30 de julho de 2012

Travessia Rebouças - Mauá via Rancho Caído - Parque Nacional do Itatiaia - Relato da caminhada com dicas

Em 1998 - nesse relato conheci pela primeira vez o Parque Nacional do Itatiaia (PNI) e gostei muito do lugar, voltando depois em 3 oportunidades diferentes.
Na minha primeira vez em 98 e só subi o Pico das Agulhas Negras. 
Anos depois voltei lá e fiz o Agulhas Negras novamente e o Morro da Massena NO, ao lado da antiga Pousada Alsene, mas era um trabalho de campo da faculdade de Geografia e nem escrevi relato. 
Voltei depois no Parque para fazer a Travessia da Serra Negra, que era parte da Transmantiqueira que eu tinha iniciado lá no Pico do Marins, passando pelo Pico do Itaguaré e Serra Fina, em um total de 9 dias caminhando pela crista da Serra. Era a última parte dessa mega caminhada. 
E na últioma vez foi com o Sandro (do Fórum Mochileiros) para fazer 2 travessias juntas: a da Serra Negra “oficial”, dessa vez iniciando na Vila de Maromba, passando pela Cachoeira do Aiuruoca e a Rui Braga, que liga a parte alta à parte baixa do PNI. 
E o retorno dessa vez era especial, já que iria fazer uma das últimas travessias que me restavam na Serra da Mantiqueira: a Rebouças-Mauá, que passa pelo Rancho Caído.

E junto com essa travessia planejava também subir o Morro do Couto e a Pedra do Altar.
E não daria para fazer todo esse roteiro em apenas um fim de semana, como a maioria faz; eu precisava de mais alguns dias.
Até convidei algumas pessoas, mas a dificuldade em dispor de alguns dias de folga em dias de semana era um empecilho para muitos, tornando esse travessia uma trip solitária.


Foto acima: na trilha, passando ao lado da Pedra do Altar 


Fotos: clique aqui




Rodoviária de Itanhandu
Minha intenção era fazer a travessia da seguinte forma: chegar no Posto Marcão (portaria da parte alta do Parque Nacional do Itatiaia) numa Sexta à tarde, a tempo de subir o Morro do Couto e depois ficar no Abrigo ou no Camping do Rebouças.
E no Sábado pela manhã iniciar a caminhada até o Rancho Caído onde acamparia, passando antes pelo topo da Pedra do Altar.
Já no Domingo pela manhã desceria até a Vila de Maromba, passando pela Cachoeira do Escorrega e ficando em uma pousada da Vila, retornando a São Paulo na segunda-feira.
Não saiu tudo do jeito que eu queria, mas não tive do que reclamar, já que os dias foram de muito Sol, que valeram muito a pena.
Com quase 1 mês de antecedência, enviei para o Parque a solicitação para a travessia, que é obrigatória. Para variar, demoraram um pouco para responder e com isso tive que ligar lá, mas consegui sem problemas.
Serra Fina ao fundo
Para o Abrigo Rebouças não reservei porque era dia de semana e estava crente que o lugar estivesse com vagas no Abrigo ou pelo menos no Camping. 
Quanto à questão do transporte, fui pesquisar alguns taxistas de Itamonte e marquei com um (Marquinhos), que me cobrou um valor bem baixo, para me deixar junto da antiga Pousada do Alsene - pesquisei vários outros e todos eram bem caros. 
Não faltava mais nada e com a Natureza ajudando, prometendo vários dias de Sol, comprei a passagem de SP para Itanhandu/MG saindo Sexta pela manhã.
Novamente os relatos do Sérgio Beck seriam os meus guias. 
E não dava para reclamar, pois eram 2: um no livro Caminhos da Aventura e outro bem mais recente na Revista Aventura Já. 
E no dia combinado estava embarcando às 08:00 hrs no Terminal Tietê pela Viação Cometa em direção à Itanhandu. 
A viagem foi tranquila e por volta das 12h30min desembarcava na Rodoviária da pequena cidade e aqui só foi aguardar um ônibus circular sair às 13h15min em direção à Itamonte.

27 de julho de 2012

Travessia São Francisco Xavier/SP x Monte Verde/MG pela Trilha do Jorge - Relato da caminhada com dicas

Assim que retornei do Parque do Ibitipoca (nesse relato), já queria fazer uma outra caminhada, mas dessa vez na Serra da Mantiqueira. Minha intenção era a travessia de São Francisco Xavier/SP à Monte Verde/MG pela Serra dos Poncianos. 
A logística para essa travessia era relativamente fácil: sair bem cedo de SP em direção à São José dos Campos a tempo de embarcar no ônibus circular das 10:00 hrs para São Francisco Xavier e de lá cruzar a Serra da Mantiqueira na direção norte para chegar em Monte Verde. 
Não dei muita sorte porque a Natureza só mandou chuva e com isso essa caminhada não terminou como eu tinha imaginado.
Meu planejamento era chegar em São Francisco Xavier, seguir até a crista da serra pela Trilha do Jorge e acampar na Pedra da Onça, que é também conhecido pelo nome de Mirante. 
No dia seguinte seguir a trilha à sudoeste pela crista, na direção da Pedra Partida e de lá desceria até o centro de Monte Verde para depois retornar pela Trilha do Jorge e acampar novamente no Mirante ou em algum outro ponto da trilha.
E no outro dia descer para São Francisco Xavier, completando o circuito. 



Foto acima: na Trilha do Jorge, antes de chegar na Pedra da Onça



Fotos dessa caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui





Ruas de São Francisco Xavier
Como ia ser minha primeira vez, já fui com a expectativa de pegar uma trilha fechada com vara mato e alguns perdidos, porém o que me preocupava mais eram as chuvas. 
Não poderia adiar essa travessia, porque 1 semana depois dessa caminhada tinha agendado a Rebouças-Mauá, no Parque do Itatiaia (relato aqui).
Segundo a meteorologia, apesar da região da Mantiqueira estar nublada a vários dias, havia a perspectiva de melhoras no meu segundo dia na serra e agora era torcer para que as previsões estivessem certas.

20 de julho de 2012

Parque Estadual do Ibitipoca/MG - Dicas e roteiro de 3 dias curtindo o parque

Este é um pequeno relato com algumas informações e dicas do que ver no Parque em um roteiro que fizemos pelos 3 circuitos (Das águas, Janela do Céu e Pico do Pião) sem a necessidade de monitores, caminhando por trilhas autoguiadas.
Pegamos dias de muito Sol e sempre entrávamos no Parque pela manhã, saindo no final da tarde.
Eu estava com a Márcia e nossa filha Sophia e fomos para lá na época de inverno.



Foto acima: Janela do Céu



Fotos dos 3 dias no Parque: clique aqui



Atualizado Abril/2026


Praça principal do Distrito
# O Parque está localizado no sul de MG, a cerca de 3 Km do Distrito de Conceição de Ibitipoca, que pertence ao município de Lima Duarte.
Está distante cerca de 27 Km do municipio e foi recentemente asfaltada com bloquetes de concreto ao longo de todo o ano de 2025.
Está localizada tambaém a uns 60 Km de Juiz de Fora.

# O parque conta com uma ótima infra-estrutura, dispondo de portaria, centro de visitantes, estacionamento, restaurante, lanchonete e área de camping para cerca de 30 barracas que conta com vestiário e lavanderia.

As caminhadas pelo parque são divididas em 3 circuitos: das Águas, do Pico do Pião e da Janela do Céu que variam entre 5 a 8 horas de caminhada. 
E todas as trilhas são autoguiadas, com placas indicativas e distâncias, por isso não existe a necessidade de monitores.
Administração do Parque
# Horário de funcionamento: das 07:00 às 17:00 hrs de Terça a Domingo.
Ao entrar no Parque, é fornecido um folder que contem um mapa com as principais atrações do lugar, assim como as distâncias entre eles.

# Escolha uma opção de circuito e horário:
Circuito Janela do Céu: 240 pessoas/dia.
Circuito Pico do Pião: sem limite.
Circuito das Águas: sem limite.

# Valores (Abril/2026) 
- Entrada: $34 Reais.
- Estacionamento: 
$20 Reais para motos e $30 para veículos.
- Uso do camping do Parque: $45 Reais/pessoa + valor entrada do Parque.

# Site do Parque com informações, regras e reservas: 
https://parquedoibitipoca.com.br


Circuito das Águas
É o circuito mais tranqüilo dos três e pode ser feito até por crianças, claro que acompanhadas dos pais. 
Nós levamos a Sophia e ela adorou.
Tem um percurso de aproximadamente 5 Km, entre ida e volta.
Seu trajeto passa por poços, cachoeiras, praias, lindas formações rochosas e com ótimos visuais. 
É um roteiro que segue paralelo ao Rio do Salto, próximo à base dos paredões para depois retornar pelo topo do mesmo.
Saindo do restaurante e seguindo pela trilha em direção à Ponte de Pedra e no sentido anti-horário tem como atrações: Paredão de Santo Antônio, o Lago das Miragens, a Ponte de Pedra, Cachoeira dos Macacos, Cachoeira da Pedra Quadrada, Prainha, Prainha das Elfas, Lago Negro, Ducha, Lago dos Espelhos e por último a Gruta dos Coelhos, já próximo da sede do PE.
Abaixo segue a relação dos lugares por onde passamos:


15 de julho de 2012

Campos do Jordão/SP - Roteiro e dicas de atrações turísticas para curtir em família

Novamente estava de volta à Campos do Jordão com a Márcia e dessa vez só ficamos por 3 dias. 
Fizemos circuito diferentes do que tínhamos feito anteriormente (relato aqui), quando ficamos por 5 dias na cidade.
E estávamos com a Sophia (nossa filha) também, o que nos fez incluir no roteiro passeios tipicamente infantis e que ela pudesse gostar.
Fomos para lá na primeira semana de Julho e sempre pela manhã iniciávamos nossos passeios, retornando a noite.


Foto acima: na base da Cachoeira dos Serranos (ou do Tobogã) em São Bento do Sapucaí




Fotos dos lugares visitados: clique aqui



Parque Floresta Encantada
Nosso roteiro foi:
1º dia: Parque Floresta Encantada e Borboletário Flores que Voam.
2º dia: Cachoeiras do Poção e dos Serranos em São Bento do Sapucaí.
3º dia: Pico do Itapeva e região.



Alimentação

# Restaurantes do Bairro do Jaguaribe e Abernéssia são boas opções e a maioria deles fica na avenida principal. Algumas cantinas, pizzarias e churrascarias são boas opções.
Cachoeira do Poção
# Os restaurantes do Capivari até seriam uma boa opção, mas seus preços são bem altos e só compensa para passeios durante a noite ou comer um fondue, que não será barato.

No segundo dia almoçamos em São Bento do Sapucaí no Restaurante e Pizzaria Sabor da Serra - um dos melhores da cidade. Fica próximo do centro.
www.instagram.com/sabordaserrarestaurante

Hospedagem

# A maioria das pousadas da cidade são extremamente caras.
Se ficar vários dias na cidade, compensa se hospedar em Santo Antônio do Pinhal, onde as diárias chegam a ter os preços abaixo da metade em comparação com as pousadas de Campos do Jordão. E a qualidade é a mesma.
Entre uma cidade e outra são apenas uns 20 minutos. 

Abaixo as dicas dos lugares por onde passamos nesses 3 dias:

7 de julho de 2012

Travessia Pindamonhangaba x Campos do Jordão pelo Pico do Itapeva - Relato e dicas da caminhada

Este é o relato de uma das travessias que já estava na minha lista a muitos anos. É uma das caminhadas que me faltava na região de Campos do Jordão, mas sempre vinha adiando. 
Minha intenção sempre foi de subir a serra por uma trilha que finaliza próximo do Pico do Itapeva e depois descer por uma outra, completando o circuito.
Reuni uma galera e foi o que a gente fez: saímos de Pindamonhangaba (no Vale do Paraíba) subindo a serra pela Trilha das Borboletas até o Pico do Itapeva e depois uma parte do pessoal desceu a serra pela Trilha da Fazenda Hare Krishna, completando o circuito, enquanto que eu continuei a caminhada pela crista da serra por uma Trilha chamada Sertão dos Moreiras até chegar próximo ao Horto Florestal e de lá desci pela Trilha da pequena Usina Hidrelétrica Izabel.

Na foto acima, o pessoal subindo a serra pela Trilha das Borboletas


Fotos: clique aqui
Tracklog para GPS dessa caminhada: clique aqui



Ao final da Travessia do Pico do Carrasco, de Piquete até Campos do Jordão (relato aqui) eu e a Márcia finalizamos no Horto Florestal. 
Naquele dia até cogitamos em continuar a caminhada seguindo rumo crista da serra, rumo sul para quem sabe chegar no Pico do Itapeva, mas como terminamos com chuvas, nem discutimos a possibilidade. 
Pensei comigo: um dia ainda volto aqui para continuar essa caminhada pela crista, mas sempre fui deixando de lado.
E depois de várias tentativas infrutíferas resolvi fazer essa caminhada, mas de uma forma diferente: saindo de Pindamonhangaba, subiria a Serra da Mantiqueira pela Trilha das Borboletas até chegar no Pico do Itapeva e de lá continuaria rumo leste pela Trilha do Sertão dos Moreiras, seguindo pela crista até chegar próximo ao Horto Florestal, descendo depois a serra pela trilha da pequena Usina Hidrelétrica Izabel
Do trecho de subida, tinha conseguido um tracklog plotado numa carta topográfica com o Lexus (site dele aqui), cuja caminhada iniciava próximo do Bar do Edmundo, em Ribeirão Grande (um bairro de Pindamonhangaba). 
E claro não poderia deixar de citar o montanhista Sérgio Beck, que no livro Caminhos da Aventura relata a subida dessa trilha, passando ao lado do Morro do Pinga.
Com um tracklog e o relato do Beck agora era reunir um bom grupo e seguir para a trilha.
Chamei velhos conhecidos de caminhadas: Marcelo Gibson, Sandro (do Fórum Mochileiros) e um conhecido de muitas mensagens de e-mails: o Rodrigo, que toparam na hora. O Rodrigo, por sua vez chamou sua namorada - a Rosana e um amigo dele - o Renan e com isso a trupe estava formada.
Rosana, Rodrigo, Marcelo Gibson, Sandro, eu e o Renan
E num Sábado de Junho marcamos de todos se encontrar na Rodoviária do Tietê para embarcar às 07h45min em direção à Pindamonhangaba. 
A viagem foi tranquila e pouco depois das 09h30min já estávamos desembarcando na Rodoviária da cidade, porém o ponto inicial do circular que nos levaria até o início da trilha se localiza bem no centro, ao lado da antiga Estação Ferroviária. 
Tínhamos a informação que o ônibus circular saia as 11:00 hrs e seguimos sem pressa.
Depois de embarcado o percurso até que foi rápido e com cerca de 30 minutos já estávamos desembarcando do circular ao lado do Bar do Edmundo (exatamente nesse ponto), onde paramos para tomar alguma coisa.

28 de janeiro de 2012

Trilha das Cachoeiras do Ribeirão de Itu - Descendo a Serra do Mar de Salesópolis x Praia de Boiçucanga - São Sebastião/SP - Relato da caminhada com dicas

Quando li um artigo no Jornal Folha de SP que falava de uma trilha pela Serra de Juqueriquerê, com início no alto da Serra e término na Praia de Boiçucanga, em São Sebastião com percurso de + - 7 hrs descendo pelo Ribeirão de Itu eu me interessei, mas o artigo era bem básico, somente poucas informações e lá também estava o nome da agência de ecoturismo e o telefone.
Então deixei para lá.
Uns 10 anos depois resolvi pesquisar no Google sobre essa trilha e encontrei os nomes: Trilha das Cachoeiras do Ribeirão de Itu ou simplesmente Salesópolis-Boiçucanga.
O nome da estrada de acesso à trilha encontrei com vários nomes: Estrada do Sol, Estrada do Rio Pardo, Estrada Salesópolis-Caraguá, mas o nome mais citado era Estrada da Petrobras, sendo muito usada pelo pessoal do 4x4.
Em um fórum de 4x4 consegui alguma coisa sobre a Estrada da Petrobras e por isso resolvi fazer todo o trajeto de motocicleta, iniciando em Caraguá e terminando em Salesópolis, para ver se era possível vir do litoral na caminhada até o início da trilha.
Na época a estrada era relativamente conservada, mas existia uma longa subida que levaria 1 dia inteiro (o trajeto completo de moto até Salesópolis não foi fácil, pois peguei chuva e estrada muito precária no planalto).
Na pesquisa encontrei um croqui e um arquivo de GPS bem antigo dessa trilha com algumas informações úteis, além de um roteiro do montanhista Sérgio Beck que mostrava exatamente o início dessa trilhaE com isso não faltava mais nada.  
E ao finalizar a Trilha do Corisco (relato aqui) depois de várias tentativas, decidi que era a hora fazer a Trilha das Cachoeiras do Ribeirão de Itu nas minhas férias do início do ano.


Foto ao lado, na base da Cachoeira da Pedra Lisa, já quase no final da caminhada




Fotos + imagens de satélites mostrando a trilha: clique aqui




Para essa caminhada chamei o Jorge que por sua vez chamou o Ricardo (um amigo dele), mas escolher a data se revelou um problema que não ia se resolver tão cedo: chuvas que ocorriam quase que diariamente em SP no mês de Janeiro.
E como essa travessia do Ribeirão de Itu segue por suas margens por um longo trecho, meu medo era pegar uma tromba dágua no rio e com isso ficar isolado ou até algo bem mais grave acontecer.
Mas o clima deu uma melhorada e marcamos para um fim de semana.
O roteiro era esse: sairíamos de SP pela manhã para chegar na Rodoviária de Caraguá no máximo até às 13:00 hrs e de lá pegar um táxi que nos deixasse o mais próximo possível do alto da serra.
De lá seguiríamos pela Estrada da Petrobras até o início da trilha, onde íamos acampar e no dia seguinte descer pela trilha.