alto Palácio.
E assim fechei o roteiro da minha travessia: início da caminhada no Distrito de Altamira, subindo a Serra do Espinhaço e passando pelos 2 abrigos oficiais do Parque Nacional: Casa dos Currais e o de Tábuas para finalizar na portaria Alto Palácio.
Esse trecho inicial possui mais de 50 Kms, ligando o Distrito de Altamira até a primeira sede do Parque Nacional, em Alto Palácio, seguindo por antigas trilhas anterior à criação do Parque Nacional e com traçado quase em linha reta na direção sul-norte, pelo meio do Parque.
E ao chegar na portaria Alto Palácio, seguiria para o segundo trecho dessa travessia até Lapinha da Serra, passando pela Cachoeira da Capivara.
E o último trecho seria até o Morro do Camelinho, passando próximo da Cachoeira do Bicame e do Vilarejo do Cemitério do Peixe.
Definido o roteiro, agora a parte burocrática. Teria de solicitar autorização ao Parque Nacional da Serra do Cipó e assim fiz através do e-mail do parque.
Depois de informar o meu roteiro, datas e dados dos documentos, recebi a autorização sem muita demora.
Enviaram também tracklogs das trilhas pelo parque e quem sabe algum dia retorne para fazer alguma delas.
E ao chegar na portaria Alto Palácio, seguiria para o segundo trecho dessa travessia até Lapinha da Serra, passando pela Cachoeira da Capivara.
E o último trecho seria até o Morro do Camelinho, passando próximo da Cachoeira do Bicame e do Vilarejo do Cemitério do Peixe.
Definido o roteiro, agora a parte burocrática. Teria de solicitar autorização ao Parque Nacional da Serra do Cipó e assim fiz através do e-mail do parque.
Depois de informar o meu roteiro, datas e dados dos documentos, recebi a autorização sem muita demora.
Enviaram também tracklogs das trilhas pelo parque e quem sabe algum dia retorne para fazer alguma delas.
O planejamento era para ser uma caminhada de no mínimo 1 semana, então a minha cargueira estava no limite. Não cabia nada a mais nela e tive até que deixar meu drone de fora dela.
Comida não era muito, porque pretendia fazer um reabastecimento em Lapinha da Serra.
Agua não era um problema, já que os tracks indicavam vários riachos ao longo da caminhada.
Nessa travessia, que seria inteiramente pela Serra do Espinhaço de sul a norte, existem algumas peculiaridades: ela é considerada a única cordilheira do país, se estendendo por mais de 1.000 Km, desde o norte de Minas Gerais até próximo ao norte da Bahia, já na Chapada Diamantina e por isso recebeu o nome de Espinhaço, que tem a ver com espinha.
Comida não era muito, porque pretendia fazer um reabastecimento em Lapinha da Serra.
Agua não era um problema, já que os tracks indicavam vários riachos ao longo da caminhada.
Nessa travessia, que seria inteiramente pela Serra do Espinhaço de sul a norte, existem algumas peculiaridades: ela é considerada a única cordilheira do país, se estendendo por mais de 1.000 Km, desde o norte de Minas Gerais até próximo ao norte da Bahia, já na Chapada Diamantina e por isso recebeu o nome de Espinhaço, que tem a ver com espinha.
Outra característica que acontece somente no Espinhaço são as rochas que emergem do solo inclinando na mesma direção, para oeste.
Elas são conhecidas como serrotes e a teoria mais aceita é que no encontro das placas tectônicas houve uma elevação do relevo e consequente soerguimento dessas rochas que depois sofreram erosão por desgastes naturais.
Logística
Como minha intenção era chegar no Abrigo Casa dos Currais antes do anoitecer, eu tinha que iniciar a caminhada em Altamira o mais cedo possível.E o único ônibus circular que chega em Altamira sai do município de Nova União em apenas 1 horário: por volta das 11:00 hrs à 11h30min. É um ônibus rural da empresa Transtatão e se perdesse esse não haveria outra opção de transporte público.
Para chegar em Nova União tem o ônibus de Belo Horizonte até essa cidade saindo do Terminal São Gabriel (ao lado da Estação de Metro de mesmo nome) em 4 horários.
É um ônibus metropolitano com linha de número 4882 e os únicos horários úteis para mim eram o das 06h30min ou das 10:00 hrs. Se embarcasse em BH nesse das 10:00 hrs assim que chegasse em Nova União já embarcaria no circular para Altamira.
Se fosse no das 06h30min chegaria em Nova União por volta das 08:00hrs e teria aguardar algumas horas até embarcar no circular até Altamira, mas preferi ir nesse assim mesmo – vai que consigo uma carona né.
Se fosse no das 06h30min chegaria em Nova União por volta das 08:00hrs e teria aguardar algumas horas até embarcar no circular até Altamira, mas preferi ir nesse assim mesmo – vai que consigo uma carona né.
E descendo no centro do pequeno Distrito de Altamira ainda teria um trecho de quase 8 Km por estrada de terra até o início da trilha, que daria para fazer em umas 2 a 3 horas de caminhada.
Agora saindo de São Paulo a maioria das linhas de ônibus chegam em Belo Horizonte por volta das 06:00 hrs a 08:00 hrs. Em cima da hora e arriscado.
Tive que apelar para a Buser, saindo de São Paulo às 18:00 hrs e chegando em BH por volta das 04:00 hrs com desembarque no Terminal Turístico JK, que não é perto de nenhuma Estação de Metrô, além de ser cedo demais, mas era a melhor opção.
Definido os horários e os ônibus que usaria para chegar no início da trilha em Altamira, agora como sair de lá ao finalizar essa caminhada?
Minha intenção era terminar no Morro do Camelinho, junto a BR-259 e lá tinham algumas opções de ônibus que passavam ali, saindo de Diamantina para Belo Horizonte pelas empresas Pássaro Verde ou Serro.
Agora saindo de São Paulo a maioria das linhas de ônibus chegam em Belo Horizonte por volta das 06:00 hrs a 08:00 hrs. Em cima da hora e arriscado.
Tive que apelar para a Buser, saindo de São Paulo às 18:00 hrs e chegando em BH por volta das 04:00 hrs com desembarque no Terminal Turístico JK, que não é perto de nenhuma Estação de Metrô, além de ser cedo demais, mas era a melhor opção.
Definido os horários e os ônibus que usaria para chegar no início da trilha em Altamira, agora como sair de lá ao finalizar essa caminhada?
Minha intenção era terminar no Morro do Camelinho, junto a BR-259 e lá tinham algumas opções de ônibus que passavam ali, saindo de Diamantina para Belo Horizonte pelas empresas Pássaro Verde ou Serro.
E claro, se uma carona surgir, melhor ainda. Então não estava preocupado.
Relato
Dia 1: Distrito de Altamira x Abrigo Casa dos CurraisEm São Paulo embarquei no início da noite em um dia de semana com o ônibus relativamente vazio e confortável de 2 andares. Ao longo do trajeto até BH foram 2 paradas onde alguns passageiros desceram e só fomos chegar em Belo Horizonte pouco depois das 03:00 hrs.
Assim que desembarcamos fiquei em um pequeno barzinho e vários taxistas vieram me perguntar para onde eu ia, oferecendo o serviço.
Eram insistentes e até chatos. Como era muito cedo e o Metrô ainda iria demorar para abrir, fiquei aguardando um certo tempo.
E quando já eram quase 05:00 hrs já estava embarcando na Estação Central do Metrô em direção à Estação São Gabriel e ao descer nela já segui para o Terminal de ônibus ao lado.
E quando já eram quase 05:00 hrs já estava embarcando na Estação Central do Metrô em direção à Estação São Gabriel e ao descer nela já segui para o Terminal de ônibus ao lado.
Na bilheteria foi cobrado o valor do ônibus e de um cartão que totalizou $25 Reais.
A linha de ônibus é 4882 Nova União, com saída às 06h30min e pelo caminho mantive conversa com um dos passageiros falando da minha intenção de cruzar o Parque Nacional e por sugestão dele, desci na Praça São Cristóvão, em frente à um posto de gasolina, antes de chegar no centro.
Se quisesse pegar o ônibus até Altamira, era só aguardar ali.
O problema era o horário do ônibus para Altamira, que só seguiria para lá entre 11:00 hrs e 11h30min.
A linha de ônibus é 4882 Nova União, com saída às 06h30min e pelo caminho mantive conversa com um dos passageiros falando da minha intenção de cruzar o Parque Nacional e por sugestão dele, desci na Praça São Cristóvão, em frente à um posto de gasolina, antes de chegar no centro.
Se quisesse pegar o ônibus até Altamira, era só aguardar ali.
O problema era o horário do ônibus para Altamira, que só seguiria para lá entre 11:00 hrs e 11h30min.
Com uma padaria junto da praça, não pensei 2x. Fui lá tomar o meu café da manhã tipicamente mineiro e aproveitei para comprar algumas garrafinhas de água.
Já eram quase 09h30min e perguntei no Bar do Isaac, ao lado do posto, se era fácil conseguir carona para Altamira.
Já eram quase 09h30min e perguntei no Bar do Isaac, ao lado do posto, se era fácil conseguir carona para Altamira.
A funcionária do bar sugeriu o mototáxi e depois de ligar para um deles, me falou o preço e eu pedi para ele vir.
Uma breve conversa e o combinado era me deixar em Altamira de Cima ou o mais próximo da trilha e o preço normal que ele cobraria seria $70 Reais, porém a estrada estava interditada devido a obras de manutenção e com isso teria fazer um longo desvio, aumentando o preço para $85 Reais.
Ou era isso ou esperar o ônibus circular das 11h30min. E por livre e espontânea pressão, aceitei.
Eram quase 10:00 hrs e seguimos na direção do centro da cidade para evitar o trecho interditado. Era como se estivéssemos seguindo na direção contrária. Serpenteando por estradas de terra com muitos buracos, passamos por sítios, subidas e descidas de morros até retornar ao trecho asfaltado e chegar no Distrito do Carmo.
Ou era isso ou esperar o ônibus circular das 11h30min. E por livre e espontânea pressão, aceitei.
Eram quase 10:00 hrs e seguimos na direção do centro da cidade para evitar o trecho interditado. Era como se estivéssemos seguindo na direção contrária. Serpenteando por estradas de terra com muitos buracos, passamos por sítios, subidas e descidas de morros até retornar ao trecho asfaltado e chegar no Distrito do Carmo.
Daqui em diante voltamos à estrada de terra e chegamos em Altamira por volta das 10h30min.
O mototáxi continuou em frente, seguindo na direção de Altamira de Cima e da Cachoeira Alta, passando por uma pequena capela isolada e pouco antes do acesso à Cachoeira do Marimbondo, saímos da estrada principal e seguimos numa bifurcação da direita, agora num aclive mais acentuado.
Num pequeno trecho onde a moto quase não subia mais devido a inclinação e a péssima estrada, era hora de descer. Preferi ficar aqui porque o início da trilha estava à alguns minutos à frente.
Eram 10h50min e daqui em diante fui seguindo na caminhada pela estrada.
Com cerca de 15 minutos cruzo um pequeno riacho de água potável – se não trouxe água, esse é um bom local para se abastecer.
Ao longo da subida surgem pequenos sítios abandonados e algumas placas alertando que é proibido acampar no Parque, mas o que chama a atenção são os erros de gramática – várias palavras escritas erradas.
Quando a estrada entra definitivamente numa área de mata fechada, existe uma bifurcação num trecho plano à esquerda, onde encontrei vestígios de acampamento. Parece ser um local de quem chega aqui no final de tarde e quer entrar na área do parque só no dia seguinte.
Só paro para alguns clics e retomo a caminhada agora num aclive mais acentuado.
E conforme vou ganhando altura, cruzo com algumas porteiras e a estrada se torna definitivamente uma trilha até sair do trecho de mata e a partir daqui já surgem a vegetação típica do Espinhaço: os campos rupestres.
E com pouco mais de 1 hora de caminhada chego numa porteira de arame onde a trilha em aclive suave segue por cima de lajotas e afloramentos de pedras.
Passo ao lado de uma pequena garganta e alguns metros à frente a placa do Parque Nacional sinaliza que estou entrando em área de Unidade de Conservação.
Daqui em diante já estou no topo da Serra e lindos vales para todos os lados.
Mais alguns metros e às 12h30min chego no Abrigo da Garça, onde só permitem seu uso por brigadistas e um deles (Warley) toma conta do local.
O mototáxi continuou em frente, seguindo na direção de Altamira de Cima e da Cachoeira Alta, passando por uma pequena capela isolada e pouco antes do acesso à Cachoeira do Marimbondo, saímos da estrada principal e seguimos numa bifurcação da direita, agora num aclive mais acentuado.
Num pequeno trecho onde a moto quase não subia mais devido a inclinação e a péssima estrada, era hora de descer. Preferi ficar aqui porque o início da trilha estava à alguns minutos à frente.
Eram 10h50min e daqui em diante fui seguindo na caminhada pela estrada.
Com cerca de 15 minutos cruzo um pequeno riacho de água potável – se não trouxe água, esse é um bom local para se abastecer.
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| Placas |
Quando a estrada entra definitivamente numa área de mata fechada, existe uma bifurcação num trecho plano à esquerda, onde encontrei vestígios de acampamento. Parece ser um local de quem chega aqui no final de tarde e quer entrar na área do parque só no dia seguinte.
Só paro para alguns clics e retomo a caminhada agora num aclive mais acentuado.
| Serra do Espinhaço |
| Placa do Parque |
Passo ao lado de uma pequena garganta e alguns metros à frente a placa do Parque Nacional sinaliza que estou entrando em área de Unidade de Conservação.
Daqui em diante já estou no topo da Serra e lindos vales para todos os lados.
Mais alguns metros e às 12h30min chego no Abrigo da Garça, onde só permitem seu uso por brigadistas e um deles (Warley) toma conta do local.
| Abrigo Garça |
Alguns pequenos riachos pelo caminho e a trilha inicia um declive na direção do Rio Bandeirinha, no fundo de um pequeno vale, onde existe um trecho de mata ciliar. A descida até o Rio é por lajes de pedra inclinadas e para quem dispõe de tempo, dá para aproveitar alguns poções e cachoeiras um pouco mais acima, mas a água é muito fria. Eu preferi continuar.
| Rio Bandeirinha |
No tracklog que estava usando, existe uma bifurcação à direita, próxima da Cachoeira Braúnas, que me levaria até o Abrigo Casa dos Currais e somente às 14h40min cheguei nela, depois de uma área de mata. Tá bem fácil identificar e aqui escondi minha mochila atrás de algumas enormes rochas e segui para a Cachoeira por trilha demarcada, com vistas para um longo cânion do mesmo rio da Cachoeira – É o Cânion das Bandeirinhas.
| Cânion dos Bandeirinhas |
É preciso tomar muito cuidado para não escorregar. Aqui os joelhos sofrem.
Chegando perto da base da Cachoeira, encontrei vestígios de acampamento num local plano, porém não muito confortável, já que o solo é cheio de pedras.
Foram pouco mais de 12 Km até aqui e a Cachoeira tem cerca de 70 metros de altura (uma das maiores do Parque) ao lado de imensos paredões verticais.
| Cachoeira Braúnas |
Foram pouco mais de 12 Km até aqui e a Cachoeira tem cerca de 70 metros de altura (uma das maiores do Parque) ao lado de imensos paredões verticais.
Na base, o poção é enorme também e fiquei ali alguns minutos descansando e só curtindo o visual.
São quase 15h30min e não estava nos meus planos acampar por aqui. Tinha que subir toda aquela pirambeira de volta e ainda seguir na trilha até a Casa dos Currais, por isso era hora de bater em retirada.
Nessa subida percebi que tinha abusado um pouco dos meus limites, porque na lateral do joelho esquerdo comecei a sentir fortes dores, então tive que diminuir um pouco o ritmo de caminhada.
De volta à bifurcação, às 15h50min peguei minha mochila e segui na direção da Casa dos Currais à esquerda, mas em ritmo lento, devido às dores no joelho.
Esse trecho inicial é por trilha demarcada, com vegetação de arbustos e capim alto, e nas bifurcações consultava o tracklog do celular.
São quase 15h30min e não estava nos meus planos acampar por aqui. Tinha que subir toda aquela pirambeira de volta e ainda seguir na trilha até a Casa dos Currais, por isso era hora de bater em retirada.
Nessa subida percebi que tinha abusado um pouco dos meus limites, porque na lateral do joelho esquerdo comecei a sentir fortes dores, então tive que diminuir um pouco o ritmo de caminhada.
| Bifurcação para Casa dos Currais |
Esse trecho inicial é por trilha demarcada, com vegetação de arbustos e capim alto, e nas bifurcações consultava o tracklog do celular.
Surgem algumas trilhas paralelas, mas todas se encontram com a principal um pouco mais à frente.
Depois de cruzar um riacho, onde tive que tirar as botas, voltei a subir em aclive suave e adentrei uma área de mata fechada por alguns minutos para emergir numa área de campos rupestres. A caminhada era constante e tranquila; o problema era o horário. O Sol já estava se pondo e logo teria usar a lanterna.
Ao cruzar o Ribeirão Mutuca, a trilha segue próxima à ele, às vezes pela margem esquerda, às vezes pelo lado direito e assim vou caminhando por relevo plano, seguindo em alguns trechos ao lado da mata ciliar.
Já no escuro só me orientava pelas luzes da minha lanterna e nas várias trilhas paralelas, segui por uma outra mais longa, mas um pouco mais à frente iria retornar para a principal, por isso nem me preocupei e segui na caminhada.
Depois de cruzar um riacho, onde tive que tirar as botas, voltei a subir em aclive suave e adentrei uma área de mata fechada por alguns minutos para emergir numa área de campos rupestres. A caminhada era constante e tranquila; o problema era o horário. O Sol já estava se pondo e logo teria usar a lanterna.
| Ribeirão Mutuca |
Já no escuro só me orientava pelas luzes da minha lanterna e nas várias trilhas paralelas, segui por uma outra mais longa, mas um pouco mais à frente iria retornar para a principal, por isso nem me preocupei e segui na caminhada.
Fui chegar no Abrigo às 18h25min e foram quase 8 horas de caminhada até aqui, passando pela Cachoeira Braúnas, totalizando pouco mais de 19 km.
Quem me recebeu foram 3 brigadistas, sendo Sr. Antônio o mais experiente de todos.
Fiquei ainda um bom tempo conversando com eles na cozinha, onde existe um fogão a lenha e alguns utensílios domésticos usados para fazer comida.
O Abrigo até que é grande e usado somente por brigadistas e funcionários do parque.
Quem me recebeu foram 3 brigadistas, sendo Sr. Antônio o mais experiente de todos.
Fiquei ainda um bom tempo conversando com eles na cozinha, onde existe um fogão a lenha e alguns utensílios domésticos usados para fazer comida.
O Abrigo até que é grande e usado somente por brigadistas e funcionários do parque.
O Riacho do Mutuca, que eu segui por um tempo, se localiza nos fundos, junto a uma mata ciliar.
A enorme área de camping tá na parte leste da casa, toda gramada e totalmente plana, podendo montar barraca até próximo do riacho.
Na parte externa do Abrigo ficam juntos o banheiro e o chuveiro que funciona da seguinte forma: se coloca água quente em um grande balde do lado de fora da cozinha e dele sai uma tubulação que leva a água até uma ducha e aí o banho é quentinho. E assim foi o meu banho da noite.
Com a temperatura muito baixa tive que ir para dentro da barraca para fazer o jantar. Salame e macarrão foi o prato do dia e por volta das 21:00 hrs já me recolhia para dentro do saco de dormir. Só uma coisa me incomodava: algumas dores no joelho e bolhas nos dedos dos pés.
| Abrigo |
Na parte externa do Abrigo ficam juntos o banheiro e o chuveiro que funciona da seguinte forma: se coloca água quente em um grande balde do lado de fora da cozinha e dele sai uma tubulação que leva a água até uma ducha e aí o banho é quentinho. E assim foi o meu banho da noite.
Com a temperatura muito baixa tive que ir para dentro da barraca para fazer o jantar. Salame e macarrão foi o prato do dia e por volta das 21:00 hrs já me recolhia para dentro do saco de dormir. Só uma coisa me incomodava: algumas dores no joelho e bolhas nos dedos dos pés.
Dia 2: Abrigo Casa dos Currais x Abrigo Casa de Tábuas
Acordei com a barraca molhada pelo orvalho da madrugada, comi alguns bolinhos recheados e deixei a barraca secando junto ao Sol.
| Amanhecendo |
Já com todas as coisas na mochila era hora de continuar a pernada em direção ao outro Abrigo do Parque: o Casa de Tábuas.
| Brigadista Sr. Antônio |
A trilha é bem demarcada e cruza um pequeno riacho afluente do Mutuca – aqui vou abrir um parênteses sobre a agua. Na época que fiz essa caminhada não encontrei água potável nesse trecho (até encontraria, mas um pouco longe da trilha), então recomendo que pegue desse riacho o suficiente para umas 5 horas (média de tempo que leva até Casa de Tábuas).
| Campos floridos |
Algumas bifurcações surgem à direita depois de cruzar uma porteira de madeira, mas a trilha principal segue levemente para esquerda, com aclive bem suave.
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| Porteira pelo caminho |
Entre suaves aclives e declives, cruzei com algumas cercas de arame, que provavelmente delimitavam áreas de antigas fazendas.
| Trilha pelo cume |
E nesse trecho consegui sinal de telefonia celular e mandei algumas mensagens para atualizar a família.
Seguindo pela trilha demarcada e vegetação de campos rupestres, o que chama a atenção são as enormes canelas de ema, que é uma planta que se divide em vários galhos e as rochas inclinadas para oeste (os serrotes), que são marca registrada do Espinhaço.
Conforme sigo pela cumeada, o Pico do Curral com seus quase 1.700 metros se destaca do lado direito, junto da trilha e até encontro uma cerca que segue na direção do topo, mas eu passo batido.
Seguindo pela trilha demarcada e vegetação de campos rupestres, o que chama a atenção são as enormes canelas de ema, que é uma planta que se divide em vários galhos e as rochas inclinadas para oeste (os serrotes), que são marca registrada do Espinhaço.
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| Típicos afloramentos |
As dores no joelho e algumas bolhas nos pés incomodam um pouco.
| Visual do Parque |
Parei alguns minutos para descansar e tomar o restante da minha água.
Ao fim do trecho de mata e alguns minutos à frente a trilha cruza um pequeno riacho, que eu não achei ser de água potável.
Um último declive e da trilha já conseguia visualizar a Casa de Tábuas, onde cheguei às 13h40min.
Do Abrigo dos Currais até Tábuas foram 11,5 Km num ritmo bem leve, com algumas paradas, que fiz em 4h30min e creio que dê para fazer até com menos de 4 horas de caminhada.
O lugar estava vazio e o Abrigo é bem rustico e pequeno, construído com tábuas de madeira e somente 1 cômodo que dispõe de algumas catres, que são camas de madeira.
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| Trilha sinalizada |
Um último declive e da trilha já conseguia visualizar a Casa de Tábuas, onde cheguei às 13h40min.
Do Abrigo dos Currais até Tábuas foram 11,5 Km num ritmo bem leve, com algumas paradas, que fiz em 4h30min e creio que dê para fazer até com menos de 4 horas de caminhada.
| Abrigo |
Um fogão à lenha, que é remanescente de tempos antigos, não pode ser usado e as catres são exclusivas dos brigadistas do Parque.
Dentro do Abrigo tem uma placa com aviso de que é proibido usar o local para pernoite pelos montanhistas com a recomendação que se acampe somente no lado externo e que o lugar deverá ser usado somente como local de convivência e no preparo das refeições, usando fogareiros de montanha.
O ideal é acampar na parte de trás do abrigo, junto de uma antiga varanda sem teto, protegido dos ventos e com solo sem muitas pedras, vez que outro local disponível é um grande descampado em terreno inclinado e com muitas pedrinhas.
Existe um cano de PVC que desvia água do Riacho Palmital para uma pequena pia ao lado da casa, sendo um bom local para banho e coleta da água para as refeições.
Como cheguei relativamente cedo no Abrigo, fui cuidar das minhas bolhas e das dores no joelho.
E por volta das 19:00 hrs preparei o jantar no interior do Abrigo e com noite muita tranquila e sem ventos, mas com temperatura muito baixa, me enfiei no saco de dormir para mais uma noite de sono.
| Dentro do Abrigo |
| Fogão a lenha |
Existe um cano de PVC que desvia água do Riacho Palmital para uma pequena pia ao lado da casa, sendo um bom local para banho e coleta da água para as refeições.
Como cheguei relativamente cedo no Abrigo, fui cuidar das minhas bolhas e das dores no joelho.
E por volta das 19:00 hrs preparei o jantar no interior do Abrigo e com noite muita tranquila e sem ventos, mas com temperatura muito baixa, me enfiei no saco de dormir para mais uma noite de sono.
Dia 3: Abrigo Casa de Tábuas x Portaria Alto Palácio
Fui acordar lá pelas 06h30min já com os primeiros raios do Sol surgindo no horizonte.
Fui acordar lá pelas 06h30min já com os primeiros raios do Sol surgindo no horizonte.
Foi uma noite tranquila e preparei o meu café da manhã sem pressa.
E pouco antes das 08:00 hrs já estava retomando a caminhada, sentido nordeste, sendo que são várias trilhas que saem do Abrigo na direção da jusante do Riacho Palmital – devem levar a alguns poções e cachoeiras.
Esse seria ao dia mais cansativo e longo dessa travessia, já que do outro lado do Vale do Travessão o aclive seria bem acentuado.
Seguindo por entre a vegetação de arbustos, a trilha cruza alguns afluentes do Palmital e segue no plano até bifurcar para esquerda. Daqui em diante é um trecho de subida leve entre campos rupestres e algumas canelas de emas.
E pouco antes das 08:00 hrs já estava retomando a caminhada, sentido nordeste, sendo que são várias trilhas que saem do Abrigo na direção da jusante do Riacho Palmital – devem levar a alguns poções e cachoeiras.
Esse seria ao dia mais cansativo e longo dessa travessia, já que do outro lado do Vale do Travessão o aclive seria bem acentuado.
| Cruzando riachos |
Surge uma bifurcação à direita que leva ao Distrito de Cabeça de Boi (do município de Itambé do Mato Dentro), que futuramente pode ser uma opção de travessia. Quem sabe.
Algumas estacas de madeira vão surgindo ao longo da trilha e na parte mais alta dela é possível visualizar parte do Vale do Travessão, que daqui já se revela impressionante.
Agora é só descida e com vários trechos de cascalho, afloramentos rochosos e muita vegetação arbustiva, tendo que diminuir o ritmo porque as dores no joelho tinham voltado.
O Ribeirão que segue quase paralelo à trilha é o do Peixe e quando precisei cruzá-lo para direita por entre muitas pedras, resolvi me refrescar.
| Vale do Travessão chegando |
Agora é só descida e com vários trechos de cascalho, afloramentos rochosos e muita vegetação arbustiva, tendo que diminuir o ritmo porque as dores no joelho tinham voltado.
| Ribeirão do Peixe |
São 10h15min e fiquei alguns minutos com os pés e o joelho na água, que deram uma melhorada na dor, mas era temporária.
Até queria ficar mais tempo, porém ainda tinha um trecho de declive para depois seguir numa subida interminável.
Mochilas nas costas, retomo a pernada e mais à frente cruzo novamente o Rio do Peixe, seguindo agora pela margem esquerda dele.
Alguns mirantes à direita vão surgindo ao lado da trilha, sendo possível chegar em alguns poços e pequenas cachoeiras, descendo pelas pedras. Para quem dispõe de tempo, tem aproveitar.
O Rio vai ficando cada vez mais encachoeirado e segue na direção leste, rasgando o vale.
São 11h15min e quando cheguei na parte plana, que serve de divisor de águas, encontrei vários mirantes do Vale do Travessão e a minha vontade era ficar ai só contemplando aquele maravilhoso visual à leste. Suas escarpas, que descem suavemente do topo, impressionam.
Nesse ponto 2 rios seguem para bacias hidrográficas diferentes; pelo lado leste o Rio do Peixe é só mais um afluente do Rio Doce e pelo lado oeste o Riacho Capão da Mata é um afluente do Rio São Francisco.
Enquanto pelo lado leste o visual é maravilhoso, não se pode dizer o mesmo pelo lado oeste e até encontrei algumas trilhas que levam naquela direção, provavelmente a poções e cachoeiras.
Nessa parte plana é bem fácil identificar a continuação da trilha e iniciar a longa subida para sair daquele fundo de vale.
Até queria ficar mais tempo, porém ainda tinha um trecho de declive para depois seguir numa subida interminável.
Mochilas nas costas, retomo a pernada e mais à frente cruzo novamente o Rio do Peixe, seguindo agora pela margem esquerda dele.
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| Trilha ao lado do cânion |
O Rio vai ficando cada vez mais encachoeirado e segue na direção leste, rasgando o vale.
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| Vale do Travessão |
Nesse ponto 2 rios seguem para bacias hidrográficas diferentes; pelo lado leste o Rio do Peixe é só mais um afluente do Rio Doce e pelo lado oeste o Riacho Capão da Mata é um afluente do Rio São Francisco.
| Sem palavras |
Nessa parte plana é bem fácil identificar a continuação da trilha e iniciar a longa subida para sair daquele fundo de vale.
O aclive é constante por entre vegetação de arbustos com um trecho de mata à direita e um pequeno riacho à esquerda. Esse é um bom local para reabastecimento de água, já que a subida é muito cansativa, tendo um trecho final por entre muitas pedras.
| Subindo |
| Lapa dos Veados |
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| Pinturas rupestres |
Do lado esquerdo, na direção oeste, tem uma trilha demarcada que leva à algumas cachoeiras e poções Rio abaixo, finalizando num lugar conhecido como 2 Pontes, já na Rodovia.
Para quem tá sem água, esse é o lugar para se reabastecer num pequeno riacho alguns metros à frente, próximo da Lapa dos Veados, já que a partir daqui não encontrei água nesse trecho até a Portaria.
O caminho que vou seguindo é para o norte, com trilha demarcada por algumas estacas de madeira e marcações de pinturas nas pedras.
E fui ganhando altura com grande esforço, devido às dores no joelho, que voltaram.
A vegetação é de campos rupestres e o cenário vai se abrindo em todas as direções quando chego no alto da trilha, sendo possível visualizar a Portaria Alto Palácio e alguns trechos da Rodovia.
Daqui em diante sigo acompanhando uma cerca de arame à esquerda que é o limite do Parque Nacional, sendo que em alguns trechos ela vira uma autentica estrada de terra.
Às vezes ao lado da cerca ou se afastando dela, vou seguindo com grande esforço devido às dores, o que me faz repensar a continuidade da minha travessia. Mas só vou decidir ao chegar na Portaria.
Depois de cruzar pequenos vales e um longo trecho no plano, passo ao lado de uma Estação Meteorológica e a trilha vira repentinamente para direita, na direção da Portaria.
E pouco depois das 16h30min chego na Portaria Alto Palácio. Não encontro nenhum funcionário pelo local e somente alguns trabalhadores de uma construtora que estavam fazendo uma construção nos fundos do prédio.
Agora a dúvida cruel, continuar ou não a minha caminhada até a Lapinha?
O caminho que vou seguindo é para o norte, com trilha demarcada por algumas estacas de madeira e marcações de pinturas nas pedras.
| Subindo |
A vegetação é de campos rupestres e o cenário vai se abrindo em todas as direções quando chego no alto da trilha, sendo possível visualizar a Portaria Alto Palácio e alguns trechos da Rodovia.
Daqui em diante sigo acompanhando uma cerca de arame à esquerda que é o limite do Parque Nacional, sendo que em alguns trechos ela vira uma autentica estrada de terra.
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| Trilha ao lado da cerca |
Depois de cruzar pequenos vales e um longo trecho no plano, passo ao lado de uma Estação Meteorológica e a trilha vira repentinamente para direita, na direção da Portaria.
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| Estação Meteorológica |
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| Portaria Alto Palácio |
Até poderia seguir num ritmo bem lento e acampar em selvagem em algum lugar ao longo da trilha, porém as bolhas nos dedos do pé e as dores no joelho esquerdo me fizeram desistir.
Foi dolorido tomar essa decisão, mas o corpo já não é mais de um jovem que já tinha feito a Transmantiqueira (clique aqui) em 9 dias.
A Travessia do Espinhaço sempre estará aqui e em outro momento eu retorno para fazê-la por completo em melhores condições.
Esse trecho final totalizou 18,3 Km em pouco mais de 8 horas de caminhada e com certeza dá para fazer em bem menos tempo.
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| Para quem irá fazer no sentido inverso |
O total desde Altamira, chegou a mais de 50 Km com cargueira bem pesada para 1 semana de caminhada. Talvez se fosse com cargueira mais leve e uma bota que não me deixasse na mão, acho que conseguiria continuar a caminhada.
Se alguém realizar essa mesma travessia no sentido contrario, finalizando em Altamira, terá menos dificuldades, já que o aclive em um mesmo dia será menor.
Considero essa travessia tranquila, do ponto de vista da navegação, mas cansativa seguindo por trilhas demarcadas com muitas cachoeiras e poções. Valeu muito a pena.
Não terminei como tinha planejado, mas pelo menos finalizei uma das últimas trilhas clássicas que me restava fazer.
Já que tomei a decisão de voltar para casa, agora como sair dali.
Se alguém realizar essa mesma travessia no sentido contrario, finalizando em Altamira, terá menos dificuldades, já que o aclive em um mesmo dia será menor.
Considero essa travessia tranquila, do ponto de vista da navegação, mas cansativa seguindo por trilhas demarcadas com muitas cachoeiras e poções. Valeu muito a pena.
Não terminei como tinha planejado, mas pelo menos finalizei uma das últimas trilhas clássicas que me restava fazer.
Já que tomei a decisão de voltar para casa, agora como sair dali.
Logo começaria a escurecer e ia ser muito difícil conseguir uma carona. Fui para a Rodovia e consegui com o primeiro que parou: um caminhoneiro que estava seguindo para Conceição do Mato Dentro, chegando na Rodoviária da cidade pouco antes das 18:00 hrs e ali embarquei para Belo Horizonte no horário das 18h15min e de lá para São Paulo, chegando pela manhã do dia seguinte.
Dicas e informações úteis (Atualizado Maio/2026)
# Horários e itinerário do ônibus da linha 4882 (Terminal São Gabriel/Belo Horizonte – Nova União) da Transporte Coletivo Metropolitano de MG - (SEINFRA)
www.consultas.der.mg.gov.br
E digitar 4882.
# Ônibus circular Nova União x Distrito de Altamira: empresa Transtatão
# Mototáxi em Nova União se consegue no Bar do Isaac, junto ao Posto São Cristóvão - nesse local.
# Horários dos ônibus da Empresa Serro saindo de Conceição do Mato Dentro até Belo Horizonte, passando pela Portaria Alto Palácio.
# Para fazer essa travessia é necessário solicitar a Autorização do Parque Nacional, através do e-mail: parna.serradocipo@icmbio.gov.br
Ou pelo telefone: (31) 3718-7469.
# De acordo com o Parque os locais permitidos para acampamentos ao longo da travessia são apenas em 2 Abrigos: Casa dos Currais e na Casa de Tábuas.
# O Parque não permite acampar em outros locais que não seja nesses 2 Abrigos.
# Caminhada quase que na totalidade realizada sem áreas de sombra, por isso protetor solar e um chapéu de abas são itens obrigatórios.
# No trecho Casa dos Currais - Casa de Tábuas só encontrei água potável no início da caminhada.
Nos outros trechos há uma grande oferta de água potável nos riachos.
# Melhor época para se fazer essa travessia é no inverno, por ser um período seco, evitando com isso dias chuvosos, que seriam perigosos devido aos raios e rios que podem ficar muito cheios.
# Essa trilha possui algumas bifurcações que podem confundir e muitas delas estão demarcadas, por isso recomendo levar um arquivo de GPS confiável.
# Só encontrei sinal de telefonia celular da Vivo nas partes mais altas do trecho Casa dos Currais – Casa de Tábuas e próximo da portaria Alto Palácio.
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