26 de janeiro de 2008

Pico da Macela + Trilha dos 7 Degraus + Pico do Cuscuzeiro + Saco do Mamanguá - Paraty/RJ - Relato com dicas dessas caminhadas

Esse aqui é um relato de uma longa trip que eu e a Márcia fizemos na região de Paraty.
O Jorge participou da subida à Pedra da Macela, Trilha dos 7 Degraus (conhecida também como Caminho do Café) e o Pico do Cuscuzeiro. 
O Saco do Mamanguá eu fiz somente com a Márcia.
Pegamos dias de muito Sol, às vezes com uma pequena garoa no final da tarde.
O nosso roteiro seria o seguinte: seguir para cidade de Cunha/SP e de lá subir a Pedra da Macela e depois descer pela Trilha dos 7 Degraus até Paraty. 
Em seguida subir o Pico do Cuscuzeiro e fazer o Saco do Mamanguá. 
E para finalizar, ficar alguns dias na Enseada da Cajaíba curtindo as praias de lá.


Na foto acima, na Praia do Curupira, última praia do Saco do Mamanguá




Fotos

- Pico da Macela: clique aqui
- Trilha dos 7 Degraus + Pico do Cuscuzeiro: clique aqui
- Saco do Mamanguá: clique aqui
- Tracklog para GPS da Trilha dos 7 Degraus: clique aqui 
Portal de Cunha
Há muito tempo tentava arranjar uma forma de voltar à Paraty para subir o Pico do Cuscuzeiro. 
Quando fiz a Trilha do Corisco, entrando por Ubatuba e terminando em Paraty passei ao lado da trilha que acessa o topo do Pico - nesse relato.
Surgiu a oportunidade quando o Jorge também quis participar da empreitada.
Por estar de férias, resolvi também fazer a trilha da Pedra da Macela entrando por Cunha e em seguida fazer algumas explorações pelas trilhas da região do Saco do Mamanguá finalizando nas praias da Enseada da Cajaíba, onde se localiza a Praia do Pouso. 
Atrações turísticas de Cunha
Saímos de Sampa eu, a Márcia e o Jorge de ônibus em direção à Guaratinguetá no horário das 11:00 hrs à tempo de pegar o ônibus das 14:00 hrs que seguia para a cidade de Cunha. 
Como o início da trilha para a Pedra da Macela está a cerca de 30 Km da cidade, tínhamos que arranjar algum transporte quando chegássemos em Cunha, pois caminhar da cidade até a Pedra não estava nos nossos planos.

20 de novembro de 2007

Pico do São Sebastião + Pico do Baepi - Ilhabela - Relato com dicas da subida ao topo desses picos

Aqui é um relato da subida desses dois picos, localizados em Ilhabela. 
Estavam comigo a Márcia, o Jorge e o Eric e completamos a subida dos dois em 3 dias.
Tivemos sorte porque pegamos dias de muita chuva, mas que só ocorriam durante a noite. 
Durante o dia a caminhada era sempre com Sol castigando.
O acesso ao Pico do Baepi é por trilha bem demarcada e sem problemas de navegação. 
Já o acesso ao Pico São Sebastião é bem mais difícil. 
Em vários trechos, a trilha se fechou, por isso não é recomendado para qualquer pessoa. 
Era a minha 2ª vez no Pico do Baepi e no Pico do São Sebastião, sendo que na 1ª vez do São Sebastião tivemos alguns problemas próximos do topo, que pode ser lido nesse relato: clique aqui.


Foto acima, no topo do Pico do São Sebastião mostrando o canal que separa Ilhabela do continente.



Fotos + imagens do Google Earth: Clique aqui

Tracklog para GPS da trilha do Pico do Baepi: Clique aqui
Tracklog do Pico São Sebastião: Clique aqui




Alguns dias antes do feriado de Finados, o Jorge me pediu algumas informações sobre o Pico de São Sebastião, em Ilhabela e como eu já estive lá no topo, disse que não sabia como estava atualmente a trilha. 
Nessa época eu tinha me perdido a cerca de 300 metros antes do topo, mas que tinha encontrado a trilha para subida depois de uma demorada procura.
Passei algumas informações de como chegar no início da trilha desse pico e do Baepi (esse já tinha ido 2x). 
Depois disso o Jorge mandou o convite para uma lista de trekking, da qual faço parte e eu disse que até iria, mas que dispunha somente da Quinta, Sexta e Sábado. 
Ficamos aguardando outras pessoas confirmarem a subida e só o Eric e a Márcia aceitaram. 
Ficou assim então: sairíamos na Quinta pela manhã, subindo e descendo o Pico do Baepi no mesmo dia e nos outros 2 dias subir e descer o Pico São Sebastião. 
Era meio loucura subir e descer um pico de pouco mais de 1000 metros em apenas 1 dia e no dia seguinte fazer a outra subida do São Sebastião com altitude de 1350 metros em apenas 2 dias. E isso sem saber como estava a trilha. 
Eu e o Jorge aguentamos qualquer parada, então topamos na hora. 
O desafio maior seria da Márcia, que no final até que se comportou bem e o Eric, que iria nos acompanhar. E lá fomos nós.

25 de setembro de 2007

Cachoeiras de Bueno Brandão/MG - Roteiro com dicas de fim de semana

A maior atração da cidade são as cachoeiras, então eu vou colocar algumas das que a gente visitou e um pequeno roteiro com dicas para quem quiser conhecer o lugar.
Coloquei também links para o Google Maps das localizações de todas as cachoeiras que visitamos para ser usado em GPS.
O lugar é conhecido como a cidade das cachoeiras ou terra das cachoeiras devido à cidade ter uma grande quantidade de cachoeiras catalogadas, com águas cristalinas, selvagens e algumas com boa estrutura.
Ficamos somente um fim de semana e pegamos dias de muito Sol, porém faltou muitas outras atrações.

Foto acima na Cachoeira do Luís




Todas as fotos: clique  aqui

Tracklog para GPS com todo o roteiro: clique aqui


Atualizado Abril/2026


Na divisa SP/MG
# O melhor acesso para chegar na cidade, saindo de São Paulo é seguir pela Fernão Dias até a saída para Bragança Paulista, passando por dentro da cidade e de lá pegar a estrada que segue para o Circuito das Águas (Socorro, Águas de Lindoia, etc..). 
Logo depois que passar o portal de Socorro, continue pela mesma rodovia por uns 6 Kms e pouco antes de chegar ao Centro de Eventos, ao lado da Rodovia, vire a direita no trevo em direção à Bueno Brandão (tem uma placa indicando BAIRRO LAVRAS e BUENO BRANDÃO). 
De Socorro até Bueno Brandão são + - 30 km por Rodovia de pista simples asfaltada.
De São Paulo até a cidade são cerca de 170 Km.  

# A maior parte dos acessos às cachoeiras são mal indicados (existe uma ou outra placa indicando algumas), pois são inúmeras bifurcações nas estradas de acesso e se perder não deve ser muito difícil, mas pelo menos os moradores são bem prestativos e sempre procuram ajudar. 

Paisagem da região
# Existe uma trilha chamada de Trilha da Cascavel (que na verdade é uma estrada), que passa por cerca de 7 cachoeiras: Ciganos, Cascavel,  Davi l e Davi ll, Félix, Machado ll, entre outras. O problema é que ela é muito extensa e a caminhada muitas vezes é feita por estradas de terra. O ideal é fazer esse circuito de carro.

# O acesso à algumas cachoeiras é cobrado, mas os valores são baixos, no máximo $20 Reais (Abril/2026).

# Alguns dos acessos às cachoeiras não aceitam cartão. Leve dinheiro ou pagamento no PIX.

# Para conhecer todas as cachoeiras, ter um veículo é fundamental, pois todas elas estão muito longe uma das outras. 

As estradas são todas de terra e se estiver chovendo forte, em muitos lugares não se consegue chegar. 

# A cidade possui quase 30 cachoeiras, entre algumas com estrututra e outras selvagens. 
Além das cachoeiras que visitamos, no site da Prefeitura estão listadas outras atrações
https://buenobrandao.com.br

# Nesse site abaixo tem um mapa com todas as atrações turísticas da cidade, além dos bares, restaurantes, padarias e muitas opções de hospedagem:

31 de agosto de 2007

Travessia do Campo dos Padres, penhascos e platôs da Serra Geral e da Serra da Anta Gorda/SC - Relato com dicas da caminhada

Esse é um relato da travessia que eu, a Márcia e o Jorge fizemos em um trecho da Serra Geral e outro trecho da Serra da Anta Gorda, próximo ao município de Urubici/SC, passando ao lado de paredões, penhascos e inúmeros platôs. 
Parte dessa travessia é conhecida como Campo dos Padres e pegamos dias de muito Sol nos primeiros dias e quase no final da travessia o tempo fechou completamente e com isso tivemos que mudar nossos planos.


Na foto acima, os paredões da Serra Geral tomado pela neblina, logo pela manhã


Fotos dessa caminhada: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui




Adendo com informações importantes

Infelizmente partes dessa travessia estão bloqueadas por proprietários de Fazendas ou são acessadas somente com acompanhamento de monitores. 
Atente a isso e se puder evite passar por esses locais.
- O acesso à Fazenda, que se localiza ao lado do Morro das Pedras Brancas, somente pode ser feito com autorização, emitida pelo proprietário que é cadastrado no wikiloc:
Nesse mesmo local funcionam também algumas pousadas e chalés:





Sempre me faltou uma longa travessia pela Região Sul do país.
Pico do Paraná, que eu já fiz, não chega a contar muito porque é uma trilha que só leva até o topo do pico e volta. Existe sim uma grande travessia entre os principais picos da Serra do Ibitiraquire, mas que ainda não tive a oportunidade de conhecer (ainda volto nessa região para fazer essa caminhada).
Já tinha lido os roteiros sobre Aparados da Serra escrito pelo montanhista Sérgio Beck no seu livro Caminhos da Aventura e ele ia ser nossa referencia para essa caminhada. 
Ele dividiu essa caminhada em vários trechos e o que nos interessava era a primeira parte, que saia de Alfredo Wagner e terminava em Urubici. Com as cópias do livro, agora era escolher o dia. 

No Terminal Tietê, em São Paulo
Marcamos inicialmente para a segunda semana de Agosto, mas devido a um contratempo, tivemos que adiar em 1 semana.
Iríamos só eu e o Jorge, mas com a decisão da Márcia ir também, resolvemos sair no dia que ela estaria de folga. 
Dia marcado, todos nós 3 se encontramos na Rodoviária do Tietê e de lá seguiríamos para Lages/SC. 
O horário do ônibus era das 19h40min, com chegada prevista por volta das 07:00 hrs.
A viagem foi tranquila e com várias poltronas vazias, pudemos até escolher onde sentar e dormir, mas foi difícil. 
Eu só cochilei algumas vezes. Era difícil pegar no sono. 
A previsão do tempo dizia que Quinta, Sexta e Sábado o tempo estaria com Sol. 
Só ficaria nublado no Sábado à tarde e no Domingo e para nossa infelicidade a previsão acertou. 
Rodoviária de Lages
Chegamos em Lages pouco antes das 07h30min. 
Depois de arrumar nossas mochilas e comer alguma coisa em uma lanchonete fora da Rodoviária, embarcamos em um ônibus, que seguia em direção à Alfredo Wagner.
O ônibus saiu às 09h30min, passou por Bom Retiro e depois de uns 10 minutos descemos em um ponto de ônibus, em frente ao acesso à estrada que leva para trilha. 
O local exato é Km 117,7. Tem uma placa de sinalização marcando BR 282 ao lado.

25 de junho de 2007

Caminho da Fé - De Tambaú até Basílica de Aparecida - Caminhada de 429 Km em 15 dias - Relato com dicas

Este é um relato de uma das caminhadas mais longas que já fiz, saindo de Tambaú/SP até a Basílica de Nossa Senhora Aparecida com algumas dicas, informações e depoimentos em vídeo, que fui fazendo ao longo do percurso. 
Iniciei sozinho a caminhada na cidade de Tambaú e finalizei 15 dias depois com a Márcia que se juntou a mim em Paraisópolis. Ao longo do Caminho encontrei outros peregrinos, alguns de bike e outros caminhando. 
Passei por trechos de plantações de café, cana de açúcar, legumes, verduras, trilhas na mata, trilhos de uma linha férrea, estradas de terra, no asfalto e rodovias.
Atualmente (ano 2026) o Caminho sai de várias cidades diferentes e alguns convergem para Tambaú e outros em Águas da Prata, seguindo dali direto para Aparecida. 
Se orientando sempre pelas setas amarelas, o Caminho passa por dezenas de cidades e vilas.


Foto acima no Portal do Caminho da Fé, poucos minutos depois de iniciar a caminhada em Tambaú

Para quem usa GPS, aqui está o tracklog de toda essa caminhada, mas que atualmente acrecentaram algumas bifurcações: clique aqui


Dividi as fotos por cada dia de caminhada e ao longo do relato, coloquei os links.


Atualizado Abril/2026


No final de cada trecho eu também fazia uma filmagem em vídeo relatando sobre os problemas que passei, como foi o percurso e uma descrição de como é a pousada. O tempo médio de cada vídeo ficou entre 5 a 9 minutos. Aqui estão todos os vídeos:

Tem um trecho de uma música do Gilberto Gil que diz: “Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”. Acho que reflete bem sobre o que eu passei em toda essa caminhada, que me fez reunir forças para caminhar 429 Km.
Os primeiros dias foram os mais difíceis (muitas dores musculares). Começou a melhorar lá pelo 4º dia, quando caminhei 50 Km em 15 horas direto. 
Na maioria dos trechos eu saia por volta das 08:00 hrs e chegava na outra cidade no final de tarde. Alguns trechos cheguei já escurecendo.
A hospedagem foi em pousadas, chalés, hotéis ou hostels que foram cadastrados pelos organizadores do Caminho. 
Eu iniciei a caminhada em Tambaú e as opções de hospedagem eram de apenas 1 ou 2 estabelecimentos em cada cidade, mas atualmente mudou para melhor, já que aumentaram a quantidade de estabelecimentos - algumas das cidades chegam a ter quase 10 opções. 
Veja a relação atualizada nesses links abaixo. Imprima e leve para sua caminhada. Podem ser muito úteis:


Abaixo um pequeno resumo dessa caminhada: