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17 de novembro de 2021

Travessia do Ciririca por cima - Picos do Camapuã, Tucum, Cerro Verde, Ovos de Dinossauro, Luar e Ciririca - Serra de Ibitiraquire/PR - Relato com dicas e informações úteis

Uns 20 anos atrás fiz uma bela caminhada até o topo do Pico do Paraná, incluindo os Picos do Itapiroca e Caratuva, mas passei por um perrengue e tanto devido às intensas chuvas, nesse relato.
E ao acampar no topo do Pico do Paraná, dava para ver 2 enormes placas retangulares no topo do Pico do Ciririca (alguns dizem que a escrita é com "S", mas preferi manter com a letra "C") à sudoeste, nessa foto. Pareciam aqueles outdoor de rodovia. 
Fiquei imaginando que raios era aquilo, pensando que poderia ser um tipo de antena diferente ou algum equipamento para auxiliar a navegação aérea e prometi a mim mesmo que retornaria à região para chegar naquelas placas algum dia.
Os anos foram passando e quando pretendia fazer a caminhada, o clima não ajudava e com isso fui adiando a data. 
Até voltei lá em 2008 para fazer a Picada do Cristóvão que liga Fazenda Pico Paraná até Antonina, descendo a Serra do Mar nesse relato
E lá se foram mais alguns anos até conseguir 1 mês de férias e com clima ajudando dessa vez, marquei a tão aguardada subida ao Ciririca. 
Agora era pesquisar o melhor roteiro da caminhada para chegar naquelas placas.
Lendo relatos e analisando tracklogs, vi que a melhor opção era fazer um circuito iniciando pela trilha 
conhecida como Ciririca por Cima, passando pelo topo dos Picos Camapuã, Tucum, Cerro Verde, Luar e retorno pela trilha que cruza a Cachoeira do Professor, conhecida como Ciririca por Baixo.
A logística era relativamente fácil, pois seria da mesma forma quando tinha feito o Pico do Paraná: embarcar em São Paulo com destino à Curitiba e descer na Rodovia, próximo da estrada que leva até a Chácara do Bolinha. 
Já o retorno seria mais complicado, pois teria de embarcar no ônibus circular que passa na Rodovia e segue para Campina Grande do Sul e de lá para Curitiba para depois seguir para São Paulo.
Como estava de férias, planejei a caminhada para uns 3 ou 4 dias, sem pressa. 



Fotos acima, Sol surgindo atrás do Pico do Paraná e colchão de nuvens na encosta do Ciririca ao fundo 


Vídeo gravado ao longo dessa caminhada: clique aqui
Tracklog de todo o percurso da trilha: clique aqui



Na última semana de Setembro e com mochila cargueira bem cheia embarquei no Terminal Tietê por volta das 09:00 hrs da manhã em direção à Curitiba pela Eucatur.
Com algumas paradas no trajeto, pedi ao motorista para descer uns 4 Km depois do Posto Mahle (antigo Tio Doca), já no Estado do PR.
O lugar é onde se localiza um outro posto de gasolina: o Túlio II, que fica no Km 52, do outro lado da Rodovia, sentido SP. É esse aqui
Desço do ônibus por volta das 16:00 hrs e com mochilas nas costas, cruzo a Rodovia para caminhar uns 200 metros retornando sentido SP até uma estrada de terra à direita, onde uma das placas sinalizam Refúgio Fazenda Bolinha. É lá que tenho de chegar.

15 de abril de 2008

Picada do Cristóvão - Descendo a Serra do Mar do Paraná pela antiga trilha colonial - Relato com dicas

O relato abaixo é de uma caminhada por esse antigo caminho colonial e que em muitos trechos apresenta o calçamento original de pedras.
Ela começa próximo da sede da Fazenda Pico do Paraná (base da caminhada para o topo do Pico do Paraná), seguindo por alguns sítios para depois cair na trilha, passando pela base dos Picos da Guaricana, Ferreiro, Ferraria e Ibitirati até finalizar no Bairro Alto, em Antonina. Ainda passamos pela Janela da Conceição (espécie de túnel de 1,5 Km de extensão, usado para retirar material de um aqueduto subterrâneo), Cachoeira dos Cabos e a Janela da Cotia (o outro túnel). Estavam  comigo nessa caminhada a Márcia, o Jorge, Júlio, Paulo e o Zig. 



Foto acima, na Picada do Cristóvão tomada pelo mato





Fotos: é só clicar aqui



Quando o Jorge enviou o convite para a lista de trekking para se fazer uma tal Picada do Cristóvão, fiquei com um pé atrás. Uma pesquisa rápida no Google e lá fui ver que ela é uma trilha histórica que passa próximo da base do Pico do Paraná e Pico do Caratuva, lugares onde eu já tinha ido - nesse relato aqui
Achei uma boa oportunidade para conhecer melhor a região e como a caminhada era em um fim de semana, ficou perfeito para eu e a Márcia fazermos.
Posto Tio Doca
Estávamos indo em 6 pessoas (3 de SP e mais 3 do PR). Marcamos de encontrar o Jorge às 22h30min no Terminal Tietê para embarcarmos no ônibus das 22h50min em direção à Curitiba. 
Eu e a Márcia saímos do trabalho quase que direto para a Rodoviária e nossa intenção era dormir boa parte do percurso, mas nada disso aconteceu.
Devido aos inúmeros buracos da Rodovia Régis Bittencourt chegamos no Posto Tio Doca (pouco depois da divisa SP/PR) mais cansados ainda e somente com alguns cochilos. 
Descemos do ônibus neste Posto pouco antes das 05:00 hrs numa madrugada fria e com muita neblina. 
Entrada da Fazenda PP
A meteorologia previa tempo bom no fim de semana e por sorte ela acertou. No Posto ficamos aguardando o pessoal chegar de carro e seguirmos para a entrada da Fazenda Pico do Paraná, que aconteceu por voltas das 06:00 hrs.
Perto já da Fazenda Pico do Paraná, deixamos o carro e agora era mochilas nas costas e pé na estrada, ou melhor pé na trilha. 

15 de abril de 2004

Perrengue no Pico do Paraná - Serra do Mar/PR - Relato e algumas dicas

O livro Caminhos da Aventura do montanhista Sérgio Beck é um prato cheio de roteiros de caminhadas. Já fiz vários deles só usando os relatos que estão no livro. 
Dessa vez escolhi um no meu Estado natal, mas como iria fazer a caminhada sozinho, levei também um outro relato mais recente dele que fazia parte da Revista Aventura Já. Com os dois relatos impressos, pelo menos não teria problemas de navegação, mas um problema surgiu quando cheguei lá: o clima. 
Esse não dá para evitar. Foram chuvas torrenciais, o que causou alguns problemas.
Mas como já tinha marcado alguns dias de folga no trabalho, não tinha como mudar as datas e o jeito era ir assim mesmo.
Pelos relatos do Beck, dizia que a caminhada era puxada, mas o visual compensava, então fui para lá animado.



Foto acima: na subida da crista com Pico do Paraná bem ao fundo à direita



Fotos e um croqui estão nesse álbum: Clique aqui

 
Saí de São Paulo em direção à Curitiba em um Domingo, planejando retornar na Quarta ou Quinta-feira.
No Terminal Tietê peguei o ônibus das 07:00 hrs e já quase na divisa de SP/PR peguei chuva forte, o que já era um mau presságio.
No posto do Tio Doca, de bandeira Shell (atual Posto Mahle), no Km 48 já no PR, cheguei por volta das 12:00 hrs com tempo bom. O posto é bem fácil de encontrar, pois é muito grande e fica logo após a Represa do Capivari (se o ônibus parar antes desse posto, melhor ainda). 
Descendo no Posto tive que retornar uns 2 Km até a 2ª ponte, junto ao Km 46, onde se inicia a estrada de terra à direita em direção à Fazenda Pico do Paraná.  Já na estrada de terra, cerca de uns 15 minutos depois de iniciada a caminhada, passei ao lado de vários pés de caquis ao longo da estrada, que estavam abarrotados. 
Porteira da Fazenda PP
Mais 15 minutos de caminhada existe uma bifurcação à esquerda que leva a alguns sítios e chácaras, mas o caminho é sempre seguindo em frente, se orientando pela placa Fazenda Pico do Paraná. 
Passei ao lado de uma Igreja da Assembléia de Deus à esquerda e mais alguns minutos uma outra bifurcação, onde sigo para a esquerda novamente. 
Daqui para frente o trecho começa a ficar mais íngreme e será assim até a porteira de entrada da Fazenda, onde termina a estrada, cerca de 1h30min desde a Rodovia, chegando aqui pouco depois das 14:00 hrs.
Assim que se passa a porteira existe uma descida forte até a sede da Fazenda e à direita já é possível ver uma pequena crista por onde passa a trilha, conhecido como Morro do Getúlio e com alguns picos ao fundo (Caratuva e Itapiroca em primeiro plano).
Finalizado o trecho de descida, cruzo com um riacho e chego na sede da Fazenda. 
Atualmente existe uma guarita do Parque Estadual do Pico do Paraná e o lugar também dispõe de um grande estacionamento, lanchonete e camping com chuveiros. 
Sem perder tempo já vou direto para a trilha e não vi a necessidade de pegar água aqui, pois é um peso extra à toa, já que a cerca de 2 horas à frente, a trilha passa ao lado de uma bica dágua.
No dia que passei aqui o estacionamento tinha aproximadamente uns 10 carros, então eu iria cruzar com muita gente voltando do Pico.