7 de outubro de 2025

Volta completa da Ilha do Mel / Litoral do PR – Relato com dicas

Quando voltei da Chapada dos Veadeiros, onde fiquei por quase 1 semana, ainda tinha uns poucos dias restantes das minhas férias - para ser exato apenas 6 dias.
E até tinha planejado fazer a Trilha de Itupava, na Serra do Mar do Paraná e depois esticar até a Ilha do Mel para curtir uma praia num lugar isolado, mas quando voltei de Goiás o clima não estava ajudando, me obrigando a escolher outro lugar para caminhar.
E os lugares que vinham na minha cabeça e que nunca tinha feito eram sempre distantes de SP e não davam para encaixar nos dias restantes das minhas férias - vai que acontece algo né. 
Mantiqueira não queria porque já tinha feito mais de 20 trilhas diferentes por lá (nesse linke repetir caminhadas estava fora dos planos. 
Quer saber de uma coisa, vou fazer o contorno da Ilha do Mel, já que dá para fazer a caminhada em 2 dias e por ser próxima de SP, a logística era bem fácil. E com a vantagem de não haver uma burocracia para caminhar em volta dela; era chegar e caminhar sem problemas de alguém te proibir. Somente se atentar às marés, já que em alguns trechos da caminhada, ela pode se tornar um grande problema, estreitando ou até bloqueando a faixa de areia. 
O contorno da Ilha estava numa lista de caminhadas que algum dia pretendia fazer, mas minha intenção era fazê-la na época de verão, mas por circunstancias do clima, é o que tem pra hoje.
Já tinha feito outras caminhadas que contornam ilhas, como em Ilha Grande e Ilha Bela e sabia o que poderia me aguardar e os cuidados que deveria tomar.
Então só li alguns relatos, peguei alguns tracks no wikiloc e marquei a viagem sem muito planejamento. Só fiquei na dúvida onde me hospedar: vila de Nova Brasília ou da Praia das Encantadas, que são pontos de desembarque para barcos.
Aí tive que recorrer aos “universitários” e por causa da volta da ilha que eu iria fazer, cheguei a conclusão que a melhor opção era Nova Brasília, fazendo a reserva de uma pousada na ilha para 3 pernoites. 
Minha intenção era sair de SP durante a noite em direção a Curitiba para chegar no início da manhã, embarcando no primeiro ônibus para o Pontal do Sul e de lá seguir em barco até a Ilha, a tempo ainda de explorar a parte sul naquele mesmo dia. 
Por sorte os horários batiam e não tive problemas de logística. Só contava que o clima ajudasse.


Fotos acima, Gruta das Encantadas e a Praia Mar de Fora



Dividi as fotos em 2 álbuns:

Fotos do 1º  dia com contorno da parte sul da Ilha: clique aqui
Fotos do 2º dia com toda a parte norte da Ilha: clique aqui

Tracklog para GPS de toda a volta da ilha: clique aqui



Cerca de 90% da Ilha do Mel é considerada como unidade de conservação e toda a parte norte faz parte de uma Estação Ecológica, cujo objetivo é preservar áreas com ambientes naturais como manguezais, restingas, costões rochosos e mata atlântica. Também foi declarada como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO em 1999.
A Ilha não permite circulação de carros ou motos e para se deslocar entre as vilas e praias somente de bikes, barcos ou na caminhada mesmo. São três as vilas principais: Nova Brasília, Encantadas e a do Farol, onde se localizam restaurantes, mercados e a maior parte das opções de hospedagem, que se dividem em campings, pousadas simples e as pousadas mais sofisticadas com boa infraestrutura.
Ruas de areia
Considerada como um destino rústico, todas as vilas e praias são ligadas por trilhas ou pequenas ruas de areia e além das 
inúmeras praias, a Ilha possui poucas atrações turísticas e destaco apenas 3, cujos acessos são gratuitos:
- Gruta das Encantadas: na verdade é uma fenda que se formou devido a erosão marinha e avançou por cerca de 10 metros dentro do costão rochoso. Na maré alta e em épocas de ressaca, o mar avança para dentro da gruta, se tornando um local perigoso. Existem até algumas placas de advertência colocadas junto da entrada dela alertando sobre o perigo.
- Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres: construída no século XVIII, a fortaleza tinha o objetivo de proteger a entrada da baía de Paranaguá e a antiga vila, tendo sua infraestrutura preservada até hoje.
- Farol das Conchas: Localizado no alto de um morro, o farol pode ser acessado a partir da vila Nova Brasília, seguindo pela praia. Uma escadaria de pedras leva até o topo de onde se tem uma bela vista panorâmica e um pôr do Sol maravilhoso.

17 de setembro de 2025

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – Relato e dicas das trilhas dos Saltos e dos Cânions

Há muito tempo que venho tentando finalizar algumas travessias nos principais parques nacionais e sempre nas minhas férias tento incluir alguma na minha lista. 
E nas minhas férias do trabalho em 2025 escolhi a Chapada dos Veadeiros e por vários motivos: 
- a região é repleta de cachoeiras e de todos os tipos, então teria muitas opções, além das que existem no Parque Nacional.
- outro motivo foi a concessão do parque a uma empresa privada anos atrás e saber que melhorou muito a infraestrutura e o acolhimento aos visitantes, além do parque não obrigar a contratar monitores para as trilhas, pois todas elas são auto guiadas e muito bem sinalizadas com setas pintadas em pedras e totens, permitindo caminhar pelas trilhas até durante a noite - e o PN explora isso também.
- o parque nacional está relacionado numa lista entre os melhores do mundo e o primeiro no país para viagens ao ar livre por vários anos seguidos.
- no final de 2024 (nas férias do trabalho) escolhi Brasília para visitar os pontos turísticos por alguns dias e vi que os valores das passagens aéreas eram relativamente baixos (mesmo em alta temporada) e a logística para chegar no Parque da Chapada dos Veadeiros (que não fica muito longe dali) passava pela cidade e me pareceu ser bem fácil chegar lá.
Definido o lugar das minhas férias, até tentei visitar o lugar no final de 2024 (período de chuvas), mas na época de verão o parque proíbe a travessia que eu queria fazer (7 quedas) devido aos riscos de trombas d'água no Rio Preto, dificultando ou até impedindo que se cruze ele em certos trechos.
Meu planejamento era visitar o parque em 5 dias, sendo que nos 2 primeiros iria entrar e sair no mesmo dia, fazendo as trilhas do Salto num dia e dos Cânions em outro dia. E nos outros 3 dias a intenção era fazer a travessia das 7 quedas, pernoitando por 2 noites na área de camping oficial do parque.
Com alguns meses de antecedência, adquiri as passagens aéreas SP- Brasília por bons preços e com 1 semana antes da viagem comprei também as passagens de ônibus Brasília-Alto Paraiso de Goiás, cidade essa onde está localizado o Parque Nacional.
Nessa postagem vou relacionar informações, relato detalhado e a experiência dos primeiros 2 dias no parque e em outra postagem coloco os detalhes da travessia das 7 quedas feita em 3 dias.  

Fotos acima de poções, cachoeiras e cânions ao longo do Rio Preto no interior do Parque Nacional


Fotos da Trilha dos Saltos: clique aqui

Fotos da Trilha dos Cânions: clique aqui

Tracklog da Trilha dos Saltos: clique aqui

Tracklog da Trilha dos Cânions: clique aqui



Localizada no cerrado, a Chapada dos Veadeiros é repleta de cachoeiras, cânions e poços em meio a rios de águas transparentes. 
A região é muito famosa pelos cristais, pois está localizada sobre uma imensa placa de quartzo e segundo os místicos esse mineral emana uma energia positiva, que é vista como propícia para meditação e o autoconhecimento, levando diversos grupos espirituais a se deslocarem para o lugar. 
E claro, surgem muitos relatos de avistamento de ovnis nas conversas com os locais, mas eu só estava a fim de fazer algumas caminhadas.
E.T. na Vila de São Jorge
Os principais pontos turísticos da Chapada estão tanto no interior do Parque Nacional quanto em propriedades particulares, onde é cobrado acesso e a principal cidade é Alto Paraiso de Goiás juntamente com a Vila de São Jorge. Porém para se chegar nas cachoeiras, poços e outras atrações fora do circuito do Parque Nacional a logística é complicada, exigindo o uso de veículos. Mas como minha intenção era somente visitar o Parque, a locação de um veiculo era desnecessária. E também o fato de que a Vila de São Jorge (onde ficaria hospedado) está a cerca de 20 minutos de caminhada até a portaria.

16 de setembro de 2025

Travessia das Sete Quedas – Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros/Goiás - Relato e algumas dicas

Nos últimos anos, sempre nas minhas férias do trabalho, tento incluir uma travessia em algum parque nacional. Já fiz a da Serra do Cipó, Lençóis Maranhenses, Chapada Diamantina, Caparaó e algumas outras em parques estaduais.
Mas foram tantos anos sem fazer caminhadas longas em parques que só agora tô tirando todo o atraso.
E ao longo de 2024 e 2025 fui pesquisando caminhadas em vários parques nacionais e pela logística, infraestrutura e atrações escolhi a travessia das Sete Quedas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV) para Julho de 2025 com direito a acampamento por 2 dias. 
Lendo alguns relatos e esse track da travessia fiquei sabendo que além da área para barracas, o parque também oferece a opção de uso das redes, com ganchos disponíveis numa área coberta, fato confirmado pelo Parque Nacional. 
Então cheguei a conclusão que valia a pena levar a rede para diminuir o peso da mochila.
Até tentei marcar essa caminhada para o final de 2024, mas o parque proíbe a travessia na época de verão, devido aos riscos de trombas d'água no Rio Preto. 
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no estado de Goiás e toda a região faz parte do cerrado, que se caracteriza pela vegetação de árvores baixas com troncos retorcidos e predominância de campos de savana e gramíneas, além do clima seco. 
Ele foi criado na década de 60 e a travessia foi aberta oficialmente ao público em 2013, oferecendo a possibilidade de pernoitar na área do camping Sete Quedas, ao lado do Rio Preto.
Mas como é um parque distante da cidade de São Paulo, me obrigando a seguir de avião até Brasília, seria desperdício de tempo viajar até lá só para fazer essa travessia de pouco mais de 23 Km, que pode ser feita em 1, 2 ou até 3 dias, se for usar área do camping. 
Então incluí também outras trilhas dentro do parque que daria para fazer em 2 dias e com isso a trip já ficava em quase 1 semana, tempo mais que o suficiente para fazer todas as trilhas de 1 dia, para depois fazer a travessia das Sete Quedas, sem pressa.


Fotos acima da Cachoeira Sete Quedas e o pôr do Sol

Fotos dessa travessia: clique aqui

Tracklog da caminhada: clique aqui


Para as caminhadas de 1 dia no Parque fiz da seguinte forma: Trilha dos Saltos num único dia incluindo mirante dos Saltos, Carrossel e as Corredeiras. Já no segundo dia fiz a Trilha dos Cânions, incluindo a Cachoeira das Cariocas e os Cânions I e II nesse relato (clique aqui).
Chegando no Parque
Já para a travessia minha intenção era fazê-la em 3 dias, ficando 2 noites no camping das Sete Quedas e dividindo a caminhada em 2 trechos, sendo um de 17 Km da portaria do Parque até o camping e depois mais 6 Km até a Rodovia, passando por áreas de vegetação de cerrado intocadas e diferentes formações rochosas, tendo também como atração o Rio Preto com seus inúmeros poções e corredeiras e a Cachoeira das Sete Quedas, ao lado do camping.
Início de todas as trilhas
De acordo com o site do parque, essa travessia só é aberta ao público entre Junho a Novembro, por ser um período de clima seco e sem chuvas, além da obrigatoriedade de agendamento prévio, fazendo a reserva e pagamento das taxas com antecedência para que se tenha um controle da quantidade de pessoas que irão pernoitar no camping, já que existe um limite. 
O percurso de 23 Km pode ser considerado de nível moderado devido a exposição ao Sol em todo o trajeto, tornando a trilha muito cansativa, mas que não apresenta grandes dificuldades devido a caminhada ser quase toda ela no plano. 
Setas de sinalização
É uma trilha auto guiada (isto é, não é necessário acompanhamento de um guia) e muito bem sinalizada com setas laranjas pintadas em rochas ou totens de madeira que são encontrados ao longo do trajeto. 
Um item importante a se destacar é a logística no final da travessia, junto a Rodovia GO-239, já que o ônibus circular só passa em um único horário, no início da manhã ou durante a noite no sentido inverso. Uma das opções é tentar carona ou algum resgate que leve de volta para Vila de São Jorge ou Alto Paraíso. Ou até seguir na caminhada pelo acostamento da Rodovia por 12 Km até São Jorge, se ainda tiver folego.

4 de setembro de 2025

Jericoacoara/Ceará – Como chegar e dicas e roteiros dos melhores passeios

Sempre que eu lia sobre Jericoacoara, vinha na minha cabeça um lugar muito caro com dunas lindíssimas, belas praias e muitas lagoas com infraestrutura voltada somente para os endinheirados. Depois de visitar a Vila por 5 dias posso dizer que tem sim pousadas e hotéis que são verdadeiros resorts e restaurantes com preços bem elevados, mas é possível encontrar hospedagem, alimentação e passeios com bons preços, planejando com antecedencia. 

O que não tem como escapar é a logística complicada para chegar lá, já que o lugar é bem remoto e acessos somente por veículos 4x4. Para quem conhece o litoral da Bahia, Jericoacoara é bem semelhante a Caraíva ou Itacaré, com suas ruas de areia e aquele ar de rusticidade, assim como no interior de muitas lojas e restaurantes que também não possuem piso. É uma vila que eu chamaria de hippie chique e devido a área de Jeri pertencer ao Parque Nacional felizmente não virou alvo de especulação imobiliária.

O que chama atenção é que em quase toda a Vila você só encontra lojas, restaurantes, hotéis, pousadas, pequenos mercados voltados somente para o turista e nenhuma residência. Só uma ou outra longe da parte turística. Um dos guias que nos levou para os passeios disse que aluguel é extremamente alto e quase todos os trabalhadores das pousadas e do comércio vêm de Jijoca. Na verdade até vimos quartos nos fundos de um restaurante, que me pareceram serem usados apenas por funcionários do local.

Eu considero um lugar para você se desligar do dia a dia, da rotina, da correria das grandes cidades. É para renovar as energias, mas para quem curte baladas, festas e musica ao vivo na praia também é possível encontrar isso por lá na alta temporada de verão e do meio do ano. Conhecida mais pelo nome de Jeri, a Vila possui muitas opções de passeios por dunas, lagoas de água doce, praias, beach clubs e paisagens que você só encontra por lá. 

Localizada a cerca de 300 Km de Fortaleza, a Vila pertence ao município de Jijoca de Jericoacoara, possuindo um aeroporto próximo, que é a opção natural para quem não quer passar pela capital cearense. 


Nas fotos acima, ruas da Vila com praia ao fundo, dunas de Barrinha e a Lagoa Amâncio com suas dunas  

Fotos: clique aqui 

Arquivo de GPS da Pedra Furada: clique aqui


Com vários meses de antecedência eu e minha namorada começamos a pesquisar passagens aéreas e hospedagem para Julho e chegamos a conclusão que valia a pena ficar umas 2 semanas entre Jericoacoara e Fortaleza. E analisando melhor as opções de horários, preços e logística das passagens aéreas, escolhemos passar primeiramente por Jeri e depois seguir para Fortaleza (nesse relato) e de lá retornando para SP. 

Aeroporto de Jericoacoara

Passagens aéreas compradas, agora fui atrás da hospedagem. Pesquisando no Booking e no Google Maps fechamos com uma pousada por 5 dias e deu para fazer todos os passeios planejados e sem gastar muito. 

Nosso roteiro foi:

Dia 1: Chegada no início da tarde em Jeri + trilha da Pedra Furada com pôr do Sol + passeio pela Vila

Dia 2: Passeio pelo Lado Leste

Dia 3: Passeio pelo Lado Oeste

Dia 4: Passeio Extremo Leste – Barrinha

Dia 5: Viagem para Fortaleza - Clique aqui


Quantos dias ficar em Jericoacoara? 

Para aproveitar as atrações naturais e passeios que as agencias fazem na região de Jeri o ideal é no mínimo 4 a 5 dias. Os 3 principais passeios (Leste, Oeste e Barrinha) são distantes da Vila e duram o dia todo, então quando retornávamos à Vila, já estávamos bem cansados para emendar em outro.

Jericoacoara ao fundo rodeado de dunas

3 de setembro de 2025

Fortaleza/Ceará: Relato de 9 dias de passeios

Para quem visita Fortaleza, creio que a grande maioria quer conhecer as praias, tanto da capital quanto as mais afastadas, localizadas em outros municípios. E infelizmente são poucas as praias urbanas que são propícias para turistas. E essas permitem também um passeio pela orla ou só desfrutar do pôr do Sol.
Já nos arredores de Fortaleza são muitas praias e de todos os tipos que podem ser conhecidas de 3 formas:
- Com as agencias turísticas e são dezenas dela na cidade. Algumas com escritórios dentro dos hotéis ou com stands nos calçadões da Praia de Iracema e Meireles, além das que podem ser encontradas em pesquisas pela internet. 
- Usando veículos próprios (de locadoras). A vantagem é que se pode criar um roteiro do jeito que achar melhor, além de oferecer uma certa liberdade na programação, visitando até lugares que as agencias não levam. 
- E por último de transporte público. Até dá para chegar também, mas dependendo da praia a ser visitada, a oferta de ônibus é reduzida e muitas vezes um pouco demorada. 
Para quem vai se hospedar em pousadas ou hotéis, eles também oferecem sugestões de agencias ou guias confiáveis. Os passeios são de bate volta, pegando os hospedes nas pousadas e hotéis pela manhã e retornando no final da tarde. E foi assim que fizemos alguns passeios por praias distantes, sendo que um deles usamos o transporte público.
Nos 9 dias que eu e minha namorada ficamos em Fortaleza realizamos inúmeros passeios pelas praias e conhecemos também alguns pontos turísticos da cidade, além de visitar o Beach Park por 2 dias.
O relato abaixo é sobre o que vale a pena conhecer, quantos dias ficar na cidade, a experiência dos passeios, boas opções de hospedagem e alimentação, além do que evitar na cidade.


Nas fotos acima, falésias de Canoa Quebrada, a orla de Fortaleza e o Beach Park

Fotos: clique aqui 



Hospedagem
Quando eu e minha namorada escolhemos o Ceará para aproveitar as férias de Julho, chegamos a conclusão que tínhamos que ficar pelo menos 2 semanas entre Jericoacoara e Fortaleza. 
O relato de Jeri está nesse link (clique aqui). 
Já em Fortaleza eram muitas opções de passeios, por isso ficamos por 9 dias na cidade. 
Hotel Casa de Praia
E na pesquisa da hospedagem nossa escolha era ficar entre as Praias de Iracema e Meireles, devido a grande oferta de hotéis e pousadas para todos os tipos de bolsos e gostos e acesso fácil a alguns pontos turísticos e a bons restaurantes. Depois de muita pesquisa e leitura de muitas avaliações em sites de hospedagem, escolhemos o Hotel Casa de Praia, em Iracema, bem próximo da Avenida Beira Mar com muitas lojas e bares, sendo uma ótima escolha.

Quantos dias ficar em Fortaleza
Nosso roteiro de 9 dias pela cidade foi dividido da seguinte forma.

10 de fevereiro de 2025

Pico Mitra do Bispo - Alagoa/MG - Relato com dicas de como chegar ao topo

Assim que retornei da longa caminhada no litoral sul da Bahia (neste relato) não queria ver praias por um bom tempo e só queria mesmo fazer alguma trilha leve e curta, que tivesse um belo visual e emendando com algum passeio turístico. E que não fosse muito longe de SP.
Tirando Serra do Mar e partes da Serra da Mantiqueira com Serra Fina, Itatiaia, Monte Verde, Papagaio e arredores não sobrava muita opção. Serra do Cipó tinha feito a poucos meses atrás e repetir caminhadas estava totalmente fora dos planos
Lembro que ao fazer a Travessia da Serra do Papagaio dava para ver em vários trechos dela um pico com um formato pontiagudo bem ao sul, na região da cidade de Alagoa/MG. Nem sabia qual era o nome e depois de pesquisas na época descobri que se chamava Pico Mitra do Bispo e nunca me interessei por conhecer o lugar, já que chegar em Alagoa não era fácil, devido às condições da estrada de acesso e para piorar também não existia transporte público. 
E antes de fazer o trekking do Descobrimento na Bahia, nas férias de 2024, tinha que deixar todas as caminhadas planejadas e assim comecei a pesquisar sobre esse pico e como eram os acessos.
Pelo menos a estrada saindo de Itamonte até Alagoa já estava toda pavimentada com bloquetes de concreto e encontrei arquivos de GPS da trilha que leva ao topo do pico. 
Minha intenção era se hospedar na cidade e fazer a Mitra do Bispo num bate e volta no mesmo dia, já que a trilha era 
demarcada, com pouco menos de 4 Km e nível relativamente moderado.
O problema foi conseguir uma janela do tempo que não estivesse chovendo e tive que adiar por 3 dias o início da viagem até Alagoa e quando o clima melhorou prometendo dias de Sol nos próximos dias na região de Alagoa, peguei o meu carro e tomei a estrada.


Nas fotos acima Mitra do Bispo vista da cidade e o visual do topo


Fotos dessa caminhada: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui


Tive que acordar por volta das 06:00 hrs numa quinta feira e depois de um belo café da manhã peguei um transito bem tranquilo pela Via Dutra. O caminho que segui foi subindo pela Garganta do Embaú para cruzar a divisa SP/MG, em seguida Passa Quatro e Itanhandu para chegar em Itamonte as 10:00hrs. Depois de abastecer na cidade foi bem fácil encontrar o caminho até Alagoa. A estrada possui trechos de asfalto precisando de manutenção e blocos de concreto como pavimento recém colocados.
Alagoa
E por volta das 11:00 hrs vou adentrando as ruas do centro de Alagoa indo direto para Pousada que já tinha reservado.
A cidade é conhecida como a terra do queijo tipo parmesão produzido de forma artesanal nos vários sítios e fazendas da região, inclusive tendo algumas lojas na cidade que são especializadas na venda desse tipo de queijo e de outros produtos.
Depois de conversar com a proprietária, deixo minhas coisas na pousada e segui direto para a trilha.
Coloquei no GPS do celular a Mitra do Bispo e o Google Maps me indicou uma rota de 20 minutos até o início da trilha, passando por um bairro chamado Corguinho.

3 de fevereiro de 2025

Trekking Rota do Descobrimento - Prado x Porto Seguro/Bahia - Relato com dicas e informações uteis

Com 2 meses de férias para tirar no final de 2024 (novembro e dezembro) tinha planejado viagens com a família, mas queria também conciliar com algumas caminhadas e a primeira coisa foi ligar no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros para me informar sobre as trilhas e se estavam liberadas no final do ano, mas infelizmente as travessias não eram permitidas no verão, somente na época seca. Uma pena porque esse é um lugar que tá na minha lista a muitos anos, mas nunca dá certo fazer.

E aí pensei, verão tem a ver com praia né. E lá fui eu atrás de opções de caminhadas longas pelas praias. Na pesquisa apareceram muitas pelo litoral e uma delas eu conheci um pequeno trecho, quando viajei por alguns dias para Porto Seguro, na Bahia.
É a Rota do Descobrimento, também conhecida como Trekking da Costa do Descobrimento, que se inicia em Prado e finaliza em Porto Seguro.
É uma caminhada de mais de 120 Km, inteiramente feita pela areia das praias, com pequenos trechos pelo topo de algumas falésias. Para quem gosta de praia, é um prato cheio e foi essa que escolhi.

Fiquei alguns dias pesquisando vários sites de viagens, mas com menos de 1 mês não seria fácil adquirir passagens aéreas por um bom preço e ainda teria de despachar a mochila por causa da barraca. Preferi não arriscar esperando o preço abaixar e escolhi ir de ônibus mesmo.

Depois de estudar tracklogs e ler alguns poucos relatos, elaborei o planejamento da travessia para ser feita em 7 dias, de acordo com as vilas e praias ao longo do percurso onde iria me hospedar (acrescentei 2 dias a mais para ter uma segurança). A caminhada se iniciou em Prado e terminou em Porto Seguro, próximo ao centro histórico da cidade. Para ser mais exato, junto ao Marco do Descobrimento.



Nas fotos acima: Muitas falésias e piscinas naturais ao longo da caminhada


Fotos - dividi em 2 álbuns - Prado x Praia do Espelho: clique aqui

                              Praia do Espelho x Porto Seguro: clique aqui

      
Tracklog para GPS: clique aqui



Fiz essa caminhada entre Novembro e Dezembro e não encontrei ninguém ao longo da caminhada. 

E muito menos nos campings que passei. Em plena alta temporada e ninguém caminhando por lá?
Conversando com proprietários dos respectivos campings, aparentemente recebiam somente pessoas de agencias que organizavam essa travessia. Uma rápida pesquisa na internet e surgem muitos anúncios com preços em torno de $3500 sem incluir passagens aéreas - um exagero e com menos dias de caminhada.

Pode parecer monótono caminhar pela areia de muitas praias, porém em mais de 120 Km era uma diferente da outra.
Enormes falésias, restingas, muita vegetação, praias preservadas e literalmente desertas, praias de águas mornas e transparentes, piscinas naturais, muitos recifes de corais, áreas de manguezais e travessias de rios. Uma natureza esplêndida. Sem dúvida nenhuma 
uma das caminhadas mais fantásticas que já fiz. 

Descansando embaixo de uma amendoeira com piscinas naturais ao fundo
Pode ser considerada também um trekking pela história já que no segundo dia, no trecho Cumuruxatiba-Corumbau, cruzei a foz do Rio Cahy, que é conhecido como primeiro ponto onde os portugueses avistaram o Monte Pascoal antes de aportarem em Coroa Vermelha, Porto Seguro. 

Por isso o local é considerado como a 1ª praia brasileira e junto da falésia tem uma réplica da cruz de madeira e uma enorme placa comemorativa com um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha (clique aqui e leia o texto).