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27 de março de 2026

Travessia Mogi das Cruzes - Jacareí pela linha férrea - Ferrotrekking - Relato com algumas dicas

Depois de ter feito no início do ano uma caminhada pela linha férrea ativa e trechos desativados em Poços de Caldas/MG nesse relato - clique aqui, num total de pouco mais de 40 Km em 2 dias, ficou aquele gostinho de quero mais e a minha próxima caminhada tinha de ser também em alguma outra linha férrea.
Com o clima colaborando e prometendo ser de muito Sol no último final de semana das minhas férias, a trip estava planejada. Era só encontrar um local onde tivesse trilhos de uma alguma linha férrea.
Há alguns anos venho tentando fazer a Rota da Luz, que é uma caminhada de peregrinação que liga Mogi das Cruzes/SP até o Santuário de N. Sra. Aparecida e no trecho inicial, o trajeto segue paralelamente a uma linha férrea ativa e na hora pensei que poderia unir o útil ao agradável: seguir pelo trecho inicial da Rota da Luz (de Mogi das Cruzes até Guararema) no primeiro dia e no segundo dia continuar pela linha férrea até Jacareí, seguindo por trechos desativados da linha. E passando também por algumas cachoeiras pelo caminho.
Essa linha já fez parte da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil e iria caminhar por esse trecho.
A caminhada pelos trilhos de uma linha férrea é sempre marcada pela bela paisagem. Só atrapalha um pouco os dormentes, pois conforme caminhamos o passo não acompanha a distância entre eles, além dos pés sofrerem bastante devido aos pedregulhos. 
Já no trecho desativado dessa linha a intenção era seguir pelos vestígios dos trilhos, mesmo sem saber como eles estariam. E se não pudesse, seguiria por estradas de terra que estão próximas da linha.
Combinei com minha namorada Sil sairmos de São Paulo ainda de madrugada para chegar em Mogi das Cruzes bem de manhazinha com a intenção fazer todo o percurso até Guararema pernoitando na cidade, para no dia seguinte continuar a caminhada até Jacareí.
Com apenas 1 pernoite em Guararema, a mochila foi com o mínimo de peso, colocando alguns salgados, doces, uma muda de roupas e algumas garrafas de água.

Fotos acima, ao longo do trecho da linha férrea e a Cachoeira dos Errantes


Fotos: clique aqui
Tracklog para GPS dessa caminhada: clique aqui


Num Sábado embarcamos na Estação Tatuapé da CPTM, chegando na Estação de Estudantes, em Mogi das Cruzes as 07h20min e tivemos que passar pelo Terminal Rodoviário para acessar a linha férrea um pouco mais à frente.
Início da caminhada pelos trilhos
Eram 07h30min e uma neblina espessa cobria toda a região e assim nossa caminhada se iniciou em meio à névoa.
A caminhada é agradável seguindo inicialmente no plano e passando ao lado de alguns condomínios e áreas de mata até chegar na ponte sobre o Rio Tietê ainda tomado pela neblina.
Pelo menos aqui não existe o cheiro de esgoto e com algumas aves aquáticas pelo local, parece que o rio não é tão poluído. Só alguns clics e voltamos a caminhar. 
Ponte sobre Rio Tietê
Lá pelas 08h40min surge um outro bairro e um viaduto sobre a linha férrea. Aqui a neblina se dissipou e o Sol começa a dar as caras.
O Bairro se chama César de Souza e até tem uma Estação abandonada em bom estado. Aqui um segurança do local nos abordou perguntando para onde iríamos e dissemos Guararema. Ele então só pediu para não caminhar pelo meio dos trilhos devido ao trem de carga.
Antiga Estação César de Souza
Um pequeno trecho de mata à frente e por volta das 09h20min o visual se abre para os pastos com gado do lado direito e uma Rodovia do lado esquerdo com muitos sítios e chácaras.
É um trecho com declive bem suave e um lindo visual nos dois lados. As paisagens rurais irão predominar daqui em diante e quem gosta de Natureza, é um prato cheio.
Algumas casas também surgem bem próximas da linha e pela falta de manutenção, parece que estão abandonadas. Reflorestamentos de eucaliptos estão bem próximos da linha, tanto à direita como à esquerda.
Casas abandonadas ao lado da linha
E por volta das 10:00hrs encontro uma bica d’água junto da linha, à direita. Colocaram até um pequeno cano e a água é de boa qualidade.
Aqui surgiu um pequeno problema. O solado do tênis da minha namorada descolou totalmente e para resolver o problema pegamos algumas fitas de TNT achadas na linha e fizemos uma espécie de linha e com isso conseguimos amarrar o solado. Achamos também uma linha de pesca e com isso deu para chegar em Guararema sem grandes dificuldades.
Típica paisagem
O difícil era encontrar áreas de sombra e devido ao Sol forte uma parada para descanso foi necessária ao lado de uma vegetação. Comemos alguns doces, salgados e um pouco de suco e energéticos.
Gás renovado e voltamos a caminhar em campo aberto. Algumas residências vão aparecendo bem próximas da linha, assim como uma enorme e antiga caixa d’água de concreto, dos tempos das Marias fumaças.
Antiga caixa d'água
Só mais alguns metros e as 11h50min chegamos no centro do Distrito de Sabaúna com sua bela estação muito bem conservada, algumas lojas e a enorme fabrica da FAME do outro lado da linha férrea. 
O Distrito pertence ao município de Mogi das Cruzes e é parada obrigatória de bikers e motos que circulam pelas estradas da região.
Centro do Distrito
Saímos dos trilhos e seguimos na direção da Cachoeira da Pedreira de Sabaúna, cujo acesso é por uma avenida na direção sul por alguns metros. 
Não deu nem 5 minutos e já estávamos entrando no inicio da trilha. 
O local até dispõe de estacionamento para alguns veículos e um grupo grande de pessoas estava saindo do local e já imaginávamos que a cachoeira estaria cheia.
Mais alguns minutos de trilha em meio à vegetação e para nossa surpresa ninguém no local da queda.
O volume de água é pequeno com queda vertical de uns 10 metros de altura.
Cachoeira
Na base da cachoeira não tem uma piscina e somente um filete com água até as canelas. Só não recomendo ficar embaixo da queda, pois apesar do volume de água ser pouco, ele cai com bastante força.
A agua é bem fria e ficamos só alguns minutos para logo retornarmos para a estação. 
Contando com um comércio variado, o centro do Distrito é um ótimo local para reabastecer de alguns alimentos e água.
Passamos pelo museu no interior da estação para alguns clics e pouco antes das 13:00 hrs voltamos para linha férrea. 
Trecho pela mata
Daqui em diante os trilhos seguem pelo interior de uma região de mata por um longo trecho e em vários momentos cruzamos o Ribeirão Guararema até chegar na Estação Luís Carlos as 14h15min.
A estação é bem simples e recebe aos fins de semana o trem turístico da ABPF que sai de Guararema. 
O que chama a atenção é a beleza de seu casario com casinhas coloridas, várias opções de comércio que incluem restaurantes, cafeterias, sorveterias, bares, lojas de artesanato, um museu e a paróquia de São Lourenço. 
Vila de Luís Carlos
Toda a arquitetura das construções é do século XIX e são tombadas, devido ao seu valor histórico e artístico.
Andar pelas ruas da Estação é como uma viagem no tempo, já que a arquitetura das fachadas lembra muito uma cidade cinematográfica.
Depois de um breve descanso na plataforma da estação, retomamos nossa caminhada pelos trilhos por volta das 14h40min.
Só foi caminhar uns 15 minutos e cruzamos com o trem turístico vindo de Guararema com turistas seguindo na direção de Luís Carlos.
O Caminho da Rota da Luz surge um pouco mais à frente, dessa vez cruzando a linha férrea e bem próximo do Ribeirão de Guararema com suas corredeiras, piscinas naturais e pequenas cachoeiras, que podem ser acessadas em trilhas que surgem à esquerda.
Cachoeira
Num desses acessos, a trilha segue em declive até chegar na Cachoeira Luís Carlos, com várias quedas, piscinas naturais e corredeiras. 
E a gente foi lá, mas o lugar estava repleto de pessoas e até difícil encontrar um lugar para curtir a cachoeira. Só alguns clics e resolvemos voltar para os trilhos e no momento em que subíamos a encosta tinha chegado um grupo com aquela caixa de som portátil que tocava uma musica alta para acordar defunto. 
Totalmente sem noção e um desrespeito com a Natureza. 
Ainda haveria uma outra cachoeira alguns minutos à frente e contávamos que essa estaria mais tranquila. 
E só foi caminhar uns 10 minutos e encontramos uma trilha à direita descendo, que leva até a Cachoeira dos Errantes, onde chegamos as 15h50min. 
Cachoeira
Por sorte o lugar estava vazio e deu para curtir a cachoeira sem pressa, ficando por quase 1 hora sem ninguém para incomodar.
Para quem tem tempo disponível, dá para chegar no topo dela e aproveitar o Sol nas pedras, mas preferimos só ficar na base da cachoeira junto do poção.
De volta aos trilhos, vamos seguindo por áreas de pastos e encostas íngremes do lado direito e o Ribeirão de Guararema do lado esquerdo em meio à mata fechada.
Por ter muitas áreas de sombra, fomos seguindo num ritmo de caminhada sem pressa.
E com quase 1 hora as primeiras residências começam a aparecer próximas dos trilhos, sinal que a cidade está bem perto.
Chegando na cidade
Passamos ainda num pequeno mercado, bem próximo da estação de Guararema para reabastecer de alimentos e água para a continuação da caminhada no dia seguinte.
E por volta das 18:00hrs chegamos na nossa pousada, bem próximo do pontilhão férreo sobre o Rio Paraíba do Sul. 
Pontilhão sobre Rio Paraíba do Sul
Foram cerca de 11 horas de caminhada pelos trilhos e conhecendo 3 cachoeiras, além de paradas para descanso em vários momentos. 
Agora é um belo banho e durante a noite saímos procurando algum restaurante pelo centro.
Não foi fácil já que a imensa maioria era de hamburguerias. 
E nos restaurantes tradicionais os pratos para 2 pessoas eram entre $200 Reais, $300 Reais. Tivemos que caminhar por toda a avenida principal para achar um com comida a la carte e mesmo assim não era tão boa. Era melhor termos ido em restaurantes mais para dentro da cidade, evitando os da avenida principal. Fica aí o aviso.
Já na pousada colei o solado do tênis da Sil com Superbonder e deu para o gasto. Pelo menos não descolou no último dia.
A caminhada do dia seguinte não teria cachoeiras e intercalava um pequeno trecho de linha férrea ativa com caminhada por trilhos desativados. Na verdade não saberia se daria para caminhar pelos antigos trilhos ou seguiria por estradas de terra.
E olhando todo o trecho no Google maps, não me pareceu ser difícil, por isso não tínhamos pressa para iniciar a caminhada no dia seguinte.
Por volta das 08:00 hrs da manhã ouvimos o trem de carga passando pela cidade, sentido Mogi das Cruzes, então era hora de levantar, preparar as coisas e começar o segundo trecho dessa travessia.
Depois de um café da manhã na pousada, seguimos para os trilhos e iniciamos a caminhada por volta das 10:00hrs.
Pontilhão
Alguns clics do belo pontilhão sobre o Rio Paraíba do Sul e de agora em diante os trilhos seguem em aclive suave por áreas de pastos e encostas, sem áreas de sombras.
A caminhada é agradável com aberturas na paisagem mostrando um gado nos pastos ao lado e com o Sol que não dá trégua. 
Pastos
Uma pequena nascente cruza a linha férrea e passamos por um pai com uma criança de uns 10 anos que estavam fazendo o mesmo trajeto que a gente, mas deu para perceber que faziam apenas uma caminhada lenta para depois retornar para a cidade.
Uma trilha à direita leva a um pequeno sitio e logo em seguida a caminhada se estabiliza. 
Trecho plano
Agora era no plano em meio a uma grande área de reflorestamento de eucaliptos e com inúmeras áreas de sombras, o que aliviou um pouco.
Algumas plantações de bananas surgem ao lado dos trilhos e por volta das 11:00hrs a fábrica da Suzano de papel e celulose aparece de frente. 
Fábrica da Suzano
É gigantesca e os trilhos da linha férrea são usados para escoar a produção da empresa por trens de carga, mas n
o momento não tinha nenhum trem ali no pátio. 
Pátio de manobras
Passamos por uma pequena área de manobras dos vagões e pela antiga estação São Silvestre, que está totalmente abandonada e toda pichada.
Só foi caminhar mais alguns metros pela linha férrea e de repente os trilhos sumiram, encobertos pela vegetação. Não esperava isso.
Fim dos trilhos
Já caminhei por trilhos desativados e sei que em vários momentos eles ressurgem, mas nesse trecho só tinha o vestígio do trajeto da linha e nada dos trilhos.
E seguindo em frente paramos numa pequena praça para um breve descanso e comer alguma coisa. O Bairro é Vila Garcia, mas também é conhecido como São Silvestre, pertencente a Jacareí. 
Tem um comércio variado nas redondezas e até vimos um ônibus circular do município seguindo para o centro.
Aqui passava o trem
Retomamos a caminhada pelos vestígios da linha pouco depois do meio dia, mas chegou uma hora que fomos obrigados a caminhar pela estrada de terra, à esquerda, já que nas laterais a vegetação cobria completamante os trilhos.
E assim fomos caminhando com o Rio Paraíba do Sul bem próximo do lado esquerdo e com muitos pés de goiaba nos 2 lados da estrada.
Trilhos enterrados
Nesse trecho os trilhos surgem em alguns momentos, mas na maior parte do trajeto eles estão encobertos ou pela estrada e ou pela vegetação lateral.
Ao fazermos uma curva bem fechada para a direita e mais alguns metros é impossível seguir em frente. A estrada é sem saída e os vestígios da linha férrea estão encobertos pela vegetação densa. 
Vara mato à frente
Se continuasse seria trechos de vara capim e vara mato. E talvez só com facão e pedindo autorização aos proprietários, porque deu para ver que a antiga linha segue por dentro de propriedades particulares. 
Deu para ver também que a continuação da estrada leva a alguns sítios e chácaras e preferi não arriscar para encontrar a linha férrea mais à frente. Até poderia, mas achei melhor seguir por uma outra opção.
Voltamos alguns metros e pegamos um desvio em meio a um reflorestamento de eucaliptos, sempre subindo.
Desvio
É um trecho tranquilo e minha intenção era retornar aos antigos trilhos mais à frente. Foram algumas subidas e descidas leves e com um pequeno trecho com o visual do Rio Paraíba do Sul à esquerda e vestígios da linha férrea ao lado dele.
E quando eu tentaria chegar nos trilhos seguindo por uma bifurcação na estrada eis que surge uma porteira trancada a cadeado. A propriedade é um pequeno sítio e definitivamente não dá para continuar a caminhada pelos antigos trilhos ou talvez o que sobraram deles.
Sítios e chacaras
O jeito foi continuar seguindo em frente, contornando um outro morro para chegar na ponte que cruzaria o Rio Paraíba do Sul, mas pelo menos é uma caminhada no plano passando por várias chácaras, sítios e um Hotel fazenda. 
Hotel Fazenda
Segundo algumas placas que vi pelo caminho, essa é a Estrada do Bom Jesus.
E pouco antes das 14h30min voltamos a ficar próximos da margem do Rio Paraíba e ao lado dos antigos trilhos.
Passamos por um pequeno barzinho e pela Paróquia Bom Jesus e bem em frente à ela, os trilhos ressurgem ao lado da estrada, mas a alegria dura pouco. 
Trilhos seguindo para a mata
Eles seguem por uma área de 
vegetação alta e mata fechada, como fossem sumir novamente.
Até tem uma estrada ao lado seguindo na mesma direção, mas sem perspectiva nenhuma de que conseguiríamos seguir pelos antigos trilhos. 
Esse Ramal da antiga EFCB que liga Guararema a Jacareí foi desativado na década de 90 e com isso são mais de 30 anos com a vegetação engolindo a linha férrea. 
Só com facões e um bom tempo disponível para seguir esses trilhos, que nós não tínhamos.
Ponte sobre Rio Paraíba do Sul
Uma pena mesmo não podermos seguir pelos antigos trilhos, mas quem sabe em outra oportunidade no sentido inverso. 
A melhor decisão foi cruzar a ponte sobre o Rio Paraíba e seguir pela estrada de terra daqui em diante.
Alguns pastos com animais e plantações de milho vão surgindo ao longo do caminho até chegarmos no viaduto sobre a Rodovia Carvalho Pinto, no exato trecho dos túneis às 15:00hrs.
Túneis da Rodovia
O Sol castigava e o cansaço já batia forte, já que a partir do viaduto a estrada segue em aclive pelo meio da mata. Só queríamos achar um local plano para um breve descanso e nas primeiras sombras paramos.  Era hora de acabar com o restante dos alimentos e da água, pois o fim da caminhada estava bem próximo.
Voltamos a seguir em aclive até chegarmos em um lindo mirante com vistas da Rodovia e fazendas ao fundo.
Rodovia lá embaixo
Em seguida a estrada segue no plano e depois descida em meio a um bairro residencial até chegarmos na Rodovia as 15h40min. 
As opções seriam continuar pela Rodovia asfaltada sentido centro de Jacareí ou pegar o ônibus circular de volta para Mogi dias Cruzes.
Fim da caminhada
Devido ao cansaço e algumas nuvens negras que se aproximavam da região prevendo chuvas, não dava para seguir para o centro. Era se arriscar a tomar chuva. Depois de uma linda caminhada de 2 dias, não queria chegar ao final dela ensopado.
O jeito era seguir de ônibus em direção a Mogi e por sorte, ele não demorou muito. E só foi embarcar no ônibus e seguir por alguns minutos que a chuva caiu com força.
Passamos por Guararema e com quase 1h30min de viagem chegamos na Estação Estudantes e dali embarcamos no trem da CPTM em direção a São Paulo, chegando inicio da noite.



Algumas dicas e informações úteis

# No primeiro trecho dessa caminhada da Estação Estudantes até Guararema encontramos vários locais de comércio próximos da linha férrea que podem servir para compra de água e alimentos: Ao lado da antiga Estação César de Souza, Distrito de Sabaúna e na Estação Luís Carlos.

# Já no segundo trecho a partir de Guararema, tem a opção da Vila Garcia (ou Bairro São Silvestre), bem próximo da Indústria Suzano de papel e celulose. 
Tem também um pequeno barzinho bem ao lado da ponte sobre o Rio Paraíba do Sul.

# São pouquíssimas as bicas de água ao longo do trecho, por isso compre água no comércio ao longo do trajeto nos pontos citados acima.

# Quem é adepto do camping, existem vários locais para acampar ao longo da linha férrea, tanto no primeiro trecho quanto no segundo, mas não recomendo porque será um peso desnecessário.

# Na maior parte dessa caminhada encontrei sinal de telefonia celular. Não ficava olhando o celular a todo momento para ver se tinha ou não, mas quando precisei enviar mensagens, não tive problemas.

# Obrigatório uso de protetor solar e um boné com abas.

# O uso de perneiras e de um bota de trekking achei desnecessário. Um tênis de boa qualidade já serve.

# Alguns minutos depois da Vila Garcia (ou Bairro de São Silvestre) o trecho da antiga linha férrea está tomado pelo mato e vegetação alta, sendo muito difícil seguir por eles.

# Ônibus circular linha: 8015-B Jacareí – Mogi das Cruzes (via Guararema) que embarcamos no final da caminhada.

# Aos fins de semana os intervalos dessa linha são longos. Veja no link abaixo dias, horários e valores:

# Para quem curte caminhadas pelos trilhos de linhas férreas, as chamadas Ferrotrekking, tenho 5 relatos de caminhadas que passam por túneis, pontes em ruínas, viadutos, etc.:





# Para quem pretende fazer essa caminhada com o intuito de aproveitar os pontos turísticos, são esses:
- Centro do Distrito de Sabaúna, Mogi das Cruzes
- Cachoeira da Pedreira de Sabaúna
- Vila da Estação de Luís Carlos
- Corredeiras e Cachoeira Luís Carlos
- Cachoeira dos Errantes
- Centro de Guararema com Recanto do Américo e a Ilha Grande
- Pontilhão da linha férrea
- Estação de Guararema
- Trem turístico da ABPF ligando Guararema à Estação Luís Carlos

30 de setembro de 2021

Travessia da Pedra Grande da Quatinga - Vila de Paranapiacaba x Mogi das Cruzes - Relato com algumas dicas


Na década de 80 fiz as minhas primeiras caminhadas na região de Paranapiacaba. Era comum desembarcar do trem na Vila e dali seguir para as cachoeiras e poções no Vale do Quilombo ou descendo o Rio Mogi, mas depois com os roubos nas trilhas, fiquei vários anos sem voltar ao lugar, só retornando uns 10 anos atrás para fazer a Funicular com sucesso. 
Cachoeiras, poções, prainhas, tuneis, pontes era o que eu já tinha visto, mas nunca cheguei a subir algum pico pela região. Nos últimos anos realizei muitas caminhadas em cachoeiras e alguns picos de Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim até não ter mais opções, então era hora de retornar à Paranapiacaba. Fui atrás de uma trilha leve e que desse para fazer em apenas 1 dia e a Pedra Grande de Quatinga era a primeira da lista. 

Com cerca de 1140 metros de altitude, a Pedra Grande é um grande monólito de pedra encravado no espigão da Serra do Mar que pertence a Mogi das Cruzes, mas o acesso mais fácil é pela Vila de Paranapiacaba. Agora era só encontrar um dia de Sol.

Nas fotos acima, subindo o trecho final da trilha e o topo da Pedra Grande


Fotos dessa caminhada: clique aqui
Vídeo com depoimentos: clique aqui
Tracklog para GPS de todo o percurso: clique aqui


E numa conversa com minha namorada, marcamos num Domingo de muito Sol.
Embarcamos na Estação Brás da CPTM no trem em direção à Rio Grande da Serra e ao chegarmos por volta das 07:00 hrs uma neblina ainda tomava conta da região. Depois de um breve café da manhã na padaria em frente da estação, seguimos para o ponto de ônibus numa rua lateral que nos levaria à Paranapiacaba. 
Ponto final da linha ônibus
Com ele bem cheio de trilheiros, o percurso foi rápido e pouco antes das 08:00 hrs desembarcamos em frente ao cemitério da Vila com um sol de rachar e um céu maravilhoso sem uma nuvem sequer. 
Outras vezes que estive aqui, a espessa neblina fazia parte da paisagem e não se via a estação e as casas da vila, como nessas 3 fotos: uma, duas, três.
Mochilas arrumadas, agora tínhamos que cruzar a passarela sobre a linha férrea e de lá seguir até o ponto mais alto da Vila, na direção da Estrada do Taquarussu.

10 de julho de 2019

Pedra do Lagarto - Serra de Itapeti - Mogi das Cruzes/SP - Relato com algumas dicas e informações úteis de como chegar ao topo

Já faz algum tempo que Mogi das Cruzes se tornou o ponto inicial das minhas caminhadas pela Serra do Mar. Perdi as contas das inúmeras vezes que fiquei aguardando o circular Manoel Ferreira sair do Terminal Estudantes e seguir em direção à Rodovia Mogi Bertioga. 
Pedra do Sapo, Lago dos Andes, Pico da Esplanada, Pico do Garrafão, as Cachoeiras da Light, Elefante e da Pedra Furada, etc... são alguns exemplos.
E para não repetir trilhas e continuar a fazer caminhadas nessa mesma região, tinha de ir atrás de outras opções próximas e a Serra de Itapeti era a que faltava conhecer. Ela tá bem próxima da Estação Estudantes da CPTM e sua crista se estende de leste a oeste por cerca de 15 Km. 
Se localiza ao norte da cidade de Mogi das Cruzes e conta com algumas trilhas que cortam a serra. É um prato cheio para quem está em busca de novas caminhadas.
Minha primeira incursão nessa serra foi a travessia do Pico do Urubu, onde presenciei lindos visuais panorâmicos e com gostinho de quero mais, prometi a mim mesmo que retornaria a esse lugar em breve. 
E não deu nem 1 mês e estou aqui de novo, só que dessa vez não queria caminhar por mais de 20 Km, já que estaria com a Vera (que já tinha me acompanhado em outras trilhas).
Escolhi uma trilha de bate-volta e que não fosse tão cansativa e a Pedra do Lagarto foi a escolhida para um Domingo qualquer de Sol.

Na foto acima, no topo da Pedra do Lagarto, com a crista da Serra de Itapeti ao fundo



Fotos: clique aqui

Vídeo dessa caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui



Depois de embarcar no trem da CPTM na Estação Tatuapé, seguimos para Estação Estudantes sem necessidade de troca de trem, por isso o percurso foi relativamente rápido. 
E com cerca de 50 minutos já estávamos desembarcando e iniciando a caminhada.
Por ser uma trilha tranquila e sem problemas de navegação, só colocarei algumas informações uteis e importantes.

Como é a trilha

# A caminhada desde a Estação Estudantes até o topo da Pedra pode ser feita em cerca de 1h30min, sem pressa e parando em alguns lugares para fotos. Já para quem caminha rápido dá para fazer em cerca de 1 hora.

# É uma trilha bem demarcada e aberta, não apresentando problemas de navegação.


# O total dessa caminhada, desde a Estação até o topo, tem pouco mais de 5,5 Km, divididos da seguinte forma:

- 2,8 Km de asfalto.
- 1,4 Km em estrada de terra.
- 1,4 Km em trilha por dentro da mata.

3 de junho de 2019

Travessia do Pico do Urubu – Serra de Itapeti - Mogi das Cruzes/SP - Relato com algumas dicas

Sempre que descia na Estação de Estudantes da CPTM, em Mogi das Cruzes, com o intuito de seguir para Serra do Mar e lá fazer algumas caminhadas por cachoeiras e picos da região, me chamava a atenção uma serra que emergia ao norte da Estação e seguia de oeste a leste. Dava para ver que em um trecho da sua crista as antenas de telecomunicações tomavam conta e me atiçou a curiosidade de algum dia conhecê-la.
Passaram-se alguns anos até que não querendo repetir roteiros, fui pesquisar sobre essa serra bem próxima do centro do Mogi das Cruzes. Ela é conhecida como Serra de Itapeti e observando a carta topográfica do IBGE, pude notar que ela possui cerca de 15 Km em sua extensão de leste a oeste e seu ponto culminante é o Pico do Urubu com pouco mais de 1150 metros de altitude (no meu GPS marcou 1154 metros, mas numa rápida pesquisa do google dá para encontrar com 1140, 1147 e 1170 metros).
Até encontrei uma caminhada que seguia alguns trechos pela crista, de oeste a leste, mas devido as antenas, parte dela teria de ser por vara mato, então desisti dessa opção. 

Sobrava então a subida ao Pico do Urubu, mas a maior parte dela podia ser feito por estradas de terra e asfalto e com isso subir e descer o pico pelo mesmo caminho estava fora de questão.
Pensei em um circuito, subindo pela encosta sul e em seguida descer pela encosta norte para depois retornar por outro caminho. E fui atrás de relatos, tracks de GPS e estudar as imagens do Google Earth para traçar um possível percurso. 

Fotos acima: topo do Pico do Urubu com visual panorâmico e o estacionamento no topo


Fotos dessa caminhada: clique aqui
Vídeo com trechos dessa caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui



A caminhada iniciaria na Estação de Estudantes seguindo rumo norte até a Av. Perimetral (conhecida como Av. Lothar Waldemar Hoehne) para pegar a estrada que leva ao topo da serra e depois desceria pelo lado norte pela Trilha das Aranhas (muito usada pelos bikers), até próximo a um bairro conhecido como Jardim Vieira e dali retornaria para a Estação de Mogi das Cruzes por uma estrada paralela à Rodovia Mogi-Dutra.
Seria uma caminhada cansativa pela extensão, mas a diferença de altitude não seria tão grande, já que o ponto mais baixo chegaria a cerca de 740 metros e o ponto mais alto seria o Pico do Urubu com cerca de 1150 metros.
Escolhi um Domingo qualquer de Sol com previsão de chuva à tarde que se concretizou, mas como já estava quase no final da caminhada, não atrapalhou.
Acordei por volta das 06h30min e ao chegar na Estação Tatuapé da CPTM os altos falantes já avisavam que os trens estavam com intervalos maiores, devido à manutenção na linha. Foram quase 30 minutos esperando e do Tatuapé o trem seguiu para Itaquera, passando por Guaianases e finalizando em Suzano, onde tivemos que descer e pegar outro trem até Estudantes, onde cheguei as 09h45min.
Rodoviária
Descendo pelo lado esquerdo, na direção da Rodoviária da cidade, sigo por uma rua que sai de frente da Estação, até cruzar a Av. Francisco Rodrigues Filho (avenida essa que segue paralela à linha férrea). 
Seguindo à esquerda pela Rua Ismael Alves dos Santos, passo ao lado do Ginásio Municipal e da loja da Dicico/Sodimac. 
E ao chegar numa rotatória, cuja esquina é do Hipermercado Extra, meu caminho segue agora na direção norte pela Av. Prefeito Carlos Ferreira Lopes.
Passo ao lado do Detran e do Mercado Municipal do Produtor, que naquele dia estava lotado e ao chegar na próxima rotatória, sigo para esquerda, na direção oeste pela Rua Manoel de Oliveira.
Mais 500 metros e chego em outra rotatória, seguindo na direção da serra novamente pela Av. José Meloni. 

29 de março de 2016

Cachoeira da Light – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP - Relato, dicas e informações úteis

Verão é uma das melhores épocas para caminhadas por cachoeiras, mas devido às chuvas não consegui fazer muitas das que tinha planejado e preferi não arriscar em lugares onde pudesse passar por perrengues. 
Com os dias passando e o verão indo embora, eu já nem tinha mais esperança de fazer alguma trilha.
E na última semana da melhor estação do ano, o clima ajudou com a chuva dando uma trégua e a previsão era de tempo bom. E com isso não pensei 2x. 
Foi em cima da hora, já que decidi numa Sexta-feira para fazer a caminhada no Domingo, mas no final deu tudo certo.
Escolhi a Cachoeira da Light do Rio Sertãozinho, próximo da Rodovia Mogi-Bertioga, pois sabia como era uma parte da trilha, já que alguns anos antes, ao visitar a Cachoeira da Pedra Furada (relato aqui), segui por cerca de 20 minutos pela trilha que acessa essa cachoeira e constatei que não era tão complicada.
O acesso e a logística são relativamente simples, já que um circular que sai de Mogi das Cruzes passa por um local a cerca de 3 Km do início da trilha.
E para quem não conhece a Cachoeira da Pedra Furada, essa é boa opção para visitar as duas, já que a distancia entre uma e outra é de no máximo uns 40 minutos por trilha não tão difícil.
Nessa postagem abaixo vou somente colocar algumas informações úteis e interessantes, já que não considero essa trilha complicada.
É uma caminhada que dá para ser feita sem correria em um Sábado ou Domingo qualquer de tempo bom, porque com tempo chuvoso é perda de tempo.


Na foto acima, na base da Cachoeira da Light, junto ao Poção


Fotos dessa caminhada: clique aqui
Vídeos mostrando como é a trilha de acesso e a Cachoeira da Light: Clique aqui
Outro somente mostrando como é a Cachoeira da Pedra Furada: Clique aqui
Tracklog de uma travessia que passou pelas Cachoeiras Pedra Furada e Light, finalizando na Trilha do Lobisomem: clique aqui


Atualizado Abril/2026


Atualmente a área da Cachoeira da Pedra Furada faz parte do Parque Estadual Serra do Mar - Núcleo Padre Dória, sendo obrigatório o acompanhamento de um monitor para acessar algumas trilhas e cachoeiras.
Atente a isso

Tenda junto da Cachoeira
# Infelizmente muita gente teve a mesma ideia que eu e a trilha estava com uma quantidade grande de grupos – contei mais de 30 pessoas fazendo a trilha. E isso porque não encontrei as vans de agencias que trazem muito mais gente, mas pelo menos quase a totalidade ficou na Cachoeira da Pedra Furada.

# Ao chegar na Cachoeira da Light encontrei o lugar deserto e quando estava saindo de lá chegou um grupo de 3 pessoas.

# O tempo ajudou e a maior parte do tempo estava um Sol de rachar com alguns momentos de tempo nublado, mas nada de chuva.

# Sinal de telefonia celular não tem em nenhum ponto da trilha.

Como chegar ao início da trilha

12 de março de 2014

Cachoeira da Pedra Furada – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP - Dicas e informações úteis

Era Carnaval e por ser um feriado prolongado até planejei fazer uma longa caminhada, mas alguns problemas surgiram e por isso resolvi fazer caminhadas somente de bate-volta, próximo da cidade de São Paulo.
Era a minha primeira vez nessa cachoeira e sua localização está dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, no Rio Sertãozinho, pertencendo ao município de Biritiba Mirim.
Saindo da Rodovia Mogi-Bertioga, a caminhada até essa cachoeira leva pouco menos de 1 hora, sendo possível fazê-la em um Sábado ou Domingo qualquer, sem pressa.
O início da trilha é junto ao um refúgio (espécie de recuo na Rodovia usado para emergências), que fica no Km 80,4 da Rodovia Mogi-Bertioga e outra cachoeira que também é próxima da Pedra Furada é a da Light, cujo acesso é seguindo pela mesma trilha, sendo possível conhecer as 2 no mesmo dia.

Na foto acima, de frente para a Cachoeira da Pedra Furada



Fotos: clique aqui
Vídeo que gravei de outra caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui



Atualizado Abril/2026


Atualmente a área da Cachoeira da Pedra Furada faz parte do Parque Estadual Serra do Mar - Núcleo Padre Dória, sendo obrigatório o acompanhamento de um monitor para acessar algumas trilhas e cachoeiras.
Atente a isso


No topo da cachoeira
Camping
# Antes da região se tornar parte do Núcleo Padre Dória, as pessoas acampavam próximo do topo dessa cachoeira.
Depois que foi criado o Núcleo, obrigando os visitantes a contratarem o serviço de um monitor, o camping selvagem é proibido.
Algumas pessoas até acampam na surdina, mas não muito próximo da Cachoeira para evitar serem multados se fiscais do Parque presenciarem. 

# Se quiser acampar na surdina ou montar uma rede, é por sua conta e risco.

Na base dela
# Junto ao poção do topo sai uma trilha que sobe a encosta íngreme e segue para a Cachoeira da Light (caminhada de + - 30 minutos). Lá sim é possível encontrar locais de camping, já que a Cachoeira da Light não faz parte do Núcleo Padre Dória. 

# Não é bom contar com sinal de telefonia celular ao longo da trilha. Como a mata é muito fechada, é difícil encontrar algum local bom onde tem sinal.

Logística e acesso