
Iniciei sozinho a caminhada na cidade de Tambaú e finalizei 15 dias depois com a Márcia que se juntou a mim em Paraisópolis. Ao longo do Caminho encontrei outros peregrinos, alguns de bike e outros caminhando.
Passei por trechos de plantações de café, cana de açúcar, legumes, verduras, trilhas na mata, trilhos de uma linha férrea, estradas de terra, no asfalto e rodovias.
Atualmente (ano 2026) o Caminho sai de várias cidades diferentes e alguns convergem para Tambaú e outros em Águas da Prata, seguindo dali direto para Aparecida.
Se orientando sempre pelas setas amarelas, o Caminho passa por dezenas de cidades e vilas.
Foto acima no Portal do Caminho da Fé, poucos minutos depois de iniciar a caminhada em Tambaú
Dividi as fotos por cada dia de caminhada e ao longo do relato, coloquei os links.
Para quem usa GPS, aqui está o tracklog de toda essa caminhada, mas que atualmente acrecentaram algumas bifurcações: clique aqui
Na maioria dos trechos eu saia por volta das 08:00 hrs e chegava na outra cidade no final de tarde. Alguns trechos cheguei já escurecendo.
A hospedagem foi em pousadas, chalés, hotéis ou hostels que foram cadastrados pelos organizadores do Caminho.
Foto acima no Portal do Caminho da Fé, poucos minutos depois de iniciar a caminhada em Tambaú
Dividi as fotos por cada dia de caminhada e ao longo do relato, coloquei os links.
Para quem usa GPS, aqui está o tracklog de toda essa caminhada, mas que atualmente acrecentaram algumas bifurcações: clique aqui
Atualizado Abril/2026
No final de cada trecho eu também fazia uma filmagem em vídeo relatando sobre
os problemas que passei, como foi o percurso e uma descrição de como é a
pousada. O tempo médio de cada vídeo ficou entre 5 a 9 minutos. Aqui estão
todos os vídeos:
Tem um trecho de uma música do Gilberto Gil que diz: “Andá com fé eu vou, que a
fé não costuma faiá”. Acho que reflete bem sobre o que eu passei em toda essa
caminhada, que me fez reunir forças para caminhar 429 Km.
Os primeiros dias foram os mais difíceis (muitas dores musculares). Começou a melhorar lá pelo 4º dia, quando caminhei 50 Km em 15 horas direto. Na maioria dos trechos eu saia por volta das 08:00 hrs e chegava na outra cidade no final de tarde. Alguns trechos cheguei já escurecendo.
A hospedagem foi em pousadas, chalés, hotéis ou hostels que foram cadastrados pelos organizadores do Caminho.
Eu iniciei a caminhada em Tambaú e as opções de hospedagem eram de apenas 1 ou 2 estabelecimentos em cada cidade, mas atualmente mudou para melhor, já que aumentaram a quantidade de estabelecimentos - algumas das cidades chegam a ter quase 10 opções.
Veja a relação atualizada nesses links abaixo. Imprima e leve para sua caminhada. Podem ser muito úteis:
Veja a relação atualizada nesses links abaixo. Imprima e leve para sua caminhada. Podem ser muito úteis:
- Pousadas trecho Tambaú - Aguas da Prata:
https://caminhodafe.com.br/ptbr/wp-content/uploads/2026/03/Planilha-08-Ramal-Tambau-Edicao-18.4.pdf
- Pousadas trecho Aguas da Prata - Basílica de Aparecida
https://caminhodafe.com.br/ptbr/wp-content/uploads/2026/03/Planilha-15-Ramal-Principal-Aguas-da-Prata-Edicao-18.4.pdf
https://caminhodafe.com.br/ptbr/wp-content/uploads/2026/03/Planilha-08-Ramal-Tambau-Edicao-18.4.pdf
- Pousadas trecho Aguas da Prata - Basílica de Aparecida
https://caminhodafe.com.br/ptbr/wp-content/uploads/2026/03/Planilha-15-Ramal-Principal-Aguas-da-Prata-Edicao-18.4.pdf
Abaixo um pequeno resumo dessa caminhada:
1º dia: Tambaú/SP até Casa Branca/SP - 35 Km
| Iniciando a caminhada |
Esse trecho foi dos mais tranquilos, por ser plano e com poucas subidas e descidas. Ideal levar uns 2 litros de água (apesar de haver indicações e lugares onde pegar água pouco antes da divisa entre as 2 cidades). Ao longo do trecho, passei por plantações de café, cana de açúcar, batata, feijão, laranjas e tangerinas.
Ao passar pelo cemitério de Tambaú, poucos minutos depois de iniciar a caminhada, logo à frente o Caminho sai da Rodovia à direita e segue por estradas de terra até chegar em Casa Branca.
A divisa de municípios você chega depois de 11 Km, umas 3 horas depois. Cheguei em Casa Branca com pouco menos de 9 horas de caminhada.
Atualmente são 4 opções de hospedagem na cidade.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
| Pouco antes de chegar na Rodovia |
Atualmente acrescentaram uma outra cidade antes de Vargem Grande do Sul, chamada Itobi, com apenas 1 opção de hospedagem.
No meu roteiro fiz varias paradas para descanso, chegando em Vargem Grande do Sul depois de 10 horas de caminhada.
Na época existia somente 1 Hotel na cidade (Principe Hotel) para receber os caminhantes. Atualmente as opções aumentaram, felizmente.
Na época existia somente 1 Hotel na cidade (Principe Hotel) para receber os caminhantes. Atualmente as opções aumentaram, felizmente.
Quando cheguei nessa cidade, as dores musculares incomodavam bastante. Usando uma pomada anti-inflamatória, os sintomas melhoraram um pouco.
Existe outra Pousada a cerca de 10 Km da cidade, que o Caminho passa ao lado: é a Pousada Da. Cidinha.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
3º dia: Vargem Grande do Sul/SP até São Roque da Fartura/SP - 27 Km
Trecho inicialmente no plano com subidas leves e depois de passados uns 12 Km se iniciará a árdua e íngreme subida da Serra da Fartura (existe a Pousada da Da. Cidinha no início dessa subida). Já do outro lado da serra, o Caminho segue por um pequeno trecho de asfalto, de onde já se consegue ver São Roque da Fartura ao fundo e depois volta a subir a Serra da Fartura, como se fosse um desvio. É um trecho bem desgastante, pois é só subida (o visual lá da crista vale a pena). Levei 8 horas de Vargem Grande do Sul até São Roque da Fartura.
Na época fiquei na Pousada Cachoeira (que pertence Da. Cida), mas que foi descredenciada. Atualmente são 3 opções para escolher.
Existe outra Pousada a cerca de 10 Km da cidade, que o Caminho passa ao lado: é a Pousada Da. Cidinha.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
3º dia: Vargem Grande do Sul/SP até São Roque da Fartura/SP - 27 Km
![]() |
| Subindo a Serra da Fartura |
Na época fiquei na Pousada Cachoeira (que pertence Da. Cida), mas que foi descredenciada. Atualmente são 3 opções para escolher.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
4º dia: São Roque da Fartura/SP até Andradas/MG - 50 Km
O trecho mais longo de todos - caminhei durante 15 horas direto até Andradas, passando diretor por Aguas da Prata. Até o início da descida da serra em direção a Águas da Prata é quase todo no plano, passando por inúmeras nascentes e no meio de plantações de café. Saí de São Roque da Fartura pouco antes das 05:00 hrs e cheguei em Águas da Prata pouco depois das 09:00 hrs e como encontrei a Pousada do Peregrino fechada (onde os criadores desse Caminho residem), preferi seguir adiante, na direção de Andradas.
Vídeo:
4º dia: São Roque da Fartura/SP até Andradas/MG - 50 Km
| Caminhada na neblina da manhã |
Ao longo do trajeto, antes de chegar em Aguas da Prata existe uma bifurcação que segue até o marco da divisa MG/SP e com opções de hospedagem também, porém quem quiser ficar no centro de Aguas da Prata também terá muitas opções de hospedagem.
Mas como passei direto pela cidade, seguindo na direção de Andradas, fui passando por um imenso vale, inicialmente no plano para depois só subida. Andradas se localiza em um grande vale entre 2 serras, por isso o trecho final é de descida íngreme e longa.
Tanto na cidade quanto ao longo do trecho são muitas opções de hospedagem. É só escolher.
Tanto na cidade quanto ao longo do trecho são muitas opções de hospedagem. É só escolher.
A Pousada que fiquei na época que passei por lá atualmente está descredenciada.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
5º dia: Andradas/MG até Crisólia/MG - 36 Km
Esse trecho é dividido em vários outros: de Andradas à Serra dos Limas, depois até Distrito da Barra, depois até Distrito de Taguá e finalizando em Crisólia, sendo que em cada trecho é possível encontrar boas opções de hospedagem e restaurantes.
O trecho de Andradas até a Serra dos Lima lembra um pouco a subida da Serra da Fartura, por ser muito íngreme.
De Serra dos Lima até Distrito da Barra é plano e depois descida íngreme até o fundo do vale, onde se localiza o Distrito. Aqui tem uma bifurcação recente para Taguá, mas quando fiz o caminho segui de Barra até Crisólia por uma subida íngreme muito forte, uma parte plana e pequenas descidas.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
5º dia: Andradas/MG até Crisólia/MG - 36 Km
| Chegando no Distrito da Barra |
O trecho de Andradas até a Serra dos Lima lembra um pouco a subida da Serra da Fartura, por ser muito íngreme.
De Serra dos Lima até Distrito da Barra é plano e depois descida íngreme até o fundo do vale, onde se localiza o Distrito. Aqui tem uma bifurcação recente para Taguá, mas quando fiz o caminho segui de Barra até Crisólia por uma subida íngreme muito forte, uma parte plana e pequenas descidas.
Na parte final é um longo trecho plano que parece nunca terminar. Não se vê Crisólia do Caminho.
Ela aparece de repente, escondida entre os morros. Saí de Andradas por volta das 07h30min, chegando na Barra pouco depois das 12:00 hrs e por volta das 18:00 hrs em Crisólia.
Na Serra dos Lima, a cerca de 10 km de Andradas fica a Pousada da Da. Natalina, mas atualmente têm muitas outras opções.
No Distrito da Barra, a cerca de 20 km de Andradas, se localiza a Pousada do Tio João, além de mais uma outra.
Em Crisólia fiquei na Pousada da Da. Adelaide que atualmente tá fechada, porém o Distrito conta com outras 4 opções.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
6º dia: Crisólia/MG até Borda da Mata/MG - 38 Km
Crisólia está próxima de Ouro Fino (7 Km). Esse trecho passa por dentro dessa cidade e depois chega à Inconfidentes (pare no Bar do Maurão – fica na entrada da cidade).
Na Serra dos Lima, a cerca de 10 km de Andradas fica a Pousada da Da. Natalina, mas atualmente têm muitas outras opções.
No Distrito da Barra, a cerca de 20 km de Andradas, se localiza a Pousada do Tio João, além de mais uma outra.
Em Crisólia fiquei na Pousada da Da. Adelaide que atualmente tá fechada, porém o Distrito conta com outras 4 opções.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
![]() |
| Trecho de muito Sol e Serras |
Depois o Caminho segue por uns 2 Km pela Rodovia e logo sai para esquerda, junto à um ponto de ônibus. Passa ao lado da Pousada Águas Livres e segue ora no plano, ora subidas leves. Nesse trecho, talvez você encontre o Seu Joaquim, ao lado da bica que ele fez (tem uma enorme placa em frente), sendo um lugar perfeito para descanso.
São muitas opções de hospedagem tanto em Ouro Fino quanto em Inconfidentes.
O trecho final, de onde se enxerga a cidade de Borda da Mata é de descida e algumas partes planas, mas bem tranquilo. Saí de Crisólia às 07h30min e cheguei às 19:00 hrs em Borda da Mata.
Se puder visite a Igreja Matriz de Borda da Mata, pois os vitrais internos são lindos.
Fiquei no Hotel Village com café da manhã, porém a cidade possui umas 15 opções de hospedagem cadastradas.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
7º dia: Borda da Mata/MG até Tocos do Moji/MG - 16 Km
Um dos trechos mais tranquilos dessa caminhada. Saí de Borda da Mata por volta das 10:00 hrs e cheguei em Tocos do Moji por volta das 15h30min.
Alguns aclives e declives bem fáceis e muita plantação de morango ao longo do Caminho (isso se estiver na época).
Não deixe de ir à Pastelaria do Zé Bastião em Tocos do Moji, que vende pastel de fubá. Pouco antes de chegar na cidade encontrei o Ronald (colega de uma lista de trekking da qual eu participava) e que me acompanhou até Estiva (de lá ele retornou para São Paulo).
Fiquei na Pousada do Peregrino (Da. Terezinha).
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
8º dia: Tocos do Moji/MG até Estiva/MG - 22 Km
Depois de uma subida inicial, o Caminho passa pelo Distrito de Fazenda Velha e por uma longa descida e subida pelo Vale dos Teodoros, sendo um dos trechos mais bonitos de todo o Caminho, com toda certeza.
Se puder visite a Igreja Matriz de Borda da Mata, pois os vitrais internos são lindos.
Fiquei no Hotel Village com café da manhã, porém a cidade possui umas 15 opções de hospedagem cadastradas.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
| Trecho de muita lama |
Alguns aclives e declives bem fáceis e muita plantação de morango ao longo do Caminho (isso se estiver na época).
Não deixe de ir à Pastelaria do Zé Bastião em Tocos do Moji, que vende pastel de fubá. Pouco antes de chegar na cidade encontrei o Ronald (colega de uma lista de trekking da qual eu participava) e que me acompanhou até Estiva (de lá ele retornou para São Paulo).
Fiquei na Pousada do Peregrino (Da. Terezinha).
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
8º dia: Tocos do Moji/MG até Estiva/MG - 22 Km
![]() |
| Vale dos Teodoros |
Muita plantação de morango também.
Saí de Tocos do Moji às 08h30min e cheguei em Estiva pouco antes das 15:00 hrs.
Fiquei na Pousada Poka que se localiza sobre Padaria Santa Edwiges e ao lado da Igreja Matriz, mas existem muitas outras opções.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
9º dia: Estiva/MG até Consolação/MG - 20 Km
Trecho também bem tranquilo. Saí de Estiva às 09:00 hrs e cheguei em Consolação por volta das 15h30min. Depois de cruzar a Rodovia Fernão Dias, o Caminho segue no plano a sua maior parte.
Cerca de 2 horas depois da cidade se inicia uma longa subida da Serra do Caçador por quase 1 hora.
Chegando ao topo, o trecho é todo no plano com descidas até chegar em Consolação.
Fiquei na Pousada da Da. Elza, que oferece jantar e café da manhã.
A cidade é bem pequena e não oferece muita coisa.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
10º dia: Consolação/MG até Paraisópolis/MG - 22 Km
Trecho também bastante tranquilo. Saí às 08h30min de Consolação e cheguei em Paraisópolis às 15h30min. O inicio dele é com leves descidas e todo no plano com uma ou outra subida leve. A longa subida não tão íngreme já tá quase no final, depois que o Caminho segue por uma estrada secundária. Chegando no topo é só descida até Paraisópolis, onde já se avista a Pedra do Baú de ângulo bem diferente.
Fiquei no Hotel Central, que oferece café da manhã.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
11º dia: Paraisópolis/MG até Distrito de Campista/SP - 41 Km
Sem dúvida nenhuma, um dos trechos mais difíceis de todos. Aqui eu já estava com a Márcia que se juntou a mim até a Basílica de Aparecida.
Fiquei na Pousada Poka que se localiza sobre Padaria Santa Edwiges e ao lado da Igreja Matriz, mas existem muitas outras opções.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
| Serra do Caçador ao fundo |
Cerca de 2 horas depois da cidade se inicia uma longa subida da Serra do Caçador por quase 1 hora.
Chegando ao topo, o trecho é todo no plano com descidas até chegar em Consolação.
Fiquei na Pousada da Da. Elza, que oferece jantar e café da manhã.
A cidade é bem pequena e não oferece muita coisa.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
10º dia: Consolação/MG até Paraisópolis/MG - 22 Km
![]() |
| Trecho no plano |
Fiquei no Hotel Central, que oferece café da manhã.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
![]() |
| Chegando no Distrito de Luminosa |
Saímos da cidade com um outro grupo que conhecemos no mesmo Hotel que estávamos hospedados.
Por não saber como era o trecho e não encontrar relatos de outros peregrinos, já que ele foi inserido em substituição ao trecho de São Bento do Sapucaí, Sapucaí Mirim e Santo Antônio do Pinhal, caminhamos cerca de 14 horas direto, que poderíamos ter evitado.
Saindo de Paraisópolis, passamos pelo Distrito do Cantagalo, que pertence ao município de São Bento do Sapucaí/SP com algumas pousadas e depois chegamos ao Distrito de Luminosa (município de Brazópolis), onde existem várias pousadas e se localiza em um imenso vale.
Dali em diante não imaginávamos que a subida da serra fosse tão extensa e seguimos em frente.
Foi um aclive de 1000 metros, tendo de subir um trecho muito íngreme e extremamente cansativo no final.
Não recomendo fazer esse trecho se você não está preparado para uma longa subida.
Não recomendo fazer esse trecho se você não está preparado para uma longa subida.
| Trecho da longa subida |
Já quem for fazer esse trecho, deverá estar passando por Luminosa no máximo até 12:00 hrs, para chegar no asfalto antes do anoitecer, senão terá problemas - sugiro ficar numa pousada do Bairro Cantagalo ou na Pousada Nossa Sra das Candeias (Da. Ditinha) em Luminosa, que fica ao lado da Igreja ou talvez na Pousada da Da. Inez, uns 4 Km depois de passar pelo Distrito de Luminosa, já na subida da serra.
No final da subida da serra, o Caminho segue por um trecho de mata e sem qualquer vestígio de vida humana (só com lanterna para fazer esse trecho no escuro).
A Pousada Montês fica na Estrada do Campista (que liga Campos do Jordão à São Bento do Sapucaí) e tá no meio do nada.
Por não saber onde ficava a Pousada, cometemos vários erros nesse trecho e outros peregrinos que estavam na frente pisaram na bola também.
Nem imaginávamos que a Pousada ficava longe de tudo. E para piorar nem avisamos o proprietário da Pousada que íamos chegar durante a noite.
A Pousada Montês fica na Estrada do Campista (que liga Campos do Jordão à São Bento do Sapucaí) e tá no meio do nada.
Por não saber onde ficava a Pousada, cometemos vários erros nesse trecho e outros peregrinos que estavam na frente pisaram na bola também.
Nem imaginávamos que a Pousada ficava longe de tudo. E para piorar nem avisamos o proprietário da Pousada que íamos chegar durante a noite.
Na verdade outros peregrinos que estavam com a gente, seguiram na frente e avisaram o proprietário que não íamos mais chegar na Pousada, o que não era verdade.
Por isso avise com antecedência que você vai pernoitar na Pousada, para ele preparar o jantar e também não confie muito nos peregrinos que você vai fazendo amizade ao longo do Caminho. A nossa experiencia não foi boa.
Pousada Montês é bem isolada e fornece jantar e café da manhã.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo 1:
Vídeo 2:
Vídeo 3:
12º dia: Distrito de Campista/SP até Campos do Jordão/SP - 21 Km
Saímos da Pousada às 09:00 hrs e chegamos em Campos do Jordão por volta das 15h30min. O trecho é tranquilo e segue descendo pelo asfalto durante uns 30 minutos até chegar na divisa São Bento do Sapucaí/Campos do Jordão. Aqui é o Distrito de Campista que possui algumas opções de hospedagem também.
Por isso avise com antecedência que você vai pernoitar na Pousada, para ele preparar o jantar e também não confie muito nos peregrinos que você vai fazendo amizade ao longo do Caminho. A nossa experiencia não foi boa.
Pousada Montês é bem isolada e fornece jantar e café da manhã.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo 1:
Vídeo 2:
Vídeo 3:
![]() |
| Trecho pelo asfalto |
Saindo do asfalto, o Caminho segue por estradas de terra à direita, agora em aclive.
Chegando na crista o visual compensa, mostrando alguns bairros de Campos do Jordão e passando próximo da Pedra do Baú, à direita. Existe um pequeno bar à esquerda, pouco depois de se avistar a Pedra do Baú. O ideal é parar aqui, até para apreciar o lindo visual desse trecho.
Daqui em diante o Caminho passa por algumas pousadas cadastradas até chegar à avenida principal de Campos do Jordão, com boas opções de hospedagem, até no interior de um mosteiro.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
13º dia: Campos do Jordão/SP até Pindamonhangaba/SP - 42 Km
Atualmente saindo de Campos do Jordão, o Caminho se divide em 2: um que segue para Santo Antônio do Pinhal, descendo a serra pela linha férrea, na direção de Pindamonhangaba.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
13º dia: Campos do Jordão/SP até Pindamonhangaba/SP - 42 Km
| Caminhada ao lado da linha férrea |
E um outro que segue pelo Gomeral, passando ao lado do Horto Florestal.
Quando fizemos o Caminho só tinha a opção por Santo Antônio do Pinhal, cujo trecho inicial ainda é pelo asfalto com algumas subidas e descidas, passando pelo ponto culminante ferroviário do país.
Quando fizemos o Caminho só tinha a opção por Santo Antônio do Pinhal, cujo trecho inicial ainda é pelo asfalto com algumas subidas e descidas, passando pelo ponto culminante ferroviário do país.
O trecho mais chato é quando você caminha pelos dormentes da linha do trem. Chegando na Estação Eugênio Lefreve, em Santo Antônio do Pinhal, aqui era o ponto final dos trenzinhos que saiam de Campos do Jordão - dizem que o bolinho de bacalhau do barzinho da estação é um dos melhores.
No local tem um belo mirante de todo o vale e agora o Caminho sai da linha do trem e segue por uma trilha no meio da mata - tem a opção de continuar pela linha do trem, mas é bem mais cansativo. Terminando a descida, chegamos no Bairro de Piracuama, onde existe uma antiga estação de trem e 2 Pousadas, mas no dia nenhuma tinha vaga.
Se quiser pernoitar por aqui em qualquer das pousadas é necessário reservar antecipadamente.
Atualmente aqui existe uma outra bifurcação com a opção de seguir na direção do Bairro Ribeirão Grande, para esquerda, sentido Guaratinguetá, se não quiser seguir pelo asfalto até Pinda, como nós fizemos.
Saímos de Campos do Jordão às 08h30min e ao passarmos por Piracuama e não encontrar hospedagem, seguimos até Pindamonhangaba para se hospedar no centro da cidade, onde chegamos por volta das 20:00 hrs.
Tivemos um pequeno problema nesse trecho.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
14º dia: Pindamonhangaba/SP até a Pousada Jovimar, em Aparecida/SP - 27 Km
Saímos por volta das 08h30min e chegamos na Pousada Jovimar as 17:00 hrs, que atualmente não funciona mais.
O percurso foi todo no asfalto, pela Rodovia que segue para Aparecida. É bem entediante, monótono e barulhento e para piorar não existem trechos de sombra (foi Sol na cabeça o tempo todo).
Vídeo:
| Caminhada pelo asfalto |
O percurso foi todo no asfalto, pela Rodovia que segue para Aparecida. É bem entediante, monótono e barulhento e para piorar não existem trechos de sombra (foi Sol na cabeça o tempo todo).
Como não pretendíamos chegar no final de tarde na Basílica ficamos em uma Pousada a 3 Km antes, de onde ainda não se consegue ver a Basílica - atualmente essa Pousada não está mais cadastrada pelos organizadores.
Esse é um trecho muito bacana, porque ao longo do percurso sempre vão passando bikers ou peregrinos de outras cidades e ao verem eu e a Márcia de mochilas bem cansados, passam incentivando.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
15º dia: Pousada Jovimar até Basílica de Aparecida/SP- 3Km
Saímos da Pousada pouco antes das 09:00 hrs, já que pretendíamos participar da Missa das 10:00 hrs. Assim que nos aproximávamos da Basílica, percebíamos que estaria lotada, haja vista o número impressionante de ônibus de turismo.
Fomos subir as escadas da Basílica as 09h40min e depois da Missa, fomos pegar nossa Mariana (certificado de quem conclui o Caminho da Fé) e no final da tarde voltamos para São Paulo, mas quem pretende pernoitar na cidade, são várias pousadas cadastradas.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
Criei algumas fotos panorâmicas de toda essa caminhada: clique aqui.
Algumas dicas e informações úteis (Atualizado Abril/2026)
# Algumas das Pousadas estão dentro da cidade, outras na zona rural. Em alguns meses do ano, muita gente faz esse Caminho, por isso o ideal é de acordo com o ritmo da caminhada, ir ligando nas próximas pousadas que você irá se hospedar.
# Sem dúvida nenhuma a melhor época para se fazer essa caminhada é no inverno ou em meses que não sejam muito quentes. Não recomendo a época de verão, já que o calor é desgastante demais, podendo ocasionar problemas sérios de saúde ao longo do caminho.
# Todas as Pousadas e Hotéis fornecem roupas de cama e toalhas de banho e a variação de preços é grande. Algumas que são casas residenciais cobram preços baixos, enquanto algumas outras Pousadas cobram valores altos.
# Algumas pousadas disponibilizam locais apropriados para lavar roupas também. Se informe antes.
# Para ficar em algumas pousadas ou casas residenciais é necessário reservar antecipadamente. Veja a lista que coloquei no início do relato.
# O ideal é antes de iniciar essa caminhada, pegar no site do Caminho da Fé a relação das pousadas com seus respectivos telefones e preços. Assim fica mais fácil já acertar os pernoites de acordo com o ritmo da caminhada.
# Não cometa o mesmo erro que a gente no trecho Paraisópolis-Campista. Foram vários:
Esse é um trecho muito bacana, porque ao longo do percurso sempre vão passando bikers ou peregrinos de outras cidades e ao verem eu e a Márcia de mochilas bem cansados, passam incentivando.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
| Chegando na Basílica |
Fomos subir as escadas da Basílica as 09h40min e depois da Missa, fomos pegar nossa Mariana (certificado de quem conclui o Caminho da Fé) e no final da tarde voltamos para São Paulo, mas quem pretende pernoitar na cidade, são várias pousadas cadastradas.
Fotos desse dia: Clique aqui
Vídeo:
Criei algumas fotos panorâmicas de toda essa caminhada: clique aqui.
Algumas dicas e informações úteis (Atualizado Abril/2026)
# Algumas das Pousadas estão dentro da cidade, outras na zona rural. Em alguns meses do ano, muita gente faz esse Caminho, por isso o ideal é de acordo com o ritmo da caminhada, ir ligando nas próximas pousadas que você irá se hospedar.
# Sem dúvida nenhuma a melhor época para se fazer essa caminhada é no inverno ou em meses que não sejam muito quentes. Não recomendo a época de verão, já que o calor é desgastante demais, podendo ocasionar problemas sérios de saúde ao longo do caminho.
# Todas as Pousadas e Hotéis fornecem roupas de cama e toalhas de banho e a variação de preços é grande. Algumas que são casas residenciais cobram preços baixos, enquanto algumas outras Pousadas cobram valores altos.
# Algumas pousadas disponibilizam locais apropriados para lavar roupas também. Se informe antes.
# Para ficar em algumas pousadas ou casas residenciais é necessário reservar antecipadamente. Veja a lista que coloquei no início do relato.
# O ideal é antes de iniciar essa caminhada, pegar no site do Caminho da Fé a relação das pousadas com seus respectivos telefones e preços. Assim fica mais fácil já acertar os pernoites de acordo com o ritmo da caminhada.
# Não cometa o mesmo erro que a gente no trecho Paraisópolis-Campista. Foram vários:
- caminhamos demais, pensando que o trecho fosse fácil;
- não reservamos a Pousada Montês, pensando que encontraríamos ela em alguma vila (ela tá no meio do nada).
- pensamos que encontraríamos algum restaurante próximo, se não tivesse jantar na pousada. Tudo culpa nossa.
# Pode ser que alguns restaurantes onde comemos não funcionem mais. Sempre é bom perguntar na Pousada os melhores lugares para jantar.
# Não encontramos áreas de camping ao longo do Caminho. Só existem as opções das pousadas, chalés, hotéis ou casas de família. Tem o camping selvagem, mas não recomendo devido ao peso a mais na mochila.
# Algumas cidades dispõem de caixas eletrônicos dos principais bancos e algumas pousadas aceitam pagamento no cartão, mas o pagamento por PIX é a melhor opção.
# Pode ser que alguns restaurantes onde comemos não funcionem mais. Sempre é bom perguntar na Pousada os melhores lugares para jantar.
# Não encontramos áreas de camping ao longo do Caminho. Só existem as opções das pousadas, chalés, hotéis ou casas de família. Tem o camping selvagem, mas não recomendo devido ao peso a mais na mochila.
# Algumas cidades dispõem de caixas eletrônicos dos principais bancos e algumas pousadas aceitam pagamento no cartão, mas o pagamento por PIX é a melhor opção.
# Nem vou colocar o quanto gastei nessa caminhada porque os valores atuais das hospedagens e restaurantes são diferentes.
Mas para ter uma média de gasto é só ir somando o valor atual das diárias nas pousadas por onde pretende passar + uns $50 a $80 Reais/dia que inclui jantar e alguns gastos diários.
# O traçado do Caminho da Fé é quase que basicamente de oeste para leste e com isso a caminhada pela manhã será sempre com o Sol incidindo no rosto. Um boné com abas é obrigatório.
# Um cajado é essencial, principalmente nas subidas e descidas. Ele é vendido nos locais onde é fornecido a credencial, mas procure ligar antes para confirmar.
# Um bom tênis com uma boa palmilha e já usado é o essencial. Dependendo da época, até dá para usar uma boa papete.
De maneira nenhuma use um tênis novo.
# O traçado do Caminho da Fé é quase que basicamente de oeste para leste e com isso a caminhada pela manhã será sempre com o Sol incidindo no rosto. Um boné com abas é obrigatório.
# Um cajado é essencial, principalmente nas subidas e descidas. Ele é vendido nos locais onde é fornecido a credencial, mas procure ligar antes para confirmar.
# Um bom tênis com uma boa palmilha e já usado é o essencial. Dependendo da época, até dá para usar uma boa papete.
De maneira nenhuma use um tênis novo.
Fui com uma bota de trekking e achei desnecessário. Uma meia de boa qualidade própria para trekking é o ideal. Algumas pessoas usam duas meias, uma fina e outra um pouco mais grossa por cima. Passe também vaselina nos dedos, para evitar as bolhas.
# Evite roupas grossas para a caminhada. Um bom moletom ou uma calça fina de trekking já tá bom.
Jeans de jeito nenhum.
# Evite roupas grossas para a caminhada. Um bom moletom ou uma calça fina de trekking já tá bom.
Jeans de jeito nenhum.
Durante a caminhada o corpo esquenta facilmente e uma blusa leve já é o ideal.
# Cerca de 1 mês antes se prepare fisicamente, realizando caminhadas regularmente. Assim ao iniciar o Caminho da Fé, o corpo já está preparado para longas caminhadas e com isso se evita alguns aborrecimentos ou até desistências.
# Todo o Caminho é muito bem sinalizado pelas setas amarelas ou placas de metal a cada 2 Km, onde consta a quilometragem restante até Aparecida. Essas setas estão pintadas em postes, árvores, no asfalto, cercas, porteiras, mourões, etc.
# Cerca de 1 mês antes se prepare fisicamente, realizando caminhadas regularmente. Assim ao iniciar o Caminho da Fé, o corpo já está preparado para longas caminhadas e com isso se evita alguns aborrecimentos ou até desistências.
# Todo o Caminho é muito bem sinalizado pelas setas amarelas ou placas de metal a cada 2 Km, onde consta a quilometragem restante até Aparecida. Essas setas estão pintadas em postes, árvores, no asfalto, cercas, porteiras, mourões, etc.
Nos cruzamentos de rodovias elas normalmente estão pintadas na parte detrás das placas de sinalização.
# As placas maiores indicam a direção a ser seguida, através das setas amarelas, pontos de interesse como água potável e área de descanso e características das cidades onde o Caminho passa.
# Na minha opinião um dos piores trechos de todo o Caminho é o de Paraisópolis até Campista, passando por Luminosa. Evite fazer todo esse percurso num único dia. Nós fizemos e foi cansativo demais.
# Em vários trechos do Caminho, ele passa por dentro de propriedades particulares e ao cruzar cercas, porteiras ou cancelas, deixe-as como encontrou - abertas ou fechadas.
# Quem não tem a disponibilidade de vários dias para completar todo o Caminho, tem a opção de fazê-lo em partes, caminhando só em fins de semana.
# As placas maiores indicam a direção a ser seguida, através das setas amarelas, pontos de interesse como água potável e área de descanso e características das cidades onde o Caminho passa.
# Na minha opinião um dos piores trechos de todo o Caminho é o de Paraisópolis até Campista, passando por Luminosa. Evite fazer todo esse percurso num único dia. Nós fizemos e foi cansativo demais.
# Em vários trechos do Caminho, ele passa por dentro de propriedades particulares e ao cruzar cercas, porteiras ou cancelas, deixe-as como encontrou - abertas ou fechadas.
# Quem não tem a disponibilidade de vários dias para completar todo o Caminho, tem a opção de fazê-lo em partes, caminhando só em fins de semana.
O meu colega Ronald que encontrei próximo de Tocos do Moji estava fazendo dessa forma.
# Sinal de telefonia celular é fácil conseguir em vários trechos do Caminho.
# A Credencial do Peregrino deve ser adquirida nos locais onde se inicia a caminhada e serve para identificar que você está fazendo o Caminho da Fé. Ela deve ser apresentada nas pousadas e hotéis em que se hospedar.
# Sinal de telefonia celular é fácil conseguir em vários trechos do Caminho.
# A Credencial do Peregrino deve ser adquirida nos locais onde se inicia a caminhada e serve para identificar que você está fazendo o Caminho da Fé. Ela deve ser apresentada nas pousadas e hotéis em que se hospedar.
É importante que ligue antes para o local onde vai iniciar a caminhada se a credencial é fornecida lá.
Não esqueça também de solicitar os carimbos por onde passa. Eles são a prova de que você fez todo o percurso. Ao chegar na Basílica de Aparecida, você poderá solicitar a Mariana, que é um certificado de conclusão do Caminho.
# Ideal levar uma mochila com no máximo 8 Kg de peso.
# O que levar na mochila:
- 3 ou 4 mudas de roupa, se for lavar ao longo do Caminho.
Não esqueça também de solicitar os carimbos por onde passa. Eles são a prova de que você fez todo o percurso. Ao chegar na Basílica de Aparecida, você poderá solicitar a Mariana, que é um certificado de conclusão do Caminho.
# Ideal levar uma mochila com no máximo 8 Kg de peso.
# O que levar na mochila:
- 3 ou 4 mudas de roupa, se for lavar ao longo do Caminho.
- Camisetas de manga comprida para evitar expor os braços ao Sol.
- vários peças de roupas íntimas e vários pares de meia.
- uma pequena toalha
- capa de chuva
- um tênis já usado e uma papete.
- chinelo.
- material de higiene pessoal
- alguns alimentos para serem consumidos ao longo da caminhada, entre eles: frutas secas, barras de cereais, chocolates, sucos, sanduíche natural e uma ou outra fruta fresca e muita água. Em geral alimentos de fácil digestão.
- Kit de primeiros socorros contendo pomadas anti-séptica e anti-inflamatória (Gelol ou similar), anti-ácidos, curativos, gaze de rolo, esparadrapo, pomada contra assadura, protetor solar e comprimidos para dores, resfriados ou gripes.
- vários peças de roupas íntimas e vários pares de meia.
- uma pequena toalha
- capa de chuva
- um tênis já usado e uma papete.
- chinelo.
- material de higiene pessoal
- alguns alimentos para serem consumidos ao longo da caminhada, entre eles: frutas secas, barras de cereais, chocolates, sucos, sanduíche natural e uma ou outra fruta fresca e muita água. Em geral alimentos de fácil digestão.
- Kit de primeiros socorros contendo pomadas anti-séptica e anti-inflamatória (Gelol ou similar), anti-ácidos, curativos, gaze de rolo, esparadrapo, pomada contra assadura, protetor solar e comprimidos para dores, resfriados ou gripes.
- Kit de prevenção às bolhas. Não será fácil evitá-las ao longo da caminhada, mas sempre tem alguma receita caseira para ajudar. Segue abaixo uma delas:
# Site com as indicações das Pousadas, seus respectivos telefones e a distância de uma para outra, assim como outras informações.
www.caminhodafe.com.br
# Um outro Caminho de Peregrinação que cruza com o Caminho da Fé no Distrito de Luminosa é o do Frei Galvão que finalizei recentemente:
Vaselina ou hipoglos: passe entre os dedos dos pés e no calcanhar, com o intuito de evitar o atrito e possíveis bolhas.
Dizem também que uma meia fina e outra grossa por cima também ajuda.
Agulha e linha: Obrigatório levar, pois ao final de um dia de caminhada se surgirem bolhas, fure-as com agulha e passe uma linha dentro para ir secando.
Nebacetin: ótima pomada cicatrizante para evitar infecção. Passe na bolha furada.
# Site com as indicações das Pousadas, seus respectivos telefones e a distância de uma para outra, assim como outras informações.
www.caminhodafe.com.br
# Um outro Caminho de Peregrinação que cruza com o Caminho da Fé no Distrito de Luminosa é o do Frei Galvão que finalizei recentemente:
https://trilhasetrips.blogspot.com/2023/12/relato-caminho-do-frei-galvao-sao-bento.html
Curiosidades
# O Caminho da Fé é mantido pelas cidades onde ele passa, através de leis que foram aprovadas nas respectivas Câmaras Municipais. As contribuições variam de cidade de acordo com o número de habitantes. Regularmente o Caminho da Fé acrescenta mais outras cidades, aumentando o percurso.
# O trecho que muita gente reclama e com razão é o de Pindamonhangaba até Aparecida. Ele é todo feito pelo asfalto e nunca será excluído, já que essa cidade é a que mais contribui e já possui uma lei aprovada.
Curiosidades
# O Caminho da Fé é mantido pelas cidades onde ele passa, através de leis que foram aprovadas nas respectivas Câmaras Municipais. As contribuições variam de cidade de acordo com o número de habitantes. Regularmente o Caminho da Fé acrescenta mais outras cidades, aumentando o percurso.
# O trecho que muita gente reclama e com razão é o de Pindamonhangaba até Aparecida. Ele é todo feito pelo asfalto e nunca será excluído, já que essa cidade é a que mais contribui e já possui uma lei aprovada.






lIndo!!!
ResponderExcluirMy
Maravilha Companheiro. Pretendo fazer o caminho em etapas e estou lendo atentamente suas anotaçoes. Um abraço
ResponderExcluirOi Osvaldo.
ExcluirAlém dessas dicas aqui, têm também as que coloquei nos vídeos que estão no youtube.
Sempre eu gravava qdo chegava na Pousada ou em alguma residencia.
Abcs
esse é um sonho que tenho...mas veja bem: não atravesso a rua a pé rsrsrs tenho muita vontade e pouca coragem! li os 3 primeiros dias, vi as fotos e os videos....volto pra ver o restante aos poucos!
ResponderExcluirPode ir tranquila.
ResponderExcluirEssa caminhada é super segura, mesmo para quem está indo a sozinha.
O problema é aguentar tantos dias caminhando, mas é só ir se preparando com bastante antecedencia.
Abcs
Prezado Augusto
ResponderExcluirGostaria de sua opinião, pois estou iniciando o treinamento para fazer de bike. Tenho 55 anos e minha família já está contra essa minha vontade. Na verdade é uma promessa que já fiz a mais de 35 anos ir pedalando da cidade de Ouro Fino até Aparecida, e lendo sobre o Caminho da Fé, fui impulsionado pela fé e pelo cumprimento da promessa, a qual a mesma passa por Ouro Fino.
Diante disso gostaria de sua opinião, visto que você é uma pessoa conhecedora de trilhas.
Fico no aguardo de seu retorno.
Ola Maurício, tudo bom?
ResponderExcluirA partir de Crisólia, o trecho já é menos desgastante.
E saindo de Ouro Fino (que fica a uns 5 Km depois) vc vai pegar muito trecho só no plano.
Talvez saindo de Borda da Mata tem alguns sobe morro/desce morro, mas nada impossível para um biker.
Com certeza o trecho mais complicado é entre Paraisópolis e Campista, mas seguindo as dicas que eu coloquei no relato, vc não terá dificuldades.
Vai por mim, com certeza vc consegue com tranquilidade fazer esse trecho do Caminho da Fé.
A única recomendação que eu te dou é que vá se preparando antecipadamente, para não ter problemas físicos.
No mais, te desejo boa sorte.
Abcs
Augusto
ExcluirObrigado pela resposta e dica. Ficarei atento na sua informação. Parabenizo você por todas as trilhas que você já fez.
Abraços
Maurício Moreira
Augusto,
ResponderExcluirJa li seu relato sobre o caminho da Fé algumas vezes, estou me programando ja faz alguns anos e nunca da certo, dessa vez esta tudo marcado para 2014, vou iniciar na Quinta feira depois do Carnaval na Quitna de Cinzas.....vou fazer em torno de 15-17dias quero aproveitar ao maximo, tenho alguma duvidas quanto a hospedagem...quando fazemos reserva nas pousadas descritas no site do CF pode ser que ocora algum imprevisto na cminhada e atraso na chegada nas pousadas....isso cancelaria a reserva ou como proceder neste caso......e gostaria de carimbar ao maximo a credencial....sera carimbada somente onde dormimos ou posso carimbala em todas as cidades....e quanto a sinalização tem algum trecho no qual necessita uma atenção maior.....
Gostaria de uma opnião e ajuda de sua parte.
Qto a hospedagem, o ideal é ir reservando 1 ou 2 dias antes, quando já estiver caminhando e sempre levar os telefones das pousadas. E se ocorrer algum atraso, vc pode ligar do Caminho mesmo, avisando que vai chegar atrasado.
ExcluirNormalmente vc chega na pousada no final do dia e eles já estão acostumados a receber alguns hospedes durante a noite.
Sobre o carimbo na credencial, normalmente vc só consegue carimbar nas pousadas. O que pode acontecer é em uma mesma cidade ter mais de uma pousada e nesse caso, vc pode solicitar o carimbo nesses lugares.
No próprio site do CF, é relacionado os lugares onde vc pode conseguir o carimbo.
E vc pode carimbar em todos os lugares que passar, não só nos locais onde vc irá se hospedar.
Sobre a sinalização, não encontrei grandes dificuldades ao longo do Caminho.
Só tive um probleminha na saída de Andradas, onde encontrei um ou outro poste sem a seta amarela.
Na verdade eles tinham pintado os postes e com isso não era possível ver as setas.
Mas se encontrar trechos assim, é só perguntar aos moradores. Todos são muitos solícitos e sempre ajudam.
Um outro trecho que também pode ser complicado é o de São Roque da Fartura-Aguas da Prata. Quando passar pela plantação de café, fique muito atento às placas, pois algumas podem estar escondidas pelo pés de café, que são muito altos.
E um detalhe muito importante: as setas amarelas vão aparecendo ao longo do Caminho a cada 10-15 minutos ou até um pouco menos nos lugares mais complicados.
Por isso, se de repente vc não encontra mais essas setas, pode ser que vc esteja seguindo a bifurcação errada.
Abcs
Prezado Augusto
ResponderExcluirVi em uma de suas fotos que você utiliza um Altimetro Digital, que por coincidência é igual ao que acabei de ganhar. Como não veio manual, gostaria de saber se você pode me ajudar em como utilizar o mesmo, pois não consegui entender nada do mesmo.
Maurício Moreira
Ola Maurício.
ExcluirNão sou muito de ler manual. O que sei desse altímetro é por ficar mexendo nele.
Tenho o manual dele aqui.
Se vc quiser dar uma lida p/ aprender como mexer em todas as opções que ele tem, tô enviando os links.
São fotos do manual.
http://imageshack.us/a/img15/7513/p4og.jpg
http://imageshack.us/a/img30/9663/t35h.jpg
Abcs
Prezado Augusto
ExcluirAgradeço de coração a sua ajuda.
Abraços.
Maurício Moreira
Olá! Muito obrigado pelo seu relato, dicas, etc.
ResponderExcluirDuas questões:
1. Qdo vc sugere que não se faça determinado trecho se tiver problemas com subida, por exemplo, qual é a substituição? Ir de ônibus de uma etapa a outra?
2. Ir no mês de janeiro (verão!) é muito arriscado?
Muitíssimo obrigado!
Carlos
Oi Carlos, tudo bom?
Excluir1- Os trechos mais complicados são quando vc estiver chegando na Mantiqueira. Vai ter muita subida. É desgastante demais.
Eu nao recomendaria vc seguir de ônibus nos trechos mais difíceis.
O próprio nome desse Caminho é "Caminho da Fé".
Então ele já tá sugerindo que mesmo no cansaço, vc terá forças p/ chegar na outra cidade.
Creio que com um pouco de caminhada todo dia vc já vai adquirindo experiencia p/ esses trechos.
Uma boa sugestão é tentar fazer só nos fds, em 2 dias, porque aí dá p/ descansar bem entre 1 fds e outro, principalmente nos mais complicados.
E aí nos trechos mais fáceis vc pode fazer em vários dias.
Outra sugestão é programar p/ caminhar o minimo possível. Dá p/ ser feito dessa forma sim.
Em alguns trechos mais longos dá p/ encontrar pousadas entre um ponto e outro.
E com isso dá p/ caminhar uma média de 25 Km, o que não é tanto em apenas 1 dia.
2- Época de verão não recomendo de jeito nenhum. O Sol é muito forte e pode te causar problemas sérios de saúde.
Esses 3 meses são os piores do ano p/ caminhar trechos muito longos.
Vc terá de carregar muito protetor solar, muita água e o cansaço é muito grande.
Com toda certeza não vale a pena o risco.
Abcs
Bom dia, vamos fazer o caminho da fé em abril de 2014 da Prata até Aparecida. É um bom periodo para fazer?
ExcluirUm abraço.
Oi, boa tarde.
ExcluirCreio que sim.
A partir de Abril a temperatura já começa a diminuir e isso facilita a caminhada.
Talvez vcs peguem alguns dias de chuva, mas nada que atrapalhe.
Só não recomendo de jeito nenhum que se faça essa caminhada no verão.
O calor é desgastante demais e mesmo com roupas leves, o Sol castiga muito.
Boa sorte.
Abcs
Olá Augusto,
ResponderExcluirRecentemente fiz o Caminho da Fé com mais tres amigas, fizemos no carnaval, e como tínhamos apenas oito dias de folga no trabalho, começamos por Estiva. Adorei seu relato e viajei novamente vendo suas fotos. Sobre o ultimo trecho para chegar a Aparecida, que é de asfalto nós FUGIMOS dele. Em Campos do Jordão, próximo ao Horto, tem uma trilha, a TRILHA DAS PEDRINHAS que passa por Gomeral, após descida tem a Vila Pirutinga e uma ótima pousada, que lembra a casa da familia Walton (Pousada Monte Verde), mais 22 Km e chegamos em Aparecida. MARAVILHA. abraços, (adorei seu blog)
Oi Zezé, tudo bem?
ExcluirMesmo sabendo que a partir do Bairro Piracuama, em Pinda, eu seguiria somente por estradas asfaltadas, não quis sair desse percurso.
Alguns relatos que eu encontrei na internet também falavam que esse trecho é um dos piores.
Como já estava nos 2 últimos dias p/ quem estava a 15 dias caminhando, não foi nada.
Se não me engano, essa Trilha das Pedrinhas na verdade é o trecho final do Caminho do Frei Galvão, que tá na minha lista também, pois não é tão longo e até dá p/ ser feito em algum feriado prolongado.
Em Junho de 2012 passei por um pequeno trecho dessa estrada que desce até Guara.
É uma caminhada bem legal porque segue quase que pela crista da serra e o visual é muito lindo.
Veja o relato:
http://trilhasetrips.blogspot.com.br/2013/05/relato-travessia-pindamonhangaba-campos.html
Sempre que tiver alguma dúvida quanto aos relatos, é só falar.
Abcs