11 de junho de 2018

Dicas: Parque Estadual do Juquery – Franco da Rocha/SP

Há muitos anos vinha tentando conhecer esse parque, mas sempre faltava uma oportunidade. 
Quando o fim de semana era de Sol e não tinha nenhum compromisso, preferia pegar o trem para Mogi das Cruzes e de lá seguir para as cachoeiras da Serra do Mar de Biritiba Mirim, nesses diversos relatos.
Outras opções eram chegar no topo do Pico do Jaraguá ou caminhar nos diversos Núcleos do Parque da Cantareira (são 4 ao todo), mas que estavam se tornando repetitivos para mim.
Região de Paranapiacaba era um lugar bom também, mas não estava a fim de ficar correndo dos fiscais que ameaçam pessoas com multas para quem não faz as trilhas com acompanhamento de guias.
E agora com as temperaturas mais baixas, tinha que deixar de lado as cachoeiras e procurar novas opções de caminhadas próximos a Sampa e com com acesso fácil.
E o Parque do Juquery caiu como uma luva. O lugar é relativamente novo, com acesso fácil por trem e ônibus circular e o mais importante; era inédito para mim. 
Por ser um dos últimos resquícios de cerrado na região metropolitana, seria uma forma de curtir um Domingo de Sol com visual panorâmico em algumas trilhas do parque. 



Na foto acima, Morro Ovo de Pata ao fundo, considerado o ponto mais alto do Parque

Fotos dessa caminhada: clique aqui

Tracklog da trilha Ovo de Pata: clique aqui



Alguns meses depois dessa caminhada, voltei ao parque e fiz outras várias trilhas.
Tracklog: clique aqui




- O lugar se transformou em parque a poucos anos. Foi criado em 1993 com objetivo de preservar importantes áreas que ainda restam de vegetação nativa da mata atlântica e dos mananciais do Sistema Cantareira, principalmente o último remanescente do bioma cerrado, ainda preservado na região metropolitana.

- Tem como símbolo uma ave típica do cerrado e presente no parque que é a Seriema. 

- O topo do Morro Ovo de Pata é o ponto mais alto do lugar, com 942 metros. 

- Logo depois da entrada, existe um parquinho infantil, sanitários e água potável. E nada mais. 

- Lá dentro não tem lanchonete ou ambulantes e por estar localizado junto de uma Rodovia, também não existe nenhum comercio próximo do lado de fora. 

- Então se quiser ficar algumas horas no Parque caminhando pelas trilhas, traga lanches ou alguma coisa para comer. 

- Água potável também é um item escasso e só vai encontrá-lo em apenas 2 pontos: na entrada do parque pela Portaria 1 e em um local chamado de Nascente do Cerrado. É uma bica de água natural localizada a uns 10 minutos seguindo pela trilha do Ovo de Pata e da Arvore Solitária. Junto dela existem alguns bancos para descanso e uma área de sombra embaixo de uma árvore.

- Outro ponto de descanso fica a uns 30 minutos seguindo pela Trilha do Ovo de Pata em um local chamado de Quiosque da Seriema, onde existe uma área coberta com sanitários, mas sem água potável.

- Durante as caminhadas pelo parque não encontramos nenhum animal e áreas de sombras são raras, por isso protetor solar, óculos de Sol e um boné são itens obrigatórios.

- As árvores estão nos fundos de vale, onde ficam as matas ciliares e ao longo das trilhas a visão é panorâmica de toda região.

- As trilhas, em sua maioria, são antigas estradas de terra e é muito comum encontrar bikes e motos dos fiscais do Parque circulando por elas.

São duas portarias: 
- Principal (P1): localizada em frente a Escola dos Bombeiros e cerca de 5,5 Km da estação ferroviária de Franco da Rocha.

- Portaria 2 (P2): cerca de 3 Km da estação de Franco da Rocha.
Mas existem muitas outras inúmeras entradas clandestinas, que os visitantes usam para adentrar ao parque ou sair dele, que nem vou relacionar aqui. Se possível, evite.

- Entrada é gratuita e existe uma grande área de estacionamento, pouco depois da entrada pela portaria 1.

- O parque é aberto de Terça a Domingo, das 08h00 às 17h00. 




Logística

O Parque se localiza ao norte da Serra da Cantareira, na Rodovia que liga Franco da Rocha a Mairiporã (conhecida como Rodovia do Governo) e para chegar lá são várias opções:

- Trem e ônibus: 
Na Estação Luz da CPTM é só embarcar no trem em direção a Francisco Morato e Jundiaí (Linha 7 – Rubi). 
Descendo na Estação de Franco da Rocha e saindo do lado direito da estação siga na direção sul pela mesma calçada até o Supermercado Russi.
Em frente à entrada do Supermercado fica o ponto final da linha de ônibus da EMTU 049 (Franco da Rocha – Mairiporã), valor: R$ 4,85 (Maio/2018). 
Veja nessa foto os horários.
Seguindo pela Rodovia do Governo em direção a Mairiporã são aproximadamente 10 minutos de ônibus até a Escola Superior do Corpo dos Bombeiros e logo em frente fica a entrada principal do Parque, que é a Portaria 1. 
Outra opção é entrar no Parque pela Portaria 2, localizado bem mais próximo ao centro de Franco da Rocha. 

- Carro pela Rodovia Fernão Dias:
Seguindo pela Rodovia sentido interior, logo após o pedágio de Mairiporã, saia dela à direita e siga à esquerda, passando por debaixo da Fernão Dias, sentido oeste. Cruze toda a cidade de um extremo ao outro na direção de Franco da Rocha, seguindo pela Rodovia do Governo, chamada também de Rodovia Prefeito Luiz Chamma.
Ao passar em frente a Escola dos Bombeiros à direita, a entrada do Parque estará a esquerda. 

- Carro pela Estrada de Santa Inês (por dentro da Serra da Cantareira):
O acesso é pela Avenida Nova Cantareira e logo depois que passar pela Academia da Policia Militar, seguir à esquerda pela Avenida Santa Inês e Estrada de Santa Inês, cruzando a Serra da Cantareira de sul a norte até finalizar junto aos limites do Parque, na Rodovia que segue de Franco Rocha a Mairiporã.
Dali é só seguir por alguns minutos no sentido oeste para chegar em frente ao Corpo dos Bombeiros e do outro lado da Rodovia fica a Portaria 1 do Parque.




Trilhas


No site da Fundação Florestal - clique aqui - consta que no Parque existem 6 trilhas: 
- Yu-kery, 
- Dos Lagos, 
- Árvore Solitária, 
- Ovo da Pata, 
- Gruta dos Pitus e 
- Rio Juquery.



Porém não encontrei qualquer sinalização ou placas indicativas da Gruta dos Pitus e do Rio Juquery.
O mais provável e comum é que o site esteja desatualizado e o Parque não permite o acesso a essas 2 trilhas.

As 4 trilhas que sobraram possuem extensões variadas; algumas têm pouco menos de 1 km de extensão, outras com mais de 13 Km, entre ida e volta.

As trilhas da Árvore Solitária e Ovo de Pata seguem, em sua maior parte, por antigas estradas de terra e são sinalizadas por placas de madeira.

Yu-kery: Com menor percurso de todas, a trilha segue por trechos de mata atlântica com inicio e final próximo à entrada pela Portaria 1. Seu nome deriva de uma planta muito comum no parque de onde os índios extraiam o sal para ser usado nos condimentos, sendo possível observá-la em alguns trechos da trilha. 

Dos Lagos: É uma trilha relativamente curta também e como o nome diz inclui trechos que passam por alguns lagos e com vista panorâmica no ponto mais alto da trilha.

Árvore Solitária: Caminhada que segue pelo mesmo percurso da Trilha do Ovo de Pata e finaliza em uma Copaíba solitária em meio a um campo de cerrado. Quem quiser seguir pela trilha, continua a caminhada descendo até o fundo do vale na direção oeste, passando por um lago com uma pequena cachoeira e uma mini-represa. E de lá seguir pela mesma trilha na direção do Morro Ovo de Pata.

Ovo da Pata: É a trilha mais extensa do Parque. Existe a possibilidade de chegar no topo desse morro por dois caminhos: um deles passando pela Árvore Solitária (mais extensa) e outro pela trilha oficial e sinalizada.

Se quiser ir pela mais extensa, tem de passar pela Copaíba, seguindo na direção do extremo oeste do Parque. Boa parte do percurso dela permite uma vista panorâmica e no topo dela, a 942 metros é possível visualizar partes da Serra da Cantareira, vale do Rio Juquery, Pico do Jaraguá e partes da cidade de Caieiras e Franco da Rocha. 
O problema é a falta de água em toda a trilha – obrigatoriamente pegue na entrada principal ou na Nascente do Cerrado, senão terá problemas. 

Ao longo da caminhada que leva até o topo do Ovo de Pata, a trilha passa próximo de uma Torre de Observação, porém o acesso é proibido.



# Para navegação e gravação desse tracklog  eu uso 2 app para o GPS do telefone celular. 
Todos disponíveis na Play Store.
- GPX Viewer uso para navegar em tracklogs que levo para a trilha.

- E o Wikiloc ou o Geo Tracker para gravar o tracklog do percurso que fiz.

6 comentários:

  1. é uma pena que seja apenas o que sobrou do cerrado paulista.
    muito legal para estudo do bioma!

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    1. Com certeza Delgado.
      Lembra muito algumas serras mineiras, onde o cerrado tá presente e preservado.
      Só lamento que o Parque não é tão grande para aproveitar essa vegetação.

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  2. Dicas maravilhosas! Estou querendo ir visitar esse parque no mês que vem, gostaria de saber sua visão a respeito da segurança dentro do parque, tranquilo de fazer as trilhas de casal ou melhor ir com uma galera ?
    Estava procurando melhores informações sobre as portarias e ônibus, ainda bem que você postou.
    Tem instagram ou facebook para caso eu possa colocar a referência desse blog ?
    meu perfil é @guiint

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    1. Ola Guilherme, blz?

      Nas 2x que visitei o parque não tive problemas quanto a segurança.
      Foram em fds e encontrei vários grupos nas trilhas. Alguns bikers e seguranças rondando de moto o parque.
      Então creio ser um local seguro.

      Não gosto das redes sociais, por isso não tenho cadastro em nenhuma delas.

      Boa sorte.
      E obrigado pelo elogio.

      Abcs

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  3. Oi, Augusto... boa noite, amigo!
    Te acho no Face?
    Brçs...

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    1. E aí, blz?

      Eu não tenho cadastro em nenhuma rede social.
      Se quiser, pode postar aqui mesmo no blog.

      Abcs

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