28 de julho de 2003

Relato: Travessia do Parque Nacional da Serra da Bocaina - Trilha do Ouro - SP/RJ

Esse é um relato da travessia da Serra da Bocaina que eu completei em 4 dias em Julho de 2003. Ela é muito conhecida pelo nome de Trilha do Ouro e se inicia em São José do Barreiro/SP e termina no bairro de Mambucaba em Angra dos Reis/RJ, cruzando de norte a sul o Parque Nacional. Normalmente se faz essa caminhada em 3 dias, mas como eu tinha intenção de conhecer o Pico do Tira Chapeú, resolvi emendar uma caminhada na outra. 
Fiz primeiramente a caminhada até o topo do Pico do Tira Chapéu e depois segui para a travessia do Parque Nacional da Serra da Bocaina.




Foto ao lado: na base da Cachoeira do Veado, já quase no final da travessia







Fotos e croquis: Clique aqui

Tracklog para GPS da caminhada ao Pico do Tira Chapéu: Clique aqui

Tracklog para GPS da Travessia da Serra da Bocaina: Clique aqui



Minha pretensão inicialmente era somente fazer a travessia da Serra da Bocaina (Trilha do Ouro), mas como o Pico do Tira Chapéu ficava próximo da portaria do P.N., não teria de sair muito do meu roteiro.
Seriam 4 dias de caminhada exaustiva, mas as belas paisagens da Serra da Bocaina compensariam o esforço.
Peguei algumas dicas na net sobre a Trilha do Ouro, mas não me preocupei muito porque todas falavam que essa travessia é bem tranquila e sem receio de se perder.
Enviei a solicitação de autorização (obrigatória) ao P.N. para iniciar a travessia no dia 06 de Julho e depois liguei confirmando se tinham recebido. Tudo ok.
Um problema de se chegar na cidade de São José do Barreiro (onde se inicia essa travessia) é a escassez de ônibus. Saindo de SP somente a empresa Pássaro Marrom faz esse itinerário, mas não é todo dia que ela faz esse percurso, por isso a melhor alternativa é seguir de Sampa até Guaratinguetá e de lá até São José do Barreiro.
E com isso só fui chegar na cidade no início da tarde do dia 04 de Julho (Sexta-feira).
Quanto a hospedagem, já tinha uma indicação da Pousada da D. Maria que fica junto da Igreja Matriz e segui para lá. É uma pousada simples e pequena, mas perfeita para passar a noite.
Depois de acomodado no quarto, saí para procurar algum transporte até o alto da Serra da Bocaina e comer alguma coisa.
Fiquei sabendo que sempre tem algum veículo que sai ao lado da Igreja, mas são bem caros. O ideal é para um grupo grandes, mas eu estava sozinho naquele dia.
Há uma pessoa chamada Zé Pescocinho  que é um dos mais baratos para levar até o alto da serra e recomendado por muita gente que já tinha feito essa caminhada.
Depois de me informar com a D. Maria onde fica a casa dele, fui até lá.
O carro que ele tem é um Fusca, mas fui informado por ele que só tinha eu para subir a serra, então ficaria muito caro. E com isso não me restou alternativa senão subir até o alto da serra na caminhada mesmo.
Seguindo pela estrada
No dia seguinte procurei acordar bem cedo naquela manhã de Sábado (05 de Julho) e saí de São José do Barreiro por volta das 07:00 hrs na caminhada até o Pico do Tira Chapéu (2.088 mts) onde iria acampar.
A subida da serra é longa e exaustiva.
Depois de umas 3 horas de caminhada começam a aparecer as primeiras bicas de água potável e os melhores visuais começam a surgir depois de + - 4 horas, quando toda a Serra da Mantiqueira com Pico do Marins, Serra Fina e Itatiaia surge bem ao norte. Dá para se ver todo o perfil da Mantiqueira.
Todos os carros que passavam por mim nem procuravam me notar, para não dar carona, é claro. Um deles até tinha 2 montanhistas com mochilas na carroceria, confirmando que eles também iam fazer a travessia.
Lá pelas 14:00 hrs e depois de pouco mais de 20 Km, a estrada chega ao topo da serra e depois é só descida. Mais uns 4 Km do alto da serra e passei ao lado da Fazenda Recanto da Floresta (que pertence a Agência MW Trekking) e da Pousada Conde D´Eu. 
Logo a frente tem a placa de Fazenda Sincerro e Fazenda Pinheirinho à direita e foi aqui que eu saí da estrada principal e segui na direção da Fazenda.
Até a sede da Fazenda Pinheirinho foram pouco mais de 3 Km, onde eu peguei uns 2 litros de água, porque no topo do Tira Chapéu não tem.
Ao passar pela sede da Fazenda ainda caminhei cerca de 1,5 Km pela estrada até a divisa da propriedade, marcada por uma cerca de arame e uma porteira.
Cerca de 100 mts antes de chegar nessa porteira se inicia a trilha, à esquerda, que é uma íngreme subida em direção ao pico.  
Pico Tira Chapéu
Resolvi apertar o passo porque o Sol já estava se pondo e precisava chegar em algum local plano para montar a barraca, pois já tinha caminhado cerca de 10 horas ininterruptas.
Nessa primeira subida parei várias vezes, como se o corpo estivesse mandando um aviso de que era preciso parar e montar a barraca por ali mesmo. E foi o que fiz quando a trilha se nivelou e seguia rente a cerca. O pico estava bem visível ao sul e era fácil localizá-lo.
Montei a barraca em um local plano, junto à cerca, a mais ou menos 1 hora do topo do Tira Chapéu (como era área de descampado, durante a noite ventou muito).
Topo do Tira Chapéu
No manhã de Domingo bem ao amanhecer deixei as coisas dentro da barraca e subi até o pico.
Foi só seguir a cerca de arame, já que ela passa pelo topo do pico, que na verdade não chega a ser um pico.
É um morro, onde 3 cercas de arame farpado se encontram. Segundo o IBGE sua altitude é de 2088 mts.
No local existe uma Cruz e uma placa com uma oração e daqui dá para se ver toda a baía de Paraty, Pico do Frade, vales da Serra da Bocaina; em resumo, até onde a vista alcança.
Portaria do Parque Nacional
Voltei e desmontei a barraca e segui em direção a Portaria do Parque Nacional. O retorno até que foi rápido e cheguei na portaria por volta das 11:00 hrs. Assinei a autorização que tinha enviado 1 semana antes e segui em direção a travessia (isso é obrigatório, pois sem essa autorização não se consegue fazer a travessia).
Junto à guarita encontrei um casal de adolescentes alemães que estavam entrando no P.N. para fazerem a travessia e com isso seguimos juntos a maior parte do tempo.
Topo da Cachoeira do Santo Izidro
Logo depois da guarita, seguimos pela estrada e logo à frente já chegamos numa bifurcação à direita que sai da estrada e viramos aqui.
Pouco menos de 1 hora de caminhada desde a Portaria chegamos na Cachoeira do Santo Izidro à esquerda, que possui um belo poço na base, mas nem ficamos muito tempo.
Voltamos para a estrada e com a maior parte de trecho no plano, seguimos caminhando com uma ou outra subida ou descida.
Depois de umas 2 horas de caminhada chegamos no acesso à Cachoeira das Posses, que está do lado esquerdo, mas antes de chegar nela, passamos ao lado das ruínas de uma antiga Fazenda. 




Cachoeira das Posses
O lugar pode ser uma boa opção para acampar, se alguém estiver passando por aqui no final de tarde.
Pegue água nessas cachoeiras ou em alguma nascente que você cruzar, porque depois só na Pousada/Camping Barreirinha que está bem distante.
Depois de umas 3 horas desde a Portaria, a estrada inicia uma subida íngreme até chegarmos a uma outra bifurcação.
Nesse local existe uma placa apontando Pousada Vale dos Veados à direita e Trilha do Ouro à esquerda.
A partir daqui a paisagem vai se abrindo e a caminhada é feita por um pequeno trecho no plano para depois iniciar a longa descida até a Pousada/Camping Barreirinha.
E parecia que a descida não acabava mais. Começou a anoitecer e nada de pousada para passarmos a noite. Encontramos uma placa da Pousada indicando a 3 Km (mas pareciam que eram 30 Km). 
Ela fica em um fundo de vale com a estrada passando do lado direito. Quem nos recepcionou foi o Sr. Sebastião e o lugar é perfeito para o primeiro pernoite dentro do P.N, mas se você estiver passando muito cedo por aqui é possível chegar até a Pousada da D. Palmira, cerca de 1 hora à frente.



Topo do Pico do Gavião
Chegamos na Barreirinha já durante a noite e já fomos montar nossas barracas no gramado (no local existem alguns quartos da pousada).
Combinamos que iriamos jantar no lugar, já que estávamos bastante cansados para preparar a comida e logo depois do delicioso jantar fomos dormir.
No dia seguinte subimos o Pico do Gavião (subida ao lado da pousada, dá para fazer em uns 45 minutos) e lá do topo é possível ver o litoral e toda a região em volta. No local existe uma placa apontando altitude de 1600 metros.
Depois de alguns clics, iniciamos a descida rapidamente e com as barracas desmontadas e mochilas nas costas, retomamos a caminhada por volta das 09:00 hrs.
Depois de uns 30 minutos de estrada tem uma bifurcação que muitos se confundem e pegam o caminho errado.
A estrada principal parece seguir para a esquerda, mas a o caminho correto é virar na bifurcação da direita.
Dali para frente a estrada passa ao lado da Pousada da D. Palmira e de algumas sedes de fazendas.
Esse trecho é desgastante demais, porque é um tal de sobe morro/desce morro, mas a estrada é bem nítida e já vai tendo ares de trilha em alguns lugares.
Água não é problema, pois cruzamos com inúmeros riachos pelo caminho. O que chama a atenção aqui é que o calçamento de pedras construído pelos escravos a cerca de 300 anos atrás. Ele não está em todo o percurso, mas em vários trechos ele está preservado.
Só é preciso tomar cuidado com o limo que se forma nas pedras, pois os tombos e escorregões são comuns.
Depois de um trecho final de descida, chegamos no gramado, ao lado do Rio Mambucaba as 16:00 hrs.
Ali me separei do casal e eles ficaram ao lado da Cachoeira do Veado em camping selvagem e eu na área de Camping da Pousada do Zé Candido e D. Vera, do outro lado do Rio Mambucaba, onde se atravessa por uma pequena gaiola de metal.
Junto do Rio Mambucaba existe uma enorme área gramada e perfeita para quem quiser ficar em camping selvagem ao lado do rio e continuando a trilha, próxima ao Mambucaba, chegará na pinguela sobre o Ribeirão do Veado uns 10 minutos depois.
Linda Cachoeira do Veado
Aqui uma outra bifurcação e seguindo em frente vai sair em uma outra Trilha do Ouro, mas essa conhecida como Trilha do Rio Guaripu que vai terminar em um Bairro do município de Cunha.
Se quiser chegar na Cachoeira do Veado é só seguir na trilha à direita, logo que atravessar a pinguela.
A cachoeira é enorme e com 2 quedas que somam mais de 200 mts de altura e que vale o esforço para chegar até aqui. 
Depois de vários clics voltei ao camping e fui tomar um banho em um chuveiro da pousada. Agora era preparar o meu jantar, já que eu tinha bastante comida. Quando a noite chegou, me enfiei no saco de dormir e peguei rapidamente no sono.
Acordei cedo na manhã de Segunda-feira (07 de Julho) e com barraca desmontada e mochila nas costas voltei para o outro lado do rio pela gaiola de metal.
Depois de passar o enorme descampado atravessei novamente o Rio Mambucaba na pinguela, seguindo agora pelo lado esquerdo dele por encosta bem inclinada.
Preste atenção porque desse trecho se tem um belo visual da Cachoeira do Veado e daqui para frente a trilha é em mata fechada e só descida por umas 4 horas até o final dela.
Nesse trecho da travessia o calçamento de pedras é bem visível e está presente em boa parte dela, por isso cuidado com os tombos.
Quando chegar no final da trilha, na estrada de terra tente conseguir um transporte até o bairro do Perequê, porque é um longo trecho de uns 13 Km até a Rodovia, passando ainda por uns 2 rios pelo caminho.
Eu não consegui nenhuma carona, então tive que ir na caminhada mesmo e fui chegar no ponto de ônibus no bairro do Perequê por volta das 14h30min e ônibus para Paraty só as 15h40min, onde cheguei por volta das 17:00 hrs e como pretendia fazer a travessia da Ponta da Joatinga no dia seguinte, já fui atrás de uma pousada próxima do centro histórico para tomar um banho e sair para comer alguma coisa. A Pousada escolhida foi a Marendaz, que se localiza bem na entrada do centro histórico e era perfeita (barata e bem recomendada).

No dia seguinte tinha outra travessia para fazer: a da Ponta da Joatinga, mas essa fica para um outro relato que tá no link abaixo:






Algumas dicas e informações úteis (Atualizado Abril/2013)

# Para a travessia do P.N. da Serra da Bocaina é necessário solicitar a autorização mediante o preenchimento de um formulário com alguns dias de antecedência no site do Parque:

# Procure passar pela portaria do P.N. no máximo até as 09:00 ou 10:00 hrs da manhã, se quiser chegar na Pousada Barreirinha antes do anoitecer. E passando pelas cachoeiras do Santo Izidro e das Posses, é claro.

# Leve repelente, porque os pernilongos não dão trégua.

# Normalmente se faz a travessia da Bocaina em 3 dias, acampando a primeira noite na Pousada/Camping Barreirinha (é uma casa na beira da estrada e oferece refeições, banheiro, etc.) e a segunda noite na Cachoeira do Veado.

# Ao chegar no Rio Mambucaba e atravessando a ponte suspensa ou através de uma gaiola de metal se chega em um sítio que dispõe de alguns quartos e um camping pago (D. Vera) que oferece banheiro e água quente (serpentina de fogão a lenha). Camping selvagem tem em vários lugares por lá.

# O percurso total da travessia da Bocaina é de aproximadamente 100 km (de São José do Barreiro até a Vila Perequê). Creio que não dê pra fazer em menos de 08 horas na caminhada da cidade até a entrada do parque, no alto da Bocaina, no primeiro dia.

# Pode-se dizer que cerca de 70% dessa travessia é feita por estradas de terra ou por vestígios dela. Somente o trecho final, a partir da Cachoeira do Veado, a caminhada é feita por trilha.

# Hospedagem na cidade de São José do Barreiro:
- Pousada da D. Maria - centro de São José do Barreiro; (12) 3117-1281
- Pousada Régis - ao lado da Rodoviária de São José do Barreiro: (12) 3117-1184/1227
- Pousada/Camping Barreirinha - no interior do P.N.: (12) 3117-2205/1113

# Hospedagem dentro do Parque Nacional:
- Pousada/Camping Barreirinha: (12) 3117-2205. E-mail: pousadabarreirinha@hotmail.com
- Pousada/Camping Casa Pintada (Dona Palmira): (12) 99792-3477

# Se você quer fazer o Pico Tira Chapéu e não quer caminhar quase 12 horas direto como eu, procure um transporte em São José do Barreiro direto até a guarita da entrada do Parque. Abaixo os telefones de alguns.

# O Zé Pescocinho não oferece mais o transporte da cidade até a sede do Parque e abaixo seguem algumas opções:
- Reginaldo: (12) 99747-9651 ou (24) 99913-7066
- Lucas: (12) 3117-2123 ou (12) 98142-1917;
- Roger: (12) 3117-2050;
- Eliezer: (12) 3117-2123 ou (12) 99737-1787;
- Sr. Jaime (12) 3117- 1514;
- Jéferson (12) 3117- 2240;
- Flávio (12) 3117-2149;
- Paulo Vitor:  (12) 3117-1268
- Sr Roxinho, que faz o trecho final da travessia até o Bairro do Perequê. Ele mora a cerca de 2 Km depois da ponte de arame e chegando ao final da trilha é só perguntar por ele, pois é bastante conhecido.

# Em Janeiro de 2013 fiz outra caminhada no Parque Nacional da Serra da Bocaina, cruzando ele de oeste a leste pela Trilha do Rio Guaripu. O relato tá abaixo:
http://trilhasetrips.blogspot.com.br/2013/05/relato-travessia-da-serra-da-bocaina-de.html



# Importante

Informações atualizadas Jan/2016:
A caminhante Daniele Pegoraro fez essa travessia recentemente e atualizou o relato com as seguintes informações:
- No 1º dia da caminhada: Recomendação dela ficar na Pousada da D. Palmira, já que tem menos pessoas hospedadas (a maioria fica na do Sr. Sebastião) e ser mais barata. O valor do pernoite + jantar + banho + café = R$ 80 e na outra R$ 130.
- No 3º dia da caminhada - IMPORTANTE - A pinguela descrita no enorme campo foi levada pelo rio. Então a recomendação é não atravessar novamente o rio pela gaiola (caso tenha ficado hospedado na casa do Tião) e procurar a continuação da trilha pelo pasto. São uns 5 minutos de caminhada até a retomada da trilha.

Informações atualizadas Nov/2016:
 - O trilheiro Francisco Cardoso (do blog Chico Trekking) fez essa travessia no feriado do dia 15 e encontrou uma nova ponte sobre o Rio Mambucaba. É uma ponte pensil e é a melhor opção para quem não quer usar a gaiola.
- E o Tião, que possui uma pousada ao lado do Rio, não fica sempre por lá, mas em alguns fins de semana ou feriados uma outra pessoa fica no local.

19 comentários:

  1. rogerklima14 abril, 2013

    vc tem mapa da serra da bocaina ou coisa parecida??
    abraçu

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    1. E aí Roger.

      Eu sempre coloco os mapas e croquis no álbum de fotos.
      Lá no multiply eu colocava as imagens do google earth com a trilha plotada, mas acho que é desnecessário.
      Se vc abrir os tracklogs no google earth, a trilha já aparece plotada.

      Abcs

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  2. Augusto.. você sabe onde eu consigo algum contato de motorista que faça o resgate?
    Tá difícil de achar. Brigada!

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    1. Oi Cristiane.
      Vc ligou nos quase 10 contatos que eu coloquei no relato?
      Não é possível que nenhum deles possa fazer o resgate no final dessa travessia.
      Se vc ligou e nenhum deles pode fazer isso, aí creio que só ligando no Admn do Parque.
      Boa sorte.


      Abcs

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  3. Oi, Augusto.. na verdade alguns não fazem mais... mas consegui uns três. Depois colocarei aqui pra atualizar.
    Obrigada!

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    1. Ola Cristiane.
      Muitos dos contatos eu consegui no próprio site do Parque ou com alguns funcionários da Admn, qdo precisei ligar lá ao fazer a travessia desse Parque pelo Rio Guaripu.
      E outros eu consegui com colegas que passaram por lá e me atualizaram.
      Qdo fiz essa travessia, lembro que só tinha o Zé Pescocinho, mas depois de alguns anos ele parou de fazer esse serviço. Uma pena, porque era o mais barato de todos.

      Agradeço seu vc atualizar esses contatos de transporte. Os meu são bem antigos
      Valeu.

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  4. Antes tarde do que nunca pra deixar a minha contribuição: fiz a trilha do ouro no feriado de finados (31/10 a 02/11) e foi demais! Na ida pro parque rachamos o transporte com um grupo de quatro paulistanos, quem nos levou foi o Roger. Durante a trilha utilizamos o cróqui que o Augusto disponibilizou aqui e nos serviu muito bem.

    Na primeira noite dormimos na Cachoeira das Posses e na segunda dormimos na Cachoeira dos Veados, sim, o segundo dia foi uma pernada!! Mas o terceiro dia foi o mais desgastante, atravessamos o rio pela gaiolinha e seguimos para a trilha final. Um rapaz nos disse que em duas horas e meia chegaríamos em uma ponte, mas demorou umas quatro horas! Foi estressante lidar com a espera e a possibilidade de ter errado o caminho, mas no fim deu tudo certo.

    Ah, e ao chegar no fim da trilha não tínhamos transporte combinado. Perguntávamos para todos no caminho se poderiam nos levar até a BR101. A quarta pessoa foi um santo que interrompeu seu churrasco com os amigos pra nos dar essa carona, retribuímos com muitos agradecimentos e R$50. Até pouco pro tamanho da nossa gratidão.

    É isso ai, só passando mesmo pra reforçar a recomendação dessa trilha maravilhosa! Estar em um parque tão preservado, tanto em fauna quanto flora é mágico. Além de ver de perto o caminho de um rio belo e saudável! Dos poucos que ainda devem restar por ai. Ah, e reforçando também que a trilha está bem conservada e até com uma infraestrutura de placas na sua primeira metade. Podem ir sem medo!

    Pedro Henrique, 29/11/2015.

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    1. Esqueci de completar a primeira frase, fomos eu e a minha namorada!

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    2. Oi Pedro Henrique.
      Parabéns a vcs pela caminhada.
      É um belo trekking, mas é cansativo demais caminhar por antigas estradas de terra e com trecho que parece não ter fim, não é?
      É depender de transporte, tanto no início da travessia quanto no final dela se torna complicado para faze-la sozinho.
      Mas para quem gosta de história e caminhar por lugares preservados, sem dúvida nenhuma é uma boa opção.
      Agora que vc já conhece uma parte do PN, já pensou em fazer a outra Trilha do Ouro pelo Rio Guaripu?

      Abcs

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  5. Olá Augusto,

    Primeiramente gostaria de agradecer toda a sua generosidade em compartilhar tantos relatos e tracklogs. Foi com base nisso que nos inspirou em encarar essa Trilha do Ouro sem guia e recomendamos.
    Gostaria somente de tecer algumas atualizações:
    *1º dia da caminhada- Recomendo ficar na Pousada da D. Palmira, já que tem menos pessoas hospedadas (a maioria fica na do Sr. Sebastião) e ser mais barata. O valor do pernoite + jantar + banho + café = R$ 80 e na outra R$ 130.
    *3º dia da caminhada - IMPORTANTE - A pinguela descrita no enorme campo foi levada pelo rio. Então a recomendação é não atravessar novamente o rio pela gaiola (caso tenha ficado hospedado na casa do Tião) e procurar a continuação da trilha pelo pasto. São uns 5 minutos de caminhada até a retomada da trilha.

    Obrigada.
    Daniele

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    1. Oi Daniele, tudo bom?
      Obrigado pelas palavras de incentivo.
      Sempre que alguém posta um comentário com atualizações das informações dos relatos, eu coloco essas informações nas dicas.
      Elas são muito importantes porque são informações recentes e podem ajudar outras pessoas.
      Por isso, agradeço muito essa sua atualização.
      Assim que puder, vou acrescentar a sua postagem ao relato.

      Valeu mesmo.

      Abcs

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  6. Parabéns pelo blog, adorei o relato e gostaria de saber se é possível fazer esses percurso de bike e até que ponto? Ouvi dizer que até a Barrerinha é possível é verdade? abraços

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  7. Pelo que eu sei a travessia toda é proibida para bikes.
    Mas pelas estradas é possível sim.
    Mas ate onde vc pode ir, aí já não tenho essa informacao.
    Ligue na sede do parque que eles te dão informação mais detalhada e confiável.
    É melhor do que se arriscar ou ler em algum site que não é o do parque.

    Abcs

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  8. Olá Augusto!

    Como sempre você está postando ótimos relatos. São dicas valiosas e coerentes. Parabéns!

    Tenho algumas dúvidas.

    1) É necessário ou obrigatório entrar com guia no parque?

    2) Estou avaliando o tempo saindo do RJ de carro até SJB e depois fazer o resgate de Angra pra SJB e indo de busão do RJ até SJB e depois apanhar um busão em Angra pra retornar pro RJ.
    Tens algumas sugestão sobre isso?
    Qual o tempo que leva o resgate de Angra pra SJB?

    Desde já obrigado!

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  9. Blz Alexandro.
    Sobre usar guia, não é obrigatório.
    Só a autorização mesmo.
    Qto ao resgate, não sei o tempo, porque não usei qdo fiz a travessia.
    Só sei que sai muito caro.
    O ideal é tentar resgate em grupo.
    Já ouvi valores de mais de 200 reais para uma logística dessa.
    Boa sorte
    Abcs

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    1. Obrigado Augusto pela resposta!

      Li no seu relato que você caminhou de SJB até a portaria do Parque.
      Você recomendaria fazer esse trecho a pé? To perguntando porque pensei em fazer essa trilha em 4 dias. Um desses dias usaria pra esse trecho. Claro se for um trecho interessante e com belas paisagens.

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    2. Minha pretensão era subir de carro, mas não encontrei uma unica pessoa que pudesse dividir os custos comigo.
      E se eu fosse sozinho não iria sair barato, por isso preferi fazer o trecho até a portaria na caminhada.
      Mas é uma subida árdua e muito cansativa.
      O que vale a pena é o visual que vai ficando para trás. É muito legal.
      Se a sua logística for essa, então recomendo sair muito cedo de SJB.
      Para dar tempo de passar pela portaria e chegar na Cachoeira do Santo Izidro onde é possível acampamento selvagem.
      É um trecho só de estrada de terra e por isso não terá problemas de navegação.

      Agora se eu recomendaria? Não vejo problema. A não ser que vc seja um pouco sedentário, porque é uma caminhada longa nesse trecho.

      Abcs

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  10. FIZ ESSA TRILHA NO MÊS DE ABRIL 2016 EU FUI DE CARRO ATÉ A ENTRADA DO PARQUE , DEIXEI O CARRO NA PORTARIA E FUI ATÉ A CACHOEIRA DAS POSSES ACAMPEI NO ESPAÇO SELVAGEM QUE TEM LÁ NO SEGUNDO DIA ACAMPEI NO FINAL DO DIA NA CACHOEIRA DOS VEADOS , NO TERCEIROS DIA VOLTEI ATÉ A CACHOEIRA DAS POSSES E NO QUARTO DIA TERMINEI ATÉ A PORTARIA DEU NO TOTAL 65 KM. A TRILHA É LINDA DEMAIS E UM POUCO CANSATIVA.

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  11. Só lamento vc não ter finalizado essa travessia na Rio-Santos. O trecho final é por dentro da mata atlântica com calçamento original de pedras. Todo aquele esforço lá pelas estradas de terra no trecho inicial é esquecido.
    Quem puder, vale a pena fazer toda a travessia.
    O único problema é a logística.

    Abcs

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