20 de fevereiro de 2013

Travessia da Ponta da Joatinga + Saco do Mamanguá + Cachoeira do Saco Bravo - Paraty/RJ - Relato com dicas da caminhada

Anos atrás junto com a Márcia conheci o Saco do Mamanguá pela 1ª vez, acampando na Praia do Curupira e com um bote inflável cruzamos o Saco até a Praia do Espinheiro para quem sabe seguir por trilha até a Enseada da Cajaíba, mas a Mãe Natureza não quis nos ajudar, trazendo chuvas, que nos obrigou a caminhar até Laranjeiras e lá retornar à Paraty para depois seguir de barco até a Cajaíba (uma logística e tanto – relato aqui). 
E com isso, a ideia de fazer uma caminhada que explorasse todo o Saco do Mamanguá foi deixada de lado e somente 5 anos depois resolvi voltar no Carnaval e dessa vez foi bem além das expectativas. 
Para essa trip convidei o Rodrigo e a Rosana que toparam na hora e por dispormos de 4 dias seria um desperdício fazermos somente o Mamanguá e com isso resolvemos emendar a Volta do Saco do Mamanguá com a Travessia da Ponta da Joatinga, onde seria a minha 3ª vez (relato da 1ª travessia: clique aqui - relato da 2ª travessia: clique aqui).
E deu também para incluir a Cachoeira do Saco Bravo, iniciando por uma trilha que sai da Praia de Ponta Negra.


Fotos acima: chegando na deserta e linda Praia Grande da Cajaíba e o visual da trilha na Ponta da Joatinga



Fotos
Contornando o Saco do Mamanguá: clique aqui
Travessia da Ponta da Joatinga: clique aqui
Cachoeira do Saco Bravo: clique aqui



Com quase 1 mês de antecedência, já não encontrava passagens em direção à Paraty saindo de São Paulo; outra opção era seguir até Ubatuba e de lá em circular para Paraty Mirim, mas iríamos perder tempo precioso nesse deslocamento. 
O Rodrigo sugeriu que fossemos no carro dele, descendo até Paraty pela Estrada Cunha-Paraty, conhecida também como Estrada Real.
Logística resolvida, agora era torcer para que as tempestades que ocorriam quase diariamente em Sampa não pegassem a gente na caminhada. 
Cachoeira do Mato Limpo
No Sábado de madrugada o Rodrigo me pegou em casa por volta das 05:00 hrs, seguindo em direção à Guaratinguetá com trânsito bem tranquilo. Por volta das 07:00 hrs já estávamos saindo da Via Dutra e pegando a Estrada Real, passando por Cunha pouco antes das 08:00 hrs. 
Na Rodovia ainda paramos na Cachoeira do Mato Limpo para alguns clics e no lugar já tinham vários turistas que também iriam descer a serra. 
Não ficamos muito tempo aqui e uns 10 minutos depois cruzamos a divisa SP/RJ, marcada por uma imensa placa do Governo de SP anunciando que estavam recapeando o trecho paulista da Rodovia. 

20 de janeiro de 2013

Travessia da Serra da Bocaina pela trilha do Rio Guaripu - A outra Trilha do Ouro - Relato com dicas da caminhada

A travessia da Serra da Bocaina, conhecida também como Trilha do Ouro, que liga São José do Barreiro à Mambucaba, em Angra dos Reis no sentido norte-sul é uma daquelas clássicas caminhadas que deve ser obrigatório para aquem gosta de trekking, mas nessa serra não existe somente essa.
Podemos citar também a Trilha dos 7 Degraus, o Pico do Tira Chapéu, a Pedra da Bacia e muitas outras, mas existe uma travessia que cruza o Parque Nacional de oeste a leste por um longo trecho de mata fechada, conhecida também como a outra Trilha do Ouro.
É a travessia da Serra da Bocaina pela trilha do Rio Guaripu, que se inicia em Campos Novos (Distrito pertencente ao município de Cunha/SP) e segue quase que de oeste à leste até chegar na Cachoeira do Veado, cruzando com a tradicional Trilha do Ouro.
Dali em diante ela segue rumo norte pela Trilha do Ouro até sair dela à direita e seguir sentido nordeste finalizando em Arapeí.
Fiquei sabendo dessa trilha através do Sérgio Beck, quando alguns anos antes ele postou um pequeno relato no antigo site da sua Revista Aventura Já.
A matéria era bem resumida, mas me atiçou a curiosidade de algum dia completá-la.


Foto acima mostrando um trecho original da trilha com calçamento de pedras, construído pelos escravos


Fotos dessa caminhada: clique aqui


Minha intenção era seguir exatamente como ele fez. Ao chegar na Cachoeira do Veado, seguir pela Trilha do Ouro na direção da portaria do Parque ao norte para finalizar em Arapeí.
E em pleno mês chuvoso de Janeiro, chamei velhos amigos de trilha: o Rodrigo e sua namorada Rosana e o Celestino (trilheiro que já tinha trocado inúmeros e-mails).
Já contava que pegaríamos chuva pelo caminho, mas não sei se foi sorte ou azar, pois pegamos dias de muito Sol.
Marcamos com antecedência para iniciar a trip no início de Janeiro (Sábado) e terminá-la possivelmente uns 3 ou 4 dias depois e no dia marcado todos nós 4 se encontramos no Terminal Tietê pouco antes das 06:00 hrs para embarcar em direção à Guaratinguetá.
Chegando em Cunha
Com o ônibus relativamente vazio deu para cochilar por um bom tempo e por volta das 08h30min já estávamos chegando na Rodoviária de Guará.
Aqui compramos as passagens para Cunha para o horário das 09:00 hrs, levando cerca de 1 hora até lá e assim que desembarcamos na pequena Rodoviária, subimos por uma pequena ladeira até sair em frente a um ponto de táxi.
Acertado o valor com um taxista, seguimos de Uno por cerca de 30 Km até o distrito de Campos Novos por estrada asfaltada e em bom estado, onde chegamos por volta das 10h50min, ao lado da Igreja Nossa Sra dos Remédios.

30 de julho de 2012

Travessia Rebouças - Mauá via Rancho Caído - Parque Nacional do Itatiaia - Relato da caminhada com dicas

Em 1998 - nesse relato conheci pela primeira vez o Parque Nacional do Itatiaia (PNI) e gostei muito do lugar, voltando depois em 3 oportunidades diferentes.
Na minha primeira vez em 98 e só subi o Pico das Agulhas Negras. 
Anos depois voltei lá e fiz o Agulhas Negras novamente e o Morro da Massena NO, ao lado da antiga Pousada Alsene, mas era um trabalho de campo da faculdade de Geografia e nem escrevi relato. 
Voltei depois no Parque para fazer a Travessia da Serra Negra, que era parte da Transmantiqueira que eu tinha iniciado lá no Pico do Marins, passando pelo Pico do Itaguaré e Serra Fina, em um total de 9 dias caminhando pela crista da Serra. Era a última parte dessa mega caminhada. 
E na últioma vez foi com o Sandro (do Fórum Mochileiros) para fazer 2 travessias juntas: a da Serra Negra “oficial”, dessa vez iniciando na Vila de Maromba, passando pela Cachoeira do Aiuruoca e a Rui Braga, que liga a parte alta à parte baixa do PNI. 
E o retorno dessa vez era especial, já que iria fazer uma das últimas travessias que me restavam na Serra da Mantiqueira: a Rebouças-Mauá, que passa pelo Rancho Caído.

E junto com essa travessia planejava também subir o Morro do Couto e a Pedra do Altar.
E não daria para fazer todo esse roteiro em apenas um fim de semana, como a maioria faz; eu precisava de mais alguns dias.
Até convidei algumas pessoas, mas a dificuldade em dispor de alguns dias de folga em dias de semana era um empecilho para muitos, tornando esse travessia uma trip solitária.


Foto acima: na trilha, passando ao lado da Pedra do Altar 


Fotos: clique aqui




Rodoviária de Itanhandu
Minha intenção era fazer a travessia da seguinte forma: chegar no Posto Marcão (portaria da parte alta do Parque Nacional do Itatiaia) numa Sexta à tarde, a tempo de subir o Morro do Couto e depois ficar no Abrigo ou no Camping do Rebouças.
E no Sábado pela manhã iniciar a caminhada até o Rancho Caído onde acamparia, passando antes pelo topo da Pedra do Altar.
Já no Domingo pela manhã desceria até a Vila de Maromba, passando pela Cachoeira do Escorrega e ficando em uma pousada da Vila, retornando a São Paulo na segunda-feira.
Não saiu tudo do jeito que eu queria, mas não tive do que reclamar, já que os dias foram de muito Sol, que valeram muito a pena.
Com quase 1 mês de antecedência, enviei para o Parque a solicitação para a travessia, que é obrigatória. Para variar, demoraram um pouco para responder e com isso tive que ligar lá, mas consegui sem problemas.
Serra Fina ao fundo
Para o Abrigo Rebouças não reservei porque era dia de semana e estava crente que o lugar estivesse com vagas no Abrigo ou pelo menos no Camping. 
Quanto à questão do transporte, fui pesquisar alguns taxistas de Itamonte e marquei com um (Marquinhos), que me cobrou um valor bem baixo, para me deixar junto da antiga Pousada do Alsene - pesquisei vários outros e todos eram bem caros. 
Não faltava mais nada e com a Natureza ajudando, prometendo vários dias de Sol, comprei a passagem de SP para Itanhandu/MG saindo Sexta pela manhã.
Novamente os relatos do Sérgio Beck seriam os meus guias. 
E não dava para reclamar, pois eram 2: um no livro Caminhos da Aventura e outro bem mais recente na Revista Aventura Já. 
E no dia combinado estava embarcando às 08:00 hrs no Terminal Tietê pela Viação Cometa em direção à Itanhandu. 
A viagem foi tranquila e por volta das 12h30min desembarcava na Rodoviária da pequena cidade e aqui só foi aguardar um ônibus circular sair às 13h15min em direção à Itamonte.

27 de julho de 2012

Travessia São Francisco Xavier/SP x Monte Verde/MG pela Trilha do Jorge - Relato da caminhada com dicas

Assim que retornei do Parque do Ibitipoca (nesse relato), já queria fazer uma outra caminhada, mas dessa vez na Serra da Mantiqueira. Minha intenção era a travessia de São Francisco Xavier/SP à Monte Verde/MG pela Serra dos Poncianos. 
A logística para essa travessia era relativamente fácil: sair bem cedo de SP em direção à São José dos Campos a tempo de embarcar no ônibus circular das 10:00 hrs para São Francisco Xavier e de lá cruzar a Serra da Mantiqueira na direção norte para chegar em Monte Verde. 
Não dei muita sorte porque a Natureza só mandou chuva e com isso essa caminhada não terminou como eu tinha imaginado.
Meu planejamento era chegar em São Francisco Xavier, seguir até a crista da serra pela Trilha do Jorge e acampar na Pedra da Onça, que é também conhecido pelo nome de Mirante. 
No dia seguinte seguir a trilha à sudoeste pela crista, na direção da Pedra Partida e de lá desceria até o centro de Monte Verde para depois retornar pela Trilha do Jorge e acampar novamente no Mirante ou em algum outro ponto da trilha.
E no outro dia descer para São Francisco Xavier, completando o circuito. 



Foto acima: na Trilha do Jorge, antes de chegar na Pedra da Onça



Fotos dessa caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui





Ruas de São Francisco Xavier
Como ia ser minha primeira vez, já fui com a expectativa de pegar uma trilha fechada com vara mato e alguns perdidos, porém o que me preocupava mais eram as chuvas. 
Não poderia adiar essa travessia, porque 1 semana depois dessa caminhada tinha agendado a Rebouças-Mauá, no Parque do Itatiaia (relato aqui).
Segundo a meteorologia, apesar da região da Mantiqueira estar nublada a vários dias, havia a perspectiva de melhoras no meu segundo dia na serra e agora era torcer para que as previsões estivessem certas.

20 de julho de 2012

Parque Estadual do Ibitipoca/MG - Dicas e roteiro de 3 dias curtindo o parque

Este é um pequeno relato com algumas informações e dicas do que ver no Parque em um roteiro que fizemos pelos 3 circuitos (Das águas, Janela do Céu e Pico do Pião) sem a necessidade de monitores, caminhando por trilhas autoguiadas.
Pegamos dias de muito Sol e sempre entrávamos no Parque pela manhã, saindo no final da tarde.
Eu estava com a Márcia e nossa filha Sophia e fomos para lá na época de inverno.



Foto acima: Janela do Céu



Fotos dos 3 dias no Parque: clique aqui



Atualizado Abril/2026


Praça principal do Distrito
# O Parque está localizado no sul de MG, a cerca de 3 Km do Distrito de Conceição de Ibitipoca, que pertence ao município de Lima Duarte.
Está distante cerca de 27 Km do municipio e foi recentemente asfaltada com bloquetes de concreto ao longo de todo o ano de 2025.
Está localizada tambaém a uns 60 Km de Juiz de Fora.

# O parque conta com uma ótima infra-estrutura, dispondo de portaria, centro de visitantes, estacionamento, restaurante, lanchonete e área de camping para cerca de 30 barracas que conta com vestiário e lavanderia.

As caminhadas pelo parque são divididas em 3 circuitos: das Águas, do Pico do Pião e da Janela do Céu que variam entre 5 a 8 horas de caminhada. 
E todas as trilhas são autoguiadas, com placas indicativas e distâncias, por isso não existe a necessidade de monitores.
Administração do Parque
# Horário de funcionamento: das 07:00 às 17:00 hrs de Terça a Domingo.
Ao entrar no Parque, é fornecido um folder que contem um mapa com as principais atrações do lugar, assim como as distâncias entre eles.

# Escolha uma opção de circuito e horário:
Circuito Janela do Céu: 240 pessoas/dia.
Circuito Pico do Pião: sem limite.
Circuito das Águas: sem limite.

# Valores (Abril/2026) 
- Entrada: $34 Reais.
- Estacionamento: 
$20 Reais para motos e $30 para veículos.
- Uso do camping do Parque: $45 Reais/pessoa + valor entrada do Parque.

# Site do Parque com informações, regras e reservas: 
https://parquedoibitipoca.com.br


Circuito das Águas
É o circuito mais tranqüilo dos três e pode ser feito até por crianças, claro que acompanhadas dos pais. 
Nós levamos a Sophia e ela adorou.
Tem um percurso de aproximadamente 5 Km, entre ida e volta.
Seu trajeto passa por poços, cachoeiras, praias, lindas formações rochosas e com ótimos visuais. 
É um roteiro que segue paralelo ao Rio do Salto, próximo à base dos paredões para depois retornar pelo topo do mesmo.
Saindo do restaurante e seguindo pela trilha em direção à Ponte de Pedra e no sentido anti-horário tem como atrações: Paredão de Santo Antônio, o Lago das Miragens, a Ponte de Pedra, Cachoeira dos Macacos, Cachoeira da Pedra Quadrada, Prainha, Prainha das Elfas, Lago Negro, Ducha, Lago dos Espelhos e por último a Gruta dos Coelhos, já próximo da sede do PE.
Abaixo segue a relação dos lugares por onde passamos: