Resolvi escolher a Pedra da Bacia, na Serra da Bocaina que também é conhecida como Pedra Alta.
Como eu já tinha feito a travessia tradicional da Serra da Bocaina - a Trilha do Ouro - já sabia como era o ambiente.
A subida até a Pedra da Bacia é uma caminhada bem cansativa, mas com trilha demarcada, de fácil navegação e com um belo visual do topo, além de não ser tão longe de São Paulo, podendo ser feita em um fim de semana.
Só tinha um problema, a logística.
Foto acima no topo da Pedra da Bacia tendo o vale do Rio Formoso, por onde caminhei, ao fundo
Pela trilha ter início no Bairro Formoso, em São José do Barreiro, os horários de ônibus saindo de São Paulo são ingratos e ainda me obrigando a fazer conexão em Guaratinguetá.
Teria de encaixar perfeitamente os horários tanto na ida como na volta para não perder muito tempo nessa logistica e eu não estava a fim de ficar esperando por horas e por isso resolvi ir de carro mesmo.
A subida até a Pedra da Bacia é uma caminhada bem cansativa, mas com trilha demarcada, de fácil navegação e com um belo visual do topo, além de não ser tão longe de São Paulo, podendo ser feita em um fim de semana.
Só tinha um problema, a logística.
Foto acima no topo da Pedra da Bacia tendo o vale do Rio Formoso, por onde caminhei, ao fundo
Fotos dessa caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui
Pela trilha ter início no Bairro Formoso, em São José do Barreiro, os horários de ônibus saindo de São Paulo são ingratos e ainda me obrigando a fazer conexão em Guaratinguetá.
Teria de encaixar perfeitamente os horários tanto na ida como na volta para não perder muito tempo nessa logistica e eu não estava a fim de ficar esperando por horas e por isso resolvi ir de carro mesmo.
Outro detalhe que eu tinha de resolver era a hospedagem no Bairro Formoso e até consegui um no Bairro mesmo, mas aparentemente se fechou.
Existem muitas outras opções de hospedagem na cidade de São José do Barreiro, mas que ficam um pouco longe do início da caminhada.
Escolhi o Bairro Formoso porque minha intenção era deixar o carro estacionado por lá, enquanto eu estivesse acampando no topo da Pedra da Bacia.
E numa Sexta-feira saí no início da tarde de SP e segui para São José do Barreiro pela Via Dutra, passando por Queluz e Areias até chegar na cidade por volta das 20h30min, mas ainda restavam quase 10 Km até o Bairro, seguindo pela mesma Rodovia e 10 minutos depois chegava na Pousada.
Depois de uma noite tranquila, acordei às 06h30min e tomado o café da manhã deixei a Pousada às 07h20min em direção ao topo da Pedra da Bacia.
Lendo as anotações do relato do Sérgio Beck, volto uns 500 metros pelo asfalto e depois de cruzar a ponte sobre o Rio Formoso, deixo o asfalto e sigo por uma estrada de terra (Estrada do Barão) à esquerda, com placas apontando Cachoeirão, Fazenda da Barra e Cachoeira da Mata.
A altitude aqui é de pouco menos de 500 metros e vou ter de chegar até o alto da serra, no selado que divide a crista na altitude de pouco mais de 1600 metros.
| Pousada onde fiquei, na entrada do Bairro |
Depois de uma noite tranquila, acordei às 06h30min e tomado o café da manhã deixei a Pousada às 07h20min em direção ao topo da Pedra da Bacia.
Lendo as anotações do relato do Sérgio Beck, volto uns 500 metros pelo asfalto e depois de cruzar a ponte sobre o Rio Formoso, deixo o asfalto e sigo por uma estrada de terra (Estrada do Barão) à esquerda, com placas apontando Cachoeirão, Fazenda da Barra e Cachoeira da Mata.
| Subindo pela estrada |
Nesse trecho inicial sigo no plano por um bom tempo e com declividade bem suave, sempre tendo o Rio Formoso do lado esquerdo.
Vou passando por algumas sedes de fazendas com o Sol não dando trégua e às 08:00 hrs chego no acesso ao Cachoeirão, que na volta penso em aproveitar.
Vou passando por algumas sedes de fazendas com o Sol não dando trégua e às 08:00 hrs chego no acesso ao Cachoeirão, que na volta penso em aproveitar.
Uns 5 minutos depois passo ao lado da Fazenda Catadupa, considerada histórica, já que é um casarão que foi construído na época áurea do café.
Às 08h30min chego na entrada da Pousada Fazenda da Barra, outro casarão histórico e às 08h40min cruzo o Rio Formoso para o lado esquerdo e logo à frente sigo na bifurcação da direita, onde a placa aponta Bairro Bocaininha (se fosse seguir em frente chegaria na Pedra Redonda e o Centro Budista).
Daqui em diante o Rio Formoso segue à direita e no meio da mata ciliar tem a Cachoeira da Mata, mas prefiro seguir em frente.
| Pedra da Bacia ao fundo |
Daqui em diante o Rio Formoso segue à direita e no meio da mata ciliar tem a Cachoeira da Mata, mas prefiro seguir em frente.
A estrada segue na direção do selado bem ao fundo, onde ainda vou cruzar para o outro lado já com a Pedra da Bacia vista à direita no ponto mais alto.
A declividade vai aumentando e vou cruzando com vários bois e vacas, que nem se importam com minha passagem, mas eu é que sinto um pouco de medo.
Depois de cruzar várias porteiras, cercas de arame e mata burros quase que na sequência, paro para descansar embaixo de uma árvore junto da estrada e nesse momento surge uma picape Toyota azul (Sr. Pérsio) que me oferece carona.
Se eu continuasse a pé por mais uns 5 minutos passaria ao lado do acesso à última casa à direita, onde a energia elétrica chega.
Aqui a estrada está um pouco apagada e vai contornando a casa pela esquerda até voltar a ficar mais demarcada um pouco mais a frente.
Segui de carona por cerca de 1,5 Km e depois que o veiculo saiu da estrada principal numa bifurcação para a direita, na direção de um pequeno sitio, desço e aqui sigo o resto da subida à pé.
Foram pouco menos de 10 minutos de carona, mas que economizaram uns 30 minutos de caminhada e ajudaram, porque o Sol estava muito forte.
Sr. Pérsio me deixou na altitude de + - 1350 metros às 10h25min e daqui vou subindo pela estrada por alguns minutos até que ela subitamente se nivela e segue na direção de um descampado com inúmeros blocos de pedras à direita, mas antes de descer até lá, procuro na encosta à esquerda o início da trilha.
Chego nessa parte plana da estrada às 10h50min e a trilha na encosta é bem fácil de identificar, já que ela está bem demarcada e o lugar tá em + -1450 metros de altitude.
Já subindo pela trilha, vou por dentro da mata quase em zig zags deixando o vale para trás e do lado direito no alto do morro vejo os blocos que marcam o topo da Pedra da Bacia.
Pela trilha encontro inúmeras voçorocas e estrumes de animais, confirmando que o lugar ainda é passagem de vários animais e às 11h20min chego no selado que marca o topo da crista que divide os dois vales à nordeste e à sudoeste.
A altitude aqui é de pouco mais de 1600 metros e um belo gramado é um convite para um descanso.
Uma cerca de arame cruza a trilha e segue pelo aceiro na direção do topo à esquerda, que é o limite da Fazenda Bonito, marcado por uma placa de madeira bem antiga.
Depois de cruzar a cerca, sigo pela mata numa trilha bem larga por uns 20 minutos passando por algumas nascentes e às 11h45min saio em campo aberto, junto de uma encosta à esquerda.
Olhando na direção sudoeste visualizo ao longe uma cerca de arame farpado que sai do fundo do vale e segue para crista da direita e é lá que terei de chegar.
Uns 2 minutos depois de sair da mata, vejo uma enorme araucária morta no arvoredo abaixo e com a trilha principal tendendo à esquerda pela encosta, sou obrigado a abandoná-la e seguir na direção das arvores abaixo.
Vou descendo até chegar ao lado de duas grandes araucárias juntas, mas que na verdade é apenas uma só.
Daqui segue uma trilha ao lado da pequena mata ciliar, na direção sul cruzando um pequeno riacho para depois sair em campo aberto novamente.
Bordejando a encosta da esquerda, sigo pela trilha por uns 15 minutos até descer na direção do Rio Ponte Alta que está no fundo do vale à direita.
Esse é o último ponto de água e aqui encho os cantis e para cruzar o rio é quase necessário tirar as botas, mas encontro alguns troncos de árvores que ajudam na travessia e com isso nem preciso molhar os pés.
A declividade vai aumentando e vou cruzando com vários bois e vacas, que nem se importam com minha passagem, mas eu é que sinto um pouco de medo.
| Crista da Pedra ao fundo |
| Pedra logo ali |
Aqui a estrada está um pouco apagada e vai contornando a casa pela esquerda até voltar a ficar mais demarcada um pouco mais a frente.
Segui de carona por cerca de 1,5 Km e depois que o veiculo saiu da estrada principal numa bifurcação para a direita, na direção de um pequeno sitio, desço e aqui sigo o resto da subida à pé.
| Vale do Rio Formoso |
Sr. Pérsio me deixou na altitude de + - 1350 metros às 10h25min e daqui vou subindo pela estrada por alguns minutos até que ela subitamente se nivela e segue na direção de um descampado com inúmeros blocos de pedras à direita, mas antes de descer até lá, procuro na encosta à esquerda o início da trilha.
Chego nessa parte plana da estrada às 10h50min e a trilha na encosta é bem fácil de identificar, já que ela está bem demarcada e o lugar tá em + -1450 metros de altitude.
| Cruzando a crista |
Pela trilha encontro inúmeras voçorocas e estrumes de animais, confirmando que o lugar ainda é passagem de vários animais e às 11h20min chego no selado que marca o topo da crista que divide os dois vales à nordeste e à sudoeste.
A altitude aqui é de pouco mais de 1600 metros e um belo gramado é um convite para um descanso.
Uma cerca de arame cruza a trilha e segue pelo aceiro na direção do topo à esquerda, que é o limite da Fazenda Bonito, marcado por uma placa de madeira bem antiga.
| Trilha pelo descampado |
| Seguindo pela encosta |
Uns 2 minutos depois de sair da mata, vejo uma enorme araucária morta no arvoredo abaixo e com a trilha principal tendendo à esquerda pela encosta, sou obrigado a abandoná-la e seguir na direção das arvores abaixo.
Vou descendo até chegar ao lado de duas grandes araucárias juntas, mas que na verdade é apenas uma só.
| Trilha demarcada |
Bordejando a encosta da esquerda, sigo pela trilha por uns 15 minutos até descer na direção do Rio Ponte Alta que está no fundo do vale à direita.
Esse é o último ponto de água e aqui encho os cantis e para cruzar o rio é quase necessário tirar as botas, mas encontro alguns troncos de árvores que ajudam na travessia e com isso nem preciso molhar os pés.
Já do outro lado do rio a continuação da trilha é na direção sudoeste, passando por uma área de brejo para logo emergir em campo aberto.
Daqui são quase 300 metros até a crista e vou subindo a encosta por trilhas de vacas até cruzar uma antiga estrada que segue até próximo da portaria do Parque Nacional da Serra da Bocaina, à esquerda e nesse ponto da trilha encontrei um cavalo perdido próximo à cerca de arame.
A encosta vai ficando mais íngreme e vou seguindo quase em zig zag tendendo para esquerda até chegar na cerca de arame, onde existe uma trilha bem larga e que me leva até o topo da crista.
É uma subida bastante íngreme e nos trechos mais complicados vou segurando na cerca para ganhar altitude.
Nesse trecho o joelho direito começa a doer e vou tendo que parar em vários momentos.
É..........a máquina começa a dar sinais de fadiga e graças a Deus que foi a última caminhada das minhas férias.
Sou obrigado a abrir a caixa de 1º socorros e tomar alguns Dorflex, que só fazem efeito quando já estou próximo do topo da Pedra da Bacia.
Demorando mais que o normal por causa das dores, chego ao topo da crista às 13h30min e aqui a cerca de arame vira bruscamente para a direita na direção nordeste.
# Na carta topográfica essa Pedra tem uma altitude de 2095 metros, mas no altímetro chegou a pouco menos de 2000 metros.
# O retorno dessa Pedra têm 2 opções:
- a 1ª é voltar para o mesmo Bairro Formoso;
- a 2ª é seguir até a Pousada Recanto da Floresta e de lá descer até São José do Barreiro (com resgate contratado) ou quem sabe até emendar com a Trilha do Ouro, já com a autorização em mãos é claro.
# Essa caminhada é relativamente fácil, mas muito cansativa e para quem não tem uma certa experiencia, pode nem conseguir finalizar em 1 dia até o topo.
Muita atenção com algumas bifurcações que surgem no trecho antes de chegar na subida pela cerca de arame.
# Para quem vem de carro, outras opções são deixá-los na Fazenda da Barra ou na RPPN Fazenda Catadupa. Com isso vai te economizar um longo trecho desde o Bairro.
# Água de qualidade só fui encontrar já próximo da divisa do selado. Dali para frente pode ficar tranquilo, pois em vários momentos a trilha cruza com riachos.
Na crista, onde está a Pedra, não tem água. Traga do riacho no fundo do vale.
# Protetor solar é obrigatório, pois a maior parte da subida é sempre em campo aberto.
# Dois anos depois voltei à Serra da Bocaina para fazer uma outra travessia, mas essa que segue de oeste a leste cruzando o Parque Nacional. Um trecho dela é conhecido como Trilha do Rio Guaripu.
| Cerca de arame do Parque Nacional da Serra da Bocaina |
A encosta vai ficando mais íngreme e vou seguindo quase em zig zag tendendo para esquerda até chegar na cerca de arame, onde existe uma trilha bem larga e que me leva até o topo da crista.
É uma subida bastante íngreme e nos trechos mais complicados vou segurando na cerca para ganhar altitude.
| Parada para descanso |
É..........a máquina começa a dar sinais de fadiga e graças a Deus que foi a última caminhada das minhas férias.
Sou obrigado a abrir a caixa de 1º socorros e tomar alguns Dorflex, que só fazem efeito quando já estou próximo do topo da Pedra da Bacia.
Demorando mais que o normal por causa das dores, chego ao topo da crista às 13h30min e aqui a cerca de arame vira bruscamente para a direita na direção nordeste.
À esquerda, o Pico do Tira Chapéu emerge no horizonte, sendo bem fácil identificá-lo, pois é o mais alto de toda a Serra da Bocaina.
Na direção oeste, no fundo do vale, aparece uma parte da Pousada Recanto da Floresta que é a base da agencia de ecoturismo MW Trekking, que é muito conhecida na região e uma trilha segue na direção dela.
Seguindo para a direita, pelo aceiro da cerca de arame, vou subindo por alguns aclives suaves, sempre pela crista e pouco depois das 14:00 hrs saio para a esquerda quando a cerca entra na mata à direita.
Seguindo pelo pasto ralo na direção leste, uns 5 minutos depois a trilha entra na mata fechada e sigo por uns 20 minutos nesse trecho, passando por um descampado até chegar em uma enorme rocha, ao lado da trilha, às 14h35min.
O lugar é bom para um bivaque, mas apertado e sem espaço para uma barraca, a não ser que seja bem pequena.
Deixo minha mochila aqui e vou até o topo dessa pedra, que não é a Pedra da Bacia.
Quando estou em cima dela, ouço risadas de pessoas próximas e depois de alguns clics desço até a base e sigo pela trilha por alguns metros até chegar na outra Pedra, esta sim a da Bacia.
Aqui tem um casal que está apreciando a vista e dizem que estão hospedados na Pousada Recanto da Floresta e vieram por uma trilha bem demarcada que sai da Pousada, mas não ficam muito tempo aqui e logo descem.
Explorando o topo, vejo que ele se estende por uns 15 metros, mas é bem estreito.
O visual daqui é quase 360º, só na direção sudoeste é que a mata obstrui a visão.
| Limites do Parque Nacional |
Seguindo para a direita, pelo aceiro da cerca de arame, vou subindo por alguns aclives suaves, sempre pela crista e pouco depois das 14:00 hrs saio para a esquerda quando a cerca entra na mata à direita.
Seguindo pelo pasto ralo na direção leste, uns 5 minutos depois a trilha entra na mata fechada e sigo por uns 20 minutos nesse trecho, passando por um descampado até chegar em uma enorme rocha, ao lado da trilha, às 14h35min.
| No topo da Pedra da Bacia |
Deixo minha mochila aqui e vou até o topo dessa pedra, que não é a Pedra da Bacia.
Quando estou em cima dela, ouço risadas de pessoas próximas e depois de alguns clics desço até a base e sigo pela trilha por alguns metros até chegar na outra Pedra, esta sim a da Bacia.
Aqui tem um casal que está apreciando a vista e dizem que estão hospedados na Pousada Recanto da Floresta e vieram por uma trilha bem demarcada que sai da Pousada, mas não ficam muito tempo aqui e logo descem.
| São José do Barreiro ao fundo |
O visual daqui é quase 360º, só na direção sudoeste é que a mata obstrui a visão.
A altitude no meu altímetro marca um pouco abaixo de 2000 metros e bem mais baixo que o Pico Tira Chapéu, que tem quase 2100 metros.
Bem ao norte, a Serra da Mantiqueira aparece ao fundo com a Pedra da Mina e os picos do Parque do Itatiaia se destacando.
Bem ao norte, a Serra da Mantiqueira aparece ao fundo com a Pedra da Mina e os picos do Parque do Itatiaia se destacando.
Todo o vale do Rio Formoso por onde passei é bem visível daqui. Na direção do litoral, a Pedra do Frade aparece entre nuvens, mas tá bem fácil identificá-la.
Olhando pela crista que desce na direção nordeste uma trilha segue rumo à cidade de São José do Barreiro e pode ser uma boa opção de retorno.
Pouco antes das 17:00 hrs a temperatura cai para 14ºC e vou para a barraca que montei no meio da trilha, próximo de um pequeno totem de concreto.
Após o jantar me enfio no saco de dormir e com temperatura em torno de 10ºC nem saí mais da barraca para ver as cidades iluminadas ao redor.
Naquela manhã de Domingo acordei bem de manhãzinha para ver o nascer do Sol e de barraca desmontada e mochila nas costas, às 07:00 hrs retorno pela trilha pelo mesmo caminho.
Olhando pela crista que desce na direção nordeste uma trilha segue rumo à cidade de São José do Barreiro e pode ser uma boa opção de retorno.
Pouco antes das 17:00 hrs a temperatura cai para 14ºC e vou para a barraca que montei no meio da trilha, próximo de um pequeno totem de concreto.
Após o jantar me enfio no saco de dormir e com temperatura em torno de 10ºC nem saí mais da barraca para ver as cidades iluminadas ao redor.
| Nascer do Sol |
O trecho de descida íngreme pela cerca de arame foi bem difícil já que as dores do joelho ainda persistiam e ao chegar no rio, resolvo tomar um banho e pelo menos a água não estava tão fria.
Depois dessa parada, sigo direto até o selado onde paro novamente para um descanso às 10:00 hrs e depois é só descida vale abaixo, mas vou em um ritmo bem tranquilo.
Ainda passo pelo famoso Cachoeirão, mas ao perceber que está cheio de pessoas, volto para estrada e continuo descendo.
Chego na Pousada às 13h40min e de lá sigo de volta para São Paulo.
Algumas dicas e informações úteis (Atualizado Abril/2026)
# Logística: Para quem vem de ônibus a melhor opção é seguir de São Paulo até Guaratinguetá e de lá até Arapeí pela Pássaro Marrom, pois existe uma oferta maior de horários.
Depois dessa parada, sigo direto até o selado onde paro novamente para um descanso às 10:00 hrs e depois é só descida vale abaixo, mas vou em um ritmo bem tranquilo.
Ainda passo pelo famoso Cachoeirão, mas ao perceber que está cheio de pessoas, volto para estrada e continuo descendo.
Chego na Pousada às 13h40min e de lá sigo de volta para São Paulo.
Algumas dicas e informações úteis (Atualizado Abril/2026)
# Logística: Para quem vem de ônibus a melhor opção é seguir de São Paulo até Guaratinguetá e de lá até Arapeí pela Pássaro Marrom, pois existe uma oferta maior de horários.
Só ficar atento para descer no centro do Bairro Formoso, uns 10 minutos depois de passar pelo centro de São José do Barreiro.
# Na carta topográfica essa Pedra tem uma altitude de 2095 metros, mas no altímetro chegou a pouco menos de 2000 metros.
# O retorno dessa Pedra têm 2 opções:
- a 1ª é voltar para o mesmo Bairro Formoso;
- a 2ª é seguir até a Pousada Recanto da Floresta e de lá descer até São José do Barreiro (com resgate contratado) ou quem sabe até emendar com a Trilha do Ouro, já com a autorização em mãos é claro.
# Essa caminhada é relativamente fácil, mas muito cansativa e para quem não tem uma certa experiencia, pode nem conseguir finalizar em 1 dia até o topo.
Muita atenção com algumas bifurcações que surgem no trecho antes de chegar na subida pela cerca de arame.
# Para quem vem de carro, outras opções são deixá-los na Fazenda da Barra ou na RPPN Fazenda Catadupa. Com isso vai te economizar um longo trecho desde o Bairro.
# Água de qualidade só fui encontrar já próximo da divisa do selado. Dali para frente pode ficar tranquilo, pois em vários momentos a trilha cruza com riachos.
Na crista, onde está a Pedra, não tem água. Traga do riacho no fundo do vale.
# Protetor solar é obrigatório, pois a maior parte da subida é sempre em campo aberto.
# Dois anos depois voltei à Serra da Bocaina para fazer uma outra travessia, mas essa que segue de oeste a leste cruzando o Parque Nacional. Um trecho dela é conhecido como Trilha do Rio Guaripu.
Show!
ResponderExcluirOi, Augusto! Primeiramente, ótimo blog, encontrei em suas viagens muitos de meus próximos destinos, além de informações muito bem detalhadas. :) Estou pensando em ir para a Serra da Bocaina. Por estar sem condições de ir de carro, consigo chegar de ônibus aproximadamente às 9:15 em São José do Barreiro. Li em outros relatos que a subida até o topo demora em torno de 7 horas. Você acha que, num ritmo mais forte, é possível sair esse horário que falei, subir até o topo e voltar uma parte para montar o acampamento antes de escurecer? É preciso voltar muito do caminho para arranjar espaço para uma barraca de 3 pessoas? Obrigado, abraços! :)
ResponderExcluirOla Carlos.
ExcluirNa verdade o lugar onde se inicia essa caminhada é no bairro Formoso, que fica a uns 10 Km do centro de S. J. Barreiro. Atente a isso hein.
7 hrs foi o tempo que eu levei p/ chegar no topo desde o bairro. Tudo bem que eu peguei carona por 1,5 Km, porém no trecho mais íngreme, subi bem devagar.
Então creio que até dê p/ chegar no topo em menos tempo.
Qto aos lugares p/ montar a barraca, pode ir tranquilo. Uns 20 minutos antes de vc chegar no topo da Pedra, ao entrar no trecho final de mata que tá na crista, existem alguns lugares descampados e planos.
O problema é a agua que vc terá de trazer lá do fundo do vale.
Abcs
Entendi. Vou ver se o ônibus não deixa no Formoso, ou se arranjo um táxi. Se não rolar vou a pé mesmo! Sabendo que tem lugar perto do topo que dá para acampar, qualquer caso deixo para subir no domingo de manhãzinha. Quanto a água, costumo levar MUITO haha para não passar aperto. Muito obrigado, Augusto, ótimas viagens para você, abraços!
ExcluirÉ bem provavel que esse onibus também passe no bairro Formoso. Perguntando p/ o motorista é bem capaz que ele confirme.
ExcluirPode ficar tranquilo. Ao chegar na crista, onde a Pedra está localizada existem varios descampados p/ montar barracas.
Cuidado que a subida do fundo do vale até a crista é muito ingreme e o minimo de peso é o ideal.
Olá, Augusto! Vim deixar um mini relato que deveria ter escrito há duas semanas atrás rs. Infelizmente não consegui subir até o topo, vou tentar explicar o que aconteceu.
ResponderExcluirNo dia 17 de Agosto, peguei o ônibus das 22:30 (R$35) partindo do Terminal Tietê e chegando em Guaratinguetá as 1:00. Peguei um táxi na rodoviária que custou R$10 (preço fixo da bandeira aparentemente, pois não tinha taxímetro) até a Pousada Cristalino, há 10 minutos da rodoviária, indicação do taxista. Paguei R$50 pra dormir num colchão box extremamente confortável, apesar de ser o quarto mais barato da hospedaria. Às 6:00, tomei um café (incluso) reforçado e peguei o ônibus das 7:00 para o bairro do Formoso, em São José do Barreiro (R$10 do táxi, mais R$20 da passagem).
Passando por estradas muito bonitas, cheguei às 9:30 no bairro, e já parti para a trilha que começa após a ponte. Daqui em diante, não fiquei olhando muito o relógio, pois só estava com o celular para ver as horas e o mantinha guardado na mochila. Chegando na entrada da Fazenda da Barra, perguntei a uma senhora se era preciso entrar na fazenda para subir a Pedra da Bacia, ou seguir reto pela estrada, ela falou que indo pela fazenda eu cortava caminho (informação errada, valeu, tia). Mais pra frente encontrei um cara da fazenda que me corrigiu o caminho, atravessei o rio na parte mais rasa e voltei pra estrada até encontrar a placa da Bocaininha (eu estava vindo por onde ela apontava para a Pedra Redonda rs); segui pra direita, sempre subindo num ritmo bom.
Em algum lugar, eu errei o caminho depois dessa placa. Depois de cerca de 3 horas andando e desviando de muitos, muitos bois, vacas e cocôs, as 14:30 cheguei numa fazenda que seria o fim da linha! Pedi informação para a dona e seus dois cachorros (Lobo e Samurai) e ela me disse que eu estava na serra errada! Olhamos o mapa e achei que talvez estivesse perto, já que perto da cerca de arame a trilha faz um contorno para direita. A dona disse que havia uma trilha pela mata no fundo da fazenda que ela ouviu falar que dava na estrada da Pedra da Bacia, então procurei em seu perímetro alguma entrada, mas não achei nenhuma que desse para entrar, apenas algumas passagens extremamente fechadas esquecidas há muito tempo. Foto da vista, com a casa da fazenda no canto: http://twitpic.com/aly0uw/full
Comecei a voltar para procurar se havia perdido alguma bifurcação. Passei pela pequena ponte na entrada da fazenda, umas 3 porteiras e alguns mata-burros pelo caminho, além de araucárias e casas sem energia (algumas indicações se assemelhavam ao seu mapa, mas nenhuma que eu tivesse certeza). Voltei até chegar a placa da Bocaininha. Já eram 16:30 e a essa altura meus planos já se perderam, por isso passei na Cachoeira da Mata na volta, tomei um banho rápido pois a água estava bem gelada e não achei tão limpa, confesso que deu um pouco de nojo quando lembrei de tanto cocô no caminho. Lembrei também do cara da Fazenda da Barra: ele tinha dito que a trilha estava muito fechada, mas achei que ele só queria me assustar, pois insistiu muito mesmo para eu não subir sem um guia. Não sei o que aconteceu ou aonde errei. Talvez a trilha estivesse realmente fechada e eu passei direito, mas creio que errei em outro lugar. No caminho, consegui uma carona até Formoso, chegando lá as 18:20. Por sorte, tinha um ônibus para Guaratinguetá as 18:30 (direto para São Paulo apenas as 17:20 no domingo), que esperei conversando com a dona da Pousada Formoso (hoje custando R$35/noite), muito simpática. Gastei mais R$20 + R$35 até São Paulo, com destaque para a estrada que eu julguei bonita de dia (Formoso-Guaratinguetá).
Enfim, achei que valeu muito a pena o bate-volta, a serra é muito, muito bonita, tomei banho na Cachoeira da Mata e dei uma passada no Cachoeirão junto com a carona, o dia de inverno estava ótimo - nublado, fresco e sem chuva, mas, infelizmente, não consegui subir. :(Da próxima vez que voltar, compro um GPS e sigo seu plote rs. Grande abraço!
Oi Carlos, blz?
ExcluirLegal seu relato, mas uma pena que não deu certo hein.
Pela foto, deu p/ ver que vc estava no caminho certo.
Não deveria ter retornado. Era só continuar a caminhada.
Só tinha um pouco mais de subida, até encontrar uma bifurcação saindo à esquerda da estrada.
Ali começava a trilha até chegar no topo do selado que divide os vales.
Dali p/ frente já é caminho de vacas com trilha muito fácil.
Depois que voltou, vc viu onde errou?
No google earth dá p/ ver essa trilha bem demarcada. Não tem como vc errar.
Vai por mim, não precisa comprar GPS. É um gasto desnecessário.
Na minha opinião, esse aparelho é p/ trilhas em mata fechada ou com várias bifurcações.
É só seguir à risca o relato e levar algumas cópias de imagens do google earth com a trilha plotada.
O ideal é iniciar a caminhada no máximo até 07:30 hrs p/ dar tempo de chegar no topo da Pedra no mesmo dia.
A logistica p/ chegar lá é complicada mesmo né.
Só espero que vc volte lá agora.
Não desista não.
Abcs
Hahaha, acho que sei aonde errei. Quando voltei até dei uma procurada, mas não tinha visto. O que eu chamei de fazenda, na verdade era a "última casa com energia"! Um pouco antes dela, tem sim uma trilha que vai pela esquerda, mas ela é apagada uma parte e depois volta a ser marcada (vide 1165m).
ResponderExcluirDevo ter errado quando falei que demorei 3 horas a partir da placa e na verdade ter levado mais tempo pra corrigir a rota quando fui para a Pedra Redonda / Centro Budista, já que passei só um pouco da metade do caminho (10,2km) e nem tinha começado a subir direito haha.
O pior de tudo é que agora encontrei uma foto quase idêntica a minha. Fail total, rindo muito aqui!
Quando comecei a escrever, eu achava, agora tenho certeza que foi lá que errei rs. Assim que sobrar um tempo no fim de semana eu volto pra Bocaina. :) Valeu pela ajuda, Augusto! Abraço!
Sim, é isso mesmo.
ResponderExcluirDava para vc passar por dentro do terreno e pegar a estrada um pouco acima.
Economizaria alguns minutos, mas o trecho é ingreme como vc viu.
Nem tirei fotos desse ponto, porque uns 5 minutos antes de chegar nessa casa, eu consegui a carona que foi me deixar bem acima dela.
Agora é preparar urgentemente a mochila p/ um fds.
Abcs
Oie Augusto adorei seu blog... Sou de uma cidade próxima a São José do Barreiro, essa semana estava pensando em subir até a Pedra Redonda e o Mosteiro Budista. Será que você poderia me dar umas dicas, o lugar é sinalizado para subida até a pedra, tenho medo de me perder? Eu passarei pelas fazendas e a cachoeira que vc citou acima?
ResponderExcluirOla Tábata.
ExcluirQdo fiz essa trilha só cheguei ao topo da Pedra da Bacia mesmo.
Não cheguei a visitar o Centro Budista, que na verdade se chama Reserva Natural da Pedra Redonda.
No relato eu detalhei onde vc deve sair da estrada e seguir para esse lugar. Lá tem uma placa indicativa mostrando qual caminho seguir.
Tem esse link do google maps que pode te ajudar também:
www.google.com.br/maps/place/Reserva+Natural+da+Pedra+Redonda+-+Estr.+São+Francisco,+São+Paulo,+12830-000/@-22.7057751,-44.5387513
Abcs
Boa tarde. Tem como fazer o percurso da Pousada Recanto da Floresta? Abraços.
ResponderExcluirSim, dá para fazer essa trilha tranquilamente.
ResponderExcluirEla é até mais facil que essa que eu fiz, já que o trecho de subida é bem menor.
Chegando na Pousada, a caminhada começa junto de uma cerca.
Esse tracklog já vai te dar uma ideia onde a trilha começa.
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=11745070
Abcs