20 de março de 2015

Relato: Salto Angel - Na maior cachoeira do mundo - Venezuela - Jan/2015

Esta é a segunda parte de nossa trip pela Venezuela e agora seguíamos país adentro para conhecer a maior cachoeira do mundo, de quase 1 Km de queda. 
O Monte Roraima (relato: clique aqui) tinha ficado para trás e daqui em diante deixaríamos o trekking de lado e usaríamos outros tipos de transporte: rodoviário (de Santa Elena de Uairén até Ciudad Bolívar), aéreo (Ciudad Bolívar até o Parque Nacional de Canaima) e náutico (trecho de canoa motorizada até próximo da base do Salto Angel) - só na parte final é que caminharíamos um pouco. As dificuldades que passamos no Roraima já não fariam parte e somente uma pequena mochila de ataque seria nossa companheira, para alivio de nossas costas. 
A hospedagem seria em pousadas e 1 noite em redes, quando dormiríamos de frente para a imensa cachoeira e no meio da floresta, a cerca de 4 horas da civilização mais próxima e mesmo assim, tudo era só alegria.
Mas infelizmente essa alegria se alternou com momentos de tensão, tanto na ida, quanto na volta e por pouco uma pessoa do grupo não teve que voltar para o Brasil. Demos muita sorte e foi preciso uma grande dose de paciência. Assim como no trekking ao Monte Roraima, a contratação de uma agencia é obrigatória e os preços encontrados eram bem variados. Alguns pacotes se iniciavam em Santa Elena, outros em Ciudad Bolívar e outros mais na cidade de Puerto Ordaz, vizinha a Ciudad Bolívar.
Novamente estaríamos em 8 pessoas: eu, Márcia, Rodrigo, Rosana, Renan, Daniel, Ronaldo (Falco) e a Bruna. 


Na foto acima, Salto Angel vista do mirante.


Dividi as fotos em 2 álbuns

Ciudad Bolívar e passeio pelo seu centro histórico: clique aqui
Parque Nacional de Canaima e Salto Angel: clique aqui


Salto Angel, que se localiza no Parque Nacional de Canaima, é considerada a maior queda de água do mundo - 979 metros - sendo chamada na língua indígena local dos pemons de Kerepakupai-meru, que significa: queda de água até o lugar mais profundo e se origina no topo do Auyantepui, que é um dos tantos tepuis que se formaram na Venezuela a quase 2 bilhões de anos atrás.
O lugar ficou conhecido no mundo inteiro graças a um aventureiro norte americano chamado Jimmy Angel (que empresta seu sobrenome a cachoeira) que em Maio de 1937 sobrevoou o lugar e em Setembro daquele mesmo ano pousou seu avião no topo, só saindo dali por uma longa caminhada, já que o avião ficou atolado e só foi retirado de lá em 1970 pelo Exercito da Venezuela. Veja nessa foto como ficou o avião ao pousar: clique aqui. Atualmente está exposto no Aeroporto de Ciudad Bolívar: clique aqui e veja a foto.
A cachoeira está localizada em um rio que desce do topo do tepui e que é afluente do Rio Churún, que por sua vez se junta ao Rio Carrao; rios esses por onde passamos de canoa motorizada, saindo da Comunidade de Canaima (onde estão as pousadas das agencias) até chegar na base da cachoeira. Essa região do Parque Nacional é formada por rios de águas escuras, devido em parte a dissolução de substâncias orgânicas na água, além de inúmeras cachoeiras que descem dos tepuis e uma rica fauna, flora e algumas áreas de savanas.


Agencia e pousada em Ciudad Bolívar: Enviei inúmeros e-mails para agencias de Ciudad Bolívar, já que dessa cidade é que sai a maioria dos voos para o Parque Nacional de Canaima. Iniciei os contatos em Julho/2014 só para ter uma ideia de preço em dólar, porque em Bolívares o valor ia mudar muito. E depois, dependendo do valor em dólar e das condições, contataria novamente perto do final do ano e fecharia de vez. Das várias que contatei, separei apenas 3 agencias, que tinham preços quase semelhantes em dólares: Bernal Tours, Mystic Tours e a Gekko Tours.
A Bernal queria cobrar pouco mais de $250 Dólares e que depositássemos metade desse valor na conta corrente da agencia brasileira Roraima Adventures, que fica em Boa Vista.
A Mystic até tinha um preço bom; o problema era que a agencia se localiza em Santa Elena de Uairén e com isso ela repassaria para outra agencia de Ciudad Bolívar. E segundo o proprietário da agencia, Roberto Marrero, mesmo que fechássemos em Dezembro, teríamos que pagar a diferença, se o preço aumentasse na virada do ano.
A Gekko tinha um preço de $200 Dólares, o que dava em torno de $500 Reais à época, além de possuir uma pousada na zona rural da cidade com valores de + - $700 Bolívares/pessoa (cerca de $5 Dólares) e com a vantagem da agencia nos pegar na Rodoviária da cidade e nos levar para a pousada e depois para o aeroporto, sem nenhum custo. Depois de trocar inúmeros e-mails com uma funcionária dessa agencia (a Vilma), tirando várias dúvidas, resolvemos fechar com a Gekko Tours.
Combinamos que iriamos chegar na manhã do dia 15/Jan em Ciudad Bolívar e ficaríamos 1 dia na pousada para conhecer o centro histórico da cidade e só no dia seguinte (16/Jan) seguiríamos de avião para Canaima e com isso deu para descansar da caminhada no Roraima e da longa viagem de ônibus.
Do pacote de $200 Dólares só não estavam incluídas as taxas do Aeroporto de Ciudad Bolívar e a entrada no Parque de Canaima.

Segue abaixo uma cópia do e-mail que recebi da Gekko Tours sobre o pacote para Salto Angel.




Excursión hacia Canaima 3D/2N
Primer día: Vuelo en la mañana desde Ciudad Bolívar hacia “Canaima” (1h15min). Paseo en lancha por la Laguna de Canaima con visita de los “Saltos Ucaima”, “Golondrina” y “Hacha”. Llegada a la Isla de Anatoly con caminata hasta el “Salto Sapo” Y “Sapito”. Regreso al Campamento básico en la Comunidad  Indígenas de Canaima. Pernocta en cama.   (-/A/C)
Segundo día: En la mañana caminata hasta el puerto Ucaima. Subimos el rio Carrao hasta los rápidos de “Mayupa” donde nos bajamos del barco para hacer una caminata de media hora por la Sabana. Regresamos a la Curiara y sigamos la ruta arriba hasta llegar a la “Isla de Ratón”. Nuestro campamento esta con vista al “SALTO ANGEL”. Caminamos por la jungla hasta el pie del Salto con vista espectacular a la cascada desde el “Mirador”. Regreso al campamiento para disfrutar nuestra parrilla con una fogata de leña en plena selva. Pernocta en hamaca con mosquitero. (D/A/C)
Tercer día: Después del desayuno regresamos a la “Laguna de Canaima”. Posibilidades de bañarse o visitar el pueblo de los indígenas. Vuelo aprox. de las 2:00PM de la tarde hacia Ciudad Bolívar. Fin del Tour. (D/A/-)
Servicios incluidos: Bebidas no alcoólicas, excursiones con guía vi-lengua, dormir en hamacas con mosquitera, vuelo Ciudad Bolívar-Canaima-Ciudad Bolívar.

As letras (D/A/C) significam Desayuno: Café da Manhã - Almuerzo: Almoço e Cena: Jantar.

No link abaixo, as informações acerca do pacote são bem mais detalhadas:
http://explore.com.ve/pt/tours/281-kavac-excursiones


O que levar: Como o pacote incluía hospedagem e alimentação, a agencia só nos pediu para levar algumas roupas leves e produtos de higiene pessoal em uma pequena mochila de ataque para uso durante os 3 dias e que não deveria ultrapassar 10 Kgs para o embarque no avião, ficando as mochilas cargueiras na sede da agencia, no aeroporto. Nessa mochila também era recomendável levar: repelente de insetos, protetor solar, capa de chuva, boné de abas ou chapéu, lanterna e os documentos originais.
Quanto ao dinheiro, minha recomendação é de não levar Real para Ciudad Bolívar. É muito difícil encontrar alguém que troque nossa moeda por Bolívares ou se encontrar, a cotação é muito desfavorável. Se puder troque em Santa Elena.
Dólar e Bolívares são recomendáveis. Na época a cotação do dólar estava em 1/150 Bolívares e fizemos a troca na pousada da agencia.

Turismo Gekko S.A - Aeroporto de Ciudad Bolívar
Tel: +58 (0) 285-63 23 223
Cel: +58 (0) 414-85 45 146 (24h) e Cel: +58 (0) 412-11 61 178 (24h)
www.gekkotours-venezuela.com

Posada La Casita – pertencente a agencia
Av. Ligia Pulida, Urb. 24 de Julio, Sector Marhuanta, Ciudad Bolívar.
Tel: +58 (0) 285-61 70 832
Cel: +58 (0) 414-85 62 925 (24h) 
www.posada-la-casita.com

Relato

14/Jan - Quarta-feira: Santa Elena de Uairén – Ciudad Bolívar
Rodoviária de Santa Elena de Uairén
Descemos do Monte Roraima e seguimos direto para almoçarmos na comunidade indígena San Francisco de Yuruaní e de lá o motorista nos levou de volta a Santa Elena para pegarmos nossas passagens de ônibus com o guia Marco. O horário do nosso ônibus para Ciudad Bolívar era as 18h30min e no final da tarde seguimos para a Rodoviária da cidade. Do Roraima estava levando ótimas lembranças e pelo menos não tive nenhum problema grave de saúde que pudesse se agravar na nossa próxima trip: só algumas bolhas no pé, mas que não estavam incomodando. O Renan estava em situação pior já que sua unha encravada estava bastante inchada e como eu já tive esse mesmo problema, sei como é a dor para caminhar, mas no geral todos estavam animados e ansiosos para fazer Salto Angel.
Rodoviária por dentro
Ao chegarmos na Rodoviária me lembrei de um relato que li na internet de um mochileiro brasileiro que chegou no local por volta daquele mesmo horário e não deu muita sorte, porque foi revistado da cabeça aos pés pelos militares que ficam ali. Mesmo dizendo que iria somente acertar os detalhes da trip para o Monte Roraima em uma agencia dali, não teve jeito; foi obrigado até ficar de cuecas, mas os militares ao nos verem em 8 pessoas com mochilas cargueiras, pelo menos não vieram nos incomodar. Sem uma ducha de chuveiro, preferi tomar um banho de gato na torneira do banheiro, só usando um sabonete e uma toalha e pelo menos deu para refrescar o corpo do suor acumulado no trecho final do Roraima.
Depois de comer alguns salgadinhos industrializados (preferi não arriscar nos fritos na hora), agora era ligar na agencia de Ciudad Bolívar para acertar o horário de nossa chegada por lá, pois assim que desembarcássemos o pessoal da agencia já estaria nos aguardando com o transfer para a pousada. Depois de uma ajuda do Rodrigo e do Ronaldo, acertamos os detalhes e agora era só aguardar nosso ônibus da Expresos Occidente chegar.
E por volta das 18:00 hrs ele parou na plataforma. Depois de uma pequena confusão para embarcar, já que nossas passagens precisavam ser conferidas pelo guichê da empresa, embarcamos sem maiores problemas e seguimos para os assentos do fundo do ônibus, que é relativamente novo, confortável e fabricado no Brasil pela Marcopolo do RS. Com 2 andares possibilitam que as poltronas se reclinem bastante, mas não demos muita sorte, porque os assentos marcados eram junto do ar condicionado, que parecia um freezer. Como eu já tinha lido inúmeros relatos de que esse ônibus liga o ar condicionado no máximo, entrei no ônibus preparado com uma boa jaqueta. Parece que os motoristas fazem isso de propósito mesmo - vai entender. Por isso, se for fazer esse mesmo trajeto, vá preparado com blusas ou sacos de dormir para não passar frio.
O ônibus saiu com um pouco de atraso e lotado. Não demorou muito e caí no sono rapidamente, sendo acordado por 2 militares mal encarados e armados que entraram no ônibus e foram pedindo os documentos de todo mundo. Olhei no relógio e ainda eram 19h20min e nesse momento só foi abrir a minha pochete e mostrar o passaporte. Só que havia um grande problema, o Daniel não conseguia achar seu RG de jeito nenhum - ao embarcarmos ele tinha colocado o documento no bolso e ao sentar na poltrona, com certeza deve ter caído e antes do ônibus sair ele até ficou procurando, mas em vão. Agora a coisa ficou preta e nessas situações de nervosismo a gente não raciocina direito. Quando o militar pedisse o documento o que ele ia dizer: e agora José? F....
Procura dali, procura daqui e nada dele encontrar no assento. E quando o militar pediu o documento, o Daniel disse que não estava com ele e que poderia estar na mochila cargueira, que tinha ficado no bagageiro. Nesse momento o Ronaldo pergunta se pode acompanha-lo, talvez já prevendo alguma coisa ruim e assim foram os dois procurar o documento. Só me lembro dele ter olhado para a Márcia com um olho arregalado de como se estivesse indo para a prisão. Aí bateu o desespero e não dava para fazer nada. Acho que ele já sabia que o RG não estaria na mochila cargueira e o grande problema era como dizer isso para o militar. Nessa hora pensei que se ele não ficasse preso ali, iria ser extorquido até não querer mais ou coisa pior. 
Enquanto eles estavam do lado de fora do ônibus, o restante do pessoal comentava onde poderia estar o RG e nesse momento o Rodrigo vai até a poltrona do Daniel, indo direto procurar entre a janela e o assento e..........bingo. Lá estava o RG – ufa, que alivio. Rapidamente ele desceu do ônibus para entregá-lo sem que o militar pudesse ver e de posse do documento e do comprovante de entrada no país, o Daniel entregou ao militar, mas outro problema; o comprovante estava bem úmido e ao ver isso o militar diz: "está molhado, seque", com aquela voz de dar medo. Pelo menos o pior já tinha passado.
De volta ao ônibus e refeitos do enorme susto, o pessoal já estava mais relaxado, mas não foi uma situação fácil. Já com ônibus seguindo viagem, agora era hora de voltar a dormir.
E pouco depois das 23:00 hrs outro problema: depois do ônibus passar por um buraco, um dos pneus traseiros estoura, mas o motorista resolve não parar logo em seguida e aguarda chegar em alguma Vila ao longo da Rodovia para checar a situação. A parada foi até um pouquinho longa, mas o motorista resolveu seguir assim mesmo, só fazendo um barulho muito alto quando a velocidade do ônibus aumentava.
E novamente fomos parados pelos militares por volta das 03:00 hrs da madrugada - eu estava dormindo e só fui perceber quando eles já estavam saindo do ônibus – pelo jeito não quiseram ver os documentos. E mesmo com um pneu furado seguimos sem maiores problemas, parando ainda na Rodoviária de Puerto Ordaz e chegando em Ciudad Bolívar pouco antes das 06:00 hrs.

15/Jan - Quinta-feira - Ciudad Bolívar
Chalés da Pousada em Ciudad Bolívar
Quando chegamos, a Vilma (da agencia Gekko) já nos aguardava na plataforma de desembarque e depois das apresentações, ela ligou para alguém vir nos buscar e levar para a pousada. Enquanto o transfer não chegava, um funcionário de alguma agencia veio nos entregar um cartão para quem quisesse fazer Salto Angel. Lembro muito bem do valor: $145 dólares. Com certeza deve ser a Conexion Tours, que é a única agencia que existe na Rodoviária - ela não entrou na minha pesquisa porque dei preferencia as que pudesse trocar mensagens por e-mail. Depois de embarcar em um jipe, seguimos para a pousada e pudemos ver que a cidade em nada se parece com Santa Elena de Uairén e logo na avenida principal presenciamos como é a situação dos venezuelanos com a falta de alimentos básicos - por volta das 07:00 hrs, em frente ao Makro (o mesmo atacadista que existe no Brasil) havia uma enorme fila que era organizada pelo Exercito - que coisa triste viu.
Gênio conversando com a gente no café da manhã
A pousada se localiza na zona rural, a cerca de 30 minutos da Rodoviária e é bem aconchegante. Quem nos recepcionou foi o gerente Gênio (se diz Rênio); um holandês que fala bem o espanhol, muito simpático e que nos mostrou a pousada. 
Na verdade, o lugar se parece com uma chácara em uma grande área verde. Aqui também existe um pequeno zoológico com alguns animais, aves e uma linda piscina. Por ser uma pousada longe da cidade, é perfeita para quem busca tranquilidade e sossego, além do preço da diária ser muito baixo - os chalés dispõem de chuveiros de água quente, TV a cabo da DirecTV e ar condicionado (coisa que não tivemos em Santa Elena). 
Pena que iriamos ficar somente 1 dia no lugar e se pudesse ficaria bem mais.
Depois de nos acomodarmos nos chalés e de um banho relaxante, fomos tomar o café da manhã, que era até bem razoável. A pousada também dispõe de um transfer gratuito para o centro, onde se localiza a parte histórica da cidade e marcamos de sair as 10:00 hrs.
Rua do centro histórico de Ciudad Bolívar
Assim que o motorista nos deixou no centro, eu fui procurar algum chinelo para usar nos próximos dias – o meu tinha danificado no Roraima e joguei fora. Entrei em uma loja de cholas (chinelos) e não achei os preços tão bons e acabei comprando um que era imitação da nossa Havaianas por $450 BsF (cerca de $10 reais) que depois me arrependi amargamente - péssima qualidade.
O centro histórico tem uma arquitetura bem preservada e os sobrados são de diversas cores e com algumas varandas, sendo do período colonial e quase todas bem parecidas e o mais importante, nenhuma pichação. Caminhamos também pela orla do Orinoco, cujo rio possui uma largura de mais de 1 Km, próximo do centro histórico. 
Dali era possível visualizar a Ponte Angostura, que é uma ponte pênsil, mas se localiza bem longe do onde estávamos. 
Museu do centro histórico
Perto da orla, o comércio é abundante e almoçamos na praça de alimentação de um pequeno shopping center, comendo pizzas, que não dava para reclamar do sabor. Outro lugar que visitamos, dessa vez com o acompanhamento de um guia, foi o Museu Casa Congresso de Angostura, que possui uma bonita coleção de mobiliário, assim como alguns objetos e quadros que retratam eventos, personagens e passagens históricas da cidade. Em frente ao Museu se localiza a Plaza Bolívar, onde está a Catedral Metropolitana, que é dedicada a Nossa Senhora das Neves.
Quando já estávamos saindo do centro histórico, o Renan encontrou um podólogo em uma das ruas e resolveu cortar a unha encravada. Foi um serviço rápido e o valor ficou em $1000 Bolívares em 2 unhas que tinham problemas e segundo o Renan o serviço foi bem feito - ele só estava com receio de ter pego hepatite (kkkkkk....).
Piscina da pousada
Por causa do preço da gasolina, que pode se dizer que é de graça: $5 Bolívares/50 litros - em reais é de 10 centavos/50 litros, encontramos muitos carros que são verdadeiras carroças e lembrava um desfile de carros de desmanche.
É absurdo um país que dá gasolina de graça para a população, mas deixa faltar alimentos básicos nos supermercados, obrigando-os a enfrentar enormes filas. 
Ainda passeamos pelo interior do Jardim Botânico acompanhados de um funcionário do lugar e pouco depois das 16:00 hrs o motorista da pousada nos pegou na entrada do centro, nos levando de volta. Naquele final de tarde ficamos nos refrescando na piscina, encerrando o nosso dia da melhor forma possível.
Como a pousada dispõe de uma lavanderia onde poderíamos lavar e secar nossas roupas por um preço baixo, não pensamos 2x. Foi uma mão na roda, já que eu tinha pouquíssima roupa limpa na mochila – a maioria estava suja desde o Roraima.
O jantar foi com pratos à base de peixe e logo depois Gênio fez uma pequena reunião onde falou do roteiro de nossa viagem e disse que ao chegarmos em Canaima seriamos recepcionados pela agencia Excursiones Kavac, ficando a primeira noite em camas na pousada, que se localiza ao lado do aeroporto e na segunda noite dormiríamos em redes, em um local de frente para Salto Angel. Depois de várias perguntas e todas as dúvidas sanadas, fomos pagar o valor da diária e do pacote para a cachoeira, além do ônibus de volta para Santa Elena de Uairén. Agora era hora de descansar para o próximo dia – Salto Angel que nos aguarde, estamos chegando.

16/Jan - Sexta-feira - Chegada no Parque Nacional de Canaima
Sede da agencia no aeroporto
A noite foi bastante tranquila e depois de um pequeno café da manhã seguimos para o aeroporto pouco antes das 07:00 hrs e ao chegarmos lá fomos recebidos pela Vilma no escritório da Gekko Tours. Aqui deixamos nossas mochilas cargueiras no escritório e só íamos levar as mochilas de ataque. Depois de pagar a taxa de embarque, nos despedimos da Vilma e seguimos para check-in. 
Só tivemos um pequeno problema ao passarmos pelo raio-x. Lá a Márcia teve que deixar uma pequena tesoura e uma faca usada no Roraima que eu esqueci nas coisas dela. 
Ficamos aguardando na área de embarque a empresa aérea Transmandu nos chamar e as 08h20min a Bruna embarcou sozinha com mais 5 pessoas (incluindo o piloto) em um avião monomotor Teco Teco de 6 lugares (um Cessna). 
Ronaldo cagando de medo no avião
Alguns minutos depois foi a vez do Rodrigo e a Rosana, também embarcarem com outras pessoas em outro Teco Teco. Já eu, a Márcia, Renan, Daniel e Ronaldo só fomos embarcar pouco depois das 09:00 hrs, mas em outro avião: um Jetstream pressurizado de 19 lugares.
O céu estava com algumas nuvens, mas o voo foi bastante tranquilo e de vez em quando elas se abriam, mas não dava para se observar muito bem a paisagem, já que estávamos voando a uma altitude bem alta. De vez em quando surgia a imensa floresta verde abaixo, nada mais.
E poucos minutos antes das 10:00 hrs pousamos no pequeno Aeroporto de Canaima, onde existe uma comunidade indígena e várias pousadas de agencias, desde as mais simples até as mais luxuosas. Tudo aqui faz parte do imenso e preservado Parque Nacional de Canaima, criado em 1962 e que está na lista dos 10 maiores do mundo em tamanho.
Desembarcando em Canaima
Assim que descemos do avião, o guia da Excursiones Kavac já nos aguardava, nos orientando a fazer o registro de entrada com os militares e depois o pagamento da taxa do Parque Nacional, que era bem barato. 
Enquanto alguns comiam numa pequena lanchonete ao lado, outros foram comprar artesanato indígena que é vendido no local, além de protetores e repelentes.
O lugar parecia um aeroporto de uma típica cidade turística: muita gente de diversas nacionalidades e falando várias línguas - alguns estavam chegando em outros voos e outros estavam saindo. 
Logo depois da parte burocrática, embarcamos em um caminhão com vários assentos, semelhantes a um ônibus circular e do aeroporto seguimos para a pousada, onde ficaríamos hospedados – coisa de 5 minutos.
Guia Denis explicando nosso roteiro
No restaurante da pousada nos juntamos a outras pessoas do nosso grupo que iriam conhecer Salto Angel no dia seguinte com a gente. 
O grupo era até um pouquinho grande: dos que eu me lembro eram 4 ucranianos (pai, mãe e 2 filhos adolescentes), 1 militar venezuelano aposentado com sua esposa e filha de uns 30 anos e mais alguns outros turistas venezuelanos – de brasileiros, além de nós 8, existia um que tinha ido no Salto Angel no dia anterior. 
Aqui fomos apresentados ao nosso guia: o Denis, nativo da etnia pemon que nos informou como será o roteiro dos nossos próximos dias, mostrando em um mapa, fixado na parede, o percurso até Salto Angel e as cachoeiras que visitaríamos naquele dia, depois do almoço. Cara nota 10 - em vários momentos ele se dirigia ao nosso grupo de 8, chamando-nos de senderistas (trilheiros em português).
Também disse que ainda não poderíamos ir para os quartos e que o almoço seria servido por volta das 12h30min. 
3 famosas palmeiras da Lagoa de Canaima
Como eram ainda 10h30min resolvemos seguir para a lagoa de Canaima e aproveitar a praia de água doce, já que o Sol estava ajudando. Deixamos nossas mochilas no restaurante e levamos para a praia somente o necessário: toalha e protetor solar.
Ao longo do caminho passamos ao lado de algumas casas bem rusticas, outras ainda em construção, alguns bares, uma Igreja Católica, um pequeno posto de saúde e uma escola. 
Já próximo da areia da praia existe uma outra pousada com chalés bem luxuosos, mas estavam vazios. A faixa de areia é bem grande e seguindo por ela à direita é possível chegar até próximo da Cachoeira Ucaima. Algumas árvores fornecem sombras e logo que você pisa na areia já visualiza de frente as famosas três palmeiras dentro da lagoa, que são a marca registrada do lugar (em vários sites e relatos sempre encontrei uma foto delas). 
Nas areias da praia da lagoa
A água tem cor de coca cola, devido em parte a dissolução de matéria orgânica e não é muita fria, dando para nadar tranquilamente. 
Conforme vai se avançando, a profundidade vai aumentando, mas com muita segurança, já que não existem ondas e somente uma correnteza nas partes mais fundas que levam você de volta para a areia da praia.
Daqui só é possível avistar as Cachoeiras Ucaima e Golondrina, que estão lado a lado. As cachoeiras de Wadaima e Hacha só podem ser vistas do meio da lagoa. El Sapo e El Sapito somente seguindo por uma trilha. Veja nessa foto aérea toda a região da lagoa com as cachoeiras: clique aqui.
Depois de aproveitar bem a praia, as 12h15min voltamos para o restaurante da pousada para almoçar e pegar as chaves dos quartos, que foram divididos por casais. 
Todo o grupo seguindo para as cachoeiras da Lagoa
Nesse momento o Denis nos disse que o passeio para a lagoa sairia as 14:00 hrs e alertou que deveríamos levar meias para acessar a parte de baixo de uma das cachoeiras.
Os quartos eram simples, limpos, bem espaçosos, mas um pouco quente. Até tinha um pequeno ventilador que deu uma aliviada. Depois de um banho frio, fui tirar uma soneca e quando o meu celular despertou seguimos para o restaurante e lá nos juntamos ao grupo que seguiu com o Denis - era hora de conhecer todas as cachoeiras que desaguavam na lagoa de Canaima.
Dentro da canoa a motor (que tem o nome de curiara), passamos ao lado de uma sequencia de 4 cachoeiras: Ucaima, Golondrina, Wadaima e Hacha. Todas são magnificas e só não chegamos mais perto, porque as ondas, que se formavam pela queda d’água, poderiam virar a canoa.
Esq-Dir: Cachoeira Hacha e Wadaima
Cruzamos a imensa lagoa de uma ponta a outra e ao descermos em uma pequena praia seguimos em uma caminhada pela mata em direção a lagoa das cachoeiras El sapo e El Sapito. 
A trilha é bem tranquila e só no final pegamos um pequeno trecho de descida íngreme com muitas raízes para chegarmos na pequena praia. 
Só não tivemos sorte porque as duas cachoeiras estavam quase secas. A El Sapito, que estava bem no canto esquerdo era só uma pequena queda, assim como a El Sapo. Ficamos aqui por cerca de 30 minutos e depois retornamos pela trilha para acessar a parte alta dessas cachoeiras.
Se a queda de água estivesse em um volume bem maior poderíamos passar por debaixo da El Sapo e chegar na Cachoeira El Sapito, mas com pouca água não dava. 
Rodrigo, Rosana, Ronaldo, Bruna, Renan, eu e a Márcia na El Sapo
Aqui ficamos em cima das pedras observando a linda paisagem ao redor: tepuis de um lado e a continuação do Rio Carrao, que depois deságua no Rio Caroni, do outro. Subindo pelas pedras um pouco mais chega-se a pequenas lagoas que se formaram antes do rio chegar na queda, mas com a pouca água preferi não arriscar em um mergulho.
Depois de inúmeros clics retornamos para a trilha bem demarcada em direção a Cachoeira Hacha e essa sim tinha um volume bem maior de água. 
Com as meias colocadas para não escorregar na trilha de pedras, fomos seguindo por debaixo da cortina d’água da cachoeira com uma vista espetacular. É uma trilha de pedras de uns 100 metros que acabou sendo a maior emoção do dia. No final dela é possível ficar embaixo da furiosa ducha - é relaxante demais e depois de aproveitar cada minuto ali, tínhamos que voltar.
Embaixo da Cachoeira Hacha
Embarcamos na nossa curiara e dali voltamos para a praia do outro lado da lagoa já quase no final de tarde e de lá seguimos direto para os quartos. Banho tomado e de roupas limpas fomos jantar por volta das 19:00 hrs no restaurante e depois uma parte do pessoal preferiu explorar a comunidade para ver se encontrava algum lugar para se divertir naquela noite e alguns ficaram em um barzinho com discoteca próxima dali, sendo um pouco difícil de pegar no sono, já que o som estava no volume máximo, tocando até a madrugada.







17/Jan - Sábado - Subida de canoa pelo rio até a base do Salto Angel
Curiaras
Depois do café da manhã, Denis só nos pediu para tirar todas as coisas do quarto para desocupá-lo, porque um outro grupo iria chegar mais tarde e assim fizemos. Todos reunidos, agora seguimos no caminhão-ônibus até o Porto Ucaima, onde fica o ponto de embarque das canoas motorizadas. E para variar, aqui também existe um posto de controle das Forças Armadas, onde estavam 2 soldados fazendo anotações. 
Esse é o trecho do Rio Carrao onde ele é bem largo, cerca de 200 metros, antes das quedas d’água das cachoeiras que visitamos no dia anterior. Denis colocou o nosso grupo de 8 na mesma canoa junto com mais 2 mulheres (mãe e filha), que ficaram na popa (parte de trás, onde fica o motor), deitadas em cima das mochilas, que estavam cobertas por lonas. Com toda certeza era o melhor lugar da embarcação, mas era um privilégio para os mais idosos. 
Subindo o Rio Carrao
Já o restante teve que ficar sentado 2 a 2 o percurso todo em banquinhos de madeira, que eram bem desconfortáveis. Além do Denis estavam também mais 2 barqueiros, que ficavam 1 em cada ponta da canoa, totalizando 13 pessoas e todas com coletes salva vidas. Divididos em 2 canoas, creio que o grupo era de cerca de 20 pessoas ao todo – não consegui contar todos na outra canoa. 
As 08h40min iniciamos a subida do rio, que iria durar algumas horas e aqui o protetor solar, um bom chapéu e roupas leves são obrigatórios, porque o Sol não dá trégua.
Uns 15 minutos subindo o rio e já tínhamos que descer da canoa e seguir por uma trilha em meio à savana, porque aqui existe um trecho do rio com muitas pedras e corredeiras onde não é possível passar com a canoa cheia. 
Vários tepuis surgem a nossa esquerda e é uma paisagem linda em meio a savana e a densa floresta verde.
Trecho de caminhada pela savana
Assim que iniciamos a caminhada, somos recebidos em uma pequena tenda com artesanato indígena e para quem gosta de algumas lembrancinhas de viagem, este é um dos lugares para comprar. A caminhada pela savana até o outro ponto de embarque é tranquila e uns 30 minutos depois já estávamos aguardando a canoa atracar para todos embarcarem. Daqui em diante a savana vai dando lugar à vegetação de floresta com alguns tepuis emergindo no meio da selva, próximos ao rio. 
Uns 20 minutos depois do reembarque (as 10h15min) paramos em uma piscina natural ao lado do rio para um mergulho, em um local conhecido como Poço da Felicidade, mas não ficamos muito tempo aqui. Nos trechos planos do rio a canoa ia a toda velocidade e em alguns momentos tomávamos banhos de jatos de água, mas só para refrescar do calor. 
Tepuis ao longo da subida do rio
Vão surgindo também algumas corredeiras nas partes mais rasas, onde as pedras parecem raspar na canoa e aqui ela teve que diminuir a velocidade e desviar para as laterais do rio. São os momentos mais tensos, já que o medo da canoa virar era grande.
Com pouco mais de 1h30min desde a caminhada pela savana, deixamos o Rio Carrao para trás e agora seguíamos pelo estreito Rio Churún e aqui as corredeiras se tornam mais comuns e as vezes desviávamos de enormes pedras pelo caminho ou de pequenas ilhas no meio do rio. 
A paisagem da selva nos dois lados do rio se mantem e agora os tepuis serão nossos acompanhantes até chegar no Salto Angel. 
É magnifico esses paredões de pedras com algumas cachoeiras que descem do topo. 
Desembarque
Nessa hora você até se esquece do cansaço em se manter sentado sobre bancos de madeira sem poder esticar as pernas, já que a paisagem ao redor compensa.
E em uma das curvas do rio, Denis diz para prepararmos as câmeras fotográficas que Salto Angel já ia surgir e de repente a cachoeira aparece de lado, mas com pouco volume e somente um vapor de água chegando na sua base - valeu a pena o esforço.
Mais alguns minutos e a canoa atraca na margem esquerda, em frente ao nosso Acampamento, exatamente as 12h50min (4 horas e 10 minutos desde o embarque em Canaima).
O lugar é bem rustico, sem as paredes laterais e com inúmeras redes. Nos fundos fica a cozinha onde os barqueiros preparam as refeições e ao lado, outra tenda com uma grande mesa para as refeições. 
Nosso Acampamento
A energia elétrica vem de um pequeno gerador instalado próximo do Acampamento, assim como também é usado para captar a água do rio para encher a caixa d’água para os banhos frios e para os banheiros, que ficam próximos. 
O almoço foi um sanduíche que já veio embalado naquele plástico de película transparente acompanhado de alguns refrigerantes e refrescos. Tínhamos que ser rápidos porque ainda restava um trecho de trilha pelo meio da mata até a base da imensa cachoeira. 
E por volta das 13h40min voltamos às canoas para atravessar o rio e seguir pela trilha. Aqui aconteceu uma cena bem engraçada: os barqueiros trouxeram alguns frangos inteiros que estavam congelados e por isso deixaram dentro da água, na margem do rio descongelando e quando eles foram retirar, eis que os urubus estavam fazendo a festa. 
Salto Angel visto do rio
Eram 4 frangos e 1 deles estava quase que totalmente dilacerado pelos urubus. 
Não ficamos para ver o resultado, mas parece que tivemos que comer 1 frango a menos no jantar.
Já do outro lado do rio, agora seguíamos por trilha demarcada, passando ao lado de outro imenso Acampamento. 
O ambiente lembra um pouco da mata atlântica: trilha forrada com muitas folhas, um pouco de umidade, raízes expostas, troncos, inúmeras pedras e riachos pelo caminho.
Conforme se vai aproximando do mirante, a trilha vai se tornando cada vez mais íngreme e se ouve a queda da cachoeira, que faz qualquer um esquecer todo o cansaço que tivemos para chegar ali. 
Isso nos fez aumentar muito o ritmo de caminhada para chegar o mais rápido possível na base da cachoeira, deixando Denis bem para trás acompanhando uma mulher (o que não era o correto de nossa parte). 
Salto Angel visto do mirante
E de repente o mirante surge em cima de uma enorme rocha com toda a cachoeira à nossa frente, às 14h35min. Aqui ainda ficamos um certo tempo admirando sua queda de 979 metros, que é magnifica.
Conforme a água vai descendo pelo paredão vertical, ela vai se transformando em um vapor e chega na base somente uma nevoa fina. 
A posição é perfeita para ficar admirando a cachoeira - sem palavras para descrever aquela visão. Ficamos aqui por alguns minutos e depois de vários clics seguimos pela trilha por mais uns 10 minutos até chegar no poço, onde se localiza uma outra pequena cachoeira, de uns 15 metros. 
Ao ver a quantidade de água que desce por essa pequena cachoeira, podemos perceber o quanto de água escorre pelo paredão. 
Poço com pequena cachoeira no final da trilha
E não parecia que o vapor se transformava em toda aquela água e isso porque ainda estamos no período de seca; na época de chuvas deve ser um volume de água muito maior. 
O poço é de água gelada, mas depois de tudo que passamos, tínhamos que mergulhar aqui.
Quando o Denis chegou, ele reuniu todo mundo e deu uma bela lição de moral, porque não tínhamos subido com ele. Estava corretíssimo, não deveríamos ter feito aquilo. 
Ele é o responsável por nós todos e se ocorresse algum problema? Depois de pedirmos desculpas pela pressa exagerada, ficamos ainda por mais de 1 hora mergulhando e apreciando o lindo visual do lugar. E as 16:00 hrs retornamos para o Acampamento e dessa vez desci em um ritmo bem mais lento, sem correria.
Márcia dormindo nas redes - na verdade acordada
Enquanto um dos barqueiros cruzava o Rio Churún à nado para buscar a canoa, ficamos aguardando na margem e depois de todos já acomodados cruzamos o rio sem maiores dificuldades, passando por um outro Acampamento, mas esse bem mais luxuoso, chamado de Acampamento Ucaima II, que se assemelhava a uma pousada no meio da selva. Tinha até uma grande área desmatada junto do rio para pouso de helicópteros – como dizia um certo apresentador de TV, que já faleceu:
“simplesmente um luxo”.
Depois de um banho de ducha gelada, era hora do jantar, que foi à base de frango que sobrou dos que os urubus estavam querendo comer, acompanhado de arroz, refrigerantes e água, mas tenho que admitir que ele estava delicioso. 
Depois ainda teve a comemoração de aniversário de uma garota, com direito a bolo que veio na canoa - só não sei como.
Assim que escureceu não deu para fazer muita coisa e cada um foi para sua rede já com um pequeno cobertor. No meio de uma selva em um alojamento sem paredes e bem distante da civilização mais próxima passa pela cabeça que pode acontecer várias coisas durante a noite, como visitas de animais ou ataque de mosquitos, mas ela foi tranquila; nem precisamos de repelentes. Agora imagine se essa cobra, encontrada no Rio Churún, viesse nos visitar durante a noite? clique aqui e veja.

18/Jan - Domingo - Retorno da Cachoeira
Primeiros raios do Sol no Salto Angel
Durante a madrugada começou a chover forte, mas antes do amanhecer ela deu uma trégua e pouco antes das 06:00 hrs eu já estava de pé. 
Nessa hora os barqueiros já preparavam nosso café da manhã.
E assim que o Sol começou a dar as caras, fui tirar inúmeras fotos dos primeiros raios iluminando Salto Angel e aqui uma novidade; devido a chuva da madrugada, a queda estava mais caudalosa e uma outra surgiu ao lado da cachoeira principal; dessa vez o visual estava mais lindo que no dia anterior porque o paredão refletia o Sol, dando ao lugar cores mais vivas – foi maravilhoso.
Pouco antes das 07:00 hrs tomamos o café da manhã com as famosas arepas e por volta das 07h20min iniciamos o embarque para retornar à Canaima. 
Por conta da chuva, o rio tinha subido muito de volume, criando uma pequena ilha em frente do Acampamento, que não existia quando tínhamos chegado aqui.
Últimos clics da maior cachoeira do mundo e agora a descida foi bem mais rápida, já que com o volume maior de água, os trechos rasos seriam bem menores.
Dessa vez os jatos de água na cara eram mais constantes e onde haviam as corredeiras, a canoa ia numa velocidade maior e em alguns desses trechos gritávamos e levantávamos as mãos, como em uma montanha russa - eram os momentos divertidos desses trechos na descida.
Cachoeiras da lagoa de Canaima vistas do avião
Fomos chegar na savana as 09h20min e mais uns 30 minutos de caminhada voltamos a embarcar na canoa que chegou em Canaima as 10h20min – 3 horas exatas desde o Acampamento.
Aqui o caminhão-ônibus já anos aguardava e em vez de retornarmos para a pousada com o restante do grupo, seguimos para a praia da lagoa e lá ficamos tomando Sol e aproveitando os últimos momentos naquele paraíso.
Depois de voltar à pousada, fomos almoçar e agora era seguir para o aeroporto e aqui nos despedimos do Denis, que foi um excelente guia - recomendadíssimo. 
Vou me lembrar muito dele também por causa da expressão que ele sempre dizia no final de cada explicação: "ok......ok" com leve sotaque indígena.
O embarque foi rápido, já que era um voo charter (fretado) só para nós, mas dessa vez fomos no Teco Teco de 6 lugares, que levantou voo as 12h40min e com visual bem melhor, ainda mais por eu ter ido ao lado do piloto. Nos dois bancos traseiros iam a Márcia, Ronaldo, Renan e o Daniel.
Rio Caroni
A paisagem é linda, já que voávamos a baixa altitude e só ficava preocupado com um pequeno parafuso que estava se soltando do capô do motor, à nossa frente. Tudo bem que um pequeno parafuso não ia fazer muita diferença, mas por aí já dá para ver como é a manutenção da aeronave né. 
Sem a pressurização, a cabine do piloto tinha uma pequena abertura para entrada do vento. 
De vez em quando passávamos por pequenas turbulências, ao cruzarmos algumas nuvens, mas nada além disso. 
Dessa altitude dava para ver que não existem estradas de acesso ao Parque Canaima ou se elas existirem, o trecho não deve ser dos mais fáceis, já que são muitos rios e mata fechada. Notamos também que a região é bem rica em minérios, haja vista várias atividades de mineração próximas ao Aeroporto de Canaima.
Chegando em Ciudad Bolívar
E com pouco mais de 1 hora de voo (13h45min), chegamos a Ciudad Bolívar, indo pegar nossas mochilas cargueiras com a Vilma, que mantinha o escritório da agencia ainda aberto só esperando por nós. Ali recebemos as passagens de ônibus para Santa Elena de Uairén, mas dessa vez pela empresa Expresos Los Llanos, com embarque durante a noite. A Vilma disse que naquele Domingo a empresa Expresos Occidente não tinha ônibus seguindo para Santa Elena. Tudo bem, acreditamos.
E para não seguir para a Rodoviária da cidade e ficar lá o resto do dia, preferimos ficar em um pequeno restaurante japonês do aeroporto jogando conversa fora e navegando na internet. Ao chegar o final da tarde fomos comer em uma padaria, próxima dali, chamada La Capital, lugar muito bom e barato. Veja como chegar lá: clique aqui
Depois de alimentados e com a noite chegando, agora era hora de procurar um táxi para nos levar até a Rodoviária e aqui outro acontecimento muito engraçado: sem querer o Ronaldo conseguiu que uma garota que estava em uma agencia de turismo do aeroporto nos levasse para a Rodoviária, cobrando $150 bolívares por viagem. Era uma carona paga, mas estava valendo.
E assim fomos divididos da seguinte forma: eu, Márcia, Rodrigo e Rosana na primeira viagem e o restante do grupo na segunda viagem.
O carro era um Fox brasileiro e o nome da garota era Carella. Ao chegar na Rodoviária pagamos somente o valor para a nossa viagem: $150 Bolívares.
Alguns minutos depois chegou o restante do pessoal com a seguinte informação: a garota disse que não tínhamos pago a nossa parte e com isso o Renan teve que pagar as 2 viagens – p. sacanagem da garota né? Tínhamos sido enganados por uma venezuelana, que embolsou dinheiro a mais, mas estávamos enganados. Passou alguns minutos e a garota volta para devolver o dinheiro pago a mais, dizendo que a viagem anterior já tinha sido paga. E agora o que pensar dela? Será que ela tentou nos enganar e depois se arrependeu ou ela pegou o dinheiro do Renan e não conferiu na hora e só quando chegou lá no aeroporto, foi perceber que tinha dinheiro a mais? Ou será porque o Renan teria dito que uns 20 amigos dele iriam passar pelo aeroporto alguns dias depois para fazer Salto Angel? claro que isso era mentira né; era apenas para impressionar a garota. Só ficamos sem entender o que se passou na cabeça dela.
A Rodoviária da cidade é um lugar bem feio e depois de conferidas as nossas passagens no guichê da empresa Expresos Llanos, ficamos aguardando o ônibus chegar na plataforma, que demorou para caramba. Sentados no chão mesmo, constatamos que o ônibus da Expresos Occidente estava parado na plataforma da Rodoviária com passageiros embarcando, mas a Vilma não tinha dito que naquele Domingo a empresa não ia ter ônibus para Santa Elena? Fiquei sem entender.
Quando o ônibus da Expresos Llanos chegou, o embarque foi uma verdadeira bagunça. Os primeiros que entram pegam os melhores lugares; não existem assentos marcados, apesar que no nosso bilhete estava marcado as primeiras poltronas superiores, mas quando embarcamos eles já estavam ocupados. Paciência né. Deixamos quietos e fomos sentar no meio do ônibus. Outro problema foi o horário de saída; só saímos de lá as 21h30min, mas o pior ainda estava por vir.
A viagem transcorria sem maiores problemas com todo mundo já dormindo, mas por volta das 01h20min da madrugada ouço um barulho bem familiar: o pneu tinha estourado e com isso o ônibus para no acostamento. Só lembro de ter demorado demais para trocá-lo e com isso voltei a dormir e lá pelas 03:00 ou 04:00 hrs da madrugada já estávamos de volta à Rodovia, porém não demorou muito e logo a Guarda Nacional Bolivariana obriga o ônibus a parar, com o objetivo de conferir os documentos de todo mundo. E sem ninguém perceber, um dos soldados deixou cair um documento embaixo da poltrona do Ronaldo e da Bruna, que estavam na minha frente, e quando vai devolvê-los, fica faltando esse documento. Procura daqui, procura dali e nada de achar. E o pessoal já um pouco estressado e com isso o ônibus não volta a rodar. Na ajuda para encontrá-lo, vejo ele embaixo do assento e entrego ao motorista que repassa ao militar e devolve ao passageiro; agora tá tudo certo. Voltamos para a Rodovia as 05h30min. 
O motorista prevendo que o combustível vai acabar, resolve parar em um posto de gasolina e com isso perdemos alguns minutos para reabastecimento. De volta à Rodovia, somos parados pela Guarda Nacional Bolivariana as 07H40min, mas que dessa vez somos obrigados a descer com todas as mochilas e malas para que revistem uma a uma e até que foi rápido. E quando pensávamos que nos liberaram, eis que um cachorro do Departamento de Narcóticos também passará em revista para detectar se algum dos passageiros está levando drogas nas malas. 
Formam-se 2 filas, uma de homens e outra de mulheres e o soldado da Narcóticos quer porque quer encontrar alguma droga. Lembro-me dele ter passado com o cachorro umas 3 ou 4x em cada mochila para ver se encontrava drogas e nada. 
Depois de quase 1 hora parados na Rodovia, a Guarda Nacional nos libera e voltamos a embarcar no ônibus.
Como todos os passageiros já estavam para lá de estressados, o motorista resolve parar pouco antes das 09:00 hrs em uma pequena lanchonete na beira da Rodovia para todos tomarem um café da manhã. 
Não ficamos muito tempo aqui e logo voltamos a rodar, mas novamente outra parada em um posto da Guarda Nacional (vai contando, esta é a 3ª parada). 
Desembarque em Santa Elena
Pelo menos nessa só foi dizer que éramos brasileiros voltando de Salto Angel em 8 pessoas, que o soldado não demora para liberar o ônibus.
E já quase chegando em Santa Elena outra parada para revista (a 4ª), mas desta vez os soldados só pedem os documentos de alguns venezuelanos, que são obrigados a descer do ônibus para uma conversa a sós com os soldados.
E com isso só fomos chegar na Rodoviária de Santa Elena de Uairén exatamente as 15h25min – inacreditáveis 18 horas de viagem. Pqp...... A pior viagem que fiz na minha vida. Horrível, horrível. Sem palavras para isso.
Da Rodoviária seguimos em táxis até a Pousada Backpakers e depois de instalados nos quartos, era hora de acertar os passeios dos 2 próximos dias pelas cachoeiras da Gran Sabana, mas aí já é um outro relato, é só clicar aqui.



Dicas e informações úteis

# O Rodrigo criou 3 vídeos dessa trip para a Cachoeira e postou no Youtube:
   - Passagem por Ciudad Bolívar: clique aqui.
   - Passeio por Canaima: clique aqui.
   - Salto Angel: clique aqui.

# A cotação do Dólar em Ciudad Bolívar era de $1/150 Bolívares. Muito melhor que em Santa Elena. Troca de Reais eles nem aceitavam. O problema é que na cidade não existem cambistas como em Santa Elena. Só trocamos alguns Dólares na Pousada La Casita e uma outra parte em 2 agencias do Aeroporto.

# Cotação do dólar no país com variação diária:
https://dolartoday.com

# Devido a inflação no país, os preços em Bolívares e a cotação do dólar estão sempre mudando.

# Salto Angel nem dá para se comparar com Monte Roraima. Numa das canoas que nos levaram até o Acampamento no meio da selva pudemos ver pessoas bem mais velhas que a gente, sendo uma trip para todas as idades. O trecho final de trekking não é tão longo e perfeitamente possível até para uma pessoa sedentária.

# Reserve um tempo para passear tranquilamente pela comunidade indígena que existe em Canaima. Vale à pena.

# Não esqueça de levar uma pequena mochila de ataque para Salto Angel. No avião só permitem no máximo 10 Kg até Canaima e leve o mínimo possível, com algumas roupas leves e produtos de higiene.

# É preferível levar uma proteção para a máquina fotográfica para ela não se molhar nas cachoeiras de Canaima ou na canoa que leva até Salto Angel.

# Alguns valores em Bolívares da Pousada La Casita, em Ciudad Bolívar (Jan/2015):
Veja nessa foto: clique aqui

# Taxa Aeroportuária em Ciudad Bolívar: $50 BsF.

# Taxa de entrada no Parque Nacional de Canaima: $508 BsF.

# Passagem ônibus Santa Elena de Uairén-Ciudad Bolívar pela empresa Expresos Occidente: $800 BsF – Horário: 18h30min.

# Passagem ônibus Ciudad Bolívar- Santa Elena de Uairen pela empresa Expresos Llos Lanos: $650 BsF.

# Para quem pretende economizar ao máximo nessa trip, uma boa opção é somente contratar a agencia, quando chegar em Canaima. Em Puerto Ordaz existe a cia aérea Conviasa que mantêm certa frequência de voos para o Parque. Uma pesquisa no site revela valores de passagens ida e volta por $3.300 Bolívares (pouco mais de $20 dólares em valores de Jan/2015). E chegando lá é só se encaixar em algum grupo da Excursiones Kavac.
http://portal.conviasa.aero/inicio.php

Assim como não compensa fazer Monte Roraima com agencias brasileiras, por ser caríssimo, em Salto Angel é pior ainda. A Roraima Adventures, de Boa Vista, cobra $1330 dólares/pessoa, pegando um avião em Santa Elena em direção a Canaima. São mais de 6x o valor que pagamos saindo de Ciudad Bolívar. Veja nesse link: clique aqui 

# Existe uma trilha que leva até o local onde fica o topo da queda do Salto Angel. Ela parte da Aldeia Indígena de Uruyen, acessível por via aérea. Dizem que são cerca de 1 semana da aldeia até o topo da cachoeira. Vejam o tracklog: www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=3991375

# Algumas pessoas já escalaram com sucesso o paredão da Salto Angel. Em 2011 uma equipe do Brasil e da Venezuela chegaram ao topo escalando pela lateral da queda:
https://vimeo.com/33211414

Quer saber um pouco mais sobe a história do aviador norte americano Jimmy Angel, que deu o nome ao Salto?
http://obviousmag.org/archives/2008/06/a_queda_do_anjo.html

15 comentários:

  1. Show de relato!
    Dei algumas risadas dos episódios do podólogo, do urubu, da carona paga... E as oncinhas nas poltronas do avião??? kkk...
    Parabéns pela trip Augusto, sensacional!
    Abração

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    1. Blz Francisco.

      Esses episódios engraçados são bem legais para descontrair.
      Teve outros, mas se colocasse o relato ia ficar enorme.
      Apesar de que já tá bem grande. kkkkkkk.
      Um deles foi que o Ronaldo chegar em cima da hora no embarque. Ele se juntou a nós qdo já estavamos quase no onibus.
      Nas 2 fotos que tiramos no Aeroporto ele não aparece. Foi tenso. Teve outros também.
      Mas com certeza foi uma p. viagem. Parte do grupo já se conhecia, então foi fácil a convivencia.
      Apesar de que em um grupo de 8 pessoas, sempre surge um ou problema, mas o relato de Manaus, eu conto.

      Valeu.

      Gde abc.

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  2. Parabéns pela Trip !!! obrigado pelo relato!!!!

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    1. Oi Dante, tudo bom?

      Espero que o relato seja útil.
      A Venezuela é um país muito barato e possui uma Natureza invejável.
      Valeu muito a pena essa trip.


      Abcs

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  3. Olá Augusto, gostaria de participar da próxima viagem de vcs

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  4. Oi Vanuscleia.
    Normalmente marcamos essas trips por uma lista de e-mails que estamos cadastrados.
    Já que é um pessoal que esta acostumado a longas caminhadas, nunca tivemos problemas.
    Se vc tem experiencia em treking e costuma caminhar regularmente, pode se cadastrar.
    Em caminhadas curtas costumo enviar convites através dos meus contatos do Google +.
    Abcs

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  5. Olá Augusto, parabéns pelo relato da viagem, muito interessante, gosto de caminhadas e gostaria de me inteirar com outras viagens que venha a fazer
    Parabéns e grande abraço

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  6. Olá Augusto, parabéns pelo relato da viagem, muito interessante, gosto de caminhadas e gostaria de me inteirar com outras viagens que venha a fazer
    Parabéns e grande abraço

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    Respostas
    1. Oi Benedito, blz?
      Eu marco essas grandes trips com um pessoal de uma lista de trekking.
      Lá todo mundo tá acostumado a caminhadas, então fica mais fácil encontrar pessoas para essas viagens.
      Entra lá e se cadastra.
      https://pt-br.facebook.com/exploradoressp

      Valeu.

      Abcs

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  7. Olá Augusto!
    Parabéns pela trip e pelo ótimo relato. Você acha muito arriscado chegar até o pq canaima sem nenhuma agencia e tentar se enturmar lá para fazer o santo angel?

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    1. Blz Danilo.
      Obrigatoriamente vc terá de contratar alguma agencia para te levar até Salto Angel.
      Talvez saia mais barato sim, mas devido aos problemas econômicos na Venezuela, não seja tao vantajoso.
      Eu recomendaria entrar em contato com as agências que estão no parque, a te passarem valores, excluindo a passagem aérea.
      Já que vc estaria indo por conta própria.
      Creio que não terá problemas em se encaixar em algum grupo.
      No mais, te desejo boa sorte.
      E depois dá um retorno aqui no blog, se valeu a pena ou não.
      Dependendo do como vc fez, eu coloco aqui no blog como uma opção mais barata, já que Salto Angel é mais caro que o Roraima.

      Abcs

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  8. E uma coisa que esqueci de mencionar.
    Qdo fiz a pesquisa das agencias, encontrei preços menores de passagem aérea saindo do Aeroporto de Puerto Ordaz.
    Em vez de Ciudad Bolívar.

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  9. Obrigado pelas dicas Augusto. Eu vou para a Venezuela em Outubro e como partirei do aeroporto internacional de Caracas é uma logistica um pouco complicada e sem muitas informações. Eu estou seguindo algumas dicas do seu relato e entrei em contato com a Vilma da Gekko e o preço está bem mais barato dos contatos em Caracas, em torno de U$360,00 por pessoa. A minha logística será pegar um voo de Caracas até Puerto Ordaz e de lá seguir até o Pq Canaima, mas acho melhor então seguir com uma agencia desde Puerto Ordaz para não ter muitas preocupações também. Na volta de Canaima eu irei conhecer Los Roques...Você chegou a ir para lá? Abs!

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    Respostas
    1. Dá para encontrar várias agencias tanto no Aeroporto de Ciudad Bolivar qto no de Puerto Ordaz.
      Espantei com o valor. Quase o dobro do que pagamos. E aumentaram em dólar. Sacanagem hein.
      Tá saindo caro conhecer a Venezuela.
      Não chegamos a ir para o litoral do país. Já tinhamos planejado ficar alguns dias em Manaus no retorno.
      Fomos para lá com todas as passagens já compradas, por isso não dava para sair do nosso roteiro pré-definido.

      Boa sorte lá.

      Abcs

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