7 de julho de 2012

Relato: Travessia Pindamonhangaba - Campos do Jordão/SP pelo Pico do Itapeva

Aqui é o relato de uma das travessias que já estava na minha lista a muitos anos. É uma das caminhadas que me faltava na região de Campos do Jordão, mas eu sempre vinha adiando. Só que eu não queria somente subir a Serra da Mantiqueira por trilha terminando no Pico do Itapeva. Minha intenção sempre foi a de completar o circuito: subir a serra por uma trilha e depois descer por outra. E foi o que a gente fez: saímos de Pindamonhangaba (no Vale do Paraíba) subindo a serra pela Trilha das Borboletas até o Pico do Itapeva e depois uma parte do pessoal desceu a serra pela Trilha da Fazenda Hare Krishna completando o circuito, enquanto que eu continuei a caminhada pela crista até próximo ao Horto Florestal e de lá desci pela Trilha da antiga Usina Hidrelétrica Izabel.


Na foto acima, o pessoal subindo a serra pela Trilha das Borboletas



Fotos: clique aqui

Tracklog para GPS dessa caminhada: clique aqui



Em 2006 ao final da Travessia do Pico do Carrasco, de Piquete até Campos do Jordão (relato aqui) eu e Márcia finalizamos no Horto Florestal. Naquele dia até cogitamos em continuar a caminhada rumo oeste pela crista para quem sabe chegar no Pico do Itapeva, mas como terminamos com chuvas, nem discutimos a possibilidade. Pensei comigo: um dia ainda volto aqui para continuar essa caminhada pela crista, mas sempre fui deixando de lado.
E depois de várias tentativas infrutíferas resolvi fazer essa caminhada, mas da seguinte forma: saindo de Pindamonhangaba, subiria a Serra da Mantiqueira pela Trilha das Borboletas até chegar no Pico do Itapeva e de lá continuaria pela crista, rumo leste até chegar próximo ao Horto Florestal, descendo depois a Serra pela trilha da antiga Usina Hidrelétrica Izabel. Do trecho de subida, tinha até tinha conseguido um tracklog plotado numa carta topográfica fornecido pelo Lexus (site dele aqui), cuja caminhada iniciava próximo do Bar do Edmundo, em Ribeirão Grande (um bairro de Pindamonhangaba). Essa trilha sobe a serra em apenas 1 dia e é paralela a Trilha da Fazenda Nova Gokula (Hare Krishna), que termina também próximo ao Pico do Itapeva. Era agora ou nunca.
Foi bom assim porque pude planejar melhor essa caminhada, fazendo todo o circuito: subir a serra pela Trilha das Borboletas e depois caminhando pela crista para descer por uma outra trilha finalizando o circuito. 
Agora era reunir um bom grupo que topasse qualquer perrengue e chamei para essa caminhada o Marcelo Gibson, o Sandro (Fórum Mochileiros) e um velho conhecido de muitas mensagens de e-mails: o Rodrigo, que toparam na hora. O Rodrigo, por sua vez chamou sua namorada - a Rosana e um amigo dele - o Renan e com isso a trupe estava formada.
Rosana, Rodrigo, Marcelo Gibson, Sandro, eu e o Renan
E no dia 30 de Junho de 2012 (Sábado) marcamos de todos se encontrar na Rodoviária do Tietê para embarcar às 07h45min em direção a Pindamonhangaba. 
A viagem foi tranquila e pouco depois das 09h30min já estávamos desembarcando na Rodoviária da cidade.
Aqui tínhamos ainda um trecho de caminhada até chegar ao ponto inicial do circular e lá fomos nós seguindo a pé para a antiga Estação Ferroviária da cidade, onde o ônibus para Ribeirão Grande sairia as 11:00 hrs. 
Não aguardamos muito tempo e pouco depois das 11h30min já estávamos no bairro em frente ao Bar do Edmundo, onde paramos para tomar alguma coisa.
Seguindo pela estrada até o início da trilha

Em seguida só foi cruzar o Ribeirão Grande por uma pequena ponte de pedestres e de costas para o rio, seguimos à esquerda por uns 100 metros até virarmos à direita na estrada, no sentido da serra. 
A estrada é plana e alguns minutos depois paramos em uma bica de água do lado esquerdo, onde enchi meus pequenos cantis.
Passando ao lado de alguns sítios, a crista da serra surge em vários momentos à frente e pouco antes das 13:00 hrs chegamos na entrada de um sítio à esquerda, com a numeração de 25500.
Aqui iniciamos nossa trilha, passando ao lado de uma casa à esquerda e depois cruzando uma porteira de arame até chegar no Ribeirão da Borboleta, onde são poucos os pontos onde se atravessa sem molhar a bota.
Trilha das Borboletas
A Rosana foi pular algumas pedras e levou um tombo filmado pelo Rodrigo, mas é um rio bem rasinho e sem perigo algum.
Conforme íamos nos distanciando do Ribeirão à direita, a trilha seguia cada vez mais para esquerda até chegar em uma cerca de arame, onde tivemos que pular. 
Aqui existem 2 trilhas: uma que sobe o morro à frente e uma outra que segue rente a cerca de arame para a direita, vale acima até o topo do selado. 
Na dúvida, seguimos pela trilha íngreme que sobe o morro à esquerda, mas logo percebemos o erro e tivemos que descer toda a trilha novamente até interceptar a trilha correta um pouco mais à frente, junto a uma área de brejo, as 13h30min.
Início da trilha no fundo do vale
Nesse ponto paramos ao lado de um riacho do lado direito para comermos alguma coisa e daqui em diante a trilha vai ficando cada vez mais íngreme e íamos parando em vários momentos. 
Atrás de nós a Pedra do Gomeral se destacava cada vez mais à nordeste e ao longo dessa subida cruzamos com umas 2 nascentes, que são bons locais para pegar água.
Em alguns pontos da trilha é possível ver marcas de pneus de moto e pegadas de cavalos e em face disso a trilha está ficando bem erodida em um ou outro trecho.
Pouco antes das 16:00 hrs já estávamos no topo do selado, que divide o vale do Ribeirão da Borboleta à leste do Ribeirão do Oliveira à oeste. 
Descampado no final da primeira subida da trilha
O desnível foi de uns 400 metros e aqui a trilha termina em uma estrada que desce para Piracuama, à esquerda. 
Depois de um breve descanso, seguimos na estrada para a direita, pegando um leve trecho de subida íngreme até cruzar um pequeno riacho e terminar em um enorme descampado onde recentemente houve a colheita de milho.
No local existia até um arado.
Procura daqui, procura dali e nada de achar a continuação da trilha e definitivamente ela saia da estrada em algum ponto que deixamos passar despercebido.
Retornamos pela estrada por uns 500 metros até o momento em que ela começava a ficar mais íngreme e aqui encontramos a trilha que saia ao sul da estrada.
Totem de concreto no meio da trilha
Nesse ponto da estrada entramos na trilha e seguimos serra acima pelo meio das samambaias, passando ao lado de alguns marcos de concreto e de uma seqüência de eucaliptos (nesse erro perdemos cerca de 30 minutos que seriam necessários no final daquele dia). 
Se não quiser cometer o mesmo erro, faça o seguinte: assim que terminar a trilha na estrada e continuar subida íngreme, fique atento a eucaliptos que estão à esquerda. É só procurar a trilha.
Seguindo serra acima pelo meio de samambaias não demorou muito e encontramos as 17:00 hrs a bifurcação da Trilha das Oliveiras que vinha do Bairro de Piracuama. 
O grosso da subida era daqui para frente, pois a trilha se tornava cada vez mais íngreme e sem vestígio de água em toda essa subida. 
Escurecendo na trilha
Por ter sofrido uma pequena torção do tornozelo dias atrás, meu ritmo era mais lento e sempre ia ficando para trás. 
O problema é que começou anoitecer e a trilha continuava muito íngreme, inviabilizando qualquer tentativa de acampar naquele trecho dela.
A mata era bem fechada e só com lanternas para fazer esse trecho. 
As 19:00 hrs eu e o Gibson, que estávamos por último, chegamos em um descampado e ao longe ouvíamos a galera gritar que tinham chegado na parte plana da trilha. 
Foi um alívio, porque você caminhar sem saber quando terminaria o trecho íngreme era desanimador. 
O lugar plano era ao lado de enormes árvores de pinhos e aqui cada um foi procurar o melhor lugar para montar sua barraca, pois mesmo o terreno sendo plano, não era o suficiente para caber todas as barracas juntas. 
Acampados junto da trilha
Ao norte não era possível ver muita coisa, mas para o sul víamos a maioria das cidades do Vale do Paraíba iluminadas.
Depois de um jantar “quase coletivo”, todos fomos para as barracas dormir com uma noite bem agradável.
Apesar de estarmos em um local desprotegido, não ventou muito e pouco depois das 06:00 hrs todos já estavam de pé para apreciar o nascer do Sol que foi surgindo atrás da Pedra do Gomeral. 
O Vale do Paraíba estava totalmente sem nuvens e era possível visualizar inúmeras cidades e bem ao fundo a Serra da Bocaina e seus picos (inclusive o Pico do Frade). Depois de um café da manhã, fomos desmontar as barracas e as 08h30min seguimos para o Pico do Itapeva.
Trilha bem demarcada
A partir daqui a trilha parecia uma antiga estrada de tão erodida que estava, mas pelo menos os trechos de subida tinham terminado.
As 08h45min chegamos em uma bifurcação à direita, marcado por um enorme descampado junto da cerca de arame. Aqui se seguíssemos pela trilha em frente sairíamos no Pico do Diamante, mas nossa direção eram as torres do Itapeva, bem visíveis à direita.  
Então viramos à direita e cruzamos a cerca de arame, passando ao lado do enorme descampado. Mais alguns metros e chegamos a um pequeno sítio, onde o proprietário (Sr. José Antônio) estava com seu cachorro do lado de fora da casa. 
Nem paramos para conversar porque nosso objetivo ainda não estava próximo.
Residencia do Sr. José Antônio
Depois de cruzar a porteira do pequeno sítio, íamos seguindo por uma estrada até passar ao lado de um riacho, que nada mais é do que a saída de água do lago, localizado próximo do Pico do Itapeva, então não é uma água potável (o Itapeva está próximo, então é melhor comprar água lá).
Já na estrada em direção ao pico, fomos parando para alguns clics e as 09:55 hrs chegamos na feirinha do Itapeva onde comemos algumas coisas.
Nem chegamos a subir até o topo e logo retomamos a pernada pela estrada de terra à leste do pico, inicialmente por trecho de suave declive até chegar no plano e dali até o início da trilha sem maiores subidas ou descidas. 
Caminhada pela estrada

Dos dois lados da estrada, cercas de arame isolam as propriedades de intrusos e as 10h45min passamos ao lado de uma bela casa vazia do lado esquerdo. 
Mais alguns metros pela estrada e chegamos em uma bifurcação onde seguimos para a direita até chegarmos em uma porteira, onde cruzamos.
A partir daqui entramos em área de reflorestamento de pinhos de propriedade da Fibria Celulose. 
Essa é a famosa Trilha da Fazenda Hare Krishna, muito usada por agências de ecoturi$$mo. Cruzamos com um riacho onde pegamos água e as 11h15min chegamos numa bifurcação à esquerda, que eu tanto esperava. 
Trilha em meio aos pinheiros

Se tivéssemos chegado aqui no final da tarde, minha intenção era descer com o pessoal, mas como eram pouco mais de 11:00 hrs eu tinha ainda umas 4 ou 5 hrs de caminhada até a Represa da antiga UH Izabel.
O trecho pela crista da serra seria por trilhas e depois por estradas de terra, passando pela Fazenda Lavrinhas. 
Depois de me despedir do pessoal, as 11h25min peguei a bifurcação, seguindo na direção nordeste e as vezes para o norte. 
A trilha é conhecida como Sertão dos Moreiras e na verdade era uma antiga estrada que segue pelo interior da mata e com algumas poucas aberturas na vegetação.
Trilha pela crista da serra
Encontro também marcas de pneus de carros e motos na trilha, mas parecem que são antigas, pois em alguns trechos a vegetação está se recompondo, o que é muito bom por sinal. 
Uns 10 minutos de trilha e cruzo com o último riacho e daqui para frente só vou encontrar água de qualidade próximo da Represa da UH Izabel.
Com alguns pequenos aclives e declives, a trilha segue pela mata fechada, mas com pouca riqueza de vegetação, pois os eucaliptos e pinheiros são maioria.
As 12h20min chego em uma bifurcação marcada por uma placa de metal, com as inscrições de FAZENDA SÃO SEBASTIÃO DO RIBEIRÃO GRANDE de propriedade da Fibria Celulose S/A. 
Bifurcação na trilha
Aqui tomei a bifurcação da esquerda, seguindo rente a uma cerca de arame do lado direito. 
Mais alguns metros à frente, do lado esquerdo a paisagem se abre à oeste e ao norte e logo a trilha vira para a direita, seguindo a cerca de arame que vai na mesma direção. 
A partir desse ponto a vegetação muda um pouco e bambus e outras espécies de árvores vão surgindo, bem diferente dos reflorestamentos que eu encontrei no início da trilha.
Mesmo nos trechos onde a cerca de arame desaparece, a trilha é bem demarcada e quase sempre na direção nordeste, por isso não tem segredo.
Trilha demarcada
A trilha é uma sucessão de sobe morro/desce morro e em um dos inúmeros declives piso em falso e viro o pé justamente no mesmo lugar onde dias atrás tive uma torção no tornozelo. 
Por eu ter amarrado bem forte a bota em volta do tornozelo, só levo um tombo, mas a lesão pelo menos não se agrava. 
Vou sentindo um pouco de dor e por isso diminuo um pouco o ritmo, já que não queria terminar essa caminhada logo à frente.
Alguns locais planos vão surgindo, perfeitos para camping, mas sem água por perto. 
Encontrei também trilhas paralelas, mas que se encontravam com a principal alguns metros à frente.
Final da trilha
As 13h50min a cerca de arame surge novamente do lado direito da trilha e eu já imaginando que o final dela estava próximo, mas em vão. 
Ainda me restam algumas subidas para chegar no final e as 14:30 hrs finalmente termino a caminhada junto da estrada de terra e ao lado do portão de entrada da Fazenda Céu Estrelado.
O Horto Florestal está a alguns minutos descendo para esquerda, mas minha direção é para direita e novamente uma pequena subidinha me aguarda. Logo à frente a paisagem se abre e depois de mais um aclive chego na bifurcação da Fazenda Lavrinhas as 15:00 hrs. 
Mirante São José dos Alpes
O local é o Mirante S. José dos Alpes e na bifurcação para esquerda, a estrada segue para o Bairro do Gomeral e de lá desce para Guaratinguetá e Aparecida, mas essa não é a minha intenção. 
Nessa bifurcação sigo para a direita por tediosa estrada de terra e a caminhada é desanimadora, pois o visual são morros e mais morros desnudos e sem sombra nenhuma até a Represa.
Engraçado que a Fazenda Lavrinhas fixou dezenas de placas indicando que o local é uma APA (Área de Proteção Ambiental) e com alertas de que é proibido caçar, pescar e cortar árvores. 
Caminhada pela estrada
Mas caçar em uma área de pasto? Só se for quero-queros.
Pescar onde, se não tem nenhum rio. E proibido cortar árvores, mas como? Se não existe mais nenhuma. Os caras já cortaram tudo. 
Veja no álbum as fotos.
E o pior é que essa não foi a coisa mais bestial que eu encontrei. Teve outra. Inúmeros vigias, mas para fiscalizar o que? 
Em uma das guaritas ao longo da estrada encontrei umas 3 motos e com alguns vigias dentro.
Em outra guarita encontro um vigia que só está ali para controlar as pessoas que querem chegar em um mirante, a uns 10 metros à frente. Será que os Administradores acham que até aqui o MST pode invadir?
Represa da antiga Usina Hidrelétrica Izabel
Pergunto a um dos vigias o que a Fazenda produz e ele me diz que criação de caprinos. 
Mas cadê as cabras e ovelhas? Devem estar bem longe dali.
Reflexões à parte, vou caminhando pela estrada com o Sol muito forte e as 15h35min chego no final dela, onde encontro a placa de “Repreza” para o lado direito.
Agora sigo por precária estrada até avistar a represa no meio do fundo do vale.
Passo por alguns carros estacionados de pessoas que estão pescando e logo chego no portão de acesso à represa da EMAE, mas surge uma dúvida. 
Represa da Usina
São 15h50min e eu tinha intenção de acampar aqui, ao lado da represa, porém contava em estar chegando nesse ponto por volta das 17:00 hrs ou 17h30min (já quase anoitecendo).
E aí pensei, pensei e quer saber de uma coisa. 
Vou descer a serra agora mesmo e talvez acampar na Fazenda Hare Krishna ou até voltar para Pindamonhangaba.
Cruzando um pequeno canal de água com comportas que sai da Represa, vou seguindo por trilha ao lado o rio que vai descendo a serra. 
Já do lado esquerdo dele, que segue por imensas cachoeiras rio abaixo, vou apreciando a linda vista que vai se descortinando abaixo. 
A trilha logo vira uma calçada e vou circundando o morro da esquerda sem perder muita altitude. 
Trilha concretada
Algumas nascentes aparecem à esquerda e são bons lugares para reabastecer de água. 
Do lado direito temos um belo visual de todo o trajeto que fizemos no dia anterior, dando para ver até as instalações da Fazenda Nova Gokula (Hare Krishna). 
Pelo horário (16h15min) creio que o Sandro, Gibson, Rodrigo e Cia estejam saindo da Fazenda ou ainda comendo a tão famosa coxinha de jaca e só de pensar na hora me deu fome, mas eu tinha uma longa descida por isso só tomei bastante água. 
As 16h25min chego no final do calçamento, onde um enorme cano de captação de água desce a serra em um declive bastante acentuado.
Descendo em zig zags

A trilha que eu devo seguir é facilmente encontrada do lado direito, poucos metros antes de chegar no final do calçamento e aqui só paro para alguns clics e inicio a forte descida, que é uma sucessão de zig zags pela mata.
Vou sempre acompanhando o cano de captação de água, às vezes pelo lado direito, às vezes pelo lado esquerdo. 
Eu, que já estava com o meu tornozelo meio baqueado, agora eram os joelhos e os dedos dos pés que estavam sofrendo e depois de passar por dois abrigos na descida, perfeitos para um bivaque, chego ao final da descida as 17h45min já anoitecendo.
Antigas instalações da Usina Hidrelétrica
Passo ao lado da antiga Casa das Máquinas e de várias residências. 
Alguns cachorros notam minha presença, mas nem se importam comigo (tinha lido em alguns relatos que o lugar possui vigilantes, mas no dia e horário em que eu passei, eles não estavam lá - leia no final do relato em Dicas algumas informações importantes).
Depois de atravessar o portão e caminhar por alguns minutos, passo ao lado de um Pesqueiro do lado esquerdo.
Já totalmente no escuro e só de lanternas ainda me restam uns 4 Km até o ponto de ônibus do circular que me levará de volta à Pindamonhangaba.
A estrada é bem chatinha porque é toda de cascalho com pedras soltas e só fui chegar no ponto de ônibus depois das 18h30min (ao retornar para SP fico sabendo depois que se estivesse chegado no ponto de ônibus uns 20 minutos antes teria encontrado o pessoal aguardando o mesmo ônibus). 
Eles tiveram um pequeno probleminha ao passar pela Fazenda Cristalina e isso já era esperado (no relato do Sandro, ele detalha a situação que eles passaram). 
Fico no ponto por pouco mais de 1 hora e as 19h40min o circular parte para do centro de Pinda e lá pego outro que me deixa na Rodoviária e lá embarco as 20h40min para SP com uma p. sorte, pois era o último do dia.





Algumas dicas e informações úteis

# A empresa que faz a linha até Ribeirão Grande é a Viva Pinda. No site é possível ver os horários. www.vivapinda.com.br

# A trilha da Fazenda Nova Gokula (Hare Krishna) está fechada pelo proprietário da Fazenda Cristalina. Iniciar a trilha para subir a serra é um pouco complicado (tem de passar bem na surdina e escondido).
Descer por ela até dá para fazer, mas o caseiro ou o proprietário da Fazenda vão encher o saco e enxotar quem passar por lá. Segundo o que o Sandro apurou junto à Fazenda, existe um processo movido pela Fazenda Nova Gokula contra o proprietário da Fazenda Cristalina por causa de limites das propriedades.
Enviei alguns e-mails para a Fazenda Hare Krishna e eles confirmaram que essa trilha está fechada mesmo.

Na Fazenda Hare Krishna existe uma área de camping.

# Se vier a fazer esse mesmo roteiro, se puder saia de SP no ônibus das 06:00 hrs em direção a Pindamonhangaba, dando tempo de pegar o circular das 09:00 hrs para Ribeirão Grande e com isso chegaria no final da subida da serra, onde acampamos, ainda com Sol. 

# Outra opção de subir a Serra até o Pico do Itapeva é pela Trilha das Oliveiras que se inicia no Bairro de Piracuama, porém é uma caminhada longa por estradas de terra.

# Pontos de água só existem na Trilha das Borboletas. Depois que iniciar a subida íngreme seguindo pela crista não encontrará água.

# O Rodrigo fez um vídeo muito legal dessa caminhada inserindo algumas fotos. Tá no Youtube:

# Fotos do Rodrigo postado no Flickr, junto com um relato: clique aqui 

# Download do traçado da Trilha das Borboletas para Google Earth feito pelo Sandro: clique aqui

# Download do traçado da Trilha da Fazenda Hare Krishna para Google Earth feito pelo Sandro: clique aqui

# Fique muito atento ao final da trilha, junto da antiga Usina. No dia em que eu passei por lá não existia nenhuma vigilancia, mas relatos recentes dizem que os vigias não estão deixando ninguém passar por lá, obrigando quem estiver chegando no local a retornar. 

Por isso não recomendo fazer esse trecho final. É preferível finalizar essa caminhada na parte alta, junto da Represa e dali seguir por 2 opções: ir para o Horto Florestal ou seguir para o Bairro do Gomeral e de lá descer para Pindamonhangaba.

# (Atualizado Outubro/2016) O Francisco Rafael Trevisan acampou perto da Represa em Setembro/2016 e deparou com um vigilante no local.
Então com isso se torna inviável qualquer tentativa de chegar no mirante da parte alta, onde se inicia a longa descida. 
Quer dizer que além do vigilante na parte baixa, agora também fica um outro na parte alta, próximo da Represa da antiga Usina Hidrelétrica Izabel.
Ele publicou um vídeo no Youtube: www.youtube.com/watch?v=-Gc5fkhqvrk

18 comentários:

  1. Olá Augusto, tudo bem? Gostaria de saber se você tem o traçado da trilha que desce a serra junto ao cano desde a represa lá no alto até a usina Santa Izabel, e se saberia informar (ou indicar quem possa saber) sobre as condições dela, se está limpa ou muito suja... pretendo fazer uma travessia saindo de Wenceslau Braz a Aparecida, passando pelo bairro do Charco e seguindo pela crista da serra até chegar na represa.
    Desde já, muito obrigado!

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    1. Fala Marcelo, blz?

      O inicio da descida que passa pelos canos da Usina de Santa Izabel não tem segredo nenhum.
      É só chegar na represa da usina e dali é só seguir a trilha que segue ao lado do rio. É bem tranquila e facil.
      Por isso que eu nem coloquei um traçado da trilha. Ela é super facil de achar. É só seguir o relato.
      Como a represa está eu não sei.
      Mas lembre-se que a descida por essa trilha é proibida hein.
      Eu dei sorte porque passei ali em um Domingo e não havia seguranças, mas normalmente eles estão ali na parte baixa.


      Abcs

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  2. Augusto boa noite! sou de Pinda e gostaria muito de fazer a travessia da trilha da borboleta ate o pico do Itapeva vc poderia nos ceder os mapas com as coordenadas?? grato

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  3. Oi Celso, tudo bom?
    O que eu tenho são imagens de satélite com a trilha plotada em cima.
    Elas estão no álbum de fotos. É só clicar no link e pode copiar à vontade.

    Já o tracklog dessa trilha p/ GPS é do Sandro, que estava no grupo. Ele disponibilizou no fórum mochileiros.
    Na parte final do relato, onde estão informações úteis, vc encontra o link dele.
    É só fazer o download e abrir no google earth p/ ver a trilha.


    Boa sorte.


    Abcs

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    1. valeu, vc saberia dizer mais ou menos quantos km são percorridos nesta trilha?

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    2. Nas trilhas (entre subida, caminhada pela crista de depois descida) deve ter chegado a uns 30 Km.
      O problema é a declividade que é muito alta, tanto p/ subir, qto para descer.


      Abcs

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  4. Augusto boa noite! não ligue se a pergunta é meio bizarra, mas lá vai! Da pra usar um gps de carro garmin no modo de caminhada pra fazer essa trilha???

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    1. Oi Celso.
      Sua pergunta não é bizarra não. É uma pergunta muito útil e tem muita gente com essa mesma duvida.
      Usar um GPS automotivo em trilhas de trekking é possível sim, mas existem alguns problemas.
      Não é todo e qqer GPS automotivo que permite fazer o downloads dos tracklogs de trilhas.
      Para isso é preciso que vc instale um programa de navegação que visualize essas trilhas. Procurando na internet dá p/ achar vários. O GPS Trackmaker é um deles.
      Outro problema é a duração da bateria. Normalmente o automotivo é só carregar no acendedor de cigarros, mas e no meio do mato, como vc vai fazer?
      Se vc descobrir que o seu GPS automotivo não permite instalar programas de navegação por GPS, tem a opção dos celulares.
      Hoje em dia existem vários telefones celulares com GPS
      É só instalar um programinha e abrir o tracklog.

      Abcs

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    2. Ola Celso e Augusto Blz!.Augusto gostaria de saber no seu relato próximo a casa e sitio do (Sr. José Antonio) antes um pouco tem a trilha que leva ao pico do diamante...da pra emendar essa trilha e fazer numa boa ela leva mesmo ate o pico do diamante...Aguardo...Atenciosamente.....

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    3. Celso blz...se já fez esta trilha...ainda esta pra fazer? Aguardo...

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    4. Oi Alexandre, blz?
      Dá para emendar essa caminhada com a Trilha do Pico do Diamante sim.
      A do Pico do Diamante é até mais demarcada porque é muito usada por bikers e alguns motoqueiros.
      No relato eu coloquei essa bifurcação que leva ao Pico e tá bem próxima da casa do Sr. José Antônio.
      Pode ficar tranquilo.

      Abcs

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  5. Olá, fiz a trilha partindo do centro de campos do jordão até o horto florestal e depois subindo até o mirante de são josé dos alpes e a represa da usina santa izabel, onde pude refrescar e hidratar, voltando pelo mesmo caminho. Fiz a trilha de mountain bike e as fotos do google Earth me ajudaram a planejar tudo. o topo da serra da Mantiqueira é muito lindo. Parabéns pela coragem e pelo relato. Abraços Leonardo Sokolnik

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    1. Creio que até dava para refazer o mesmo percurso saindo do Pico do Itapeva até o Mirante S.J. Alpes e de bike.
      Em vários trechos da trilha pela crista o percurso é por antiga estrada. Só o trecho final mesmo que é uma trilha, mas sem maiores dificuldades.
      Veja nas fotos.
      E tem o trecho vindo do Pico do Diamante.
      Valeu pelo incentivo.

      Abcs

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  6. Ola Augusto, tudo bem? vi seu relato sobre a travessia pinda/campos do jordao e me interessei mto em fazer o mesmo percurso.

    sou morador de pinda, vi que voce falou em começar a travessia pelo bairro do pinga (porém mais longa) por onde iniciaria ? sendo pelo pinga. se fosse iniciar no bairro do pinga e terminar no hari sem passar pela usina, seriam 3 dias de travessia?

    se puder me passar um email para contato ou um telefone ficarei mto grato.

    Luiz Milan.

    meu e-mail pessoal é lisguto@gmail.com

    vi em seu blog que tu nao tem facebook. mas caso tenha hoje em dia
    esta o link de meu perfil.

    https://www.facebook.com/luizmilanfotografia

    Obrigado.

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    1. Oi Luiz, tudo bom?
      Vc vai me desculpar, mas não conheço nada de Pindamonhangaba.
      Quem me passou as informações dessa trilha foi o Lexus, que tá no relato.
      Começamos a caminhada no Bar do Edmundo.
      Dali seguimos por uma estrada, que eu não conheço, e no numeral 25500 iniciamos a trilha.
      Não conheço também o Bairro do Pinga e muito menos o Hari.
      E por isso não saberia também se seriam 3 dias.

      Lamento não poder te ajudar.

      Abcs

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    2. ok Augusto sem problemas...

      se for repetir esta trilha e eu puder acompanhar me avise por favor...
      grato.

      att. Luiz Milan

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    3. Oi Luiz.
      Nao costumo repetir as caminhadas.
      Sempre estou atrás de trilhas inéditas.

      Abcs

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