10 de agosto de 2015

Dicas: 5 dias na cidade do Rio de Janeiro/RJ – Curtindo sem gastar muito

No mês de Julho sempre faço algumas trips para lugares turísticos e uma ou outra caminhada por trilhas, já que é o período de férias e o clima ajuda. 
Uma dessas opções é sempre com o intuito de que a Sophia (minha filha de 6 anos) curta a viagem. 
E dessa vez escolhi a cidade do Rio de Janeiro por vários motivos: muito elogiada por turistas durante a Copa do Mundo, próxima de SP e o mais importante: belos passeios para vários pontos turísticos para todos os tipos de bolsos e gostos.
Por já ter visitado a cidade por 2x (no reveillon de 1996 e 1999 - um  dos relatos é esse aqui) já sabia que atrações poderíamos conhecer e que a Sophia gostasse. A data escolhida foi o feriado da Revolução Constitucionalista do dia 9 de Julho em SP (Quinta-feira), ficando no RJ por 6 dias e permitindo visitar inúmeros lugares na cidade. 
E Com cerca de 4 meses comprei as passagens aéreas pela TAM, pelo valor de pouco mais de $80 Reais, saindo de Congonhas e descendo no Aeroporto Santos Dumont, que fica próximo do centro da cidade. 
Embarcamos em SP no voo das 11:00 hrs, chegando no Hotel quando já estava abrindo o check-in e com isso ainda dava para aproveitar o restante desse primeiro dia para algum passeio. 


Duas fotos clássicas acima: a primeira no topo do Cristo Redentor com Pão de Açúcar e parte da cidade e a outra foto é do Estádio do Maracanã se enchendo para o jogo Flamengo x Corinthians. 





São quase 500 fotos e estão nesse link: clique aqui

Gravei também um vídeo no Estádio do Maracanã: clique aqui




Praça XV junto ao cais de embarque/desembarque das Barcas
# Em 2014, durante a Copa do Mundo na cidade do Rio de Janeiro, a segurança foi considerada um dos pontos positivos por muitos turistas estrangeiros e por isso não via preocupação quanto a isso, mas quando disse para alguns familiares e amigos que estava indo para lá; como sempre vieram aqueles comentários dizendo que a cidade é violenta, que muita gente morre em assaltos, muito conflito entre traficantes e Policia, etc. 
Em geral é aquele discurso que todo mundo já conhece quando vai visitar a cidade, mas quem for analisar os números da violência em geral verá que ela é até menor que SP e algumas cidades do Nordeste - veja nessa reportagem alguns números: clique aqui
Numa viagem de turismo você não vai visitar os morros ou bairros da periferia. E isso não é só em algumas cidades do Brasil; é no mundo todo. 
O fato é que a imprensa dá pouca atenção quando acontece um homicídio ou uma chacina na periferia de SP ou outra grande cidade, porém quando ocorre em um bairro turístico do RJ, aí sai até no Jornal Nacional e no mundo todo. 
Infelizmente é o que ocorre e aí fica aquela impressão de que visitar o Rio de Janeiro é pedir para ser assaltado ou até levar um tiro de bala perdida.
Depois das pacificações de muitas favelas no RJ a partir de 2008, a criminalidade reduziu muito e nos nossos passeios pudemos comprovar uma presença policial ostensiva em muitos pontos turísticos.


Nas areias da Praia de Ipanema
# Só tivemos um contato, vamos dizer indireto com a violência, quando uma senhora idosa, que é moradora do bairro de Ipanema nos ajudou a como chegarmos no Metrô já durante a noite e também me alertou para tomar cuidado com a máquina fotográfica, que eu estava levando na mão. 
Talvez pela proximidade com a favela do Morro do Cantagalo, já que estávamos passando ao lado, mas foi o único momento em que nos alertaram sobre isso. 
Até mesmo a caminhada pelas ruas do centro histórico em um Domingo foi bem tranquila. 
E isso porque passamos por várias ruas desertas e com pouquíssimo movimento de pedestres.

# Por termos pouco tempo para conhecer muitos lugares, tivemos que deixar de lado alguns museus e atrações históricas, infelizmente. 
Mas não tivemos do que reclamar com o clima; muito Sol em todos os dias e com temperaturas sempre acima de 30ºC – dava para ir à praia todo dia.
Quem sabe no ano de 2016, quando haverá as Olimpíadas na cidade, não voltemos lá e com uma infraestrutura melhor podemos desfrutar de outras atrações. 
Com o VLT (veículo leve sobre trilhos) e uma nova linha de Metrô chegando na zona oeste, com certeza dá para conhecer muitos outros lugares e com rapidez. 




Nosso roteiro foi:
1º dia (Quinta-feira): Pão de Açúcar. 
2º dia (Sexta-feira): Museu Internacional de Arte Naif, Corcovado (Cristo Redentor), Praia de Ipanema e Arpoador. 
3º dia (Sábado): Arcos da Lapa, Escadaria Selarón, Ruas de Santa Teresa, Catedral Metropolitana de São Sebastião, Museu da Marinha, Passeio marítimo pela Baia de Guanabara e Praia de Copacabana.
4º dia (Domingo): Teatro Municipal, Centro Histórico com Igreja da Candelária, Jogo Flamengo x Corinthians no Maracanã.
5º dia (Segunda-feira): Confeitaria Colombo, Ruas do Centro Histórico e Praia de Ipanema.
6º dia (Terça-feira): Retorno a SP.


Abaixo dividi por alguns tópicos e relacionei todos os lugares que visitamos, assim como algumas dicas de como chegar e nossas impressões.


Hospedagem
Entrada do Hotel
# Por descermos no Aeroporto Santos Dumont, que fica próximo de estações de Metrô, dei preferencia a 2 hotéis da rede Ibis Budget (quando visitamos Curitiba/PR em 2013, já tínhamos ficado em um da rede). A dúvida era entre o do Shopping Nova América que fica na zona norte e junto do Metrô e o outro era o do Largo da Carioca, no centro da cidade.
Pesquisei também em alguns Hostels dos bairros de Copacabana e Botafogo, mas os preços eram muito altos – por volta de $60 a $80 Reais/pessoa, que multiplicado por 2 + 1 criança ficaria quase o dobro do Ibis Budget. 

# Sobre o Hotel do centro da cidade, os próprios cariocas alertam que a região é um pouco perigosa durante a noite, já que todo o comércio fecha e as ruas ficam desertas. 
Então somando os prós e os contras, resolvemos ficar no Hotel Ibis Budget do Shopping Nova América, junto da estação de Metrô Nova América/Del Castilho. 
O valor foi de $100 Reais/diária com reserva feita pela internet. O quarto possui uma cama de casal e um beliche - perfeito para 3 pessoas. 
Localizado na zona norte e um pouco longe do centro, esse Hotel fica no estacionamento de um grande shopping, o que facilitava em muito a nossa alimentação e segurança, pois mesmo se voltássemos até as 22:00 hrs para o Hotel, poderíamos fazer nossas refeições em qualquer das 2 praças de alimentação. A única desvantagem era a distancia das principais praias e atrações turísticas, mas usando o Metrô, essa distância não era tão longa.

# O valor na diária do Hotel não inclui o café da manhã, que é cobrado à parte ($12 Reais) e não dá para reclamar. Sem dúvida nenhuma, é o Hotel com a melhor relação custo-benefício. 



Logística
Estação do Metrô Uruguaiana
# Pelo Hotel estar localizado junto de uma estação de Metrô, todos os nossos deslocamentos foram usando esse meio de transporte. Mas usamos também os ônibus para chegar no Corcovado e no Pão de Açúcar.
O Metrô tem a tarifa de $3,70 Reais (Julho/2015) e são apenas 2 linhas principais. 
Funciona diariamente, de Segunda a Sábado das 05:00 às 00:00 hrs; 
Domingos e Feriados das 07:00 às 23:00 hrs. 

# Em vez de ficar comprando bilhetes unitários sempre que for usar o Metrô, compensa adquirir um cartão pré-pago e ir colocando créditos conforme o uso. Ele é de graça e você só paga os valores das recargas.
Ele é vendido nas bilheterias e para fazer a recarga sem filas é preferível fazê-la nos caixas de autoatendimento com recargas mínimas de $5 Reais. Se for recarregar nas bilheterias o valor pode ser um pouco menor.


Alimentação 
# O Hotel fica no estacionamento do Shopping Nova América e por isso todo dia jantávamos na praça de alimentação. Os preços eram semelhantes a de SP: média de $20 Reais por refeição. Valeu muito a pena.

# Quanto ao café da manhã, dos 5 dias que ficamos hospedados no Hotel, apenas em 3 tomamos o café da manhã lá. Os outros 2 dias foram: um na matriz da Confeitaria Colombo no centro da cidade e outro em uma Padaria na Praia de Copacabana – nesse dia (um Domingo) nossa intenção era tomar o café da manhã na filial da Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana, mas era impossível por causa da longa espera.


O que visitamos
Na cidade é fácil encontrar os city tours que fazem um roteiro pré-programado pelos principais pontos turísticos. Normalmente eles pegam o turista no Hotel no inicio da manhã, retornando ao final da tarde. 
Mas não é um passeio barato: na pesquisa encontrei no mínimo $200 Reais/pessoa um pacote completo para apenas 1 dia. Definitivamente não compensa.
Por isso preferimos fazer nossos passeios por conta própria, usando o transporte público. 
E conseguimos chegar a todos os lugares que queríamos usando o Metrô e algumas linhas de ônibus.

# Pão de Açúcar 
No Morro da Urca com Pão de Açúcar ao fundo
É um dos principais cartões postais da cidade e com acesso fácil por Metrô e ônibus. 
Descemos na estação do Metrô Botafogo e fomos para a saída E – Rua Mena Barreto. Nesse local fica o ponto de ônibus da linha 513 - Metrô Botafogo – Urca e o trajeto leva em torno de 15 minutos. 
Mas atenção, o ponto final não é junto da estação do Bondinho do Pão de Açúcar. Peça ao motorista para descer no acesso ao Pão de Açúcar (uns 100 metros antes) – na dúvida é só pedir ajuda aos passageiros. 
Como estávamos indo durante a tarde não pegamos fila na bilheteria e embarcamos rapidamente em direção ao primeiro morro: o da Urca. Aqui existem algumas opções para comer e o embarque em direção ao topo do Pão de Açúcar é feito em outro bondinho.
Praias Vermelha e Copacabana 
As crianças vão adorar os saguis, que são moradores do lugar e são facilmente vistos recebendo comida dos turistas, junto da enorme tenda, apesar de ser proibido dar alimentos a esses animais. 
O ingresso vem com código de barras e em cada embarque/reembarque deve ser apresentado para liberar as catracas, por isso não o perca.
Vale muito a pena acompanhar o pôr do Sol no topo do Pão de Açúcar. Só é um pouco difícil encontrar um bom lugar para as fotos, devido a enorme aglomeração. 
Para quem gosta de caminhadas, uma boa opção é subir o Morro da Urca por uma trilha bem demarcada e sinalizada, que sai da Pista Claudio Coutinho, que contorna o Pão de Açúcar, seguindo pelo costão. 
Pôr do Sol do topo do Pão de Açúcar

Essa pista se inicia junto da Praia Vermelha e é bem fácil de localizá-la. O problema é que quem sobe pela trilha não pode acessar o segundo bondinho, em direção ao topo do Pão de Açúcar, sendo obrigado a pagar o ingresso integral e ele só é vendido nas bilheterias. Para descer do Morro da Urca é só esperar depois das 19:00 hrs que os funcionários liberam as catracas para quem subiu pela trilha.
Assim que começou a anoitecer descemos do Pão de Açúcar e retornamos para o Hotel. Na mesma avenida que descemos do ônibus, agora pegamos o mesmo ônibus para o Metrô Botafogo e de lá até a estação Nova América, onde fica o Hotel.
Sem dúvida o Pão de Açúcar é um passeio imperdível, mas não é barato. 

Valores Julho/2015.
Adultos: $62 Reais
Crianças até 6 anos: grátis. 
Crianças de 06 a 12 anos, estudantes, jovens de 13 a 21 anos e idosos acima de 60 anos: $31 Reais.
Venda de ingressos também pela internet, porém existe uma taxa de conveniência:

# Cristo Redentor no Morro do Corcovado
No Cristo Redentor
O Cristo Redentor tá no topo do Corcovado, que fica dentro do Parque Nacional da Tijuca, sendo um lindo mirante de onde é possível visualizar boa parte da cidade. É outro belo cartão postal e obrigatório conhecê-lo. 
A estátua possui pouco mais de 30 metros de altura e na sua base existe uma pequeníssima capela. Pouco abaixo dele há algumas lanchonetes e lojas que vendem lembrancinhas. 
São 3 formas de acessar o lugar e com preços diferentes também:
1) Trenzinho do Corcovado: Usando o Metrô, deve-se descer na estação Largo do Machado e lá embarcar no linha de ônibus 580 - Cosme Velho - descendo em frente da estação do trenzinho do Corcovado. 
Preços: $62 Reais na alta temporada - $51 Reais na baixa temporada. 
É possível também comprar os ingressos pela internet ou em quiosques da Riotur ou algumas agencias dos Correios (nesses pontos de venda é cobrada uma taxa de comissão).

Baia de Guanabara vista do Cristo
2) Vans oficiais: é um serviço de transporte que sai de 3 lugares diferentes: - de Paineiras, que fica próximo do topo do Corcovado; da estação do Metrô Largo do Machado e; da Praia de Copacabana. 
Preços: Saindo de Paineiras: $35 Reais na alta temporada, finais de semana e feriados - $24 Reais na baixa temporada. 
Saindo de Copacabana ou do Largo do Machado os valores são os mesmos do trenzinho: $62 Reais na alta temporada, finais de semana e feriados - $51 Reais na baixa temporada - $27 Reais: crianças de 06 a 11 anos e brasileiros ou estrangeiros residentes a partir de 60 anos.





Cristo Redentor visto do bairro do Cosme Velho
3) Trilha que sai Parque Lage (ao lado do Jardim Botânico). 
Preços: $22 Reais na alta temporada, finais de semana e feriados - $11 Reais na baixa temporada.
Outra opção que também existe são as vans clandestinas (chamadas de piratas), que saem ao lado da estação do trenzinho no Cosme Velho e seguem até Paineiras. Os preços variam de acordo com a cara do cliente. 
Em frente da estação sempre se encontra pessoas vendendo esse tipo de transporte, mas não recomendo.
Esses 2 sites abaixo vêm com preços detalhados e vendas pela internet:
Quando chegamos na estação do trenzinho a fila da bilheteria foi rápida, mas a demora para embarcar foi de mais de 2 horas. E com isso sobrou tempo para visitar um museu ao lado.

Obra do Museu
# Museu Internacional de Arte Naif
Se localiza ao lado da bilheteria da estação do trenzinho do Corcovado. 
O museu é casarão antigo que dispõe de um grande acervo desse tipo de arte. 
Nas obras predominam as cores vivas produzidas por autodidatas que não tiveram formação acadêmica. É considerado um tipo de arte popular. 
Ficamos aqui por cerca de 1 hora.
Preços: $12 Reais - inteira e $ 6 Reais - meia.
www.museunaif.com







Dia de Praia
# Praia de Ipanema 
Para chegar nessa praia o melhor acesso é descer na estação do Metrô General Osório. Dali são cerca de 10 minutos até a areia da praia, próximo ao Posto 8 de Ipanema e de frente para o famoso Hotel Fasano. 
A faixa de areia é bem menor do que a de Copacabana, mas é um lugar bem tranquilo para levar as crianças, já que próximo da Pedra do Arpoador existem algumas piscinas que se formam na praia para elas se divertirem. 
Se quiser alugar uma cadeira e um guarda Sol é bem fácil conseguir e o preço não é tão alto: média de $10 Reais. 
Quando o final da tarde chegou, fomos para o Arpoador apreciar o Pôr do Sol.


# Pôr do Sol no Arpoador
Espetáculo
Da areia da praia de Ipanema, onde estávamos, já dava para ver que a quantidade de pessoas aumentava cada vez mais na Pedra do Arpoador conforme chegava o final da tarde. A imensa maioria estava lá para apreciar o pôr do sol, que no verão, se põe nas águas do oceano. 
Por estarmos no inverno dessa vez ele ia se pondo atrás dos morros, mas que não deixava de ser um espetáculo. 
E conforme o Sol ia se escondendo, a galera aplaudia. Dizem que é tradição e pude conferir isso ao vivo.
Se torna até complicado encontrar um local em cima da pedra para registrar o fenômeno, já que ele é muito disputado, mas vale o esforço.
Quando anoiteceu, a temperatura diminuiu rapidamente e uma brisa gelada tomava conta do lugar, o que nos obrigou a retornar para o Hotel, chegando por volta das 21:00 hrs a tempo ainda de jantar em uma das praças de alimentação do Shopping Nova América.

Passagem do bonde no topo dos Arcos
# Arcos da Lapa
Para chegar aqui são duas opções de Metrô bem próximas: a estação Cinelândia ou na Carioca. Preferimos descer no Largo da Carioca e de lá seguimos na caminhada até o lugar. 
São 42 arcos em uma extensão de pouco menos de 300 metros e cerca de 20 metros de altura.
É uma obra arquitetônica que se mantem preservada desde o período colonial, construída por volta de 1720 com o objetivo de conduzir água do Bairro de Santa Teresa até o chafariz do atual Largo da Carioca e dessa forma fornecendo água para a população da época.
Atualmente os Arcos servem de passagem para os bondes que ligam a estação da Carioca ao bairro de Santa Teresa, mas depois do acidente que ocorreu em Agosto/2011, matando 6 pessoas, deixou de funcionar desde então. 
Conhecemos o lugar no dia 11 de Julho e exatamente 2 semanas depois (no dia 27) os bondes voltaram a circular – foi muito azar.
Saindo dos Arcos e caminhando por mais 2 quarteirões chegamos em outra atração turística, que vale muito a pena conhecer.

Início da Escadaria Selarón
# Escadaria Selarón e Ruas de Santa Teresa
Fica bem próximo dos Arcos da Lapa. O acesso até ela é da seguinte forma:
Seguindo por uma rua paralela aos Arcos e que sobe para o alto de Santa Teresa, é só virar na primeira à esquerda e depois caminhar por mais 2 quarteirões pela Rua Joaquim Silva. Na dúvida, qualquer morador pode orientar. 
A escadaria sempre existiu e liga a Rua Joaquim Silva à ladeira do Convento de Santa Teresa, mas estava em péssimo estado de conservação e com isso em 1990 o chileno Jorge Selarón, que era um dos moradores do lugar, começou um trabalho de revestimento com azulejos e ladrilhos em forma de mosaicos em toda a escada.
É formado por cerca de 200 degraus em quase 130 metros e um tema comum que estão nos azulejos: mulheres negras grávidas, que são obras do artista. 
O lugar já foi palco de comerciais, cenários de filmes, videoclipes e muito mais coisas. 
Triste foi saber como ocorreu sua morte: seu corpo foi encontrado queimado nas escadarias ao lado de 2 latas de solvente na manhã do dia 10 de Janeiro de 2013. Em um depoimento em vídeo de 2010 (clique aqui para ver) ele declara que a escada só estaria pronta no dia de sua morte quando se eternizaria na própria escadaria. Meses antes da morte, o artista tinha denunciado ameaças de seu antigo ex-parceiro de atelie, mas nunca foi acusado formalmente - provavelmente o artista teria cometido suicídio.
Bairro de Santa Teresa
Visitamos ela em um Sábado pela manhã e a todo momento uma horda de turistas estrangeiros em sua maioria, desembarcavam de vans para conhecer o lugar. 
Depois de descansar um certo tempo nos seus degraus, resolvemos seguir para o Convento de Santa Teresa no topo da Escadaria, mas que estava fechado. 
Descendo pela ladeira do Convento chegamos na rua em que passa o bondinho e fomos caminhar pelo Bairro. São várias ladeiras, ruas estreitas de paralelepípedos, vielas com casarões antigos e construções históricas. Existem algumas ainda bem preservadas e outras precisando de pequenas reformas. 
É como se estivéssemos voltando no tempo. Nem parece que estamos próximos ao centro do Rio de Janeiro e o lugar nos remete para aquelas típicas cidadezinhas do interior, onde a tranquilidade reina. Se tiver uma oportunidade faça essa caminhada pelo bairro.

Lindos vitrais
# Catedral São Sebastião
Por estarmos próximos do Catedral Metropolitana, resolvemos também conhecê-la. Saindo dos Arcos é uma caminhada de uns 10 minutos, passando ao lado da sede da Petrobras, que atualmente virou símbolo da corrupção no país. 
É bem fácil identificar a Catedral, pois seu formato cônico chama a atenção das pessoas que estão nos Arcos da Lapa. 
Com formato semelhante a uma pirâmide maia, ela é mais linda por dentro, devido aos seus vitrais coloridos. 
Foi aqui, a exatamente 2 anos atrás (Julho/2013) que o Papa Francisco se reuniu com argentinos, na Jornada Mundial da Juventude.
Inaugurada em 1979, a Catedral tem cerca de 75 metros de altura e pouco mais de 100 metros de diâmetro. 
Do outro lado da rua, estão alguns belos prédios: outro da Petrobras, da empresa de telefonia Oi e do BNDES.

# Museu Naval da Marinha e Passeio marítimo pela Baia de Guanabara
Submarino e réplica da Nau Capitânia
Da Catedral seguimos caminhando pela Av. Almirante Barroso passando por algumas ruas do centro até chegarmos ao Museu Naval, que fica na Praça XV, junto da Assembleia Legislativa do RJ. 
O horário era por volta das 14:00 hrs e não daria tempo de fazer 2 passeios logo a seguir. 
Ou escolhíamos a visitação à Ilha Fiscal (com duração de quase 2 horas), saindo as 14:00 hrs ou o Passeio Marítimo pela Baia de Guanabara (cerca de 1h30min) saindo as 15h15min. Escolhemos a segunda opção.
O Museu Naval fica em um prédio histórico construído em 1868 e nele estão expostas maquetes de navios, canhões, um torpedo e o interior de um submarino. 
Pão de Açúcar
É um belo acervo contando a história da Marinha e por ter entrada gratuita valeu a pena também, mas nosso objetivo era outro.
Pouco depois das 15:00 hrs um grupo se formou em frente ao Museu e dali todos seguiram um militar e monitores que nos conduziram até o embarque na Escuna Nogueira da Gama, que estava ancorada no píer do Espaço Cultural da Marinha, do outro lado da Praça XV. 
Junto da escuna também estavam ancorados um submarino, o rebocador Laurindo Pitta (usado na 1ª Guerra Mundial e em ótimo estado) e a Nau Capitânia, que é a réplica da embarcação usada por Pedro Álvares Cabral no descobrimento do Brasil. 
O roteiro do passeio segue só navegando pelas águas da baia de Guanabara, passando próximo do Aeroporto Santos Dumont, Ilha das Cobras, Fortaleza de São João, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, entre outras atrações. 
Futuro Museu do Amanhã
É possível também ver o Museu do Amanhã que abrirá ainda esse ano. De longe é uma imponente e bela construção. 
Ao longo do passeio os guias vão explicando os pontos turísticos por onde a escuna vai passando.
Os ingressos são relativamente baratos e podem ser comprados na bilheteria do Museu Naval.
Valores Julho/2015:
- Passeio Marítimo
$25 Reais (inteira);
$12 Reais (meia entrada para militares e dependentes, professores, servidores públicos, menores de 21 anos e maiores de 60 anos)
Dias e Horários: Quinta a Domingo as 13h15min e 15h15min.
- Ilha Fiscal
$25 Reais (inteira);
$12 Reais (meia entrada para militares e dependentes, professores, servidores públicos, menores de 21 anos e maiores de 60 anos)
Dias e Horários: Quinta a Domingo as 12h30min, 14:00 hrs e 15h30min
Veja nesses sites o roteiro do passeio marítimo e mais detalhes:

Copacabana
# Praia de Copacabana
Terminado o passeio marítimo seguimos para a Praia de Copacabana, descendo na estação do Metrô Cardeal Arcoverde a tempo ainda de aproveitar aquele finalzinho de tarde nas areias da praia, bem em frente ao Hotel Copacabana Palace. 
A faixa de areia é bem grande e quem se divertiu bastante foi a Sophia, já que mesmo quando o Sol foi embora os postes de luzes iluminavam toda a praia. Depois dela ter se divertido, fomos caminhar pelo calçadão.
A praia possuí uma infraestrutura excelente, tendo vários quiosques modernos e discretos com banheiros ao longo do calçadão. Todos são transparentes e integrados com a paisagem da praia e suas cozinhas e os banheiros ficam no subsolo, por isso não existe aquela poluição visual, o que é muito bom para quem só caminha pelo lugar. 
Copacabana Palace
Pelo que eu vi, cada um é patrocinado por alguma grande empresa; tem o Quiosque da Skol, da Brahma, da Itaipava, Habibs, Nextel, Nescafé, etc. 
Alguns possuem musica ao vivo e são ótimas opções para se alimentar na praia com preços até razoáveis (média de $30 a $40 Reais as porções ou pratos).
Ainda passamos por uma feirinha de artesanatos e depois seguimos para a estação do Metrô Cantagalo, onde embarcamos de volta para o Hotel. 
Aos Domingos a Avenida Atlântica fica fechada para o transito junto à Praia de Copacabana, proporcionando uma grande área para lazer. Pelo que vimos é um dia apenas para pedestres. Muito bom.



# Café da manhã na Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana
Matriz do centro
Domingo é um bom dia para ir à praia pela manhã e para unir o útil ao agradável resolvemos também tomar um café da manhã na Confeitaria Colombo, localizada no Forte de Copacabana. 
O lugar é uma filial da Confeitaria que existe no centro da cidade e é muito famosa pela vista que oferece: as mesas que estão do lado de fora são a beira mar e oferecem uma visual de encher os olhos: toda a orla da Praia de Copacabana. 
Chegamos aqui por volta das 10:00 hrs e logo de cara enfrentamos uma fila de uns 20 minutos até chegar na bilheteria. O valor é de $6 Reais, mas tomamos um susto com o aviso fixado no guichê, onde dizia haver uma fila de espera de 2h30min na Confeitaria Colombo. 
Como ainda pretendíamos conhecer algumas atrações do centro histórico e depois assistir a um Jogo no Maracanã as 16:00 hrs, talvez não desse tempo. O que fazer: desistir do café da manhã ou do passeio pelo centro histórico?
Desistimos e fomos tomar um café da manhã em uma padaria próxima e depois seguimos para o Metrô descendo na estação Cinelândia. 
Por isso fica aí o aviso importante: quer tomar um café da manhã na Colombo do Forte de Copacabana e ainda mais nas mesas do lado de fora, junto à beira mar? É preciso ter paciência, porque é bem provável que vai ter fila de algumas horas.

# Museus e passeios pelo centro histórico do Rio Janeiro 
Câmara Municipal e Amarelinho
Descendo no Metrô Cinelândia, daqui em diante é um passeio por museus, teatros e prédios históricos; na verdade é para quem gosta de arquitetura.
Se quiser caminhar pela orla e no Aterro do Flamengo é só seguir pela Av. Rio Branco, na direção da praia e em 10 minutos se chega lá, mas nossa intenção era outra.
Logo que chegamos em frente ao Teatro Municipal encontramos uma fila grande que se formava no lado de fora, inviabilizando qualquer visita por dentro. 
Ao lado dele uma linda estátua do compositor Carlos Gomes – infelizmente a batuta do Maestro que ficava em sua mão direita desapareceu; parece que foi furtada, assim como inúmeras vezes aconteceu com os óculos de Carlos Drummond de Andrade, na Praia de Copacabana. 
Biblioteca Nacional em reformas
Do outro lado da rua estava o prédio da Biblioteca Nacional, mas estava fechada. Só fica aberta de Segunda a Sexta e nos Sábados até as 15:00 hrs. Absurdo né. 
Uma atração turística como a Biblioteca ser fechada aos Domingos. 
E ao lado dela o Museu de Belas Artes, mas nem chegamos a visitá-lo. 
Na mesma praça um prédio amarelo chama a atenção: é o Amarelinho, como é conhecido. No térreo inúmeras cadeiras do lado de fora estão esperando os clientes, mas é muito cedo ainda para comer alguma coisa. 
E ao lado dele está outro prédio muito bonito: a Câmara Municipal. Aquele Domingo de Sol permitiu uma caminhada pelo centro sem a aglomeração dos dias de semana e com isso dava para ir só apreciando os arranhas céus próximos. 
Rua Uruguaiana
Passando pelo lado esquerdo do Teatro Municipal, seguimos agora pela Av. 13 de Maio e chegamos no Largo da Carioca e do lado esquerdo se vê outra linda construção: a Igreja do Convento de Santo Antônio.
Cruzando o Largo chegamos na Rua Uruguaiana e aí vão surgindo prédios de 2 andares intercalados com um ou outro arranha céu (com certeza todos de comércio). Como estávamos próximos fui ver onde ficava a Confeitaria Colombo, na Rua Gonçalves Dias, 32. Uma pena que estava fechada, senão o café da manhã seria ali – deixamos para o dia seguinte para visitar o lugar. 
Seguindo pela Uruguaiana passamos ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito e logo em seguida no Mercado Popular com vários boxes e mais uma outra estação do Metrô: a Uruguaiana.
Av. Pres. Vargas
Agora chegamos na Av. Presidente Vargas e seguimos para a direita em direção a Igreja Nossa Senhora da Candelária. 
O lugar se parece com a Av. Paulista, em SP: muita verticalização e no meio da avenida um canteiro central. 
Junto da Igreja da Candelária estão outros 2 excelentes Museus: a Casa França-Brasil e o Centro Cultural Banco do Brasil, onde estava acontecendo a exposição de Pablo Picasso – a fila era grande, por isso só entramos na Igreja, que estava para fechar.
Deu tempo ainda de ver as lindas pinturas internas e os painéis que contam a história da Igreja.
Seus detalhes são riquíssimos e só ficamos apreciando sem saber para onde olhar; cadeiras, vitrais, o teto; tudo é muito bonito.

Dentro da Igreja
Pena que a Igreja ficou conhecida por uma chacina, onde 8 jovens (que eram moradores de rua) foram mortos pela PM em frente da entrada em Julho de 1993, tendo repercussão não só no Brasil, como internacionalmente . 
Como passa das 13:00 hrs e se tivéssemos tempo disponível poderíamos seguir em direção a Praça Mauá, onde acontece um grande projeto de revitalização de toda a região: é o Projeto Porto Maravilha, onde em breve serão inaugurados algumas novas atrações, entre elas o AquaRio (Aquário) e o Museu do Amanhã. 
Mas ainda tínhamos o Jogo do Maracanã para assistir, por isso da Igreja da Candelária voltamos para a estação do Metrô – quem sabe numa outra oportunidade consigamos visitar essa região da zona portuária.

# Jogo Flamengo x Corinthians no Maracanã. 12 de Julho (Domingo)
Entrada
Assim que saímos da Igreja, seguimos para a Uruguaiana e lá embarcamos em direção a estação do Metrô Maracanã, que fica em frente ao estádio, sendo a maneira mais rápida e segura para se chegar no local. 
Os ingressos para esse jogo eu já tinha comprado no dia anterior na loja Espaço Rubro Negro, do Shopping Nova América (valor: $60 Reais/pessoa). O problema é que eu sou corintiano e eles estavam vendendo somente ingressos para os setores onde estaria a torcida do Flamengo. 
Teria de ficar no meio da torcida flamenguista e se o Corinthians fizesse um gol? 
Não daria para comemorar. Paciência. 
O que tá valendo é assistir a um jogo no Maracanã e se estivesse jogando o meu timão de um lado, melhor ainda. 
Estádio ainda vazio
E como todo mundo já sabe, o resultado foi 3 x 0 para o Corinthians e sem querer até consegui gravar exatamente o momento do primeiro gol - veja nesse vídeo: clique aqui.
Para quem conhece o meu blog, sabe que eu já postei um relato com as impressões de um jogo da Copa do Mundo na Arena Corinthians - se quiser ler, clique aqui
Por isso também vou fazer um pequeno relato e as impressões que tive, já que era a primeira vez que assistia a um jogo nesse estádio.
Com as diversas reformas para adequar o estádio para a Copa do Mundo de 2014, a capacidade é de pouco mais de 78.000 lugares e atualmente vem sendo palco de inúmeros jogos do Campeonato Carioca e Brasileiro. 
Se misturando no meio da torcida do Flamengo, entramos no estádio pelo setor E. 
Torcida flamenguista
Logo na entrada fomos orientados a seguir uma fila só para famílias com crianças e depois de uma breve revista dos pertences, passamos pelas catracas e entramos no estádio. Tanto os funcionários quanto a PM forem bem atenciosos e para a Sophia deram uma pulseira para identificá-la em caso de se perder.
Entrada tranquila e pudemos escolher o melhor lugar para sentar: próximo ao gramado e a poucos metros do gol.  Era uma boa visão, mas cabe destacar que em qualquer assento escolhido a visão de jogo era sensacional. 
Internamente ainda é possível ver algumas coisas novas devido a reforma para a Copa do Mundo. 
A proximidade dos torcedores com o campo em alguns setores do estádio não é tão próxima como no estádio do Corinthians, mas nem se compara com o estádio do Morumbi ou o Pacaembu. 
Na minha humilde opinião, entre o Maracanã e a Arena Corinthians, o estádio do timão ainda é o mais bonito. 
Sophia na torcida
Os assentos também são bem semelhantes e confortáveis - só lamentei constatar que um ou outro torcedor ainda sobe nesses assentos e ficam pulando.  Mas gostei de ver a reação dos funcionários que vieram alertar para que não fizessem mais isso ou seriam retirados do estádio. 
Só existe uma pequena dificuldade para o torcedor se locomover entre as fileiras, já que o espaço é bem estreito.
Os 4 telões também são muito bons e enormes. Colocados junto da cobertura são bem nítidos e visíveis de qualquer parte do estádio. 
Quanto a comida, também não dá para exigir muito: hot dogs, salgados industrializados e bebidas com preços de $5 a $10 Reais. Não deixe de provar o tradicional Biscoito Globo.
O  estádio será usado na abertura e encerramento das Olimpíadas, então não deixe de conhecê-lo o quanto antes.
www.maracana.com/site/

# Confeitaria Colombo
Salão principal
Manhã de Segunda-feira – nosso último dia para conhecer a cidade, já que no dia seguinte estaríamos voltando para SP. O café da manhã iria ser na matriz da Confeitaria Colombo do centro da cidade. Tínhamos tentado na filial do Forte de Copacabana no Domingo, mas esperar fila de mais de 2 horas não estava nos planos. 
Descemos no Metrô do Largo da Carioca e foi só atravessar a Rua da Carioca e já estávamos próximos da confeitaria – coisa de 5 minutos de caminhada.  Ela se localiza bem no centro histórico da cidade e é considerada um dos principais pontos turísticos dessa região.
Foi inaugurada em 1894 e mantem o mesmo mobiliário do século 19. A fachada está passando por reformas, então não dava para ver a arquitetura externa preservada a mais de 100 anos. 

Lindos espelhos
O que chama a atenção é a parte interna: lindos vitrais no teto, uma imensa claraboia na galeria superior e enormes espelhos laterais, além das bancadas de mármore e as vitrines de madeira. Tem-se a impressão de voltar no tempo. 
O atendimento é de primeira e o café da manhã é servido somente no térreo e não é barato – pedi o completo para 2 pessoas e paguei cerca de $75 Reais para nós três. Inclui café com leite ou chocolate (peça o de chocolate), suco, pães, bolo, biscoitos, frios, manteiga, geleia, iogurte e cereais.
Para quem quiser almoçar, no primeiro andar é disponibilizado um buffet livre e alguns pratos executivos servidos em travessinhas de porcelana, mas só abre depois das 11:00 hrs. Queria ter conhecido o piso superior, mas não deu.
Vale a visita, pelo ambiente e história do lugar.
Ao sair, não esqueça de experimentar alguns dos famosos doces, que ficam expostos no balcão. 
Rua Gonçalves Dias, 32 - próximo do Metrô Largo da Carioca.
Valores: 
Café da Manhã individual: $36 Reais e 2 pessoas: $64 Reais (Julho/2015).

# Ruas do Centro Histórico
Igreja Nossa Senhora de Lampadosa 
Depois da Confeitaria Colombo, seguimos pela Rua da Carioca em direção à Praça Tiradentes. O comércio nessa rua é o de instrumentos musicais e uma ou outra loja ainda mantem preservada a fachada. 
Deu para notar que muitos comerciantes foram embora, já que era comum encontrar faixas de Aluga-se ou Passa-se o ponto. Uma pena.
Ao chegarmos na Praça nota-se uma estatua de Dom Pedro I montado em um cavalo e tendo braço direito levantado, semelhante ao gesto da proclamação da Independência.  
Por ter o nome de Praça Tiradentes, só achei que a estatua deveria ser dele e não de D. Pedro, mas tudo bem  - um morreu pela Independência e outro a proclamou. 
Continuando a caminhando chegamos em uma Igreja: a de Nossa Senhora de Lampadosa espremida entre alguns casarões históricos e naquele momento estava terminando a celebração da missa com algumas pessoas acompanhando. 
Em seguida voltamos pela Rua Luis de Camões para visitar o Real Gabinete Português de Leitura. A fachada é linda – uma das mais bonitas das que conhecemos no centro histórico, mas estava fechada para reformas. Que decepção.


Real Gabinete Português de Leitura
Ficou a impressão que esse lado do centro histórico do Rio não é tão preservado quanto os prédios próximos da Praça XV. Em alguns casarões históricos, o comércio é que ajuda a manter a fachada, assim como ocorre na Rua Uruguaiana.  
Caminhando na direção da Rua Uruguaiana, passamos pelo prédio do Instituto de Filosofia e Ciências da UFRJ e ao seu lado a Igreja de São Francisco de Paula e logo depois na Igreja Nossa Senhora do Rosário. 
Continuamos a caminhada pela Rua Uruguaiana e ao passar pelo Comércio Popular deu um pouquinho de medo: eram várias viaturas da PM e da Guarda Civil, juntamente com alguns comerciantes que possuíam boxes no local. Parece que foi alguma ação da prefeitura contra produtos piratas que eram vendidos nos boxes. 
Igreja de São Francisco de Paula
Temendo confrontos entre os comerciantes e a Policia, passamos rapidamente pelo local (em SP já houve confrontos semelhantes, por isso o receio). 
O tour pelo centro tinha sido bem enriquecedor, pois a cada esquina um pouco da nossa história podia ser visto na arquitetura e nas ruelas e para quem gosta disso é um prato cheio. Fazer essas caminhadas por onde já foi capital da Colônia, do Império e por alguns anos também a capital da República é como voltar no tempo.
Até poderíamos continuar nosso tour em direção a Praça Mauá e conhecer outros pontos da história do RJ, mas como estávamos com a Sophia (filha de 6 anos) ela ia se cansar facilmente e por isso preferimos fechar o dia na Praia de Ipanema.




# Praia de Ipanema
Nas areias
É considerada uma praia elitista e não tão popular quanto a de Copacabana, mas tem a vantagem de ter uma faixa de areia menor, o que facilitava para olhar a Sophia, que ficava as vezes brincando na areia, outras vezes na água.
Chegamos aqui por volta da 1 da tarde e ficamos até o inicio da noite, já que o Sol não estava tão quente e com isso nem precisamos sair da praia para comer alguma coisa. 
Os quiosques na calçada não são modernos como o de Copacabana, mas vendem algumas porções, assim como os ambulantes que circulam pela areia da praia. 
E o que é melhor, no canto esquerdo da praia está a Pedra do Arpoador, onde apreciar o Pôr do Sol é um programa obrigatório do carioca, assim como bater palmas quando ele se põe. 
Sem dúvida nenhuma 5 dias foram muito poucos para conhecer a cidade. 
Muita coisa faltou e abaixo relaciono alguns passeios interessantes que pretendíamos fazer, mas não deu tempo.




Outros passeios e dicas interessantes

# Jardim Botânico: O acesso é relativamente fácil por transporte público, saindo do Metrô Botafogo. Na estação ou na Rua São Clemente é possível embarcar em várias linhas de ônibus que passam em frente ao lugar. É considerado um dos mais belos espaços com área verde, tendo diferentes espécies de plantas (visitei o lugar no réveillon de 1996).

# Parque Lage: Fica ao lado do Jardim Botânico e de onde sai uma trilha que leva até o Cristo Redentor. Para quem gosta muito de trekking e tem tempo sobrando faça essa caminhada, que é toda em meio à floresta do Parque Nacional da Tijuca.
O lugar também possui uma grande área verde com lagos, áreas de piquenique e trilhas (visitei o lugar em 1996 e me perdi na trilha para o Cristo - se quiser ler o relato: clique aqui).

# Lagoa Rodrigo de Freitas: É outra boa opção para quem gosta de caminhada ou somente andar de bike na sua ciclovia. Lá também existem alguns quiosques de comida.

Pista Cláudio Coutinho. Se inicia na Praia Vermelha e segue pelo costão contornando o Pão de Açúcar.

# Caminhar durante o dia ou à noite desde a Ponta do Leme até o Forte de Copacabana. 
É uma caminhada de quase 1 hora, mas vale a pena porque segue por todo o calçadão da Praia de Copacabana apreciando a arquitetura de alguns belos hotéis ou a praia cheia de turistas.

# A cidade possui extensas rotas de ciclovia, por isso vale a pena alugar uma bike através do sistema Bike Rio. Como a zona sul do Rio é toda plana, é uma ótima oportunidade de praticar um esporte, apreciando a linda paisagem. 
É possível alugar em uma estação e devolvê-la em outra, com uma taxa de $5 Reais, válido por 24 horas. 
Veja nesse site os detalhes para a locação:

# Faça uma caminhada pelo tradicional bairro de Santa Teresa e almoce em um dos inúmeros bares de lá. Subindo pela rua da linha do bonde é possível encontrar alguns pequenos restaurantes.

Ou também use o bondinho, que voltou a funcionar cerca de 2 semanas depois que voltamos de lá. 
A estação de embarque fica próximo dos Arcos da Lapa e ao lado do prédio da Petrobras e o ponto final é no Largo do Curvelo.

# MAC de Niterói: Outro ponto turístico que também merece ser visitado, mas para isso é preciso embarcar nas Barcas em direção a Niterói. Com projeto de Oscar Niemeyer, possui uma arquitetura diferenciada, lembrando um disco voador.

# Se quiser conhecer as praias da Barra da Tijuca, Prainha ou Grumari, é complicado porque uma viagem de ônibus será demorada. 
Até Barra da Tijuca existe uma linha que sai da estação do Metrô Siqueira Campos até o Terminal Alvorada – Linha 525. Já para Prainha e Grumari terá de pegar uma outra linha de ônibus.
A previsão é de que em 2016 o Metrô chegue à zona oeste e aí facilitaria o acesso a essas praias mais distantes, que valem a pena conhecer também.

# Existe um tipo de passeio vendido por algumas agencias que é conhecido como Favela Tour. Na minha opinião é a pior maneira de conhecer a cidade.
Fica parecendo que a pobreza, assim como nossos problemas sociais e estruturais são atrações turísticas. Fuja desse tipo de tour.

# Se você curte mirantes, então 3 deles merecem ser visitados. 
- Morro da Dona Marta, que fica um pouco abaixo do Cristo Redentor e com vista bem semelhante, mas neste não é preciso pagar nada. 
Localizado um pouco acima da Comunidade de Santa Marta, seus acessos são por Cosme Velho ou por Santa Teresa. 
É possível fazer na caminhada ou de bike, se não quiser gastar no táxi.
- Vista Chinesa: é outro ponto turístico imperdível. 
Sua construção é em estilo oriental com o intuito de homenagear os chineses. Tem uma linda vista para Lagoa Rodrigo de Freitas, algumas praias e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Para chegar aqui também não existe opção por transporte público, sendo obrigado a contratar um táxi, junto ao Parque Lage, que é o local mais próximo. 
- Pedra da Gávea: É uma trilha pesada e somente recomendada para quem tem experiência em escalaminhadas. O grau de dificuldade é alto e no trecho final há um paredão quase vertical que leva ao topo. Para quem não tem preparo físico e experiência, recomendo que contrate um guia. 
Do topo se tem uma das mais belas vistas da cidade.
Veja mais detalhes desses mirantes e como chegar até eles no site do Parque Nacional da Tijuca. Uma boa opção de chegar no Morro da Dona Marta e na Vista Chinesa é seguir de bike alugada do sistema Bike Rio.

2 comentários:

  1. Estava querendo ver o RJ mesmo !! Muito bom!!

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    1. Marcelo.
      Na cidade dá para fazer vários circuitos: um só de praias tranquilas e até uma naturista; outro de trekking; outro de museus; outro de bairros históricos, um tour pelos principais pontos turísticos e por aí vai.
      É muita coisa viu.
      Aproveite.

      Abcs

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