4 de abril de 2014

Travessia da Linha Funicular - Paranapiacaba x Cubatão - Ferrotrekking - Dessa vez conseguimos - Relato e dicas da caminhada

Uns meses antes dessa travessia eu estava junto com Rodrigo, Marcelo e mais alguns integrantes da lista de trekking Exploradores SP para fazermos a travessia completa da Linha Funicular, iniciando em Paranapiacaba e terminando em Cubatão, mas por causa de problemas com um dos integrantes e a perspectiva de fazer essa caminhada só com pessoas que nunca tinham feito a trilha, resolvemos abortar e seguimos somente até a Casa de Máquinas do 4º Patamar, junto à Ponte da Grota Funda (relato aqui). 
E quando retornamos para Sampa, ficou aquele sentimento de frustração. 
O problema era encontrar um outro dia para retornar com Sol, onde todos pudessem refazer essa travessia e dessa vez até Cubatão. 
E essa data surgiu d
epois de inúmeros e-mails trocados na lista, marcando para fazermos no final de Março, em um Domingo. 

O clima não estava ajudando, mas iriamos assim mesmo e se não desse para fazer a Funicular, pelo menos tentaríamos a descida do Rio Mogi.
Da trip que eu tinha feito na primeira vez, só eu e o Marcelo que estavam retornando. Dessa vez entraram o Wagner, a Lu e a Helen.
O Marcelo e o Wagner, por já terem feito essa travessia até Cubatão, eram nossos guias e nos trechos mais difíceis foram de grande ajuda. 
Já a Lu e a Helen eram novas integrantes da lista e logo de cara resolveram caminhar em uma das travessias mais complicadas que eu já fiz.
O planejamento do percurso era para ser feito em apenas 1 dia e exigia muita atenção e sangue frio para cruzar pontes em ruínas e possivelmente terminar essa caminhada durante a noite.



Fotos acima mostrando trechos da travessia das inúmeras pontes em ruínas



Fotos dessa caminhada: clique aqui

Tracklog para GPS de toda a travessia: clique aqui




E assim marcamos de todos se encontrar na Estação de trem do Brás às 06:00 hrs, junto à plataforma de embarque para Rio Grande da Serra.
Somente com uma mochila de ataque, eu fui o último a chegar na estação e depois das apresentações de praxe, seguimos no primeiro trem que chegou.
Ao longo do caminho, a situação não era muito animadora, já que pela janela dele dava para notar que chovia na região, mas ainda tínhamos a esperança de que melhoraria.
Porém ao desembarcamos em Rio Grande da Serra, a má notícia. 
A chuva tinha piorado e inviável para caminhar na linha Funicular. Todo mundo estava desanimado e para afogar as magoas seguimos para uma padaria em frente da Estação, que estava lotada naquele momento.
O clima era de velório entre todos, já que não dava para fazer a Funicular e muito menos a descida do Rio Mogi. Se o tempo continuasse daquele jeito tínhamos que retornar para SP, mas os deuses pareciam que tinham ouvido nossas preces. 
Início da trilha junto do mirante
A chuva cessou juntamente com neblina que também tinha ido embora e com isso seguimos para o ponto de ônibus, onde sai o circular até Paranapiacaba. O lugar estava deserto e logo depois começaram a chegar alguns grupos. 
O ônibus fez o percurso rápido e pouco depois das 08:00 hrs (um pouquinho tarde para fazer a Funicular) já estávamos desembarcando na Vila bem animados. 
Voltamos alguns metros pela estrada, passando pelo cemitério e pelo estacionamento até chegarmos ao início da trilha, que tanto serve para descer o Rio Mogi, quanto para a Funicular. 
Trecho íngreme
O início dela é bem demarcado e depois de passar pelo mirante, ainda descemos uns 30 metros até sair da trilha principal e virar em uma bifurcação à esquerda. Ela está um pouco escondida, mas é bem fácil identificar.
Íamos seguindo sem dificuldades até chegar em uma encosta quase vertical, onde tivemos que descer segurando nas raízes de uma árvore e um a um, fomos passando pelo trecho.
Mais alguns minutos de trilha tranquila até chegar na linha cremalheira, que está ativa. 
De vez em quando os guardas da MRS Logística ficam nesse trecho da ferrovia com o objetivo de barrar quem pretende caminhar pela linha férrea, por isso seguíamos em silencio, mesmo sabendo que é proibido caminhar por ali.

20 de março de 2014

2ª vez na Cachoeira do Elefante – Serra do Mar de Bertioga/SP - Dicas de como chegar

Exatamente 8 anos depois, estou voltando a essa cachoeira, que fica bem próxima da cidade de SP. 
Ela se localiza na Serra do Mar, junto da Rodovia Mogi-Bertioga. É conhecida também como Cachoeira do Itapanhaú e possui uma queda de aproximadamente 50 metros, podendo ser vista de um mirante no Km 86 da Rodovia. Quando estive lá pela primeira vez (nesse relato) era uma trip organizada por antigo colega de caminhada (Eduardo Mimduim) que faleceu alguns anos depois na Trilha do Rio Mogi em Paranapiacaba. 
O grupo era de 10 pessoas e tivemos que contratar uma van, que nos deixou no Km 81 e depois nos resgatou próximo do Km 92,5.
Já nessa segunda vez, minha intenção era descer pela mesma trilha, iniciando no Km 81 e no retorno seguir por uma outra que leva até o mirante do Km 86 da Rodovia, onde tentaria conseguir algum transporte de volta para Mogi das Cruzes. 
Era Carnaval e por problemas de saúde na família de uma das pessoas que iam comigo, tive de ir sozinho.
Nesse relato aqui só vou colocar algumas informações úteis, até para não colocar as mesmas informações do relato antigo.


Na foto acima, a base da Cachoeira do Elefante


Fotos: clique aqui
Tracklog para GPS da trilha (esse é o mais recente): clique aqui
Tracklog antigo: clique aqui



Atualizado Abril/2026


Antes quero deixar registrado que atualmente a região pertence ao Parque Estadual Restinga de Bertioga e o pessoal do Parque e da Policia Ambiental estão sempre fiscalizando essa área em torno da cachoeira, que faz parte do complexo de trilhas do Rio Itapanhaú, devido a obrigatoriedade do acompanhamento de monitores. Atentem a isso:

Acampamento próximo da base da Cachoeira
Essa é uma caminhada que pode ser feita em um bate-volta de apenas 1 dia.
Já para quem gosta de acampar, muito cuidado. Por ser área do Parque Estadual é proibido o camping e de vez em quando a Policia Ambiental baixa por lá e apreende todas as barracas e aplica multas. 

Para essa trilha só estava levando uma pequena mochila de ataque com alguns alimentos, para ir comendo ao longo da caminhada.
Saí de São Paulo no Domingo de Carnaval bem de manhãzinha, pegando o Metrô até a Estação Tatuapé, onde fiz a baldeação e segui de trem da CPTM até a Estação de Estudantes, que se localiza em Mogi das Cruzes. 
Abaixo as dicas de logística e de toda a trilha.

Logística e acesso
São 4 opções de logística para chegar no início da trilha que leva até a cachoeira:

12 de março de 2014

Cachoeira da Pedra Furada – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP - Dicas e informações úteis

Era Carnaval e por ser um feriado prolongado até planejei fazer uma longa caminhada, mas alguns problemas surgiram e por isso resolvi fazer caminhadas somente de bate-volta, próximo da cidade de São Paulo.
Era a minha primeira vez nessa cachoeira e sua localização está dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, no Rio Sertãozinho, pertencendo ao município de Biritiba Mirim.
Saindo da Rodovia Mogi-Bertioga, a caminhada até essa cachoeira leva pouco menos de 1 hora, sendo possível fazê-la em um Sábado ou Domingo qualquer, sem pressa.
O início da trilha é junto ao um refúgio (espécie de recuo na Rodovia usado para emergências), que fica no Km 80,4 da Rodovia Mogi-Bertioga e outra cachoeira que também é próxima da Pedra Furada é a da Light, cujo acesso é seguindo pela mesma trilha, sendo possível conhecer as 2 no mesmo dia.

Na foto acima, de frente para a Cachoeira da Pedra Furada



Fotos: clique aqui
Vídeo que gravei de outra caminhada: clique aqui
Tracklog para GPS: clique aqui



Atualizado Abril/2026


Atualmente a área da Cachoeira da Pedra Furada faz parte do Parque Estadual Serra do Mar - Núcleo Padre Dória, sendo obrigatório o acompanhamento de um monitor para acessar algumas trilhas e cachoeiras.
Atente a isso


No topo da cachoeira
Camping
# Antes da região se tornar parte do Núcleo Padre Dória, as pessoas acampavam próximo do topo dessa cachoeira.
Depois que foi criado o Núcleo, obrigando os visitantes a contratarem o serviço de um monitor, o camping selvagem é proibido.
Algumas pessoas até acampam na surdina, mas não muito próximo da Cachoeira para evitar serem multados se fiscais do Parque presenciarem. 

# Se quiser acampar na surdina ou montar uma rede, é por sua conta e risco.

Na base dela
# Junto ao poção do topo sai uma trilha que sobe a encosta íngreme e segue para a Cachoeira da Light (caminhada de + - 30 minutos). Lá sim é possível encontrar locais de camping, já que a Cachoeira da Light não faz parte do Núcleo Padre Dória. 

# Não é bom contar com sinal de telefonia celular ao longo da trilha. Como a mata é muito fechada, é difícil encontrar algum local bom onde tem sinal.

Logística e acesso

13 de novembro de 2013

Curitiba/PR + Parque de Vila Velha/PR - Dicas de roteiros em um fim de semana

Novamente estou de volta a Curitiba depois de quase 18 anos. 
Mas dessa vez não fui sozinho e estava com a Marcia e a nossa filha Sophia e fizemos um roteiro de apenas 2 dias, no final de semana do feriado de Finados. 
Deu para aproveitar muito bem os passeios, porque pegamos dias de muito Sol, diferente de quando fui perto do ano 2000.
Aproveitei algumas milhas da TAM que estavam por vencer e com isso a passagem saiu de graça.
Nesses 2 dias visitamos o Parque Estadual de Vila Velha com seus famosos arenitos e as Furnas. 
Fizemos também o roteiro da Linha Turismo, que passa pelos principais pontos turísticos de Curitiba, que eu considero uma das cidades mais bonitas do país.


Foto acima: uma das tantas Taças do Parque de Vila Velha



Fotos
Parque Estadual de Vila Velha: clique aqui
Passeio pela Linha Turismo em Curitiba: clique aqui
Fotos de quando estive lá anos atrás: clique aqui



Atualizado Abril/2026


Nosso roteiro foi:
1º dia: Parque Estadual de Vila Velha visitando os arenitos e as Furnas.
2º dia: Passeio pela Linha Turismo, passando pelos principais pontos turísticos de Curitiba.

2 de outubro de 2013

Travessia da linha Funicular – Paranapiacaba x Cubatão pela antiga linha férrea - Ferrotrekking - Relato e algumas dicas

Quando estava fazendo a Lapinha-Tabuleiro (relato aqui) juntamente com o Rodrigo e a Rosana, ele comentou que planejaria fazer a travessia da antiga Linha Funicular em Paranapiacaba com alguns colegas.
Na hora me interessei e só fiquei aguardando a confirmação de uma data para irmos juntos. 
E não demorou muito, o Rodrigo marcou a travessia para final de Setembro daquele ano - um Domingo. A intenção era pegar um dos primeiros trens no Brás em direção à Rio Grande da Serra para chegar em Paranapiacaba o mais cedo possível e fazer essa travessia em umas 8 a 10 horas, direto até Cubatão, contando é claro que a Mãe Natureza colaborasse.


Foto acima cruzando uma das inúmeras pontes com dormentes podres



Álbum de fotos dessa caminhada: clique aqui



Final da década de 80 eu era assíduo frequentador da região de Paranapiacaba e a Cachoeira da Pedra Lisa e o Poço das Moças eram a minha diversão aos fins de semana, mas devido aos constantes assaltos nas trilhas em lugares de acampamentos, nunca mais voltei ao lugar desde então. 
E essa era a oportunidade para retornar ao lugar e fazer uma bela caminhada. 
No trem
Com pouco mais de 3 horas de sono eu e a Márcia acordamos no Domingo pouco antes das 04h00min e por volta das 05h00min já estávamos na Estação Brás aguardando o Rodrigo e seus colegas.
O tempo estava perfeito, mas o clima na Serra do Mar nunca está igual ao da capital e só torcíamos para que não estivesse chovendo, senão nossa caminhada iria para o saco.
Depois de todos chegarem, embarcamos por volta das 05h30min em direção à Rio Grande da Serra. 
Estavam na trupe eu, a Márcia, Rodrigo, Rosana, Otávio e o Marcelo, que era o único que já tinha completado essa travessia. 
Em vários e-mails trocados, ele já tinha nos alertado dos perigos dessa caminhada, por isso o grupo não era tão grande. 
Chegando em Rio Grande da Serra
Com o trem relativamente vazio, chegamos em Rio Grande da Serra ás 06h15min, sob fina garoa e uma neblina intensa. 
Ficamos aguardando no ponto de ônibus por alguns minutos e logo ele saiu em direção à Paranapiacaba. 
Perguntei ao cobrador como estava o tempo na Vila e me respondeu que estava pior que Rio Grande da Serra.
Pensei comigo: lá se foi nossa travessia, mas seguíamos conforme o planejado.
Pouco antes das 07h00min chegamos na Vila tomada por neblina espessa e assim que descemos do ônibus, um cachorro resolveu nos seguir.